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29/jul

No próximo dia 31, os queridos Potterheads comemorarão o aniversário da mulher que mudou a história da ficção para sempre e que, de quebra, levou milhões de pessoas a se apaixonarem pela leitura. O nome dela é Joanne Rowling, mais conhecida como J.K. Rowling. O “K” vem de Kathleen, nome que a autora britânica inseriu em homenagem a sua avó favorita.

 

Obviamente que o dia 31 não pertence só a J.K., mas também é o momento para comemorar o aniversário de sua belíssima criação, Harry Potter. Nada mais justo do que ela ter dado a mesma data para celebrar a passagem de ano do bruxo que sempre estará nos corações de crianças e adultos que acompanharam sua saga nos últimos 10 anos.

 

(Pôster Promocional do filme)

 

No último dia 18 foi lançado no canal Lifetime, o filme biográfico não-autorizado sobre a vida da escritora: “Magic Beyond Words: The J.K. Rowling Story”. A história que inspirou o roteiro dirigido por Paul A. Kaufman, vencedor do Emmy pelo filme “Run the Wild Fields”, é baseado no livro escrito por Sean Smith cujo nome é “J.K. Rowling: The Biography”.

 

A atriz escolhida para dar vida a versão adulta de J.K. foi Poppy Montgomery. Muitas pessoas devem se lembrar dela como Samantha no seriado “Without a Trace” – ou traduzido no Brasil “Desaparecidos”. A loira teve a responsabilidade de ser a autora mais consagrada de todos os tempos, cuja a vida não era um mar de rosas. Como a protagonista, Poppy teve que encarnar a personalidade da escritora e tentar emocionar o público nem que fosse em algumas tomadas.

 

(J.K. Rowling (Poppy Montgomery) sendo entrevista na première da adaptação para o cinema de seu primeiro livro)

 

O filme começa e termina com a encenação da première de “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. Saca-se a partir daí que conheceremos os caminhos que J.K. traçou até ir de encontro a sua mina de ouro. Para aqueles que acompanham Harry Potter desde o primeiro filme, vai se lembrar da primeira festa de exibição com ela ao lado das estrelas em ascensão Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint. Na cena de abertura, Poppy conseguiu me fazer relembrar o quanto a escritora era jovem e a maneira chocante como ela viu sua vida se transformar em tão pouco tempo.

 

Para não soltar pontas sem atá-las, houve o cuidado em mostrar as três fases de sua vida. A infância de J.K. foi marcada ao lado da irmã, Dianne Rowling. A cena adorável em que elas contracenam juntas é uma nostalgia pura, pois ambas estão caracterizadas de bruxas e brincam de magia contra um amigo que parece muito desagradável (uma memória, talvez, de Draco Malfoy). Mostra-se que, desde pequena, ela sempre foi dona de uma imaginação gigantesca e muito interessada pela leitura.

 

Outro momento de nostalgia é quando a pequena J.K. espera sua mãe ir embora do quarto para pegar o livro que escutava a história antes de dormir para saber o que acontecia depois. Ao pegá-lo, ela se enfia embaixo do lençol e começa a se deliciar com as palavras com o auxílio de uma lanterna. Isso me lembrou a cena inicial de “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” onde Harry faz a mesma coisa, só que com o auxílio da varinha. Na escola, a pequena J.K. tem que enfrentar problemas com os colegas de sala e se depara com uma professora rigorosa que lembra muito a profª McGonagall.

 

(Cachecol da Grifinória presente nos sonhos de J.K.)

 

A vida de adolescente da J.K. vira uma bolha de emoções e atritos. Em uma fase em que muitos narram seus momentos de rebeldia, ela tentou seguir o mesmo padrão, mas não fugiu muito de quem realmente era. Durante as aulas, ela continuava avoada e isso se refletia no interesse dos professores que a consideravam extremamente inteligente. Em mais uma cena dentro da sala de aula, J.K. se vê frente a frente ao que seria a sua fonte de inspiração para criar o profº Snape. O docente da vida real também usava roupas negras, tinha o nariz acentuado e tinha o dom de discutir e querer respostas ao desafiar os alunos. Mesmo que ele parecesse aterrorizante, fica marcado nessa parte de que a boa aluna não estava concentrada em fazer o que realmente amava, ou seja, escrever. Ela colocava essa atitude como um hobby.

 

A adolescência de J.K. é cheia de frustrações e idealizações como de qualquer outro ser humano. Nesse período, ela descobriu que a mãe estava doente por causa de uma esclerose múltipla, tinha o sonho de entrar em Oxford, mas foi recusada, e como qualquer outra garota no mundo tinha complexos com ela mesma. A loira não conseguia entender que o fato dela ser a primeira aluna da classe, não fosse o bastante em abrir portas para um novo mundo onde poderia realizar seu maior sonho. Como alguém brilhante sofre tanto para conseguir algo na vida? Com certeza, essa foi uma de suas indagações.

 

A avalanche de pessimismo não parou nem mesmo quando J.K. se tornou adulta. Ela não conseguia se manter em um emprego por muito tempo, mesmo que fizesse tudo certo. O problema para que isso acontecesse era o desejo de ser escritora e em nenhum lugar ela conseguia encontrar a oportunidade de fazer o que seu coração pedia. O momento tão esperado logo vem à tona quando em uma de suas viagens de trem de volta para casa, ela sonha com a história de Harry. Assim que chegou em casa começou a escrever descontroladamente em muitas, mais muitas folhas de papel em próprio pulso. Estava dada a largada para “Harry Potter e a Pedra Filosofal” que teve muito de seus momentos inspirados no que acontecia no cotidiano da escritora.

 

Como na vida as coisas boas duram por pouco tempo, a mãe de J.K. falece deixando a garota sem rumo. Ela simplesmente para de escrever e vai embora para Portugal onde trabalha como professora de inglês. Na cidade conhece seu primeiro marido, Jorge Arantes (Antonio Cupo) com quem teve a filha Jessica. O casamento não dura muito fazendo-a voltar para Edimburgo, onde sua irmã Dianne – interpretada por Emily Holmes – mora, com a filha e o manuscrito de Harry Potter embaixo do braço.

 

(A atriz Poppy Montgomery escrevendo os rascunhos de “Harry Potter e a Pedra Filosofal”)
 

Sem eira e nem beira, J.K. se concentra em procurar uma casa e sustentar a filha. Passa a viver com ajuda do Estado até conseguir um bico como professora. Ela resolve apresentar Harry Potter a irmã que fica fascinada com a história e a estimula a escrever. Uma das partes mais legais é quando ela mostra o capítulo final de “Harry Potter e as Relíquias da Morte”. Mesmo com a dificuldade de criar a filha e escrever, ela manteve o foco frenético em terminar a história do bruxo seja em casa ou na cafeteria que virou seu point mais popular. Ainda escrevendo a mão e passando a limpo na máquina de datilografar, ela não vê mais motivos para parar o que faz, o que a inspira e segue caminho sem desistir.

 

Estimulada e dando duro para sustentar a família, J.K. consegue finalizar “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. Ao lado da irmã, passou a procurar por um agente que pudesse oferecer o manuscrito para outras editoras a fim de publicá-lo. Christopher foi responsável pelo crescimento da história e por acreditar que Harry Potter seria possível. Enquanto ele trabalha de um lado, J.K. aproveita o tempo de desespero esperando respostas para continuar o segundo volume da saga: “Harry Potter e a Câmara Secreta”. Quando recebe a resposta de Christopher, que confirma a publicação do manuscrito pela Editora Bloomsbury, J.K. prossegue com a história e se torna a primeira mulher a ficar milionária por meio de um livro.

 

Sem sombra de dúvidas, o filme é literalmente uma lição de vida. É engraçado como muitas pessoas só julgam o lado glamouroso da vida de uma pessoa pública e não possuem a capacidade de saber o que aconteceu por detrás das câmeras. J.K. Rowling é tão humana como qualquer um. Ficou evidente que ela possui defeitos, crenças, uma casa para sustentar e uma paixão pela escrita que a motivou a se tornar o que é atualmente: um exemplo plausível de quem acredita em seus sonhos e consegue alcançá-los.

 

Eu só sabia da história dela por alto, por causa do texto que está em seu site oficial, mas assistir tudo o que aconteceu é totalmente diferente. Foi honestamente um tapa na cara de mão cheia para mim. Já digo para não esperarem uma obra-prima, pois essa não foi a intenção do diretor. Ele simplesmente aproveitou a onda de encerramento da saga e apresentou um projeto cuja história nem todo mundo conhece. Foi realmente satisfatório ver alguma das experiências que a J.K. sofreu e, com certeza, inspirará muita gente, talvez até os fãs, a acreditarem no que desejam. Cada pedaço do filme nos leva ao que líamos no papel e vimos na telona. J.K. fazia o mesmo o que nós quando a situação apertava: recorria à Hogwarts.

 

“Magic Beyond Words: The J.K. Rowling Story” conseguiu manter a fidelidade com relação a experiência de vida da escritora e apresentou algumas incógnitas que, provavelmente, não foram confirmadas pela escritora. Afinal, trata-se de um trabalho não autorizado. Mesmo assim, é um enredo que vale a pena ser conferido não só por seus seguidores como por qualquer um que possui sonhos não realizados e largados no meio do caminho por causa de algum obstáculo. Eu me identifiquei por demais com o que aconteceu com a J.K. com relação a escrita e, honestamente, estou tentando ainda superar isso.

 

Valeu a pena conferir esse filme mesmo que ele não se torne popularizado. Foi feito para quem realmente simpatiza com a J.K. Rowling. São fragmentos pessoais que a fazem especial a muita gente e que abriu portas para uma galera de novos escritores. Além disso, ela fez muitas crianças sonharem e as ensinou valores pessoais incríveis por meio de seus livros. Joanne Kathleen Rowling realmente foi uma lutadora e merece ser reconhecida pelo seu talento para toda eternidade.

 

Trailer:

 

 

Vídeo hospedado no YouTube e pode sair do ar a qualquer momento

 

Stefs
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