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13/jul

Para fechar os posts especiais sobre a saga Harry Potter, escrito pela autora J.K. Rowling, resolvi colocar aqui as cenas das quais mais gostei nos filmes. Foi um longo trabalho da parte dos diretores Chris Columbus, responsável por “Harry Potter e a Pedra Filosofal” e “Harry Potter e a Câmara Secreta”, Alfonso Cuarón responsável por (estragar) “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”, Mike Newell responsável por “Harry Potter e o Cálice de Fogo” e David Yates responsável por “Harry Potter e a Ordem da Fênix”, “Harry Potter e o Enigma do Príncipe” e “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1 e Parte 2”,  trazer a magia da maneira mais próxima possível aos fãs fiéis da saga que encerra sua história no dia 15 de julho.

 

Não posso também esquecer de Steve Kloves, pois sem ele J.K. dificilmente teria aceitado adaptar seus livros para as telonas.

 

Os meus filmes favoritos, sem sombra de dúvidas, são a “Ordem da Fênix” e “Relíquias da Morte”, mas, mesmo assim, há muitas cenas dos outros filmes que eu gostaria de citar, pois me fizeram rir e chorar. Consegui puxar algumas de memória, algumas mais frescas pois andei revendo os três primeiros filmes. Com certeza devem haver muito mais, mas minha mente de velha não permitiu que eu pensasse muito além do que recordava.

 

Em menos de 48 horas da grande estreia e do desfecho da saga mais longa da história, segue abaixo as partes dos filmes que gosto de rever sempre que possível:

 

Harry Potter e a Pedra Filosofal – dirigido por Chris Columbus. Roteiro de Steve Kloves. Ano: 2001.

 

 

1) Uma das cenas que me fazem rir em a “Pedra Filosofal” é a cena em que Harry, Rony, Hermione e Draco vão prestar detenção por estarem fora da cama na hora não permitida. No caso do trio, eles receberam o castigo por ajudar Hagrid com o dragão Norberto que logo é enviado para a Romênia. Por causa disso, o gigante está chateado e Filch não perde tempo em tirar sarro do colega de trabalho. Antes de se aproximar do Guarda-Caça, o zelador aterroriza os quarto com lendas sobre como eram as detenções (Sinto falta dos gritos!) em Hogwarts e caçoa dos sentimentos de Hagrid com uma cara feia com direito a um roll eyes impagável.

 

As expressões de Draco também são divertidas principalmente quando Filch afirma que há mais do que lobisomens na Floresta Proibida.

 

2) A cena do espelho de Ojesed me fez chorar litros, pois Harry vê os pais pela primeira vez. Embora eu tenha chutado o balde por achá-los velhos demais (isso não é uma dúvida é uma certeza. Como disse no post dos Marotos, eles morreram com 21 anos). Mesmo assim, a cena é muito bonita e o pequeno bruxo me fez  derramar lágrimas pela primeira vez ao ver seu desejo mais íntimo ser refletido no espelho mágico.

 

3) O final do filme também tem uma cena muito especial para mim. É quando Hagrid dá a Harry um álbum de recordações e ele abre justamente na foto dos pais. Em nome do meu amor por James e Lily, não teve como me segurar ao vê-los acenando com o bebê Harry nos braços, felizes como se não houvesse nada a temer. É de quebrar o coração, mas valeu pelo sorriso do garoto ao voltar para o trem que o levaria de volta para a casa dos tios.

 

Harry Potter e a Câmara Secreta – dirigido por Chris Columbus. Roteiro de Steve Kloves. Ano: 2002.

 

 

1) Eu acho que a “Câmara Secreta” conseguiu trazer uma dosagem muito interessante entre comédia e suspense. Por ser o começo do lado mais sombrio de Hogwarts e dos assuntos que envolvem Voldemort, há um equilíbrio entre os dois gêneros sem destruir o enredo. Uma das minhas cenas favoritas de comédia é quando Harry cumpre detenção com o professor Gilderoy Lockhart .

 

A fala mestre: “É assustador como o tempo passa enquanto a gente se diverte”, junto com a expressão debochada do metido docente, me faz rir demais. Isso virou até uma das minhas frases de efeito quando estou fazendo algo realmente interessante e não sobra tempo para continuar.

 

2) Rony com medo de aranhas ou com sua varinha quebrada também rendeu ótimas risadas. Um garoto com medo de aranhas, sempre achei essa situação meio estranha, mas quando se é criança é até compreensível. O problema é que o Weasley cresceu e como fica esse medo de aracnídeos? Bizarro, mas mesmo assim divertido.

 

3) Voldemort na forma de Tom Riddle. Não há palavras para descrever esse momento que achei muito bem feito.

 

4) E, claro, que não poderia faltar a cena em que Harry e Hermione se abraçam no final. Ela corre na direção dele após voltar ao normal por de ter sido atacada pelo Basilisco e passar boa parte da trama petrificada.

 

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban – dirigido por Alfonso Cuarón. Roteiro de Steve Kloves. Ano: 2004.

 

 

1) Na minha opinião o terceiro filme da saga foi o pior. A propaganda foi enganosa e, quando dei de cara com o resultado final, a sensação de decepção tomou conta. Afinal, era o livro dos meus Marotos e Alfonso realmente estragou tudo. Nem consigo assisti-lo novamente, pois realmente ficou muito ruim. Todo caso, Tia Guida virando balão foi uma das raras cenas engraçadas da trama. Os Dursleys mais uma vez roubam a cena e, bem ou mal, conseguem salvar os primeiros 10 minutos do filme.

 

2) A aula do professor Lupin e o bicho papão do Snape. Por mais que ame o sonserino, não teve como controlar o riso quando Alan Rickman incorpora seu lado “feminino” e rouba a cena por ser a coisa que Neville Longbottom tem mais medo. Além disso, eu sempre quis ter aula com Remus e ele sem dúvidas foi um dos melhores professores de Hogwarts.  Adorável, sincero e ao mesmo tempo vulnerável. Esse é Remus Lupin. Mesmo sendo lobisomem e mostrar sua fragilidade aos alunos, não deixou de ajudar Harry quando mais precisou.

 

3) Mesmo durão, quando o trio, Lupin, Sirius, Peter e Snape saem de dentro do Salgueiro Lutador, o professor de Defesa Contra as Artes das Trevas não se controla e se transforma em lobisomem. Sem muito o que fazer, Snape protege Harry, Rony e Hermione em uma atitude inesperada, pois se tivesse chance os deixariam a mercê do lupino – ou não. Lembrando que essa cena pipocou na tela, pois não existe no livro.

 

Harry Potter e o Cálice de Fogo – dirigido por Mike Newell. Roteiro de Steve Kloves. Ano: 2005.

 

 

1) Os Comensais da Morte na Copa Mundial de Quadribol. Pela primeira vez, todos estavam reunidos com o mesmo propósito: causar pânico em todo mundo. Essa era uma das cenas que eu queria ver e achei sensacional. Principalmente as máscaras e as roupas dos seguidores de Voldemort e, claro, a Marca Negra estampada no céu.

 

2) A professora Minerva dançando com Rony no aquecimento antes do Baile de Inverno. Os gêmeos Weasley não perdem tempo em caçoá-lo e ganham o apoio de Harry.

 

3) Ao colocarem seus nomes no Cálice de Fogo com o intuito de enganá-lo com a poção do envelhecimento, Fred e Jorge estão convictos de que irão vencer a esperteza de Dumbledore. O que eles não esperavam é que seriam expurgados do círculo de proteção do objeto com os rostos barbados iniciando, assim, uma briga no meio do saguão de Hogwarts.

 

4) James e Lily voltam ao filme como fantasmas da varinha de Voldemort no duelo do cemitério. Isso me emocionou bastante pelo simples fato de que eles ajudam Harry a escapar de uma morte prematura. Mesmo não sendo significante para mim, até Cedrico consegue me guiar a uma onda de lágrimas ao pedir que o garoto leve seu corpo de volta para o pai.

 

Harry Potter e a Ordem da Fênix – dirigido por David Yates. Roteiro de Michael Goldenberg. Ano: 2007.

 

 

1) A sensação de ver a Ordem da Fênix foi incrível. Embora eu não goste de todos os membros, foi muito legal a sensação de que a Era dos Marotos pertenceu ao grupo que luta contra os poderes das trevas. Mesmo não gostando de Sirius o modo como ele e Remus trabalham juntos me fez ter uma pequena ideia de como eles se guiavam quando James estava vivo.

 

2) A morte de Sirius Black foi a melhor coisa da minha vida. Não gosto do personagem, embora goste ele como Maroto, mas o que ele se tornou nunca me deixou satisfeita e mesmo sentindo muito pelo Harry, é um personagem que para mim nunca fez falta.

 

3) As memórias de Harry saltitando na tela quando Voldemort possui seu corpo. Ele sente o Lord das Trevas em sua própria pele e é uma tortura já que o garoto é dono de sentimentos mais honoráveis do que o bruxo malvado. A amizade dele com Rony e Hermione, o carinho pelos Weasley, as lembranças dos pais foram momentos cruciais para fechar o filme com chave de ouro.

 

4) Para completar, Fudge estraga a cena ao exclamar “He’s back!”, quando vê Voldemort se dissolver a sua frente. Sério que ele voltou, Fudge? Deu vontade de dar uns tapas na cara pela falta de tato do personagem, mas só perdoei porque ri demais da cara de bobo dele.

 

Harry Potter e o Enigma do Príncipe – dirigido por David Yates. Roteiro de Steve Kloves. Ano: 2009.

 

 

1) A cena na casa do Snape foi uma das que eu mais queria ver. O episódio, dono de um capítulo inteiro, conta com Narcissa Malfoy, Bellatrix Lestrange e o professor de Poções debatendo o futuro de Draco com relação a missão que Voldemort lhe dera. Aqui, conhecemos Narcissa pela primeira vez e vemos um lado diferente de Snape, a vontade em sua casa, como se nada estivesse acontecendo.

 

2) A morte de Dumbledore. Outro personagem que não mudou minha vida e é dono da minha antipatia. Nunca gostei da maneira como ele agia com Harry e nem muito menos das suas “escapadinhas” quando o circo pegava fogo.  Quando ele morreu quase apanhei dentro do cinema quando exclamei “Vai tarde!” e foi mesmo. Todo mundo teve que se dar mal por causa dele e acho que a existência de Voldemort não justificou metade de seus atos. Muita gente morreu por culpa dele e nada mais certo do que ele morrer também. Só achei injusto ter sido uma morte combinada, pois ele merecia algo pior. Team Aberforth!

 

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1 – dirigido por David Yates. Roteiro de Steve Kloves. Ano: 2010.

 

 

1) O lar de Hermione é mostrado pela primeira vez. Eu achei essa ideia brilhante e os fãs mereciam algo assim. Quando ela apaga as memórias dos pais para deixá-los salvos durante a guerra é uma cena de quebrar o coração e de muito apelo sentimental já que a bruxa não sabe se voltará viva.

 

2) Snape entra na Mansão Malfoy para uma reunião com Voldemort. É a segunda cena e todos param. O ambiente sombrio, sem muitos móveis e muitos seguidores do Lord das Trevas enfileirados para ouvir o que seu mestre tem a dizer. No comando, Voldemort debate a maneira como quer matar Harry e achar uma falha no sistema de segurança dele.

 

No alto, há a professora de Estudos dos Trouxas que foi torturada e morta por acreditar que os que não possuem sangue mágico merecem viver no convívio e casar com bruxos sangues puros. Ralph Fiennes colocou a dose certa de ironia no personagem e isso fica provado quando ele pega a varinha de Lucius Malfoy e caçoa dele. Um diálogo que não existia, mas que se encaixou perfeitamente com a cena.

 

3) Harry convida Hermione para dançar, pois ela está chateada com a ida de Rony. Meu Deus! Foi muita judiação com meu pobre coração colocar essa cena. Daniel Radcliffe pareceu muito mais pequeno do que ele já é e deu vontade de apertar. Uma das cenas mais memoráveis da primeira parte do último livro da saga, sem dúvidas.

 

4) A fuga do trio na floresta. Uma cena rápida, mas suficiente para reconhecer o esforço  dos três atores que correm feito loucos para fugirem dos sequestradores. O único som é o fôlego que lhes faltam. Cena muito bem produzida e muito bem editada. Os frames que dividiam Harry, Rony e Hermione criam a tensão necessária para o que viria a seguir.

 

5) A batalha na Mansão Malfoy entre o trio, Lucius, Narcissa, Bellatrix e Draco não poderia ter ficado de fora, claro. Os Malfoy ainda sofrem com a indignidade da família por causa das falhas anteriores e Bella recebeu os resultados não tão benéficos e também está mal vista perante o Lord das Trevas. Terem Harry Potter e, de quebra, seus dois companheiros, é o presente perfeito para se redimirem e colocar a família de volta ao topo.

 

Mesmo perdido no meio, Draco mostra mais uma vez que não se sente bem com a nova posição de Comensal da Morte e tenta ao máximo não se envolver com o problema.

 

6) A morte de Dobby. Foi uma das perdas que mais lamentei além da coruja de Harry, Edwiges. Tantas pessoas morrem nesse livro e nem vale a pena comentar, pois foi tudo deixado para a segunda parte. Foi a cena em que não só eu como quem estava no cinema chorou muitos litros, pois até o fim de sua vida o pequeno elfo mostrou que estava do lado do bem e que faria de tudo para ajudar seu mestre Harry Potter.

 

Menos de 48 horas para o fim de tudo isso. O fim de uma era. Um ciclo da minha vida que termina daqui a algumas horas. É estranho pensar dessa forma já que minha infância e adolescência foram marcadas por tantas coisas, mas nada se equipara ao fato de Harry Potter ter entrado na minha vida.

 

Muitos terão o que contar para seus filhos e eu bem sei que os meus (se tiver, rs) lerão Harry Potter. Eu queria que os adolescentes de hoje tivessem a oportunidade de aproveitar algo tão incrível e forte que possui valores que podem ser levados para a vida pessoal. Agora, como adultos, temos que ver os jovens entre 12 e 17 anos ouvirem músicas ruins, acharem que Bella Swan é um exemplo de mulher perfeita e serem mães antes do tempo. Uma pena!

 

Sou gratificada por aproveitar algo tão bom. Foi um período em que fiz muitas amizades que perduram até hoje. Quando fecho os olhos e imagino minha vida sem Harry Potter é como se houvesse uma lacuna branca que vai passando, sem mostrar nada de interessante. Estou desesperada, eu sei! Mas qual fã não está?

 

Finalizar esse post e saber que não haverá muito o que comentar depois é um tanto quanto triste. Mas sempre que houver oportunidade colocarei algo sobre a saga nesse meu pequeno espaço.

 

Como nossa querida J.K disse no discurso da Premiere de London: “Hogwarts will always be there to welcome you home”. Sendo assim, é fato de que a história nunca morrerá.

 

Queria agradecer as pessoas tão queridas que comentaram nos posts anteriores e avisar que todas as imagens postadas aqui não são minhas. Quem dera eu tivesse o dom para desenhar.

 

O blog ficará sem posts até segunda. Estarei viajando e sofrendo uma overdose lacrimal de Harry Potter ao lado de algumas pessoas que foram muito importantes nessa trajetória.

 

Eu sei que o post é enorme, mas deixarei um vídeo tributo que um fã fez para a saga e que achei sensacional a ponto de me fazer soluçar em frente do pc.

 

 Vídeo hospedado no YouTube e pode sair do ar a qualquer momento

 

Mischief Manage!

Stefs
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