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07/jul

Eu tinha 15 anos quando ouvi falar de um bruxo chamado Harry Potter. Eu estava na febre da música pop e não dei a importância inicial que ele merecia. Lembro que uma amiga – que virou inimiga – me deu o segundo livro da saga escrita por J.K. Rowling para ler: “Harry Potter e a Câmara Secreta”.

 

Você pode achar que sou louca em não ter começado pelo começo, mas quem me conhece sabe que sou do avesso. Funciono quase como um mangá, tudo de trás para frente.

 

Foi amor à primeira vista. Sempre gostei de histórias que envolvessem assuntos sobrenaturais, principalmente bruxaria. A maneira simples e inocente como a queridíssima autora colocou o mundo da magia, não só na Escola de Magia e Bruxaria Hogwarts como em outros ambientes criados por ela mesma, me fez querer saber mais. Daí, corri atrás dos outros exemplares que foram publicados.

 

Antes de ir embora para outra escola, eu tinha uma amiga, que antes era inimiga, e tínhamos muita coisa sobre Harry Potter para falar. Lembro que ficávamos a noite inteira falando e falando e tentando imaginar os casais que se formariam, como seria morar lá…Enfim, uma mente sonhadora de 15 anos.

 

Como Murphy me ama, mudei de escola e a então inimiga não me emprestou os outros livros. Quando fui comprar meus materiais escolares – o que faz com que eu seja fresca com esse assunto até hoje – acabei adquirindo um fichário com o símbolo de Hogwarts. Rodando a Saraiva, comprei as folhas de fichário de Harry Potter. Andando mais um pouco comprei o conjunto de canetas, borracha… Tudo que tinha, eu colocava dentro da cesta feito uma maluca. Quem me olhasse de longe, acharia que eu sofro de algum tipo de perturbação muito grave.

 

O que mais me surpreendeu é que fazia tempo que eu não me apaixonava por algo. Nessa época, eu era  uma boa fã, daquelas que fazia pastas, colecionava fotos, pôsteres, revistas, vídeos. Ainda sou fã de muita coisa, mas a fase das pastinhas acabou. Lembro que o VHS estava na moda e meu fanatismo me permitia gravar tudo que passava na televisão sobre Harry Potter. Virou um vício.

 

Um vício muito bom se querem saber. Pode ser meio idiota dizer isso, mas sempre há alguma coisa que nos segura e nos ajuda a não pensar em besteiras aleatórias. É algo que foi e funcionou como uma distração. Não foi meu canto de fuga, mas um espaço em que eu encontrava meus melhores momentos e, imaginar Hogwarts e os personagens, mexia com a minha criatividade.

 

E de qual fã não mexeu, certo?

 

Continuando, mudei de escola e estava meio mal. Estava sozinha indo para a sala com meu lindo fichário de Hogwarts sem me importar nem um pouco com um monte de olhares estranhos na minha direção. É divertido pensar nisso agora, pois na época eu estava em pânico. Até que então, me mandaram a salvação. Tudo por causa do meu fichário. Yay!

 

A amizade começou daí e foi ela que me emprestou os outros livros que não tinha lido. Como mencionei ser do avesso, depois do segundo livro eu li “Harry Potter e o Cálice de Fogo”. Minha destreza sequencial me choca as vezes, mas faz tudo ser mais divertido. Depois eu li “Harry Potter e a Pedra Filosofal” e, admito, nunca se tornou meu livro favorito e agradeço muito por não ter lido ele primeiro. Talvez, teria desencantado de primeira, já que o segundo livro tem mais partes de ação.

 

Após colocar a leitura quase-em-dia – não havia lido “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”, resolvi trabalhar com a minha mãe e comprar meus próprios livros. Todo o salário que ganhei no Natal gastei com tudo de Harry Potter. Foi aí que minha mãe começou a tirar sarro da minha cara e até hoje ela usa a mesma frase: por que você não pede para o Harry pagar suas dívidas? Adoro pais compreensivos! Poderia estar nas drogas, me vendendo… Ooops! Ela não entende que eu estava focada na leitura, oras.

 

O tempo passou até que eu e essa minha amiga resolvemos colocar nossa própria história no papel. A ideia era simples: quando estudava na minha escola anterior eu e minhas amigas costumávamos escrever em muitos papeis, formando histórias confusas e isso nos desviava das aulas chatas. Como sentia saudades de onde fiquei 6 anos da minha vida, dei a dica de fazermos isso com Harry Potter e deu certo. Bang!

 

Criamos nosso cantinho especial e descrevemos os personagens do nosso jeito. Vestibular chegando, pressão familiar entre outros problemas eram esquecidos com muitas folhas de sulfite e canetas. Onde estávamos, escrevíamos e era engraçado que todo mundo achava isso estranho. Ocupávamos a mesma mesa, ficávamos no mesmo período de tempo e, claro, o povo brasileiro curioso não se continha.

 

Nosso canto preferido teve que fechar para reforma, mas tinha o shopping perto. Marcamos presença lá. Meu segundo ano do colegial estava muito legal e era difícil ir ao ver todas as coisas de Harry Potter e não ter grana para comprar na Siciliano. Na época, haviam lançado o VHS da Pedra Filosofal e me dava  ânsia só de vê-lo na vitrine. Até que minha boa amiga me deu de presente de aniversário. O VHS ainda existe mesmo eu tendo o DVD. Perdi as contas de quantas vezes eu assisti. Nem sei se a fita ainda funciona.

 

Após isso, a paixão só aumentou. Lembro de ter cabulado meia aula para assistir “Harry Potter e a Câmara Secreta” com essa amiga muito minha chamada Lílian. Depois, voltei no mesmo cinema e levei minha irmã, minha nova companheira que seguiu o vício por menos tempo que eu (traidora do sangue!).

 

Quando me formei, senti o maior vazio do planeta. Não haveriam mais passeios em shoppings e nem folhas e mais folhas para escrever antes de voltar para casa. Lembro que escrevemos a despedida dos personagens como se fosse a nossa e começamos a chorar. Podem rir, eu deixo. Quem nunca foi nerd na vida não entende o que eu quero transmitir nessas linhas. Tenho certeza que os fãs de “Star Wars” me entenderiam.

 

Em 2004 consegui ter minha internet discada. Minha mãe me xinga até hoje pelas centenas de contas altíssimas que ela teve que pagar. Lembro que meu pc pesava quilos de tantas fotos do elenco que havia lá. Lembro, também, até da primeira foto que vi. Emma Watson, Rupert Grint e Daniel Radcliffe magrinhos e tão pequenos. Era a Photocall de “Harry Potter e a Câmara Secreta”. Sim, isso confirma que eu fui uma pessoa bem atrasada.

 

 

Um belo dia, descobri o lado mágico da coisa para suprir minha abstinência de assuntos Potterianos: blogs. Eu comentei no post anterior como isso começou, mas não aprofundei a história. Harry Potter me fez ter centenas de blogs. Criei o primeiro, mas não me recordo o nome. Era novidade e todos comentavam como se fossem alunos de Hogwarts. Vasculhando os sites por aí, descubro um galeão ao saber que teria um evento de cosplay em algum lugar que também não me lembro. Pois é, dei uma de louca!

 

Eu não tinha cosplay completa, nem fazia ideia do que era até construir uma pela metade. Eu, minha irmã e a minha amiga Lily fomos juntas e eu tive a oportunidade de conhecer pessoas maravilhosas, das quais boa parte não falo mais hoje. Tudo bem que o evento estava desorganizado, com muita gente em pouco espaço, mas valeu a pena.

 

Ter o blog me permitiu conhecer essa galera e foi um dos pontos altos da minha adolescência mágica. Quando acabou essa fase de Role-playing game (RPG) via blogs, entrei em crise de identidade, pois foi uma tentativa de criar um mundo mágico de Harry Potter e buscá-lo sempre quando tudo apertava.

 

Depois disso, teve os outros blogs que fiz e conheci mais gente ainda. Algumas pessoas falo até hoje, como as minhas queridas do clã Black: Babi, Isis e Lívia (duas abortaram a missão Harry Potter e a do meio continua fanática). Lembro de outro evento, no shopping Santa Cruz, estreia de “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”. Foi nesse evento que conheci uma galera e o mesmo aconteceu com a estreia de “Harry Potter e o Cálice de Fogo” que foi o último que fui, já que larguei a missão de eventos graças a chegada da vida adulta.

 

Mesmo sem eventos, eu ainda estava lá, firme e forte com Harry Potter. Sem conviver no meio do agito, me cadastrei em um fórum, o “Potter Village”. Deus sabe como sinto falta daquele lugar e dá um aperto em pensar que ele não existe mais. Foi lá que descobri para que servem as Fanfics (histórias fictícias utilizando os personagens da J.K e os ambientes, sem lucros) e me toquei que durante dois anos da minha vida tinha escrito uma e resolvi escrever as minhas também. Antes de postá-las no fórum, comecei a postar no “Edwiges Home Page”, como Miss Lestrange.

 

Por meio desse site, conheci minha amigona gaúcha. Ela escrevia sobre a Era Marota e eu adorava o que ela fazia. Não resisti e a adicionei no msn e ,então, começamos a rasgar seda para James Potter, Remus Lupin, Sirius Black e a nossa garota marota Lily Evans. Minha primeira fanfic dos Marotos foi feita no papel e depois passei a limpo para o pc. Remus Lupin era o principal, mas não fazia ideia que fosse me apaixonar pelo resto do grupo.

 

Mais uma prova de como sou do avesso: gosto de shippers (casais) que são bagunçados. Digo bagunçados, pois ninguém entende meus gostos. Meu shipper de coração sempre foi e sempre será Harry Potter e Hermione Granger, pois o Rony …. Não irei xingar o menino, pois tenho amigas que me matariam por isso. Pensar assim, que meu casal era o melhor, no meio de Fanfics e no meio do “Potter Village” era motivo de brigas sem fim e recadinhos mal educados. Um visitava a página do outro para xingar até a mãe. Pelo santo hipogrifo, como eu ria.

 

Mas, ao mesmo tempo, ficava ferrada da vida com isso. Quem visse de longe acharia que éramos loucos, mas essa é uma das principais essências de ser fã de Harry Potter: ser louco. MUITO louco! Por causa dessa fixação pelo shipper, escrevi minha primeira Fanfic oficial: “Encurralados pelo Destino”. GOSH!

 

Os comentários eram divertidos de se ler e fui conhecendo mais gente na web por causa dela. Aproveitei e migrei também para o único fórum do shipper Fanon, o Pumpkin Pie. Ganhei segundo lugar em um concurso de Fanfic que teve lá e foi tãooooooooooooo surreal. Nunca fui de ganhar nada e eu lembro que parecia uma pulga na cadeira.

 

Nessa mesma época havia um blog chamado “Accio Cérebro” que eu morria de vontade em participar. Desesperançosa, eis que visitei a página e abriram seleção. Escrevi tudo o que podia e consegui entrar. Uma pena que meu computador morreu e eu não tenho mais as histórias que fiz. Maldita seja a era dos disquetes. De quebra, comecei a distribuir por aí dolls (bonecas montadas em páginas da internet) com os uniformes de Hogwarts. Algumas amigas mais chegadas desfilavam com elas no fórum e eu ficava metida, fim.

 

Minha amiga gaúcha que ficou conhecida como Babi Evans ainda estava lá do outro lado do pc e me apresentou o Fanfiction.net. Gostei do layout e resolvi migrar boa parte das fics que havia escrito para lá. Depois de tanto tempo, resolvi escrever minha primeira história somente com os Marotos chamada “Férias em um Cruzeiro” (não recomendo a leitura, pois era inocente e não administrava tão bem o português, haha!).

 

O resultado foi tão contagiante que não conseguia parar mais. Imaginar como James Potter, Sirius Black, Remus Lupin e Peter Pettigrew (o traidor) viviam me empolgavam mais e, quando percebi, tinha pelo menos 3 histórias para atualizar sobre eles com enredos diferentes. Tirando as Songfics (histórias baseadas em músicas) que escrevia uma por final de semana.

 

Comecei a reler o “Prisioneiro de Azkaban” para pegar detalhes e comecei a pensar em escrever sobre a Primeira Guerra bruxa. Como não havia sido lançado “Harry Potter e o Enigma do Príncipe” e nem “Harry Potter e as Relíquias da Morte” era uma oportunidade de escrever e colocar meu ponto de vista de como tudo havia acontecido. Afinal, era a vida dos meus Marotos e da minha Lily Evans – desculpe, sou possessiva quanto a isso.

 

Depois que o Enigma saiu, pareceu que havia começado um apocalipse sobre Harry Potter. As pessoas foram largando os fóruns, as Fanfics ficavam sem um término e meio mundo não dava mais a mesma importância que antes. Embora isso fosse diminuindo, eu não conseguia largar. Primeiro foi o “Edwiges Home Page”, depois o “Potter Village”, depois o “Pumpkin Pie” e depois o “Accio Cérebro”. Estava tudo acabado!

 

A única coisa que ainda me ligava a Harry Potter eram as histórias fictícias. Continuei freneticamente escrevendo, pois havia as pessoas tão queridas que ainda liam e isso me empolgava mais em escrever (se você nunca comentou em uma Fanfic, faça isso. Você não sabe como isso anima quem escreve, hehe).

 

Em 2006 encontrei meu primeiro emprego de verdade. Meu tempo não estava 100% tomado e ainda dava para dividi-lo com as minhas fics. Fazendo uma volta ao tempo rapidinho, em 2004 o orkut foi lançado e eu fiz a comunidade dos Marotos e dezenas de outras. Sim, são praticamente todas minhas e tenho muito mimo por elas. Lembro que eu queria deletar, porque ninguém entrava, até que um dia vi o número de membros gritante e resolvi investir.

 

Voltando para 2006, muita gente sabe o que é fazer um fake no orkut para se divertir. Eu tinha feito uma Hermione Granger, primeiramente, e gente, vocês não sabem o efeito que isso trouxe. Havia comunidades de RPG no orkut e todas as noites tinha alguém jogando. Lembro da minha aula de Defesa Contra as Artes das Trevas com um player do Remus Lupin. Vocês não imaginam como me senti uma “bruxinha”.

 

Em 2007, havia um antro de rpgistas no orkut. Eu conheci uma parceira do nordeste que jogava como Lily Evans. Ela falava e falava até que me deu um perfil de presente. Eu era a Alice Longbottom. Daí foi só os turnos (ação dos jogadores) gigantescos no meu scrapbook. Lembro que no trabalho – quando fui promovida – ficava respondendo todos durante o expediente e tinha que me segurar muito para não rir. Vi  até uma personagem de uma Fanfic minha ter um profile e isso foi estranho, mas ao mesmo tempo bacana por saber que havia pessoas que se importavam com o que rascunhava.

 

Como todo trabalho em grupo, sempre há suas diferenças e isso aconteceu com a gente. Muitos deletaram, mentiram ou simplesmente não era o que eu imaginava. As únicas pessoas que ainda guardo comigo nessa primeira fase de jogos é minha musa Lisia e meu irmão Gabe. Minha eterna musa e meu eterno irmão emo. Devido aos atritos, a chance de jogar RPG morreu até que ano passado tive a chance de jogar de novo por causa da minha netita popularmente conhecida como Mily. Embora seu gosto suspeito pela saga Crepúsculo (outra traidora do sangue) a condene, juntas reunimos forças e capacidade mental e fundamos o Chamber of Secrets, nosso espaço de jogos VIP.

 

Podem me chamar de nerd sem noção ou qualquer outra palavra que seja. Já disse, não me importo. Nunca foi qualidade minha ser a pessoa mais cool do mundo. Acho que ser nerd é muito mais cool. Nunca gostei de baladas, pois prefiro bares e pubs. Não gosto de muita gente, por isso me limito a elas. Sou viciada em café e amo ver filmes, sentir o cheiro de livro novo e meu antro é meu quarto.

 

Continuo dessa maneira e ainda amo Harry Potter com a mesma intensidade de antes. Continuo escrevendo Fanfics e agora resolvi fazer a minha vontade de colocar na tela do computador algo da Primeira Guerra bruxa. Minhas comunidades ainda existem e podem não ter um membro sequer, mas continuarão lá.

 

 

Ainda digo que James Potter, Remus Lupin, Severus Snape, Lily Evans, Alice e Frank Longbottom, Marlene McKinnon, Amos Diggory, Emmeline Vance, os Malfoy entre muitos outros são meus. Só meus e divido com POUCA gente. Porque ninguém quase deixa meleca cair no Mapa do Maroto que vem com o livro “Harry Potter e a Magia do Cinema” de uma de suas melhores amigas. Só eu tenho esse dom!

 

Uma coisa que Harry Potter me trouxe, muito além de magia, satisfação, lágrimas e carisma pela leitura, foi a paixão pela escrita. Eu escolhi Jornalismo para escrever e não para ficar em frente às câmeras que nem uma idiota. Até então, com 17 anos, eu não sabia muito o que eu queria da vida, até a tia J.K me mostrar que escrever é incrível. Eu me xingo todos os dias quando lembro que uma pessoa infeliz tentou tirar isso de mim ano passado, mas eu me recuso que isso aconteça. Odeio gente pseudo-cult que se acha o máximo. Azkaban para elas!

 

Além da escrita, Harry Potter me trouxe muitos amigos inesquecíveis. Eu queria mesmo dedicar esse post a todos que estão comigo até hoje e que ainda são capazes de sentir o que o nosso pequeno bruxo e nossa grande escola de magia nos traz todos os dias: minha irmã – ÓBVIO – que repete comigo todos os quotes de Harry Potter e por atuar como minha Alice Longbottom, Lílian a garota que escreveu comigo a primeira Fanfic, que estava comigo na sessão de a “Câmara Secreta” e que já dividiu muitos turnos comigo, my person que sempre estava lá, mas que ao mesmo tempo não estava e que só está desde o ano passado e que eu amo muito, prima Isis Black que sabe que mesmo que eu ame os Marotos, o Lestrange surgiu porque eu odeio o “pai” dela e que, mesmo distantes demais, ela nunca deixou de ter um espaço no meu coração, minha Musa que nunca sairá desse posto por mais que tenha desistido de jogar e por ser sempre uma personagem que estará nas minhas Fanfics para sempre, mano Gabe por ser tão emo o tempo inteiro que não tem como desvincular a imagem dele do nosso lobo tão amado, minha neta Mily por ser minha Marlene McKinnon em todas as horas que preciso e por trazer a magia do RPG de volta a minha vida, Babi – eterna – Evans por ter sido muito Evans em muitos momentos da minha vida e por ter compartilhado os Marotos comigo, Esther por ser a única do RPG de 2007 que sobreviveu e mesmo com pouco contato ainda é minha Emmeline Vance que amo muito e, claro, minhas lindas Marcella e Nat as duas garotas que sobreviveram ao “Potter Village” comigo e que ainda mantêm contato mesmo que seja via Twitter.

 

Eu pensei que a tristeza com relação ao fim de Harry Potter não fosse me pegar, mas pegou. Não foram 5 dias ou 4 anos como determinadas sagas por aí, foram 10 anos de Era Potter. É muito engraçado se ver com 15 anos, descobrir algo em que você acredita e, com 25, saber que está chegando ao fim. Todas as revistas, os pôsteres e os vídeos ficarão guardados para sempre, pois foi com Harry Potter e com J.K Rowling que descobri muitas coisas e vivi uma parte da minha vida que sempre será maravilhosa e inesquecível.

 

É difícil pensar que lá se vão os sucos de abóboras testados em casa, os bolinhos do Hagrid – eu adorava fazê-los – e vestir as cosplays no calor de 30º que sempre faz em São Paulo estarão sempre vivos, mas ao mesmo tempo desfocados. Acho que refazer outro blog não poderia ter acontecido em um período melhor que esse e meu segundo post aqui não poderia ser mais do que especial.

 

Assinado: eterna fã da saga Harry Potter.

Stefs
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  • Chorei!
    Nossa, que choque!
    Pq vc tem essa mania de me emocionar assim?
    Ai flor linda…
    Que lindo!
    Comecei a ler HP com doze anos… e conheci as fics na msm época, tão forte o vício foi… rs
    A primeira fic q li foi Férias em um Cruzeiro. É uma das prediletas!
    Mantenha meu sonho vivo, adoro ler fics. Continue a escrever!

  • Stefs

    AIN MENTIRA QUE VC ASSINOU COMO BABI EVANS >< vc quer me matar assim, eu sei cry* HUAHAAHAUHAUHAAU Ownn então vc me dá os seus James que eu te dou meus Sirius, fechou? HUAHAHUAUHAAHUAHUAHUAHUAH

    Eu tbm acho mto digno a gente se conhecer. Vamos escolher o meio do caminho, que tal?

  • Stefs

    Minha Black passada da validade, saiba que te amo muito tbm e que jamais esqueci dos nossos momentos que estarão sempre guardados comigo ♥

  • Babi Evans

    Steeeeeeeeefss !! FALOU TUDOOOOO! Sério, tu falou TUDO que tinha para falar… é um mundo FANTÁSTICO e até hoje eu tenho maior orgulho de dizer q amoooo Harry Potter (e os marotos!! Hehehe… eterna paixão, não adianta!). Eu ainda quero um James Potter ou os teus Sirius para mim. Hahahaha… Amei demais estar no teu texto também! Tudo q a gente passou pela época das fanfics me dá uma saudade DANADA…! Mas infelizmente a gente tem que "crescer" e o tempo vai diminuindo um pouco. Mas fico muitoooo feliz de ainda estarmos conversando! E, bom, espero q um dia a gente ainda possa se encontrar por esse brasil! Que tal Curitiba ou Santa Catarina? É bem no meio. Hehehehe!!! SUPER beijo, Stefs!!!

  • Correção, eu não abortei a missão, mantive firme e forte tbm, só não tanto quanto a Isis e nem tão pouco quanto a Bá… hehehehe
    Aliás, eu não moro mais em Sampa tbm, num tem como fazer mta coisa né?!

    Essa história é muito linda, inocente… te amo, e sinto sua falta!

    Ah, não liga pra assinatura… é por causa de outro blog…

    Livi

  • "Anônimo" que seria minha neta kkkkkkkkkkkkkk ownmeudeuso, nem me fale, estamos a dois anos nessa amizade maluca e respeito sua preferência pelos vampiros brancos kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk vc é mto importante pra mim, nunca disse isso cara a cara, mas vc sabe como sou péssima com palavras. Eu te amo mto, minha Lene McKinnon e continuaremos a surtar, pois Harry Potter nunca acabará brisa* ♥♥♥

  • Minha Weasleyzinha, vc não sabe MESMO como é importante na minha vida. Como disse no msn, nossa vida foi 100& Harry Potter e acho incrível que ainda tenhamos tempo para viver dessa maneira. Acho incrível a nossa amizade, como durou, como cresceu, realmente como um elo mágico. Eu te amo mto, BFF ♥♥♥

  • Anônimo

    AI QUE POST MAIS LINDO, GENTE +_+
    Vamos lá, eu sou QUASE uma traidora do sangue, ok?! KKKKKKKKKKKKKK nunca larguei nossos divos eternos por causa da família brilhante, mereço um crédito =( KKKKKKKKKKKKK
    Conhecer vc em 2009 foi uma das melhores coisas que aconteceram na minha vida, sem sacanagem +_+ Sentia falta de ter com quem surtar e vc chegou em ótima hora love*
    Eu te amo mto, mto, mto, minha Lily Evans (L)
    With love,
    Mily

  • sofri!! Como eu era feliz… e como foram verdadeiras as suas palavras… me lembro até da blusinha que vestia na primeira vez que falei contigo naquela escola do mal! hahaha Quantas tardes ali esquecendo tristezas, frustrações adolescentes, problemas imensos nas nossas vidas naquela época… quantos dias felizes…
    Harry Potter nos uniu e agora nada nos separa, vc é perfeitamente imperfeita e ao contrário… minha eterna Mione… *-* sofri, chorei, sorri e vivi… e a gente sempre ali… Potter4ever! te amo sua linda!!!!