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08/jul

“- Você gostou da décima pergunta, Aluado?
– Adorei – respondeu Lupin imediatamente. Cite os cinco sinais que identifiquem um lobisomem. Uma excelente pergunta.
– Você acha que conseguiu citar todos os sinais? – perguntou James, caçoando com fingida preocupação.
– Acho que sim – respondeu Lupin sério, quando se reuniram aos alunos aglomerados às portas de entrada para chegar ao jardim ensolarado. – Um: ele está sentado na minha cadeira. Dois: ele está usando as minhas roupas. Três: o nome dele é Remus Lupin.”

Ordem Da Fênix, página 519

 

Antes de Harry Potter nascer, havia um grupo de quatro garotos que imperaram em Hogwarts entre os anos de 1971 e 1978. Eles se chamavam James Potter, Sirius Black, Remus Lupin e Peter Pettigrew, mas para os mais íntimos, eram apenas Pontas, Almofadinhas, Aluado e Rabicho, apelidos que surgiram devido a forma animaga de cada um (cervo, cachorro, lobisomem (não-animago) e rato). Juntos, criaram um artefato mágico que foi herdado mais tarde pelo filho de James e afilhado de Sirius: o Mapa do Maroto. Daí surgiu o que chamamos de a Era Marota.

 

Não existem muitos dados concretos sobre a história de cada um. James era moreno, de cabelos desgrenhados, olhos castanho-esverdeados e usava óculos. Ele era o engraçadinho da turma. Sirius era moreno também, com cabelos curtos e depois longos e olhos acinzentados. Remus era magro, abatido com intensos olhos cor de âmbar e Peter era baixo e gordinho. Os quatro representaram a primeira fase do que viria a seguir: a Era Potter.

 

Admito que meu amor por eles é muito maior que com relação a Harry e seus amigos. Os amo também, mas não com a mesma intensidade com relação aos meus eternos Marotos. É fácil imaginá-los como um grupo que sempre se sustentou em uma forte amizade, que se divertia com todo mundo – principalmente com a cara do Snape – e que, com toda certeza, arrebataram milhões de corações enquanto estudavam na Escola de Magia e Bruxaria Hogwarts.

 

Em “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, a tia J.K não havia escrito nada sobre eles. Apenas citou a moto velha de Sirius. Nenhum sobrenome e nenhuma dica. O mesmo aconteceu em “Harry Potter e a Câmara Secreta”. Nada! A descoberta dos garotos que se tornaram grandes homens, com exceção do Peter que traiu os Potter e se juntou aos Comensais da Morte, foi em “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”.

 

No terceiro livro da saga, Remus Lupin é o novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas e, sem dúvidas, foi um dos melhores tutores que o grupo de Harry teve. Compreensível e bondoso, logo se afeiçoou ao filho de seus melhores amigos: James Potter e Lily Evans.

 

Como todos diziam, os olhos verdes do jovem grifinório pertenciam a mãe que sacrificou a vida por ele. Isso fazia Harry Potter figurinha carimbada no mundo do quarteto que ele nem sabia ainda que existia. Remus dedicou-se ao menino que sobreviveu e o ajudou a enfrentar os dementadores que estavam circundando Hogwarts, pois o Prisioneiro de Azkaban, Sirius Black, estava foragido.

 

Sirius era o que todos achavam ser o traidor do segredo dos Potter e, por causa dele, eles haviam sido assassinados declarando o fim da Primeira Guerra bruxa. Esperto, infiltrou-se em Hogwarts em sua forma animaga e tentou a todo custo provar sua inocência. É no terceiro ano de Hogwarts que Harry ganha dos gêmeos Weasley o tal Mapa do Maroto e, com ele, descobre que não só Sirius como Peter Pettigrew – dado como morto – estava também na escola.

 

A história é revelada: Peter foi o traidor e Sirius sempre foi inocente. Além disso, é revelado que Harry nada mais é do que afilhado daquele que pagou por um crime que não cometeu na maior prisão de bruxos. Quando tudo parecia dar certo não só para o garoto como para Sirius, Peter consegue fugir o que o obriga a continuar vivendo nas sombras.

 

Amo reler apenas a parte final desse livro, pois sempre foi onde eu encontrava aqueles personagens que mais gosto na saga. As ideias para escrever as tais Fanfics que citei aqui no post anterior partiam sempre das linhas escritas pela J.K.. Eles me inspiraram de uma maneira incrível e me deu liberdade em imaginar histórias cabulosas que sempre me renderam bons capítulos e ótimas risadas.

 

Os marotos voltam com mais força no quinto livro da saga “Harry Potter e a Ordem da Fênix”. Snape tenta ajudar Harry a fechar a mente para se proteger de Voldemort até que, em uma das aulas, ele revida o feitiço do mestre de Poções. Ao fazer isso, se vê nas lembranças de Snape.

 

Essa lembrança me fez perder a simpatia por Sirius Black. Eu poderia ter perdido a simpatia pelo James também, mas isso não aconteceu. Deve ser pelo fato do sr. Black sempre ficar choramingando sobre a sua situação e isso me irritava às vezes. Mas, nem por causa disso, o Almofadinhas supera a safadeza do Rabicho.

 

De todos os volumes, meu tesouro sempre vai ser “Harry Potter e as Relíquias da Morte”. Parecia um livro compactado com histórias soltas da vida dos meus Marotos. Nem preciso dizer que chorei as pitangas quando Harry e Hermione foram a Godric’s Hollow e visitaram o túmulo de Lily e James Potter. Também não preciso dizer que chorei ainda mais com a carta escrita por Lily encontrada por Harry no quarto do padrinho.

 

Também nem irei comentar como as lembranças do Snape me destruíram completamente.

 

Para fechar, claro que a J.K tinha que ser má comigo e colocar os três Marotos – já mortos – e Lily Evans ao lado de Harry para lutar e matar Voldemort de uma vez por todas. Eu me senti a pessoa mais presenteada do mundo quando li todas essas páginas.

 

Lembro vagamente  quando saiu o rumor de que a autora poderia escrever a história do quarteto. Tenho guardado em uma agenda o capítulo único que foi solto na internet com Sirius e James sendo abordados por guardas por causa da moto, escrito pela própria J.K, 3 anos atrás.

 

Há certas coisas na vida que não possuem um preço, apenas se tornam de grande valor mesmo que não possamos possuí-las. É assim que me sinto com relação a James Potter, Sirius Black e Remus Lupin.

 

 

O mesmo cabe a Lily Evans. Ela sim foi uma mulher forte e que lutou ao lado do marido para proteger sua família. Eles eram pessoas que sempre estavam do lado daqueles que mais amavam e, com certeza, colocaram em primeiro lugar a amizade que os sustentou quando estavam fadados a ficar escondidos por causa do Voldemort. Ela amou Harry, como realmente uma mãe deve amar um filho. Ela se sacrificou por ele. Para mim, a personagem é uma homenagem a todas as mulheres que são assim, fortes, destemidas, que trabalham e que cuidam dos filhos independente de qualquer problema.

 

Ela foi a prova viva de que, com uma pitada de amor, nos tornamos especiais. Não digo apenas amor entre um homem e uma mulher, mas o amor que você cede a um amigo, a um vizinho, a um ursinho de pelúcia, a um animal de estimação, aos avós… A qualquer pessoa ou objeto que, no fundo, sabemos que é importante e que de alguma maneira mudou nossas vidas e nos transformou em pessoas melhores.

 

Com princípios assim, não tem como criticá-los por seus defeitos. Lily era a garota de ouro e James era apenas um “aborrecente” que queria chamar a atenção da jovem tentando convencê-la a sair com ele. Para mim, James era galanteador, não do mesmo nível que Sirius já que ele era um cara de pau, mas o Maroto fazia o tipo daqueles caras que conquistam as garotas com apenas um gesto, um sorriso besta ou uma palavra de sinceridade.

 

 

Mesmo que ele não faça parte dos Marotos e tenha sido ridicularizado muitas vezes por James e Sirius, não posso esquecer de Severus Snape. Ele fez parte da Era Marota. Ele sempre esteve muito longe da realidade do grupo da Grifinória, mas também foi uma peça importante. Ele foi o melhor amigo de Lily Evans, descobriu que ela era uma bruxa e não poderia passar batido nesse post. Ele lutou na Segunda Guerra bruxa por amor e fez de tudo para retirar o remorso que sentia por estar do lado do bruxo das Trevas na época em que a ruiva foi assassinada.

 

A única coisa que me deixa chateada com relação aos Marotos foi a adaptação dos personagens para a telona. Eu admiro muito David Thewlis e Gary Oldman, mas, honestamente, acho que a imagem deles foi deturpada. Isso fica muito nítido no primeiro filme da saga, onde passa o flashback da morte dos pais do Harry. Colocaram dois atores mais velhos para o papel o que é muito errado já que eles morreram com 21 anos.

 

Quando vi isso quase tive um infarto do coração. Posso até entender que a ideia foi apenas para transmitir a imagem de pais mais velhos e amorosos já que com essa idade ainda existe certa imaturidade. Sirius Black parecia um marginal e Remus Lupin um bêbado. Outra coisa que me deixou brava foi a tradução do nome do James para Tiago. Não gostei!

 

Esse defeito de produção é o que menos me abala. O importante é que os Marotos e Lily Evans Potter sempre estavam presentes nas cenas que eram propriamente deles. Não sei o que será do meu pobre coração na Parte 2 de “Relíquias da Morte”. Não cheguei a ver o trailer final, pois estou evitando, mas sei que a primeira cena pertence a minha querida ruiva mandona e ao bebê Harry.

 

Se a J.K um dia escrever sobre os Marotos, mandarei meu currículo para ajudá-la, fim (sonhando muito alto!). Por mais que não exista a história desses personagens brilhantes no papel, ela existe na minha mente e no meu coração. Eles devem ser mencionados sempre e a todo momento, pois não haveria Harry Potter se eles não existissem. Por isso, sempre irei amá-los e sempre irei testemunhar a alegria marota que eles transmitiram a todos os seus fãs.

 

 

Eles fizeram o que lhes foi mandado. Finalmente se livrando do espelho retrovisor quebrado, Fisher os encarou. Eles pareciam estar no fim da adolescência. O que esteve dirigindo tinha um longo cabelo preto; sua boa aparência insolente lembrava desagradavelmente a Fisher do namorado vagabundo e guitarrista de sua filha. O segundo garoto também tinha cabelo preto, mas o dele era curto e espetado em todas as direções; ele usava óculos e tinha um sorriso forçado. Ambos estavam vestindo camisetas com a estampa de um grande pássaro dourado; o emblema, sem dúvida, de alguma banda de rock desafinada e ensurdecedora.

        ― Sem capacetes! – gritou Fisher, apontando de uma cabeça descoberta para a outra. – Ultrapassando o limite de velocidade por… por uma quantia considerável! (De fato, a velocidade registrada tinha sido maior do que Fisher poderia considerar qualquer motocicleta capaz de viajar.) – Não parando para a polícia!

― Nós teríamos adorado parar para bater papo, – disse o garoto de óculos. – mas é que estávamos tentando…

 

        ― Não se faça de esperto, vocês dois estão em uma baita encrenca! – rosnou Anderson. – Nomes!

 

        ― Nomes? – repetiu o motorista de cabelos compridos. – Er… bem, vamos ver. Existe Wilberforce… Bathsheba… Elvendork…

 

        ― E o legal desse aí é que você pode usá-lo para um garoto ou uma garota – disse o garoto de óculos.

 

        ― Ah, os NOSSOS nomes, você quis dizer? – perguntou o primeiro, quando Anderson balbuciou com raiva. – Você deveria ter dito! Esse aqui é Tiago Potter, e eu sou Sirius Black!

 

A História dos Marotos por J.K. Rowling

Stefs
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  • Isis Renata

    olha, acho que voltei posts demais na procura pelos quais não li rs
    e este eu não li, oras.

    você fez com que os marotos tivessem mais presença na minha vida. tenho meu amor maior pelo Sirius, mas essa coisa de entender mais a fundo a história foi você que despertou com suas fics e seu amor por eles.

    eu não sabia desse pedaço de tesouro que tem papai e os boys que li aí acima.
    que saudades, que nostalgia.
    eles são os típicos garotos de escola que toda garota ama. todos em particular (exceto rabicho) e cada qual com sua qualidade, e defeito

    um dos fatores de escolher o prisioneiro como meu livro favorito é isto tbm. essa coisa com a antiga hogwarts, os outros estudantes, as amizades, as brincadeiras e confidencias. é muito amor de maroto

    amo aquela fan fic demais da conta, a sua sobre eles. e nada é impossível né? quem sabe ela ainda considere escrever (ela = JK)

    um beijo, te amo e tchau :*

  • Anônimo

    muito legal

  • JK podia escrever sobre os Marotos…
    Poxa!

  • Saudades, mtas saudades!
    Os Marotos são os melhores… Deu até vontade de reler os livros…
    rs!
    :)