Menu:
11/jul

Injustiçados ou não, a família Malfoy sem sombra de dúvidas pertence a minha coleção de personagens favoritos.

 

Lucius, Narcissa e Draco Malfoy são o exemplo de bruxos que muitos não fariam questão em ter amizade. Os três pertenceram a Sonserina e defendem o orgulho de serem sangues puros. Lucius é um Comensal da Morte e, seu filho, não perde tempo em humilhar Hermione Granger ao chamá-la de sangue-ruim toda vez que tem oportunidade. Já Narcissa, segue os passos do marido embora não tenha se candidatado a ser soldada de Voldemort como sua irmã Bellatix Lestrange.

 

Ao contrário de famílias como os Lestrange, pelo que me pareceu durante os 7 livros da saga Harry Potter escritos por J.K. Rowling, a família Malfoy só foi o que foi por causa do status. Lucius nunca foi tão assíduo ao seu Lord e, assim que soube da sua queda, foi um dos primeiros a voltar ao mundo bruxo como se nada tivesse acontecido. Para ser inocentado diante da bancada de acusação do Ministério da Magia, o chefe dos Malfoy começou a oferecer serviços à comunidade para provar que ou estava sob a Maldição Imperius – como muitos afirmavam – ou havia se rendido aos charmes de Dumbledore.

 

Lucius é um personagem mesquinho, egocêntrico e nada simpático. Por mais que morresse de medo de Voldemort, não hesitava em fazer tudo o que lhe era incumbido. Como todos os sonserinos, o grupo de Comensais da Morte queriam agradar seu Lord de todas as maneiras possíveis. O mesmo acontecia com Lucius cuja antipatia por Severus Snape era imensa. Por não ser tão talentoso assim quanto seu parceiro, só restou ao loiro mostrar mais serviço e colocar sua fidelidade ao Lord em primeiro lugar.

 

Com a queda de Voldemort, Lucius se preocupou com a educação do único filho, Draco Malfoy. O educou para gostar das artes das trevas, o fez acreditar que os melhores bruxos eram da Sonserina e que ele não precisava de amigos, mas sim, seguidores para fazer suas sujeiras e limpá-las depois. Draco cresceu em um período em que todos falavam de Harry Potter e onde ocorriam a discriminação daqueles que foram responsáveis pela morte de James e Lily Potter.

 

 

“Acha meu nome engraçado,é? Nem preciso perguntar quem é você. Meu pai me contou que na família Weasley todos têm cabelos ruivos e sardas e mais filhos do que podem sustentar.”
(Draco Malfoy – Harry Potter e a Pedra Filosofal, pág. 96)

 

Ao ingressar em Hogwarts, Draco não perdeu tempo em querer fazer amizade com Harry. A atitude saiu pela culatra, pois, mesmo sem uma educação bruxa, Harry tinha plena consciência de quem seria uma boa companhia para ele. Não é à toa que preferiu ser amigo de Rony Weasley.

 

A rivalidade entre os dois começou a partir daí. Draco sempre buscava uma oportunidade em incriminar o garoto junto com Rony e Hermione. Também, sempre que tinha oportunidade, tirava sarro deles e os humilhava diante dos amigos sonserinos.

 

No fundo o que Draco sentia era muita inveja e só conseguia reagir ao trio grifinório quando estava escoltado. Embora vivesse cercado por Crabbe e Goyle, o sonserino sabia que a amizade que havia entre Harry, Rony e Hermione ele jamais teria. Narcissa se preocupou sempre em mimar o filho para ser egocêntrico e o pai sempre se preocupou em moldá-lo caso Voldemort voltasse. Draco nunca soube o que era calor humano e um verdadeiro amor entre família, como acontecia entre os Weasley. Ele criou um modo autodestrutivo descontando o que sentia nele mesmo e nas outras pessoas.

 

“Santo Potter”, “Pottinho” e “Potter Fede” são um dos clássicos apelidos aderidos por Draco e sua turma da Sonserina para aborrecer o bruxo mais famoso de todos os tempos. Ele criou uma máscara gélida e enganosa que cresceu conforme os anos se passaram. Ele queria aparentar ser maldoso, mas seu coração conseguia sentir plena culpa quando algo estava errado mesmo que não assumisse.

 

Isso também não significa que ele não gostava de estar no poder representando bem a casa da qual pertenceu. Draco sempre gostou de ser o primeiro em tudo e o que deixava mais estressado era saber que Harry tinha se saído na frente.

 

Em seu sexto ano, ele se viu na pior situação de sua vida: virou Comensal da Morte e teve como missão matar Alvo Dumbledore. Embora fosse ruim, Draco percebeu que era a primeira vez que alguém achava que ele tinha capacidade para fazer algo e isso o faria ser o centro das atenções. Tudo o que Draco foi forçado a acreditar se tornou realidade. Isso gera o orgulho da tia Bellatrix e o medo de sua mãe, Narcissa.

 

 

“Severo…ah, Severo…você o ajudaria? Você o protegeria, cuidaria para que não sofresse nenhum mal?”
(Narcissa Malfoy, Harry Potter e o Enigma do Príncipe, pág. 33)

 

O momento de fragilidade de Narcissa Malfoy vem à tona quando vai até a casa de Snape com Bellatrix e faz o Voto Perpétuo para que o professor de Poções termine a tarefa destinada a Draco caso tudo dê errado. Por mais que fosse esposa de Lucius e mãe do recém-Comensal da Morte, Cissy é mãe. Enquanto seu marido fazia visitas constantes ao Ministério da Magia para manter a credibilidade do nome da família, ela cuidou daquela criança que virou um adolescente com um futuro horrível. Ela queria, sem dúvidas, que seu filho seguisse em frente, sem se envolver com a Segunda Guerra bruxa.

 

Narcissa é uma mulher influenciável. Bellatrix tenta convencê-la a ter um pouco mais de orgulho do seu filho que foi destinado a fazer a tarefa que provaria o quanto os Malfoy eram fieis e úteis a Voldemort. Mesmo que ela estivesse quebrada ao meio por seu marido estar em Azkaban pagando pela falha ocorrida no duelo entre Harry e sua turma no Ministério da Magia, Draco era o único que poderia salvá-los da morte. Ela viu o filho pagar penitência pelo erro gerado na chefia dos Malfoy e não conseguiu aceitar isso, pois seu coração de mãe falava mais alto.

 

Sem ser uma Comensal da Morte e nunca expor um pensamento se era favor ou contra, Narcissa teve que acompanhar os passos dos dois homens da sua vida. O mundo bruxo estava em guerra e ela sabia que deveria ficar ao lado deles mesmo que isso custasse sua vida. Não havia escapatória. Deixar o Lord das Trevas significava morrer e, se fugissem, seriam caçados até que isso acontecesse.

 

Narcissa temia pelo filho assim como temia pelo marido, mas não havia nada a se fazer. Ela tinha que permanecer obediente até encontrar a brecha para escapar do lado das Trevas e poder ter uma vida normal como sempre sonhou.

 

O duelo em Hogwarts foi a prova de que Narcissa não era uma mulher ruim como sua irmã Bella. Ao verificar o corpo de Harry para ver se ele estava realmente morto, ela sabia que ele estava vivo. Poderia denunciá-lo ao Lord, mas estava cansada de guerra. Estava cansada de viver escondida. Estava cansada de ser a mulher que sempre ficava calada enquanto via muitos corpos serem mutilados. O ponto alto que provou sua sensibilidade foi quando perguntou ao “morto” Harry se Draco estava vivo. Ao ouvir uma resposta positiva, alegou que o garoto passou dessa para a melhor.

 

A virada não poderia ter sido mais súbita. Voldemort é vencido. Os Malfoy permaneceram em Hogwarts, ignorados, mas sabiam que estavam salvos e que poderiam seguir em frente sem medo de uma nova Era das Trevas. Dezenove anos depois, Draco aparece casado e com seu filho Scorpius, afirmando que pela primeira vez o clã conseguiu se reajustar e buscar um pouco de felicidade a muito tempo sufocada.

 

Lucius, Narcissa e Draco são o trio da aparência. Eu pensei que em algum momento eles morreriam, mas não haveria muita lógica para que isso acontecesse. Draco nunca foi uma pessoa ruim já que provou isso ao não conseguir matar Dumbledore. Narcissa sempre foi protetora e ia no embalo da situação. O único, talvez, que despendia de falsa crueldade era Lucius, mas ele era uma pessoa tão fraca quanto seu filho. Juntos eles sabiam que só teriam segurança do lado das Trevas embora almejassem que tudo aquilo acabasse logo.

 

Draco se casou com Astoria, mas pela sua fisionomia e, provavelmente o esquecimento do nome da sua família, o levou a ser uma pessoa sozinha. Mesmo com a realização de ser pai, ele nunca foi capaz de se aproximar de Harry, Rony e Hermione e oferecer as devidas desculpas. Isso jamais aconteceria. Como aconteceu com Snape, Harry sabia o que Draco sentia assim que se reencontraram anos depois na estação King’s Cross. Mesmo sem amigos, Draco talvez tenha sentido o que é amor de verdade e seus pais também já que eram avós.

 

Os Malfoy é uma peça que ora se divida na maldade e ora se divida na bondade. Eles não possuíam um caráter fixo. Eram bipolares que caminhavam do lado de quem estava ganhando. A vida deles funcionou anos dessa maneira. Os três não sabiam o que era um lar, só tinham noção do que era servir Voldemort. Eles sabiam apenas o que era sofrimento e medo já que não perderam pessoas importantes na guerra. O mundo de Narcissa girava em torno de Draco e a de Lucius em seu sangue puro. Um casal formado de características extremas demais. Talvez, tenha sido Narcissa o ponto forte que equilibrava os dois homens da sua vida.

 

A cena entre Narcissa e Harry com certeza irá mexer com uma boa galera, pois finalmente sabemos que ela não é mau-caráter (claro, se fizerem a cena corretamente). Ela sempre foi uma pessoa boa, mas mesquinha como uma boa Sonserina. Ela tinha o conceito de família muito diferente se comparado aos Weasley. Mas, estando aqui ou na China, mãe é mãe e isso não se discute. Ela vai proteger seu filho até o fim, mesmo sabendo que ele não mereça metade das acusações. A sensibilidade da loira pertencia ao pequeno Draco e foi assim até o final da guerra.

 

Os Malfoy merecem ter uma credibilidade. Eles também foram donos de cenas e frases excelentes que renderam boas risadas. Mesmo destinados para sempre a serem lembrados como seguidores de Voldemort, eles finalmente encontraram a paz de espírito que nunca tiveram e tenho certeza que foi isso que bastou.

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3
  • Anônimo

    OWWWWWWN QUE LINDO O POST. A minha Cissy é tão linda +_+ Fato que a cena dela com o Harry tem que sair bem feita ou eu vou ter um ataque ò.ó
    Eu amo tanto a família Malfoy love* são todos mto dignos e divos +_+
    Te amooo muito, vozinia (LLL)