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21/jul

Não tem como mentir, mas o primeiro mês do meu blog se rendeu a magia de Harry Potter. Sei que tem muita coisa por aqui sobre o assunto, mas não consigo me controlar quando se trata de algo que realmente gosto de maneira muito profunda e que, infelizmente, chegou ao fim. Dessa vez, esse é o post que fecha o ciclo Harry Potter aqui na minha casinha. O filme é estrelado mais uma vez por Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson e um grande número de outros atores que fizeram questão de voltar para a produção para marcar o final histórico.

 

Era quinta-feira a noite quando cheguei ao cinema para assistir a pré-estreia da última parte da saga do bruxo que emocionou milhões de pessoas no mundo inteiro. Era estranho aceitar o fim e, como uma fã fiel, já estava chorando antes do filme começar. Foi ruim saber que essa seria a última sessão após a meia-noite que iria. Quando o filme começou as minhas lágrimas não se controlaram e voltaram a cair em massa antes mesmo da aparição do logo da Warner Bros. anunciando que a última aventura de Harry e seus amigos chegava ao fim.

 

Alan Rickman conseguiu quebrar meu coração antes mesmo de roubar a cena na parte 2 de “Harry Potter e as Relíquias da Morte”. Seu ar sombrio que combinava com o novo estilo de vida da Escola de Magia e Bruxaria Hogwarts foi o pontapé inicial para colocar à prova os fãs que se diziam mais fortes e que iriam sobreviver a sessão sem chorar nem que fosse silenciosamente. Para mim foi bastante difícil me sustentar já que meus soluços tomaram conta do cinema e só pioraram conforme as cenas avançavam.

 

A batalha em Hogwarts foi uma das cenas mais marcantes. Assim que Harry volta para a escola com Rony e Hermione, o trio fica sabendo por meio de Neville Longbottom que tudo está mudado e que as detenções agora não passam de torturas tanto físicas quanto psicológicas nos alunos mais velhos e nos primeiranistas. Quando o “Indesejável número 1” afronta Snape no Salão Principal foi fácil ouvir as exclamações do pessoal dentro do cinema que entrou em máxima euforia quando os membros da Ordem da Fênix avançaram para duelar com o então diretor de Hogwarts que era considerado um grande traidor por ter matado Alvo Dumbledore.

 

Maggie Smith foi uma das atrizes que fez jus ao personagem. Demorou, mas ela conseguiu o brilho que merecia. Finalmente, conhecemos a verdadeira pessoa que a professora McGonagall é. Como a única de pensamento forte e por ser o equilíbrio entre os professores que não eram a favor de Voldemort, a professora de Transfiguração prepara a escola para uma batalha lendária. No livro ela já havia roubado a cena e nas telonas era possível sentir o coração pulando dentro do peito quando ela assumiu o exército e organizou Hogwarts para a luta. Seu carisma por Harry Potter também fica mais evidente e, com apoio dos demais, Minerva tenta ganhar tempo para que o jovem consiga encontrar o Diadema de Ravenclaw.

 

Minerva McGonagall conseguiu provar que é uma mulher muito mais forte do que muitos imaginavam e encheu o peito para enfrentar o Lord das Trevas. O reconhecimento da personagem vai muito além do sétimo livro, obviamente. A professora já teve que enfrentar feitiços estuporantes do peito e a ignorância de Amycus Carrow ao cuspir em seu rosto ao desafiá-lo dentro da Sala Comunal da Corvinal. Mesmo rodeada por poucas pessoas que não são a favor da força das trevas, ela se manteve firme e ao mesmo tempo desafiadora. Isso foi um prêmio incrível para aqueles que a amam e que a viram, pela primeira vez, tomar conta das telonas merecidamente.

 

As coisas se tornam mais complicadas a partir daí. Voldemort vai perdendo suas forças conforme o trio destrói as Horcruxes. Algo que achei realmente sensacional foi a perda da sensibilidade do Lord das Trevas toda vez que isso acontecia. Ele já sabia que Harry procurava os objetos que continham pedaços de sua alma, mas não imaginava como isso o afetaria a ponto de fazê-lo desmaiar e perder a consciência quando isso acontecia. Ralph Fiennes é outro ator que merece uma salva de palmas por ter levado o maior vilão de todos os tempos tão a sério a ponto de torná-lo uma figura muito mais odiosa do que já era.

 

Achei muito bem pensado mostrar a fraqueza do bruxo que estava destemido a conquistar o mundo e matar Harry por se sentir poderoso por ter a Varinha das Varinhas. O que achei importante foram as atitudes dele guiadas pela frustração toda vez que sentia que uma parte de seu ser foi destruído. Ao perceber que Harry estava próximo de acabar com sua existência, a única saída é proteger Nagini. Ela é a única que possui parte dele e que pode ser vigiada de perto. Os efeitos especiais utilizados na cobra conseguiram ser muito fieis e são melhor aproveitados na versão 3D. Eu nunca tinha sentido tanta raiva da Nagini como fiquei a cada sessão que fui assistir ao filme. Com certeza foi uma das chave de ouro que fez todo mundo xingar de irritação.

 

A cena do Snape foi de quebrar o coração. Realmente posso dizer sem sombra de dúvidas que J.K. esteve envolvida não só na morte do personagem como no momento de criação de suas memórias. O professor é morto de maneira brutal, muito diferente do livro e com um estrondo e agonia muito maior em 3D. Parecia que estavam dando pauladas nos vidros por causa do ataque de Nagini contra ele. Foi realmente de doer minha alma, pois foi a cena que mais chorei antes mesmo de começar. Eu senti a aflição do momento muito antes dela acontecer. Foi sufocador.

 

Nunca imaginei que o baque seria tão forte, pois não foi “a cena que matou o personagem”, mas a maneira extremamente emocional com que ela foi criada. Foi justamente produzida para amolecer o coração daqueles que sempre duvidaram da sua lealdade. Suas lembranças foram dadas a Harry em forma de lágrimas. Uma apelação emocional sem tamanho. Harry, movido pela bondade, tentava apertar o sangramento do professor que morreu ao dizer que ele tinha os olhos da mãe.

 

A seguir, temos as suas lembranças. Claro que a J.K. foi dona de tudo aquilo visto na telona, pois só ela sabe como funciona a Era dos Marotos. Alan Rickman era um dos poucos que dividia o segredo do seu personagem com a autora e, tenho certeza, que isso foi o suficiente para que as dores, mágoas, complexos e desespero do personagem fossem transmitidos de maneira pura, sincera e tocante na parte final da produção cinematográfica.

 

Lily e Petúnia – ainda pequenas – abrem a cena ao lado do pequeno Snape que conforta a ruiva que se sente menosprezada pela irmã que não aceita seus poderes mágicos. Eu fiquei em choque com a escolha das crianças, pois os adolescentes que representaram Lily, James, Snape e Sirius não me agradaram muito assim como o elenco adulto. O vínculo que havia entre Lily e Snape era muito mais forte do que eu imaginava e o medo que ele tinha em perdê-la era ainda muito maior. Snape é mestiço e viveu em um lar atormentado pelos pais que só brigavam. Sua única saída era ter a ruiva como companheira e isso serviu quando eles entraram em Hogwarts.

 

Separados por casas, eles tiveram que conviver com as diferenças até pararem de se falar. Nas cenas que decorrem, fica muito bem colocado o quanto James e Sirius já zombavam do garoto ainda pequeno.

 

Eu evitei assistir aos trailers da última parte de Harry Potter para conter meu lado emocional. Nunca presenciei cenas tão perfeitas como as das memórias de Snape. Alan Rickman, como muitos disseram, realmente roubou a cena. Ele saiu da visão de vilão para a de herói em quase 20 minutos de cenas que mostraram a quem sua lealdade pertencia. Não só isso como também o amor que sentiu até o fim de sua vida pela mãe de Harry, Lily Potter.

 

A parte mais tocante, na minha opinião, foi quando Snape entra na casa do casal em Godric’s Hollow e, de fundo, ecoam frases soltas que o professor dizia a Harry durante o período escolar. A casa estava destruída. Snape subiu as escadas e encontra o corpo do seu rival já sem vida. No fundo, ele sabia o que estava por vir. Todos sabiam o que estava por vir, mas não esperavam mais uma cena chorosa do personagem com Lily Potter falecida em seus braços. O desespero para provar sua lealdade, proteger o garoto e esconder seus verdadeiros sentimentos pareciam chicotadas no rosto daqueles que nunca gostaram do personagem e que agora amam. Além disso, as lembranças do Mestre de Poções foram ainda mais importantes quando todas as dúvidas são esclarecidas, como a morte de Dumbledore e o Patrono que ajudou Harry a encontrar a espada de Gryffindor.

 

Snape e Lily possuíam um sentimento puro de amizade que muitos não compreenderam. E, mostrar que a amava somente para si mesmo, machucava. Dava para notar a dor da perda e o desespero de não ter amparado a pessoa que amou desde que era criança. Por causa de uma briga idiota, eles se afastaram e por escolhas, que talvez foram movidas por vingança, tornaram os resultados nada satisfatórios. Snape mostrou sua tristeza eterna e alguns indícios de culpa por tudo aquilo ter acontecido. Como disse no post sobre o personagem, Snape pede desculpas a Harry apenas com o olhar, por não conseguir fazê-lo em voz alta. Ele não confiava em ninguém só nele mesmo. Ele passou sua vida inteira vivendo nas sombras, sem mostrar quem realmente era.

 

Ele foi obrigado a viver como um sonserino sem sentimentos, que lutava escondido a favor daqueles que pertenciam a Ordem da Fênix. Ele era a favor da causa de Harry Potter, mesmo que olhar para ele doesse. Harry sempre seria o filho da mulher que amou e do eterno rival que fez seus dias em Hogwarts um completo inferno.

 

Os frames do filme se encaixaram perfeitamente até aí. A atuação de Alan é indescritível e o fez poderoso na reta final da saga. É difícil imaginá-lo sem a peruca negra do professor Snape. Acharei um absurdo tremendo se ele não faturar uma indicação ao Oscar, nem que seja de ator coadjuvante. Não me importo se ele não ganhar, mas quero que ele seja reconhecido. Na verdade, acho muito bom a Academia parar de preconceitos e reconhecer o valor da saga que mudou a história do cinema durante uma década.

 

Voltando ao filme, outra personagem que ganhou muitas estrelinhas comigo foi a Narcissa Malfoy, interpretada por Helen McCrory. Mesmo que ela tenha falado 5 minutos foi o suficiente para mim. Em “Harry Potter e o Enigma do Príncipe” não gostei da escolha da britânica, pois ela não era a sra. Malfoy que eu sempre imaginei. Na parte final, ela conseguiu ser certeira ao provar para todos que alguém da família Malfoy não era a favor das causas de Voldemort. Ela saiu como a traidora da Segunda Guerra Bruxa. Por que isso aconteceu? Muito fácil! Seu ponto fraco sempre foi e sempre será Draco Malfoy.

 

Ao checar e saber que Harry está vivo, Narcissa pergunta se seu filho está a salvo. Ao receber a confirmação, afirma a Você-sabe-quem que o garoto faleceu. Nunca dei tantos saltos na cadeira, pois essa era uma das cenas que eu estava morrendo para ver e se tornou uma das minhas favoritas. Helen realmente conseguiu passar a impressão de que não queria mais estar naquela batalha e a “morte” súbita do garoto Potter não poderia ter calhado em melhor momento.

 

Outra parte muito legal é quando Lucius Malfoy (Jason Isaacs) e Voldemort tem uma conversa nada amigável fora dos territórios da escola. O sr. Malfoy não aguenta mais viver ao lado do Lord das Trevas e tenta convencê-lo a cessar o ataque. O medo é evidente em seus olhos e o desgaste em suas roupas. Não existe mais lembrança do poderoso Lucius, só migalhas do que ele já foi. O personagem já cansado e desesperado para sair dali larga a batalha com a esposa e o filho quando Harry “volta” a vida.

 

Neville Longbottom (Matthew Lewis) foi outro que roubou a cena. Ao matar Nagini, ele conseguiu entrar no hall dos heróis por colaborar – sem saber direito – na destruição das Horcruxes. O que achei mais fofo foi o fato de colocarem ele apaixonado por Luna Lovegood (Evanna Lynch), algo que não acontece nos livros. Eu ainda me pergunto o que a J.K. tinha bebido por não terem colocado eles juntos. Tudo bem que imagino a Luna com o Rony também, pois os dois combinam bastante, mas já que os outros casais já estavam combinados, nada mais certo do que ter colocado eles juntos. Simplesmente uma graça!

 

Além da morte do Snape, as lágrimas rolaram soltas com Remus Lupin e Tonks, que deram sua vida pela guerra e Fred Weasley. Só de relembrar essas duas cenas me dá um aperto gigantesco no peito. Haviam tantas pessoas para matar por que justo eles?

 

A cena dos três Marotos ao lado de Lily Evans assim que Harry descobre a pedra da ressurreição rendeu ainda mais um período de longos soluços. Deu para notar que Remus, pela primeira vez, estava feliz, pois estava ao lado daqueles que compartilharam sua infância e adolescência. Depois de tantos anos de sofrimento, ele estava mais uma vez com Sirius e James e sua melhor amiga Lily. Quando Sirius aponta para o coração do afilhado, lágrimas rolaram ininterruptamente até o desfecho.

 

Claro que não poderia faltar também a ótima atuação da atriz Helena Bonham Carter por não ter sido apenas Bellatrix Lestrange, mas por ter sido Hermione Granger. Foi de tirar o chapéu a cena do Gringotes com ela se passando pela bruxa mais inteligente de Hogwarts. Depois, o fanatismo por Voldemort toma conta com mais intensidade com relação aos livros. Ela tenta ajudá-lo quando ele desmaia e entra nos territórios de Hogwarts em ritmo de samba quando Harry está supostamente morto. É ela que pede para que os Comensais da Morte, assim que descobrem que o garoto está vivo, retornem e não fujam. É ela que tem a morte mais bizarra e explode no ar graças a Sra. Weasley. É dela o troféu de melhor personagem descontrolado.

 

O diálogo dos personagens estavam muito amarrados aos livros. Gostei disso. A última parte de “Relíquias da Morte” não deixou tanto a desejar. A compreensão daquilo que foi assistido aconteceu apenas entre aqueles que leram todas as obras. David Yates acertou de uma vez por todas uma adaptação de Harry Potter. Embora tenha havido extrema fidelidade com relação aos textos de J.K. Rowling, algumas ideias ficaram perdidas no caminho, como foi o caso do filho de Remus Lupin (David Thewlis) e a morte de Peter Pettigrew (Timothy Spall ).

 

No Chalé das Conchas, casa de Gui e Fleur, era o momento que eu esperava que Remus Lupin surgisse e anunciasse o nascimento do seu único filho, Teddy Lupin, mas isso não aconteceu. A ideia foi jogada antes do duelo entre Harry e Voldemort como se isso tivesse sido citado anteriormente. Em “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1”, Tonks tenta contar sobre a gravidez, mas Olho-Tonto Moody a interrompe devido a gravidade das circunstâncias. O mesmo acontece com a morte de Peter que, teoricamente, está vivo. Na cena da Mansão Malfoy ele é apenas estuporado o que não significa que ele morreu. O mesmo vale para os olhos pretos da Lily Evans jovem, que deveriam ser verdes e os olhos verdes de James que deveriam ser castanhos.

 

Falhas são normais e convivemos com isso desde o primeiro filme da saga. Mesmo assim, as lembranças que ficaram dessa última exibição de um filme de Harry Potter no cinema são muitas e ficarão guardadas para sempre. Os aplausos no final da sessão e a pausa dramática por ainda não acreditar que tudo acabou fizeram parte da vida de muitos fãs no último dia 15 de julho. O dia que marcou o fim. Com todas as palavras: foi realmente um final épico. Um final emocionante e que foi um presente gigantesco para aqueles que sempre estarão ligados ao mundo da magia até ficarem mais velhos.

 

Vídeo hospedado no YouTube e pode sair do ar a qualquer momento

Stefs
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  • Anônimo

    Ler esse post me fez ter vontade de ver o filme de novo. Preciso que o fds chegue logo pra arrastar minha mãe para o cinema, já que não tenho desculpa melhor Q(pq se eu soltar a frase 'vou ver hp de novo' perto do meu pai, eu vou dormir com a Luna no quintal de casa) kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Eu nem tenho palavras para comentar isso aqui. HP 7.2 foi mto bom e eu até agora me pergunto como não saí carregada do cinema kkkkkkkkkkkkkkkkk
    Eu não queria que acabasse =[ passou tão rápido (dels, falei que nem a minha avó – a outra avó – agora kkkkkkkkkkkkkkk)
    Te amo vozinia (L)
    Bjos da sua ANONEMA neta Q