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22/ago

The Nine Lives of Chloe King é uma série transmitida pelo canal ABC Family baseado no livro de Liz Braswell que entrou na grade do mid-season com apenas 10 episódios encomendados. Estrelado por Skyler Samuels (Os Feiticeiros de Warvely Place), Grey Damon (Friday Night Lights), Benjamin Stone (que fez um ponta na série 10 coisas que eu odeio em você), a estreante Grace Phipps, Ki Hong Lee (Modern Family) entre muitos outros nomes, o seriado sem dúvidas agradou e tem tudo para se tornar uma nova febre ao lado de Pretty Little Liars, produzida pelo mesmo canal.

 

A summer finale ocorreu na última terça-feira (16/08) e deixou um super gostinho de quero mais.

 

Comentário Geral:

 

Foto: Grey Damon, Skyler Samuels, Benjaming Stone

 

O que me chamou atenção com relação a série foi a história. Tenho o costume de ler livros de fantasia, mas nada como The Nine Lives of Chloe King. A obra de Liz ainda não chegou ao Brasil, então, procurei arduamente a versão em inglês para download. Em um mundo agora dominado por lobisomens e vampiros realmente foi uma novidade ficar ciente de que o centro das atenções dessa vez são os gatos. Destemida, baixei os três primeiros episódios e não consegui parar mais.

 

Resumo da obra: ela entrou no meu ranking dos favoritos (para piorar minha situação já que assisto a muitos outros seriados ao mesmo tempo).

 

Chloe é uma adolescente que tem uma vida aparentemente pacata. No dia de seu aniversário descobre algumas mudanças em seu corpo como garras felinas, facilidade em correr e driblar obstáculos sem contar a  audição aguçada. Por ainda não saber o que realmente acontece, ela se sente especial e acha graça, mesmo que no fundo ache estranho. Seu maior desejo é ter uma vida agitada, cheia de emoções ao lado dos melhores amigos Amy (Grace Phipps) e Paul (Ki Hong Lee). O que ela não esperava é que alguém começasse a persegui-la colocando sua vida em risco.

 

A jovem é “descoberta” por Alek (Benjamin Stone) e Jasmine (Alyssa Diaz) que explicam a ela que sua vida jamais será a mesma por ser uma Mai, raça ancestral descendente da Deusa Bath. A partir daí, Chloe percebe que está em risco e que as pessoas das quais passa a maior parte do tempo em sua companhia também. A Ordem – grupo de assassinos que tem como objetivo matar todos os Mai até que eles estejam extintos – a deseja morta por ser o Unificador, aquele que salvará de vez seus iguais e instaurar a paz entre os humanos.

 

O título faz referência as nove vidas que Chloe possui. No primeiro episódio, ela é jogada do alto de um prédio e volta a vida, provando ser o Unificador. Ao contrário dos outros Mai, ela é a única que sempre voltará a vida depois de sofrer uma morte que tende a ser mais dolorida que a outra. Por causa disso, sua rotina passa a ser regrada por meio de treinamentos. Além de ser vigiada. Tudo isso para que cada uma de suas vidas seja preservada. A responsável pelo seu controle é Valentina (Alicia Coppola), mãe de Jasmine, responsável por matar inúmeros humanos em campo de batalha.

 

Valentina coloca Alek e Jasmine para manter Chloe em segurança o que em muitos casos nunca acontece. A recém-Mai sempre consegue desviar o caminho e não dá satisfação do seu paradeiro. Em uma de suas atitudes sem pensar, a líder dos Mai informa que sua vida nunca mais será como antes. De agora em diante, Chloe deve pensar como uma Mai cujo futuro só os deuses saberiam. É inevitável o fato dela começar a surtar. Mesmo sem contar nada a mãe, ela resolve correr atrás do pai desaparecido a dois anos, mas sem respostas muito concretas. Enquanto ela busca por respostas, assassinos de todos os lugares tentam matá-la ao mesmo tempo que ela se deslumbra com as novas experiências.

 

Não podemos esquecer do espaço para os relacionamentos amorosos. Antes de descobrir que é uma Mai, Chloe começa se sente atraída por Brian (Grey Damon). Quando as verdades são descobertas, ela percebe que não pode se aproximar do rapaz por ele ser humano e por receber a terrível notícia de que jamais poderá beijá-lo, pois o matará. Em contrapartida existe Alek, o rapaz presunçoso e aparentemente insuportável que tenta manter uma fachada de ser autosuficiente, mas acaba por se apaixonar pela garota. A rivalidade entre o humano e o felino garantem os melhores momentos da série, principalmente por parte de Alek.

 

Personagens Favoritos:

 

A própria Chloe. Ela é uma personagem que, mesmo sendo muito teimosa, não me irritou. Personagens como Elena Gilbert e sua insistência em querer saber de tudo e estar em todos os lugares me tira a paciência. Ainda bem que com a Mai, isso não aconteceu. A jovem possui o mundo nas costas, mas mesmo assim não deixa de ser despojada, engraçada e carinhosa. O elo com as pessoas queridas sempre coloca a questão se ela deve direcionar suas atitudes para o lado racional ou emocional. A figura materna é seu bem mais importante e o alicerce para mantê-la firme e encarar o que o universo havia lhe dado de presente de aniversário. A única coisa que eu queria é que Chloe escolhesse logo ficar com o Alek, pois eles combinam e formam um casal muito charmoso.

 

A mãe da Chloe, Meredith (Amy Pietz). Ela simplesmente me cativou desde o primeiro episódio. Assim como a filha, ela é engraçada, dona de um espírito jovem e tem uma relação com Chloe muito invejável. Por morarem juntas, sem uma figura masculina, é realmente interessante o convívio delas principalmente após Chloe saber que é uma Mai.

 

Alek e seu charmoso sotaque – na verdade de Benjamin Stone – e suas ironias jogadas na hora certa. Simplesmente não tem como odiá-lo, ainda mais por se tornar um fofo ao assumir que está apaixonado por Chloe. Uma das melhores cenas é quando ele pede conselhos amorosos para o atrapalhado Paul mesmo relutante com a ideia. O Mai é  “radical” com relação a proteção do Unificador e quando nada caminha como o esperado ele surta, dando motivo para uma boa discussão ainda mais se o caminho da jovem amada é desviado por causa do seu rival Brian. Mesmo arrogante em alguns momentos, ele tem o pé no chão e fica muito irritado quando não consegue controlá-la e quando não tem um pedido atendido.

 

Paul e Amy, a dupla mais engraçada da série. Gente, fazia tempo que não via um casal tão  desordenado e, ao mesmo tempo, tão completo. Amy complementa a lerdeza do namorado com extremo bom humor, se metendo em emboscadas nos momentos mais inoportunos. Eles formam um casal oposto de gostos muito diferentes. Enquanto ela age como uma tremenda alma artística, ele representa o lado nerd da relação e aborrece Alek toda vez que tenta se inteirar sobre o mundo Mai. Os melhores amigos de Chloe roubam a cena toda vez que tentam ajudar a amiga e na verdade acabam como vítimas. Eles, sem sombra de dúvidas, são a parte bem humorada da série.

 

Summer Finale (possui spoilers)

 

Foto: Episódio Beautiful Day (Divulgação)

 

Corações partidos, morte, declarações amorosas, morte, injúrias, morte e muitos pontos de interrogação. A summer finale de The Nine Lives of Chloe King foi de pura ação e entusiasmo, além do espanto. Depois do fim, dá vontade de assistir tudo de novo só para não ter que me despedir da série.

 

Tudo começou muito fofo. O elenco central se diverte em uma cabine de fotos indicando a despedida da temporada. Depois disso, Chloe e Brian continuam a trocar aqueles olhares apaixonados que chegam a me irritar. Juntos, eles vão encontrar a avó supostamente morta do rapaz e conseguem ter uma tarde agradável. O que eles não imaginam e que eu presumi desde o princípio é que a senhora aparentemente inocente tem um dedo na Ordem e quer aniquilar o Unificador.

 

Enquanto o casal pensa que tudo está bem, Alek se empenha em encontrá-la a todo custo por ter saído mais uma vez do seu campo de visão sendo que há um perseguidor a solta. Alguém está vigiando não só Chloe como todas as pessoas que ela possui uma relação afetiva. Tudo isso piora quando Valentina se vê em uma emboscada feita pelo falso namorado de Jasmine, Zane (Daniel Sharman), e é a primeira a ser aniquilada do círculo de proteção da protagonista. Com apenas um dardo envenenado, o amigo de má fé consegue matá-la. Antes que o dia acabe, ele ainda consegue assassinar Jasmine depois de muita luta. Um comentário a parte, achei essa parte do último episódio muito sem nexo. Valentina é a mulher mais forte dos Mai e foi destruída de uma maneira tão fácil que me indignei. Tudo bem que a Jasmine não é forte o suficiente, mas isso  só do lado emocional, já que ela tem muito peito para enfrentar qualquer um que tentasse machucar Chloe. Isso me deixou desgostosa!

 

Enquanto a trama corre, Chloe recebe mensagens do pai que pede para ser encontrado em um lugar que apenas os dois conhecem. Ela esconde isso de todos e chega a ser questionada por Brian que a segue após  deixá-la supostamente em um ponto de encontro para sair com Amy. A trama se desenrola no final como um baque. Dentro do que parece ser um grande teatro surge os capangas da Ordem que estão empenhados a matá-la para provar a avó de Brian que ela é o Unificador (além, claro, de deixá-la com uma vida a menos). Quando você acredita que nada poderá piorar, vemos Meredith acompanhada pelo pai de Brian, o líder da Ordem.

 

Chloe se vê em mais uma emboscada que parece inalterável. Ela não encontrou o pai e se vê em uma armadilha muito bem organizada. Mesmo lutando, ela não consegue impedir que mais uma vida sua seja tirada e, com um tiro, cai na escadaria onde é resgatada por Brian que entra no local ao prometer esperá-la do lado de fora. No fervor das emoções, eles se beijam e isso me deixou chocada. Não só pelo fato de que ele pode morrer, mas também por ser Team Alek. Chloe saiu beijando todo mundo e fica confundindo os pobres garotos que só a desejam como namorada. Quando ela percebe o equívoco, se afasta, mas é tarde demais. Quando a cena volta para onde ela está, Amy e Paul a encontram – pelo simples fato de a terem seguido mais uma vez – e se deparam com a amiga desolada com o garoto que é apaixonada nos braços.

 

Enquanto ela se lamenta, Alek tem uma grande descoberta ao voltar ao apartamento que dividia com Jasmine e Valentina. O assassino de ambas nada mais é do que seu irmão.

 

Quando assisti a promo da summer finale acreditei que nada disso aconteceria. Valentina é importantíssima para a série e morreu como se recebesse um sopro no rosto. Alek ficou sumido durante o episódio inteiro, aparecendo no final apenas para receber as más notícias. Chloe mostra mais uma vez que não consegue pensar claramente e se deixa levar pelas emoções. Foi um estrondo de informações que precisam realmente ganhar continuidade. Claro que isso vai depender da ABC Family que ainda não confirmou a possibilidade de uma segunda temporada.

 

E agora? Será que Brian realmente morreu? Quem protegerá Chloe agora? O que será de Alek? É muito para se perguntar e espero do fundo do coração que no final do ano todas e mais algumas sejam respondidas.

Stefs
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