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02/set

Sexta-feira sem planos é uma boa opção para assistir alguns filmes. No meu caso, tenho uma lista acumulada no meu notebook e, como só pretendo sair da cama amanhã, nada mais justo do que ficar deitada com meu edredom e me entupindo de pipoca doce nesse friozinho. Tudo bem, esse é um programa típico de Bridget Jones e, sempre que tenho oportunidade, faço isso. É normal! Sem esquecer de mencionar o conjunto de pijama com pantufas fofas para combinar com a ocasião.

 

Hoje assisti As coisas Impossíveis do Amor (The Other Woman). O longa foi dirigido por Don Ross e é baseado no romance escrito por Ayelet Waldman chamado Love and Other Impossible Pursuits. Natalie Portman, uma das minhas atrizes favoritas, protagoniza o drama ao lado de Scott Cohen, Lisa Kudrow e Charlie Tahan.

 

Portman é Emilia Greenleaf, uma advogada recém-formada que consegue emprego em um escritório de advocacia. Como a lei de Murphy sempre trabalha, ela se apaixona pelo dono da empresa, Jack (Cohen). Por mais que tente evitar, eles logo têm um affair e, meses depois, ficam juntos e tem uma filha. O filme já começa com a alusão do nascimento da criança chamada Isabel que é um dos centros principais da história. No decorrer do enredo descobre-se que o bebê faleceu por motivos que só são revelados no final.

 

Foto: Divulgação (Incentive Filmed Entertainment)

 

Por causa disso, Emilia vive em eterno luto e tenta ao máximo seguir sua vida, mas sem muito sucesso. Jack é um homem que foi casado anteriormente com Carolyn (Kudrow) e tem um filho chamado William (Tahan). Tudo parece entrar em constante conflito na vida da advogada que além de sofrer pela perda da filha, ainda tem que aguentar as pessoas a tratarem com preconceito por ser a segunda esposa de Jack e empenhar o papel de madrasta quase perfeita de William.

 

William e Emilia possuem uma relação conturbada. Quando você pensa que eles se darão bem, sempre alguma coisa abala. Ela tenta ao máximo agradá-lo embora ele sempre encontre uma brecha para mencionar Isabel, o que a deixa aborrecida. Mesmo que não seja intencional, lembrar do bebê é motivo suficiente para fazê-la surtar. Tudo ainda fica pior quando Carolyn fica grávida deixando-a ainda mais desolada e agoniada com sua situação. A ex-mulher de seu companheiro não lhe dá uma trégua e, por qualquer motivo, coloca a culpa sobre suas costas quando algo com William dá errado.

 

A jovem achava que estava se esforçando ao máximo, mas não era verdade. Por trás do luto havia algo que a torturava e isso a fazia descontar nas outras pessoas que não tinham nada a ver com o problema. Até que então, Emilia não consegue mais guardar o segredo e conta a Jack que ela é a responsável pela morte de Isabel, como se a tivesse assassinado sem querer. O homem também surta e deixa ela partir sem nova chance para o relacionamento.

 

Foto: Divulgação (Incentive Filmed Entertainment)

 

Eu sou manteiga derretida e me emocionei muito com a história. Principalmente na cena em que ela conta a verdade a Jack. Dá uma sensação de desespero, sabe? Ainda mais se pautarmos esse assunto e tratá-lo na vida real, onde mães jogam seus filhos no lixo e, quando uma mulher realmente quer ter um, não consegue. É uma lição de superação e, acima de tudo, de tentar conciliar um relacionamento com as outras pessoas que aparentemente não se importam com você. Se, teoricamente elas não se importam, como irão entender como você se sente?

 

Emilia se sente culpada pela morte do bebê e, um diálogo muito bem colocado, é quando ela conversa com o pai e acha que o falecimento de Isabel foi uma maldição do destino por ela ter se envolvido com Jack em condições não muito recatadas e decentes.

 

Eu gosto de dramas de todos os tipos, mas com finais felizes. Emilia aprendeu com muitos tapas na cara e supera a agonia. Principalmente quando cai na real de que nada daquilo é sua culpa. Prestem bem atenção para a Emilia do começo do filme e a compare com a nova mulher no final. Isso se reflete até nos cabelos. Só nós mulheres sabemos perfeitamente que, quando não estamos de gracinha e algo realmente está errado, descontamos em chocolate, no cabelo, nas unhas, tudo porque nos sentimos um zero à esquerda.

 

Para terminar de me matar, a trilha sonora do filme nada mais é do que a música que me representou em 2009: Hometown Glory da Adele. Acho que a culpa das lágrimas foi mais por causa da canção…Pensando por esse lado…

 

Natalie Portman sempre me enche de orgulho quando faz trabalhos bem feitos. Ela mais uma vez representa uma mulher forte e chama a atenção por levar mais uma vez um filme sozinha, apenas com sua interpretação.

 

Por isso, digo que As Coisas Impossíveis do Amor vale a pena ser assistido.

 

Vídeo hospedado no YouTube e pode sair do ar a qualquer momento

Stefs
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