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01/set

Hoje gastei um pouco da minha tarde jogada no sofá assistindo a um filme que fez parte da minha adolescência: Romeu + Julieta. Mas não é aquela versão antiga, que sempre me dá sono – embora seja linda! É a versão que tem Leonardo DiCaprio como o adorável Romeu e Claire Danes como a doce Julieta.

 

Assim que coloquei o DVD, uma onda de flashback se apossou da minha mente. Esse é o que eu chamo de “momento em que eu era jovem” e colecionava muitos, mas MUITOS pôsteres relacionados ao Léo. Lembro que tive boa parte de seus filmes em VHS. Não tenho culpa! Quando gosto de algo fico compulsiva. Pensando agora, parece até que foi ontem que fiz isso, pois ainda tenho todas as pastas dentro do guarda-roupa. Elas estão bastante empoeiradas e isso me desanima em querer xeretar tudo e matar as saudades, já que sou alérgica a poeira.

 

Eu comprei o DVD na Saraiva por apenas R$ 12 reais. Dei pulinhos no meio da loja como se fosse uma doida. Não tenho culpa se adoro promoções, ainda mais quando se trata de algo que realmente gosto de colecionar. Aqui em casa há muitos livros e DVDs. Tenho que lidar todos os finais de semana com a minha mãe pedindo encarecidamente para me livrar da metade dessas coisas para esvaziar o quarto e, claro, para ela comprar uma estante bonita. Sonha mãe!

 

Eu, particularmente, adoro esse filme. A história de amor escrita por William Shakespeare é contada em uma Verona muito mais moderna criada pelo diretor Baz Luhrmann. Nessa nova versão da peça shakesperiana, as espadas se tornaram armas de calibre com os brazões das famílias rivais – Capuleto e Montecchio – e os cavalos são agora carros conversíveis. Mesmo com toda essa modernidade, os trechos poéticos escritos pelo autor ainda permanecem no diálogo dos personagens que tentam manter a profundidade e a fidelidade do discurso.

 

A rivalidade entre a família Capuleto e os Montecchio é mostrada de maneira diferente, talvez até com mais intensidade e carnificina com relação as adaptações anteriores. Ambas as famílias dominam Verona meio a meio, no formato de gangues que apavora qualquer um quando se encontram e começam uma rixa em praça pública, só pelo fato de respirarem no mesmo local. Para aqueles que acham o contexto de Romeu e Julieta maçante, poderão assistir essa versão sem nenhum problema – talvez até se cansem do poetismo, mas é assim que tudo precisa ser retratado. Afinal, estamos falando de uma obra de Shakespeare e não se pode fugir e ser extremista a ponto de não preservar algo que foi escrito e preservado durante anos.

 

Com relação a trama, não tem como alterar, certo? Romeu se apaixona por Julieta. Prometem amor eterno e se casam escondido. Depois da morte de Mercutio (Harold Perrineau) e de Tybalt (John Leguizamo), o jovem Montecchio é banido de Verona e Julieta é destinada ao jovem Paris (Paul Rudd). Desesperada, recorre ao padre que a casou e recebe em troca um antídoto que a fará se passar por morta no dia em que deverá estar na igreja vestida de véu e grinalda. O plano sai pela culatra, pois a carta do padre explicando os fatos não chega a Romeu e ele acredita cegamente que sua dama está morta. Movido em amargura e desespero, ele toma um veneno no leito de Julieta que acorda assim que percebe que seu amado está falecendo. Quando ele morre, a Capuleto segue o mesmo destino, colocando um ponto final para lá de trágico na relação entre os dois que resulta no perdão entre as duas famílias que passam a não se odiar mais.

 

A única diferença é que aqui Julieta se mata com um tiro e não com um punhal.

 

É engraçado encarar DiCaprio mais magro e sem rugas. Ele estava com a carreira em progresso e tudo virou um turbilhão ao interpretar Jack Dawson em Titanic. Havia muitas pessoas que alegaram que ele seria apenas mais um menino de rosto bonito e isso não aconteceu. Hoje, ele é um ator muito bem cotado e bem pago para fazer papéis interessantes. Suas últimas escolhas foram certeiras para provar que houve amadurecimento e que ele está longe de se preocupar em gerar mais uma onda de suspiros entre as garotas.

 

Embora para a época a qualidade visual de alguns filmes fosse péssima, com Romeu + Julieta isso passa bastante despercebido. Eu só fiquei assustada com o Menu Principal do DVD, pois lembrou muito um sebo. Mesmo assim, nem pareceu que assisti – mais uma vez – um filme de 1997. Claro que alguns efeitos especiais (se posso chamar assim!) eram muito grotescos, mas não dá para exigir muito. Tem algumas partes que nem conseguem se encaixar de tão mal trabalhado que foi. Mas nem me importo, pois o que realmente levo em conta é que esse filme fez parte de uma fase muito especial da minha vida, onde Harry Potter não havia se apresentado para mim (haha!).

 

Quem curte dramalhões com pipoca doce e nunca assistiu a essa versão desse romance épico, eu recomendo. Não por quesito visual, mas pelo que a década de 90 representou. Era uma época em que a indústria cultural não pegava pesado como hoje e podia-se ver que produções cinematográficas eram feitas com mais paixão do que é hoje.

 

Vídeo hospedado no YouTube e pode sair do ar a qualquer momento

Stefs
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