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12/mar

Jogos Vorazes (The Hunger Games) é o primeiro livro da trilogia escrita por Suzanne Collins. A obra agradou tanto que virou filme, com data de lançamento para o dia 23 de março.

 

Como ando meio desligada do mundo da literatura, pois só consigo enxergar ultimamente os livros da minha monografia, minha linda amiga (aka Person) começou a fazer propaganda de JV e não consegui resistir por muito tempo. Até sonhava com ela balançando as páginas na minha frente, me apertando para terminar à leitura antes do filme estrear. Bom…Ela conseguiu ser bem-sucedida na tarefa e me rendi aos jogos e ao padeiro (aka Peeta Mellark).

 

Apenas um deve sobreviver. Essa é a regra primordial do primeiro livro intitulado Jogos Vorazes. O enredo central é apresentar como funciona os jogos, como é formada Panem e quais são os Distritos que entram na competição e suas características. E, claro, muita luta. A história narrada por Katniss Everdeen apresenta o duelo sanguinário em seu ponto de vista, nos poupando dos detalhes que, com certeza, seriam piores.

 

Para dar vida ao jogo é escolhido um grupo, cujas duplas escolhidas são tributos de cada Distrito e de sexos opostos. Eles ingressam na carnificina, representando o lugar onde vivem e lutam a todo custo para sobreviverem sendo que, para isso, precisam matar os oponentes para ter a honra da vitória. Katniss e Peeta são o casal que precisam mostrar de alguma forma que o Distrito 12, o mais pobre de Panem, não possui uma população formada por fracassados.

 

O livro é dividido em três partes: a seleção para os jogos, a batalha na arena e o vitorioso. Confesso que capenguei por muitos dias para terminar a primeira parte, pois não sou muito fã de histórias narradas em primeira pessoa. Nessas horas dá vontade de praguejar com o nome de Stephenie Meyer que “reinventou” a nova forma de narração, como se ela tivesse se tornado padrão. Em alguns livros fica realmente interessante, mas não é algo que me atrai.

 

Obras como JV é uma questão de honra saber de todos os detalhes, de todos os pontos de vista dos diferentes personagens, mas meu desejo acabaria virando uma confusão. É muita gente para desenvolver uma trama. Mas a atração por JV não foi o suficiente no início, pois demorei semanas para avançar as páginas. Até que um belo dia acordei toda trabalhada no Distrito 12 e resolvi aniquilar esses capítulos. Graças a essa insistência, avancei com sede ao pote e terminei alguns dias depois, querendo por mais.

 

Não há dúvidas que Jogos Vorazes terá um enorme crescimento, tanto no mercado livreiro como no cinematográfico. Não se fala em outra coisa e, durante essa semana, será o top 5. Além disso, o considero um livro criativo, forte, sem apelação para o romantismo melequento que pertence apenas à Nicholas Sparks. É um novo oxigênio no mundo de fantasia da literatura, mostrando dualidades de caráter, fibra moral e heroísmo.

 

Jogos Vorazes se sobressaiu em um mundo de vampiros e lobisomens que, convenhamos, já deu tudo o que tinha que dar. Ler à trama de Suzanne me lembrou dos momentos dos quais eu comia todos os livros de Harry Potter para saber logo o que acontece no final. Uma dica: à partir do momento que você supera os capítulos monótonos, não há como não dormir pensando o que virá a seguir e o que Katniss irá fazer.

 

Falando em Katniss, é muito fácil se apaixonar por ela. A sua história de vida é muito tocante, principalmente os relatos que são relacionados a sua irmã mais nova Prim, razão e motivação para ela tentar vencer a todo custo os jogos. A atitude da protagonista remete e muito a minha relação de proteção com a minha irmã, também mais nova, e comecei a entender melhor a personagem quando ela se oferece como tributo para ocupar o lugar dela.

 

A dedicação que a move é mantida pelo desejo de vitória em nome de Prim e não há como não ficar tocado com a preocupação e dedicação vinda de Katniss. Por mais que ela também tenha a mãe e o amigo de caça do Distrito 12, Gale, nada se compara ao amor entre irmãs, um sentimento que gera mais força pessoal e destaca seu caráter. Os triângulos amorosos não foram as principais causas dessa vez, o que é ótimo.

 

Como qualquer obra que fica popular, é comum que surjam os shippers. Confesso que essa é a parte que eu mais gosto e, honestamente, sinto falta. Desde os primórdios de Harry Potter, tempo que perambulava de fórum em fórum para comprar uma boa briga virtual, sempre gostei das batalhas do fandom. Os fãs da vez dividem a arena com Team Gale ou Team Peeta.

 

Alguns mais assíduos jogam pedras em quem faz e participa dessa repartição, por achar que o livro vai além de uma rixa amorosa. Concordo com isso, de verdade. Mas nada como um suposto amor à três para apimentar mais as coisas, até porque Katniss é muito dura com seus sentimentos, o que torna tudo mais atrativo. Por outro lado, os demais abraçam a causa de “shippar” Katniss com um dos dois, o que também acho interessante, pois virei Team Peeta à primeira vista.

 

Jogos Vorazes é uma história mais madura, longe dos estereótipos criados por Twilight, desde que o romance de Stephenie ganhou atenção da mídia. É um livro para quem considera o fato de ter um amor na sua vida pouco importante para criar uma trama consistente. Há coisas que funcionam melhor sem essa apelação, fato. Quem está contando os dias para a estreia do filme, é bom preparar um bom sedativo para não sofrer um AVC na cadeira e ser retirado do cinema antes da hora, haha.

 

Por isso, se você tiver um amigo que reclama e pergunta todos os dias: mas você não leu Jogos Vorazes ainda?, dê ouvidos à pessoa, pois ela está te forçando a conhecer algo fantástico, abrindo portas para um novo amor platônico que acabará na sua cabeceira.

 

Na Estante

Título: Jogos Vorazes
Autora: Suzanne Collins
Páginas: 400
Gênero: YA, Distopia, Ficção Científica
Editora: Rocco

Stefs
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