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10/abr

Um show pode mudar um ponto de vista. Ainda mais quando se trata de um determinado artista que você só escuta umas músicas aqui, outras ali. No meu caso, eu fui ao Lollapalooza no dia 07, como mera acompanhante da minha irmã que é fanática pela Joan Jett.

 

Admito que, com relação a ela e ao Foo Fighters, muitas canções aprendi por osmose. Ok! Foo Fighters eu sempre costumo escutar, tenho apenas um CD deles porque implorei de aniversário, mas nunca fui uma fã muito dedicada. Como nascemos para muitas vezes pagar com a língua, lá estava eu no festival, perdida no meio daquele calor humano que só aspirava à rock’n’rol.

 

Cheguei bem tarde, no final da apresentação da banda Band of Horses. Tinha esquecido completamente que eles tocariam, pois gosto de algumas músicas deles, mas acabei caindo no estresse do cotidiano e resolvi evitar o calor intenso de São Paulo para ir mais tarde. Mesmo no final de BOH, minha irmã e eu conseguimos um lugar bom para ver a apresentação da Joan Jett. E a nossa posição só melhorou conforme as pessoas iam embora para conseguir uma brecha para assistir o Foo Fighters.

 

Minha irmã foi a causa de eu ter ido ao festival e não me arrependo. Foi meio corrido, mas tentei aproveitar cada instante. Joan realmente é uma musicista incrível, sabe animar o público e faz jus ao que ela sempre representou diante da mídia. Além disso, ela é muito conservada (haha). Joan não possui papas na língua, toca muita, mas muita guitarra e tem um estilo único, longe dos estereótipos que o rock representa hoje. O show começou com Bad Reputation e emendou com Cherry Bomb. Nesse momento, achei que ia ficar sem cabelo, pois fui puxada para todos os cantos.

 

A rockeira cantou alguns hits novos, não vou conseguir lembrá-los agora, pois a confusão e o aperto era tremendo. Mas o divertido, foi que ela não teve vergonha alguma em assumir que não sabia as letras das músicas fresquinhas, colocando uma cola básica diante do seu microfone. Havia alguns fãs histéricos, na maioria mulheres, levantando a blusa, segurando um cartaz [por favor, não levem cartazes a nenhum show. Isso é coisa de adolescente, grata!] e havia uma fã enlouquecida com uma boneca que era como a cantora. Depois de mais de uma hora de show, todos correram, literalmente, para ver o Foo Fighters.

 

Um erro do Lollapalooza: a distância entre palcos. Tudo bem, a maioria queria ver o Dave Grohl, e quem quisesse ter uma visão melhor do show, deveria ter ficado lá desde que chegou, mas compensaria muito bem se a diferença entre o show deles e da Joan fosse de meia hora. Eles foram praticamente um em cima do outro. Assim que me posicionei, Dave entrou no palco, cantando All My Life. Nem deu tempo de controlar a respiração depois da longa corrida.

 

O Foo Fighters provou aos olhos brasileiros porque é uma das bandas mais bem-sucedidas de rock, tendo integrantes de banda empenhados no que gostam de fazer. Nem preciso falar do Dave, pois só tenho elogios à sua atenção com o público e sua honrosa presença de palco. Quem não sabia uma única letra do FF, não teve nem um pingo de vergonha em apenas chacoalhar à cabeça, arriscar algum refrão ou dar beijos na namorada (ou namorado!).

 

Por causa das milhões de pessoas no Jockey Club, fui embora antes para não passar sufoco e penso que foi a melhor coisa que fiz, pois a muvuca foi grande. Só lamento porque perdi o grande dueto de Dave com a Joan.

 

Mesmo assim, ambos os shows foram indescritíveis, pediria por mais se tivesse dinheiro. Lamento e muito por não ter ido no dia 08, pois é a data da qual me identifiquei por causa do Arctic Monkeys, Foster the People e do MGMT, mas fica para a próxima, certo? Ano que vem quero e muito Death Cab for Cutie. Isso me faria a pessoa mais feliz do universo. Está certo que com Snow Patrol também ficaria aos pulos, mas não gosto de dividi-los com ninguém.

 

No mais, tirando a desorganização das filas e o sufoco para ir ao banheiro, o  Lollapalooza foi ótimo!

Stefs
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