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09/abr

Make a wish and place it in your heart. Anything you want, everything you want. Do you have it? Good. Now believe it can come true. You never know where the next miracle is gonna come from, the next smile, the next wish come true. But if you believe that it’s right around the corner, and you open your heart and mind to the possibility of it, to the certainty of it. You just might get the thing you’re wishing for. The world is full of magic. You just have to believe in it. So make your wish. Do you have it? Good. Now believe in it. With all your heart.

 

Meu caso com One Tree Hill não teve data marcada. Simplesmente aconteceu! Foi algo tão antigo que eu nem consigo lembrar ao certo quando o amor pela série teve início. Mas, não tão diferente das outras coisas que gosto e que me dedico, logo estava viciada e apaixonada pela novidade, seguindo um caminho saudável que me fez voltar a torcer por novos personagens, selecionando meus favoritos, ficando imersa à história e analisando meu aprendizado com relação ao episódio do dia. Ao contrário de antigas e atuais séries teens, OTH colocou Lucas, Peyton, Nathan, Brooke e Haley de maneira mais próxima possível com relação aos problemas da adolescência e da vida adulta. E, sem dúvidas, foi a que mais transmitiu mensagens simbólicas, cultuando ótimos desfechos e impulsionando um gosto cultural.

 

Por mais incrível que possa soar, OTH me ajudou em muitos momentos de desespero e me inspirou em muitos outros que foram marcados com grandes doses de alegria. Cogitando pelo tempo, eu tinha 18/19 anos quando comecei a assistir One Tree Hill. Pelos cálculos, e de acordo com a fonte mais segura do mundo que é minha person, os personagens encerraram sua história na telinha por volta dos 26 anos, idade que terei daqui um mês precisamente. Eu bem que gostaria que minha vida estivesse tão bem resolvida como aconteceu com o elenco, até mesmo com Lucas e Peyton que sempre foram o coração da série, mesmo tendo saído antecipadamente na sexta temporada.Eu sei que estamos falando de uma ficção, que provavelmente essa turma teria dores de cabeça piores ao atingirem os 30 anos, mas eu queria ter equilíbrio nas minhas decisões, como foi mostrado durante os nove anos de OTH. Mas, chegamos a uma conclusão não tão óbvia no final das contas: a vida adulta é muito mais difícil que a adolescência. Você não é ninguém quando ainda está no colegial. Com 17 anos, você nem sabe direito que profissão seguirá no futuro.

 

Assim como Harry Potter, One Tree Hill tem um altar montado por mim e sempre terá. Tudo por causa do meu crescente interesse em séries teens, dentre elas Dawson’s Creek e The O.C., talvez porque o drama contido nelas combinava com meu lado mais “aborrecente” e com meu estado de espírito em determinada época. O mais confuso é que sempre me identificava com as Marissas Cooper da vida. Por mais que ame essas duas séries, OTH foi um achado que me levou de encontro a muitas pessoas que também contemplaram esse amor pelo seriado e que se emocionaram feito loucos com o derradeiro final, na quarta-feira passada.

 

Mark Schwahn obteve imenso êxito ao focar sua energia na trama de One Tree Hill e seu grupo que começou como adolescentes e encerraram essa jornada maduros sobre a vida e sobre as pessoas que se tornaram. Por mais que tenha durado nove anos, todos esses dias foram de suma importância para focar no engrandecimento do elenco. Não adiantava pular a vida deles para a faculdade, pois muitas séries se perderam com a ideia. Cada passo que representava os personagens principais eram necessários para mostrar o quanto eles suportavam os problemas e o quanto eles poderiam ser fortes e servirem de exemplo para aquele que os assistia. Mesmo tendo escorregado no roteiro algumas vezes, admito como fã que OTH deveria ter terminado na sexta temporada. Contudo, me mantive fiel até o fim, estando ruim ou não.

 

Pensando em ser muito breve neste post, algo que já cogito impossível, levantei alguns pontos essências que fizeram One Tree Hill ser o que foi para mim: um seriado marcante, diferente e com personagens que dá vontade de abraçar toda vez que algo dava errado.

 

Amor: falar de amor é algo extremamente complicado para mim. Ainda mais quando se teve como fonte inspiradora Haley James e Nathan Scott. Conhecidos como Naley, o amor puro, forte, que supera qualquer barreira, foi feito para arrancar suspiros. Pode ser para algumas pessoas surreal a união dos dois, mas, às vezes, eles me fizeram acreditar em predestinação. Ninguém lutaria tanto por uma pessoa se não estivesse predestinada a ficar com ela. Isso, tendo absoluta certeza de seus sentimentos. Por essa e entre outras que passei uma boa parte da minha vida, leia-se alguns dóceis anos, acreditando que um relacionamento era, de fato, muito real. Nós compartilhamos o gosto pelo seriado, achávamos Naley uma maneira de manter a força daquilo que acreditávamos que existia. Ou, pelo menos, eu acreditava que existia.

 

Nesse e em muitos outros momentos, cheguei a crer que tinha a personalidade da Peyton por me sentir martirizada na adolescência o tempo inteiro. Mas meu foco sempre foi a Haley, por ter uma admiração sem limites pela Bethany e por considerar a personagem muito forte (não tão forte quanto a Brooke, vale mencionar). Haley e Nathan formaram o casal mais marcante se comparados a outros seriados adolescentes que já assisti, mais humanizados, com problemas que abalam qualquer relação, seja namoro, noivado ou casamento. O amor deles não foi surrealista, pode ter sido perfeita demais em certas ocasiões, mas é para isso que serve a ficção.

 

De alguma forma, a história deles dois foi construída apenas para que os desacreditados na palavra amor voltassem a ter fé nesse sentimento. Colocando o mundo dos dois na situação da qual me encontrava, eu tinha o hábito de frisar e muito esse quote:

 

“Às vezes, nos fazemos de difícil para por em prova se os sentimentos do outro são verdadeiros”

 

Amizade: eu ganhei muitas amizades por meio da série. Quando passava muito tempo online, perdia meu tempo fazendo comunidades no Orkut relacionadas aos personagens e aos quotes mais legais de OTH. Devido a falta de tempo, deletei boa parte delas. Por causa dessa moderação de One Tree Hill, ganhei uma das minhas melhores amigas.Além disso, ganhei minha mana japonesa que, infelizmente, está bem ausente na minha vida, mas sempre estará guardada no meu coração. Depois, “reganhei” a minha Person, que tem um amor tão igual a série quanto eu, e que a criticava nos momentos tão certos de maneira que ficávamos abismadas por ter um pensamento tão igual contra algo que aconteceu em Tree Hill.

 

Música: mesmo com a saída da Peyton, a música continuou a ser uma das marcas registradas de One Tree Hill. Confesso que conheci artistas excelentes por intermédio do seriado como Fall Out Boy, por exemplo. Ao longo de cada episódio, mais e mais canções excelentes eram apresentadas, inclusive, claro, o dom fora do comum da Bethany Joy Galeotti. Para mim, ela sempre foi muito mais que Halo e When the Stars Go Blue, sua parceria ao lado de Tyler Hilton. Eu como uma pesquisadora freak, consegui ter todas as músicas dela e todas são muito mais superiores que essas duas que se tornaram hit por um bom tempo. Vale mencionar também que Gavin DeGraw é muito mais que I Don’t Wanna Be, música tema da série.

 

Eu não consegui parar de soluçar quando ele cantou Belief na series finale, me acabando de chorar como uma criança que teve um doce furtado. We Belong Together também foi muito especial, pois assim como embalou o casamento Naley, embalou meu pequeno problema de paixonite extrema. Além desses que citei, não posso esquecer da Kate Voegele, do próprio Tyler Hilton, Enation e Wakey!Wakey!. Foram muitos artistas que passaram pela série, não dá para enumerar todos, mas agradeço a OTH por ter me ajudado a ter educação musical.

 

Personagens: eu comecei apaixonada pela Peyton, confesso. Como minha vida estava em um dramalhão, ninguém melhor do que ela para explicar melhor a fossa da qual me encontrava. Tudo parecia fora de foco e tudo errado, até entrar na paixonite que citei logo acima. Daí o universo girou por inteiro e lá estava eu apaixonada por Nathan e Haley. A minha bolha de ilusão não me fazia ver nada além deles dois e, confesso, que depois de descoberta minha frustração amorosa, não houve personagem melhor que a Nanny Carrie.

 

Mas, tirando o Lucas Scott (por não gostar da atuação de Chad Murray), Dan Scott, Alex Dupre, sempre simpatizei com boa parte deles, sem dificuldade alguma. Ainda acho um absurdo não terem dado um fim digno para o Tim, o atleta mongol puxa-saco do Nathan que rendia ótimas risadas. E nem preciso mencionar Brooke Davis que será eternizada sem sombra de dúvidas.

 

Shippers: Jeyton (Jake e Peyton) e Brucas (Brooke e Lucas). Eu adorei o Julian, desde que ele surgiu com aquele jeito de nerd ingênuo que nunca foi a uma balada, mas esses dois shippers foram os mais representativos para mim, pois sempre fizeram sentido na minha cabeça. Tirando Naley que era mais do que certo, por imperarem na lista da perfeição amorosa, Peyton conseguiu ser menos chata ao lado de Jake e o amor que eles sentiam um pelo outro era ingênuo, mas de uma maneira que fortalecia os dois. No caso de Brooke e Lucas, o casal era para ser definitivo desde a terceira temporada, onde eles compartilharam as melhores cenas do namoro conturbado que tinham.Podem dizer que Peyton e Lucas eram almas gêmeas, mas Joey e Dawson também eram e não ficaram juntos. Não acharia ruim se tivessem repetido esse pensamento e tenho certeza que, se a Brooke quisesse o Lucas de volta, eles voltariam a ficar juntos (ignorando, apenas, a traição do Chad).

 

Quotes: as pequenas frases-chave citadas por Lucas sempre salvaram minha vida. Pode ser a maior besteira para algumas pessoas, mas ninguém faz ideia como eu encontrava conforto em certas palavras que calhavam em momentos oportunos. O quote que abre este post é o meu favorito. Lembro como hoje como também chorei nesse episódio e como meu dark side estava extremamente elevado. Quem nunca chegou a ficar descrente da vida, certo? E eu sei que já falei ‘inspirador’ para boa parte deste texto, mas as linhas iniciais que o abrem são sim inspiradoras, de uma maneira que oferece uma força que você jamais imaginou que existisse em seu interior.

 

Os quotes sempre foram um símbolo de OTH e fiquei chateada por não ter tido mais nenhum no decorrer da sétima e da oitava temporada – Peyton e Lucas eram em grande parte os portadores das melhores frases -, mas a nona conseguiu compensar em número esse pequeno desfalque.

 

Eu acredito que não haverá outra série como One Tree Hill, até porque pensar em uma nova série é ver toda a história do que já aconteceu antes se repetir. Convenhamos também que a categoria das séries atuais anda muito a desejar, e não dá mais para criar certo vínculo com a história e os personagens sem ter certeza se ela será cancelada no futuro. Eu até evito gostar de seriados novos de primeira, pois a ira vem logo em seguida quando fico sabendo que não assistirei mais.

 

Eu espero que, de todas as formas possíveis e inimagináveis, One Tree Hill e seus lendários personagens tenham contribuído de alguma maneira com seus fãs ou até mesmo com pais e mães que acompanhavam cada história sem ter a mínima ideia do que estavam assistindo (um caso meu, pois minha mãe era apaixonada pelo Lucas). E, honestamente, eu espero que os verdadeiros fãs da série, que cresceram ao lado dela, a guardem com muito amor no coração. Não estou desmerecendo os admiradores que vieram depois, mas há uma grande diferença em quem acompanhou OTH desde os primórdios e aqueles que surgiram de dois anos para cá. É a mesma coisa de um fã novo de Harry Potter contra um de dez anos atrás.

 

No final das contas, mais uma série é colocada na prateleira com muito carinho. Imitando as palavras dos atores no Twitter, durante o último episódio das nossas vidas: Goodnight, One Tree Hill. Só tenho a agradecer por ter feito parte da minha vida de maneira tão lisonjeira, me inspirando todos os dias e por ter me feito chorar a cada triste e feliz história. Saudades para sempre!

 

“Todos são arquitetos do destino, vivendo nestas paredes do tempo. Então, não se lamente pelo passado. Ele não voltará de novo.”
Stefs
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