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05/abr

Eu realmente aprecio quando a trama de The Vampire Diaries corre feito louca e, no final, descobrimos o real impasse da vez. Ao anularem a morte iminente dos Originais, destruindo facilmente o feitiço de Esther e queimando a madeira de carvalho branco, agora, o roteiro mostra que tudo o que atingir a família de Klaus, refletirá em todo o resto. Movidos pelo trabalho em equipe, Damon, Stefan e Alaric desenvolvem um plano aparentemente perfeito para aniquilar de uma vez o pesadelo de Mystic Falls. O que eles não esperavam é que, do outro lado, Klaus utilizava suas artimanhas para permanecer vivo, subornando e ameaçando Bonnie com o intuito de fazê-la quebrar o link que o une à sua família, tornando-o solitário e, teoricamente, invencível para toda a eternidade.

 

Ao contrário da guerra, o que é colocado sobre a mesa mais uma vez são as questões sobre o amor e a família. Sage realmente se mostra impotente quando se trata de Finn, o Original morto por Elena e Matt, e que deu início a reação em cadeia que colocará fim a toda espécie de vampiros, levando inclusive os Salvatore, Caroline e Tyler. Esse amor que a ruiva sentia pelo irmão de Klaus foi o início da dor de cabeça que incitou todo o resto. Se não fosse pelas emoções que deixam qualquer ser humano mais fraco, Klaus não teria tanta vantagem sobre as pessoas. A única cartada do vampiro perturbador da paz é ter esse tipo de fraqueza vinda de seus inimigos em mãos, para poder brincar o quanto quiser e conseguir o que almeja. O mais agonizante foi vê-lo no ápice do limite do seu poder vampírico, retornando a série muito mais cruel que antes, e muito mais focado em manter sua sobrevivência, mesmo que isso custe toda a família que, em suas palavras, nunca o recebeu de braços abertos.

 

Ao lado dele, temos Rebekah, o elo mais frágil de todo o plano de Klaus. Não é à toa que ela é posta como o alvo dos Salvatore e sua liga da justiça, mas tudo muito em vão. O que desanda os planos de Stefan e cia. foi a preocupação da loira em querer massacrar Damon, por ele ter brincado com seus sentimentos e ter permitido que Sage penetrasse sua mente para saber de seus planos, saindo do campo de visão do grupo contra os Originais. A loira aparece tão forte quanto Klaus, ignorando seus problemas particulares de ninguém “amá-la” e super disposta a quebrar o vínculo que a une aos irmãos. Pelo menos dessa vez, ela preferiu agir como uma vampira madura até porque já temos a vampira melodramática de The Vampire Diaries, Caroline Forbes. Contudo, torturar Damon e se satisfazer com a atitude, faz Rebekah cair na real sobre o objetivo que as tramas de Klaus realmente querem atingir. O híbrido só visa o seu bem-estar e o de mais ninguém. Meio tarde para ela perceber isso, fato. Assim que o link entre irmãos se quebra e Stefan tenta negociar às estacas de carvalho branco em troca de Damon, a loira manifesta sua admiração pelos Salvatore. Em suas palavras, eles fariam qualquer coisa para se manterem vivos, mesmo que eles precisassem sofrer e muito para que isso aconteça. Com os Mikaelson, isso jamais aconteceria, não se dependessem de Klaus, pois trata-se de uma família que vive dentro de uma luta de egos, onde o mais fraco sempre perde. Nesse caso, Finn foi sacrificado e, a julgar pela sua fraqueza amorosa por Sage, Klaus coloca o irmão no status de patético, assim como sua irmã querida, cuja companhia ele abrirá mão, caso ela resolva ficar em Mystic Falls. De fato, o arqui-inimigo da série sempre vai carregar mágoa da família e vai se prender a ideia de que não precisa nem um pouco deles. Que dó!

 

Ao contrário dos Mikaelson, Damon e Stefan tentam se manter unidos para cortarem o mal pela raiz. Desde que se viu livre das garras de Klaus, Stefan está disposto a se vingar do híbrido custe o que custar. A motivação dele para matá-lo é quase doentia e sua cegueira em querer dar o troco, tem nome: Elena Gilbert. No geral, essa foi a única coisa que o Salvatore mais novo perdeu, pois abandonando-a, permitiu que Damon entrasse na vida dela e a fizesse alimentar sentimentos por ele também. A relação entre Stelena poderia ter uma conclusão mais fácil, mas é óbvio que colocarão mais drama nisso. De certo, os fãs de Delena acharam a cena da alucinação de Damon muito real, eu também achei, e fiquei aliviada por não ter sido (sorry!), pois não teria lógica ela batalhar tanto por Stefan, dizer que o ama e ficar dando beijinhos de autopiedade no Salvatore mais velho. O que foi de partir o coração foi o fato de Stefan finalmente conseguir baixar a guarda e expor o que realmente sente para Elena. Ele ainda a ama e o sentimento é recíproco. A única coisa que ele não queria ouvir é que a jovem divide seu coração com o irmão, colocando qualquer tipo de reconciliação a perder.

 

A verdade é que, enquanto Klaus estiver vivo, Stefan não voltará a ser um vampiro equilibrado. É muito fácil odiar o Salvatore pelas coisas que ele fez, mas é bom parar um pouco e se colocar no lugar dele. Ao contrário de Damon, ele nunca foi egoísta. Ele se tornou assim porque Klaus o fez perder sua liberdade, seu controle por sangue e amargurar o amor que sente por Elena para mantê-la viva. A necessidade de colocar Damon como impasse entre o casal está ficando cada vez mais clichê e fiquei contente quando ele não abriu mão do seu plano para salvar o irmão por teimosia da amada. Ora, ninguém mais entende a cabeça de Damon como ele, e Elena deveria amenizar um pouco essa necessidade de imaginar o que as pessoas querem e tentar salvá-las o tempo todo. Ela sempre atrapalha tudo por causa das suas emoções. De fato, os Salvatore salvariam um ao outro, já tivemos provas suficientes disso. Mas eles não abandonariam o plano primordial, a não ser que a situação saia do controle até atingir um limite que precisem recuar.

 

Eu fiquei com pena da Bonnie. De verdade! Ela é a personagem que vem sofrendo demais com todo esse papo sobre-humano e me pergunto até onde ela vai suportar. A bruxa perdeu Jeremy e quase o perdeu mais uma vez sob às ameaças de Klaus. Encontrou sua mãe, lutou com ela, a assistiu se tornar vampira, para ser abandonada por Abby mais uma vez. E sua amizade com Elena aposto que não vai ser mais a mesma devido aos altos e baixos que abalam a relação de ambas. Ela tem potencial como bruxa, é a única que consegue dar certa veracidade no que faz, mas ninguém é feito de ferro. Enquanto os vampiros não tem um coração que bata a ponto de fazê-los se sentir mais humanos, Bonnie é apenas uma bruxa, ainda humana, dominada pela essência das dores e das alegrias de não ser totalmente sobrenatural. Eu ficaria abismada se ela não surtar nos próximos episódios porque é algo que normalmente aconteceria depois de tantos traumas. Só espero que não seja tão tardio quanto o “cair na real” que abateu Elena no dia do aniversário de Caroline. Não dá para criar dez personagens femininos fortes e tentar mantê-las em pé depois de tanto tapa na cara. É surreal demais!

 

No final das contas, o link foi desfeito e agora? As estacas estão com Klaus, mas sobrou uma com Alaric. Ou melhor, com o alter ego de Ric. Resta saber se a resolução crucial dessa temporada de The Vampire Diaries ficará a mérito do professor de história. Eu acharia bem interessante. Os vampiros de Mystic Falls estão entrando em extinção e qual será a salvação da vez? Eu gostei do ritmo do episódio, ele realmente foi ótimo e avassalador, mas eu espero que as próximas resoluções, que não permitam Stefan e Damon sumirem da história (algo teoricamente impossível), não seja por meio de algum milagre divino, como vem acontecendo com os Originais. Sempre quando estão prestes a matá-los, algo acontece. Está ficando chato, mas tudo bem.Mas fora isso, não tenho do que reclamar. O episódio não decepcionou!

Stefs
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