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02/maio

As coisas em The Vampire Diaries esquentaram de vez. Alaric e Esther firmaram a parceria do mal que gerará sérios danos no futuro de Mystic Falls e seus personagens. A mãe de Klaus realmente mostrou sua decisão em aniquilar a família, não medindo esforços para que isso acontecesse, colocando mais uma vez qualquer tipo de relação afetiva de Elena na berlinda. Se não bastasse a despedida da figura materna de Jenna na temporada anterior, agora os Gilbert terão que tolerar a dor da ida da figura paterna que se formou em torno de Alaric.

 

Como é costumeiro na série, sempre alguém tem que se transformar em alguma coisa. Não sei dizer se isso é bom ou ruim, pois depende e muito de quem deixou de ser humano para ter uma vida sobrenatural. Por exemplo: vemos Caroline, que se tornou vampira, mas age como humana e seu poder em ser o que é nunca é mostrado ou muito bem trabalhado. Ela sempre acaba ficando na sombra de alguém, pois parece mais conveniente acabar com o emocional dela do que fazê-la ficar mais forte e desenvolver sua autodefesa. Por outro lado, temos Tyler, que estava desfocado na trama desde a época de seu irmão Manson, mas ganhou algum propósito, mesmo sendo mais secundário, teoricamente, que Caroline. Enfim, coisas que são difíceis de entender. Voltando ao que importa, Alaric ou melhor dizendo seu alter ego, conseguiu se manter ativado sem fazer uso das ervas de Bonnie e, por isso, foi fácil Esther convencê-lo a se transformar em um vampiro muito superior aos Originais para poder matá-los. O professor de história, que não passava de um beberrão no começo da temporada, ganhou destaque, tendo tudo em suas mãos na hora certa. O anel da ressurreição colaborou com a única estaca de carvalho branco, tornando-a uma arma mortífera e indestrutível e Ric tornou-se uma máquina mortífera, mesmo com as tentativas de Elena e os Salvatore impedirem que isso acontecesse.

 

Enquanto a tramoia entre Esther e Alaric se desenrolava, havia uma festa de fundo para dar respaldo e ambiente para os casos amorosos. Só um comentário a parte, a sensibilidade de Klaus não sei se é algo para criar comoção ou criar certa birra. Pode ser bonitinho, ok! Mas, como vilão, ele deveria ser um pouco mais maduro, mesmo com todas as suas carências afetivas. Ele apenas tem a necessidade de sobreviver, mas perde o foco quando as mulheres de sua vida o desestruturam, como é o caso de Caroline que o despreza e de Esther que o quer morto. A melhor parte da sua atuação nesse episódio foi quando ele desafiou a mãe em seu caixão, mal sabendo que a mama Original se deu bem em suas ambições. Sem contar o sentimento que ele figurou em Caroline, disputando-a com Tyler, assumindo o que ele afirmou ser o papel de “o macho alfa”. Ainda considerando alguma morte no season finale, sem contar com a probabilidade de Alaric deixar de existir, imagino que Tyler possa bater as botas, algo que não queria, pois Caroline não precisa de mais um tabefe na cara. Já bastou o pai dela, certo? A blonde não precisa de mais um drama na sua vida. E Klaus precisa parar de agir como uma criança birrenta que persegue aquilo que quer sem se importar se realmente pode obter. Foi bem infantil a atitude dele com relação a jovem que mantém sua fidelidade à favor de Tyler.

 

Aproveitando a linha de pensamentos andarilhos do cupido que arrebata corações em Mystic Falls, Stelena foi o casal da vez, como era de se esperar após o ocorrido entre Delena. Antes da festa, achei um tremendo absurdo a maneira como Caroline diz a Elena que agora é a “vez” de Stefan em ficar com a morena, depois do ocorrido entre Damon e ela. O mais incabível é ela ter abraçado a ideia da amiga, como se Stefan e Damon fossem uma peça de roupa. Não gosto desse ‘rodízio’ entre irmãos, pois não é culpa deles se Elena não decide logo com quem quer ficar. E, honestamente, continuo achando desnecessário esse “sorteio” para ver qual Salvatore combina com o estado de espírito da protagonista em diferentes episódios. Quando ela quer ser desafiada e está no limite da razão, Elena procura Damon e quando está sozinha porque seu mundo ruiu, ela se joga nos braços de Stefan. Acho que é melhor a doppelgänger ficar sozinha e sair em turnê com Klaus do que ficar de joguinhos amorosos porque seu coração está supostamente dividido.

 

Pelo menos, eu só me convenci de uma coisa: Stefan e Elena possuem um relacionamento natural. Ele não precisa implorar para tê-la e vice-versa. Ele não precisa ganhar a atenção dela por autopiedade como acontece com Damon. O amor puro colocado por Rose no episódio anterior faz todo o sentido e não há dúvidas que eles merecem ficar juntos. Admirei o Salvatore mais novo por sua capacidade em ignorar o que ele presume ter acontecido entre a amada e seu irmão. Aplaudi seu posicionamento maduro em não querer saber, por não ter o direito de cobrar nada de Elena, depois de tudo que ele a fez sofrer. É um momento de redenção da parte de Stefan que choca Elena que esperava o pior (ou não!). Ele sempre estará ali para ela, pode ser piegas, mas é a verdade. Ela só precisa encontrar o caminho de volta, caso queira que eles formem um casal mais uma vez. O desgastante disso tudo é o fator Damon. Ele é orgulhoso e não se contenta, o que faz ele ser tão infantil quanto Klaus. O Salvatore mais velho sempre soube que Stefan foi o primeiro amor de Elena e que não dá para competir com isso de igual para igual. Ao invés dele atacar o irmão com piadinhas e indiretas, ele deveria ter se posicionado contra Elena, pois foi ela quem o iludiu mais uma vez e foi parar nos braços do irmão mais novo. Às vezes, a lerdeza de Damon com relação a Elena me deixa nos nervos. Mas, no final das contas, é com Stefan que Elena contará com o apoio mais uma vez devido a transformação de Alaric. Gostei da maneira como ela ficou sem chão ao perceber que “seu pai” não será mais o mesmo, algo que demorou com relação ao que aconteceu com Jenna.

 

Eu ainda continuo com pena da Bonnie. Ela é a personagem que mais é pressionada desde o retorno da sua mãe e voltou a ter antipatia pelos Salvatore por motivos muito justos. E, mais uma vez, ela é usada para propagar algo, pois Esther utiliza seu corpo e mente para ativar seu serial killer. Depois de tantas mortes e transformações, me pergunto como ela lidará com uma bomba dessas quando sair do transe (e perceber que Ric se alimentou dela), pois o psicológico da melhor amiga de Elena está saturado. Pergunto-me também até quando ela suportará. Falando em suportar, a volta de Jeremy continua sem utilidade, porém, a falta de memória sobre o que ele sofreu em Mystic Falls trouxe à tona um adolescente mais maduro, talvez, pronto para lutar ao lado da irmã nesse derradeiro final que promete ser chocante e extremamente emocional mais uma vez. Damon também é colocado mais uma vez no limite da razão por ter que assistir mais um amigo partir, diluindo por instantes o iceberg interior que ele carrega.

 

O desafio entre Klaus e Esther foi lançado. Mesmo no seu caixão, a mama Original mostrou do que é capaz. Agora, resta saber se surtirá algum efeito e estou morrendo de ansiedade para ver a atuação de Alaric na sua versão vampira. E, me pergunto, quantas vezes Esther voltará a vida? Será que ela ainda marcará presença no season finale, com direito a uma dança da vitória?

Stefs
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