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26/maio

Honestamente, eu não sei por onde começar. Eu me senti esmurrada do começo ao fim, da mesma forma que Alaric chutou e socou Damon nesse final de temporada. Ainda estou com uma sensação estranha de vazio, que não dá para explicar devido o quão foi emocionante esse season finale. Esse sentimento não deveria surpreender ninguém, pois quem é fã da série sabe que essa é uma das características cruciais de término de temporada de The Vampire Diaries. Espero que todos tenham comprado os lençinhos que recomendei no review anterior.

 

As memórias de Elena Gilbert foram importantes para entendermos a logística da personagem. Desde o início do episódio, fomos abordados pela sensação depressiva que só ela consegue ter, ainda mais por saber que está perdendo as pessoas que ama, contando com a colaboração e apoio de Jeremy e Stefan. O irmão dela ainda está focado em ter uma vida sem vampiros e eu cogitei seriamente que ele fosse estragar todos os planos mais uma vez. Ainda bem que ele se manteve comportado. Por mais que tenha sido curta as cenas da completa família Gilbert, foi muito bom tirar a imagem idealizadora da mente de como seriam e de como os pais costumavam a agir com relação aos seus filhos. E o melhor de tudo isso, claro, foi ter a oportunidade de ver Jenna mais uma vez. Elena, em seu posto de adolescente de rotina tão costumeira e chata, honra a personalidade da personagem tirada dos livros, uma cheerleader feliz, popular, que namora Matt, que joga no time de futebol, e tem a melhor amiga que qualquer garota gostaria de ter.

 

A relação entre Matt e Elena, por mais que ela não o tenha amado verdadeiramente, é mais intensa do que eu imaginei. Há o laço de amizade, algo que os unirá para sempre. Sei que muitos o consideram um peso morto na série, assim como Jeremy, mas vamos encarar os fatos de que todas as consequências da vida dele foram trazidas pelos Salvatore. Ele tinha Elena, mas ele a perdeu para o acidente e mais tarde para Stefan. Sua mãe não valia nem uma moeda de 0,10 centavos, caindo nas graças de Damon, decepcionando-o pela milésima vez. Sua irmã Vicki pagou o preço da transformação tendo um fim cabuloso, deixando-o sozinho. E devemos lembrar que ele lidou com a nova versão de Caroline e, mesmo estando apaixonado por ela, não conseguiu lidar com o lado vampiresco da namorada, traindo sua confiança. Ambos tiveram as vidas destruídas por conta dos vampiros na cidade e devemos lembrar que o mesmo aconteceu com Bonnie.

 

Mais uma vez, a bruxinha tem algo importante para fazer. Sem sua magia, o season finale não teria tanto sentido. Cansada de ser mais uma peça no xadrez, Bonnie assume às rédeas de seu destino, afirmando que cansou de ser manipulada e que faria as coisas por conta própria de agora em diante. Quando achávamos que ela faria algo de útil ao lado de Damon, o inesperado aconteceu. De alguma forma mágica, Tyler é sacrificado e seu corpo torna-se recipiente para manter a existência de Klaus e assegurar que as pessoas queridas que a rodeiam se mantenham vivas, como Caroline e Abby. Embora a intenção de Bonnie tenha sido a mais pura, ela confirmou minha tese de que o híbrido não ficaria fora da trama por muito tempo. A única diferença é que o teremos em um corpo novo. Michael Trevino terá que sustentar o desempenho do grande vilão na próxima temporada. Esse será seu próximo desafio. Mesmo em um corpo novo, espero que Klaus não volte a causar um inferno na terra. Esther está dentro do seu caixão e não me espantaria se ela retornasse. E sabemos que ele ficará transtornado ao descobrir que seu banco de sangue para gerar novos híbridos foi fechado por toda a eternidade.

 

Klaus continuou a gerar certa dor de cabeça mesmo dentro do caixão. Assistimos o retorno de Elijah e Rebekah que queriam apenas salvaguardar o corpo do irmão em um gesto de dignidade. Fica claro que, mesmo após tudo o que o híbrido causou aos seus irmãos, eles ainda se importam de certa forma e não são valorizados por isso. A solidariedade de Elijah em querer salvar o irmão pela segunda vez, me fez até imaginar que era um blefe, pois esses vampiros jogam pôker o tempo todo e, quando achamos que algo é certo, uma reviravolta acontece. O híbrido se tornou a chave para manter a existência dos Salvatore e das pessoas transformadas por eles. Enquanto houver temporadas para The Vampire Diaries, pelo visto, haverá Klaus.

 

A resposta de Elena com relação a Stefan e Damon foram mais do que claras. Por isso mesmo, dividirei minhas opiniões em duas partes.

 

O caso Stelena: era meio óbvio imaginar que ela fosse escolher o Salvatore mais novo. Depois de todas as forças à favor de Delena, Stefan e Elena mereceram seu momento e fiquei feliz que tenha sido de uma maneira natural, pois eles como casal não precisam garantir milhões de palavras de segurança e fazer juras de amor. O sentimento deles é puro. Com apenas um toque, Stefan é capaz de expressar tudo o que sente, até mesmo com o olhar. Vimos isso ao longo da temporada, a transformação de um vampiro apaixonado para um terrorista. O status de dignidade dele se manteve durante os 22 episódios da temporada, o que me deixou orgulhosa do personagem, que deu a volta por cima sem se diminuir perante a um amor que ele poderia não ter mais. Ele aceitou perder Elena para Damon, algo que Damon não faria se fosse o caso de Stefan. Ele foi homem em assumir seus próprios erros e foi mais homem ainda em não agir com infantilidade sobre o que poderia ter acontecido entre ela e seu irmão, algo que de certo, no fundo do seu coração, ele já sabia. Pode ser chato, clichê, o que for, mas o diálogo entre Elena e Matt fez as coisas se tornarem mais claras e darem sentido a importância que Stefan tem na vida desmoronada da jovem.

 

That’s what love should be. You should love the person that makes you glad to be alive.

 

Stefan salvou Elena. Stefan amou Elena desde o começo. Stefan abriu mão do seu livre-arbítrio por Elena. Stefan voltou a ser o ripper para proteger Elena contra Klaus. E, no final, é ele quem está junto ao seu leito, velando seu corpo com lágrimas nos olhos. Não duvido do amor de Damon, muito pelo contrário, mas assino embaixo da ideia que o amor só existe quando duas pessoas estão felizes. E é nos braços de Stefan que Elena encontra essa felicidade. Aceitar Damon é o mesmo que ter uma relação doentia, daquele tipo que ela não poderia receber uma cantada que ele partiria para cima do assanhado e quebrar o pescoço. Damon não tem maturidade.

 

Mas, o ponto mais aguardado dessa temporada – além dos beijos Delena – foi o retorno Stelena com direito ao beijo que só aconteceu no final. A maneira como ele a beijou foi de encher meus olhos de lágrimas, e sério, ele não precisava daquele tom de despedida. Foi de partir o coração!

 

O caso Delena: depois das cenas seguidas na porta dos Gilbert, Damon tem sua resposta. Emendado a um flashback da vida de Elena, quando ela sabe que não ama mais Matt, sua mãe lhe aconselha a libertá-lo. E ela seguiu a memória do conselho à risca. Elena pode até sentir amor por Damon, é comum em determinados casos uma pessoa ficar dividida entre dois amores. É comum, é humano e, até certo ponto, egoísta. Se você ama uma pessoa, você não precisa amar outra. O coração da jovem está aos pedaços quando faz um belo discurso ao vampiro, que acredita que seu tempo de vida está contado. Ela retoma o percurso da sua vida para Stefan, porém, deixa uma brecha que tudo poderia ter sido diferente se o Salvatore mais velho fosse o primeiro a surgir na sua vida.

 

You want a love that consumes you. You want passion and adventure, and even a little danger… I want you to get everything you’re looking for. But for right now, I want you to forget that this happened. Can’t have people knowing I’m in town yet. Goodnight, Elena.

 

Quando achamos que teríamos uma conclusão, eis que um fragmento muito importante da relação Damon e Elena é resgatado e revelado. Eu não esperava por isso, de verdade, e achei a atitude boa e ruim. Boa porque a maneira como Damon tratou Elena, sendo o primeiro a conhecê-la, poderia mudar o percurso das coisas, fazendo-o ser uma pessoa melhor e esquecer da birra que ainda tinha de Stefan naquela época. Ela poderia ter se apaixonado por ele também.

 

O lado ruim é que, provavelmente, a novela do triângulo amoroso continuará, algo que não curti. Depois de definirem que Stefan é o cara certo para a jovem, não era preciso lançar outros motivos para ativar o efeito Damon. O posicionamento de Elena perante os dois irmãos foi muito egoísta e ela conseguiu recuperar sua ordem de raciocínio libertando um dos Salvatore. Para que continuar forçando a barra? Isso deveria ter sido mais que suficiente, pois ela terá algo muito pior para enfrentar e ser perturbada pelos Salvatore novamente deixará as coisas repetitivas.

 

Damon foi o primeiro, mas Stefan salvou a vida dela. Entre pesos e medidas, o Salvatore mais novo saiu com todos os créditos. Ele deu a Elena o prazer de viver novamente em um antro de luto e agonia que ela não iria conseguir superar sozinha. Eu gostei da maneira como colocaram essa parte da história da vida de Elena na série, com ela conversando com Damon segundos antes de acontecer o acidente. Stefan salva Elena a pedido de seu pai, antes de poder perceber que ela era parecida com Katherine. A primeira coisa que Damon viu em Elena foi o reflexo da vampira, o amor doentio da sua eternidade. Por mais que Damon tente, é Stefan que ela ama e é ele que estará ao lado dela quando a sua nova realidade for revelada.

 

Caroline teve mais uma porrada no estômago. Eu ainda não consigo entender como podem forçar para o lado negativo uma personagem que poderia ter bastante potencial. Eu amo a barbie vampire, mas não está sendo tolerável esse sofrimento em torno dela.  Matt, o pai, Tyler, Tyler de novo, a tortura com Alaric… Será que em nenhum momento ela conseguirá ser feliz? Eu fiquei chateada com o que fizeram com ela mais uma vez. E, o mais difícil de engolir, será o fato dela reencontrar Tyler no futuro, sendo que ele não é mais o namorado que prometeu protegê-la antes da fuga de ambos. Será um misto de satisfação estranha, pois se houver reencontro, teoricamente Klaus venceu seus desejos amorosos em ficar com a vampira assumindo o corpo do então ex-namorado.

 

Matt não apareceu muito nessa temporada, mas suas participações em alguns episódios foram cruciais. Não esquecerei da maneira como ele se comportou no aniversário de Caroline, voltando a ser o apoio de Elena. A sua revolta com a sua nova condição de vida é de entristecer. Como já falei, ele também não fica atrás na questão sofrimento, da mesma forma que Caroline. Porém, a preocupação dele com Elena foi importante para que ela soubesse que independente de suas escolhas, ele estaria ao lado dela. Ora, Matt a ama de todas as formas possíveis e ele jamais abriria mão de vê-la feliz. Ao sofrer o acidente com Elena, Stefan o salva a pedido dela. Poderia ter havido mais uma morte, mas pelo visto, Matt ficará bem. Eu espero que isso aconteça, pois ele conseguiu minha simpatia de volta.

 

A temporada acabou e confesso que ela no geral foi muito boa. Stefan Salvatore levou todos os episódios nas costas ao lado de Klaus, embora o híbrido tenha saturado as coisas em momento inapropriados. Tivemos a oportunidade de conhecer personagens ricos, de presença forte e saber mais detalhes da vida dos antigos. O que nos reserva para o retorno é uma Elena vampira, uma Meredith na berlinda por ter sido responsável por isso, talvez o velório de Alaric e muito mais drama com os Salvatore. Espero que esse episódio tenha sido tão bom para vocês, quanto foi para mim. Foi algo indescritível, de verdade! E o mais fantástico foi que todos os personagens funcionaram muito bem dentro da trama, oferecendo picos de tristeza em momentos certeiros.

 

Aguardo ansiosa a quarta temporada!

Stefs
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