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11/jun

Em meio a mais uma noite fria de São Paulo, encontrei “umas histórias” para fazer qualquer garota sensível chorar nesse pré-Dia dos Namorados. A dica: Noite de Ano Novo (New Year’s Eve). O filme segue o exemplo de romantismo com muita gente, algo que conhecemos e já vimos em outros longas de mesmo tema como Idas e Vindas no Amor, cuja escritora é a mesma (Katherine Fugate). Em meio a tantas histórias, vemos durante o desenrolar da trama inúmeros atores e atrizes conhecidos, dando vida a personagens que sempre se encontram no final, porém, donos de um background bem distinto.

 

O elenco é formado por figuras conhecidas da indústria do entretenimento para ajudar na bilheteria, claro. Nomes que vão desde Hilary Swank até Zac Efron, completam o longa que tem como principal objetivo mostrar seus personagens em uma “luta” de sobrevivência até a virada do ano. Enquanto a meia-noite não chega, assistimos uma mulher com suas previsões de Ano Novo para serem realizadas antes do novo ano chegar, um homem desiludido, uma pseudo-groupie, uma filha que acha que é adulta, um homem a espera de um reencontro, um pai e uma filha em um momento de trégua, outra mulher cujo marido serve o exército… Enfim, diferentes enredos que, bem selecionados, conseguem gerar umas boas lágrimas. Por ser um filme fora de época (é V-Day e não New Year), é normal torcer por aqueles donos de um coração partido e ter uma pausa meio reflexiva (o fim do mundo se aproxima, ou não!).

 

Confesso que me emocionei com três histórias: a do pai e da filha, da mulher que tem suas previsões de passagem de ano, tendo o auxílio de um entregador de correspondência, e o da mulher que sente falta do marido que serve o exército. A primeira trama é interpretada pelos meus queridos Hilary Swank e Robert De Niro, a segunda por Michelle Pfeiffer e Zac Efron e a terceira conta com a interpretação de Halle Berry (ela não é minha favorita). Essas cenas mostraram diferentes tipos de amor, que nos fazem voltar ao looping de reflexão ao pensar como dar valor as pessoas que realmente nos amam e como fazê-las se sentirem queridas. Além do amor, também temos discursos sobre o velho perdão, perdoar, perdoe, o que realmente está fora de época.

 

Embora as histórias sejam fofas, há alguns deslizes costumeiros de filmes que dependem de um grande elenco. Sempre têm aqueles personagens que “boiam” na trama e não possuem utilidade alguma. Um exemplo é a história interpretada por Ashton Kutcher e Lea Michele. As cenas que ambos compartilham são bem engraçadas, mas eles são lembrados no começo do filme, depois na metade e no final. Fim! Não há uma conclusão para eles como “casal” ou como “amigos”, só no interesse artístico da personagem de Lea. Falando no interesse artístico, desaprovei o “Rachel Berry, o retorno”, pois por mais que seja um projeto novo da atriz (no caso, agora é velho), não ficou tão “novo” já que ela faz a mesma coisa em Glee. Além deles, resgatar o cantor Bon Jovi foi forçar a amizade e, para ficar mais tenso, o colocaram como interesse romântico de Katherine Heigl.

 

Histórias perdidas que se encontram no final, esse é o segredo de Noite de Ano Novo e de outros filmes que têm o mesmo formato. Não se trata de um filme memorável ou de uma novidade que mudará sua vida, mas vale à pena dar uma assistida pelas interpretações de grande parte do elenco que, tenho certeza, você é fã.

 

Ainda dá tempo de fazer o famoso brigadeiro de panela e se jogar nas historinhas de amor fora de época, que proporcionarão uma onda de ilusão amorosa, construído pelo imaginário hollywoodiano.

 

Vídeo hospedado no YouTube e pode sair do ar a qualquer momento

Stefs
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