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02/jun

Hello, pessoal! Depois de muito tempo sem postar, resolvi compartilhar mais um momento vivido pela minha pessoa dentro de uma comunidade enlouquecida de fãs. Na verdade, eu não acredito até agora no que fiz, mas só de lembrar dos lindos olhos do Ian, fico mais feliz e esqueço todas as partes doloridas do meu corpo.

 

Eu vou dividir meu relato em 5 partes para não correr o risco de não esquecer nada. Mas quero que saibam que ainda estou muito extasiada pelo dia de ontem e nostálgica com tudo o que aconteceu. Nem preciso comentar as feições de choque da minha mãe com um novo capítulo fresco de uma vida nerd, infiltrada em um novo fandom.

 

Todos os comentários com relação ao evento na loja John Jonh no dia 31 de maio saíram de uma mente de uma fã, imparcial à etiqueta. Quem estava lá, sabe muito bem do que falarei ao longo desse post. So, let’s go!

 

A ideia

 

Eu considerei ignorar a vinda do Ian para o Brasil. Como não vou ao Mystic Moon no Rio de Janeiro, me agarrei à esperança de que ele viria para São Paulo, algo que ele confirmou via Twitter (@iansomerhalder). A verdade é que eu não confiava muito na informação, especialmente por saber que artistas internacionais, geralmente, perambulam pelos bairros nobres e distantes da cidade.

 

Foi com essa primeira ideia presa na mente que fui dormir na quarta-feira, pensando na drástica rotina de ir à faculdade para pegar o gabarito da última prova das trevas da história (da qual fui surpreendentemente bem e estou aprovada).

 

Eis que a quinta-feira chegou e, a primeira coisa que fiz ainda de pijamas, foi colocar o Twitter do Ian nos favoritos do meu celular. Meu aparelho é temperamental para abrir a rede social, mas com muito esforço, consegui monitorá-lo. Não sei o que deu na minha cabeça para fazer isso, mas fiquei “stalkeando” o ator durante a aula, sem imaginar como seria meu dia assim que saísse da universidade.

 

Depois de conferir meu gabarito, ao invés de ir cedo para casa, fiquei conversando com o pessoal da sala. Uma atitude normal, certo? Mas o Ian estava na minha cabeça. Eu ficava imaginando quando e onde ele estaria em São Paulo para que eu pudesse cogitar a possibilidade de vê-lo, não importando se teria foto ou autógrafo. Eu só queria ver o ator, nada mais que isso. Mas até aí, a ideia estava abortada, pois estava feliz em conversar com a galera, compartilhar ideias e, claro, ir para casa a fim de me livrar do TCC.

 

A caminho de casa, tentando ler um livro chato de inglês, esnobei qualquer pensamento que me guiasse a correr atrás de Ian Somerhalder. Ok! Gente! Quem tem a possibilidade de ir ver um ator ou atriz de perto porque tem o trajeto fácil, não pensaria duas vezes em encarar o desafio. Mas, vejam pelo meu lado: eu me sinto a tia do fandom. Não que eu não seja, mas às vezes é desconfortável. Preciso fazer terapia para aceitar o fato de que eu sou a tia do fandom, fim. Eu achei meio ridículo me ver jogada no meio do nada, esperando alguém que realmente aprecio, pois honestamente nunca cheguei a esse extremo.

 

Eis que perto de casa ocorre o pensamento: tenho certeza que o Ian twittou alguma coisa e ele já deve estar por aqui. Entrei no prédio, sentei na escada e tirei o celular da bolsa. E lá estava o bendito tweet. Na mesma hora, mandei SMS para minha irmã (por favor, não tentem entender a logística de comunicação entre minha irmã e eu, pois temos a capacidade de trocar mensagem uma com a outra, em computadores diferentes) contando a “descoberta”. Fiquei um bom tempo pensamento em ir ou não. De tanto analisar as possibilidades, cheguei a duas opções:

 

• Não ir e ficar resmungando o resto do dia olhando para as fotos do Ian que sairiam na internet.

 

• Arriscar a ida mesmo que não conseguisse vê-lo, mas saber no final do dia que eu tentei.

 

Optei pela segunda opção, pois saberia que se fosse bem ou mal sucedida, ficaria feliz de qualquer jeito, pois teria a consciência tranquila e a noção de que eu realmente tentei ver o Ian.

 

Bolsa, dinheiro, máquina fotográfica, coisas para autografar. Eis que minha irmã e eu seguimos para a loja John John.

 

O Trajeto

 

Nada que o metrô não resolva. Chegando lá, havia algumas meninas sentadas, não sei dizer se pertenciam ao mesmo convívio, mas elas foram super simpáticas. Conforme o tempo passava, chegava mais gente e começamos a trocar ideias, falar de séries, do Ian, de outras séries, do Ian, e assim seguiu o dia até o grande momento.

 

Quando ele realmente chegou em SP e postou a foto no Twitter, sabíamos que tinha um aglomerado de fãs na porta do hotel Fasano, com certeza, se descabelando e tudo mais, e que logo elas estariam no nosso “pedaço”. Vale comentar que eu não tinha almoçado e esperava não sentir vontade de ir ao banheiro, pois não teria nenhum lugar para ir assim que a aglomeração começasse.

 

Eram 16 horas, mais ou menos, quando a equipe da loja começou a organizar as coisas e colocar o “tapete vermelho”. Quem estava lá na porta desde as duas horas, como minha irmã e eu, conseguimos um bom lugar e acreditamos que ficaríamos assim pelo resto da noite, mas foi um sonho bem no estilo “A Origem”.

 

Durante, no meio e depois.

 

Ian tinha muitos horários para chegar até a loja. Das 18 horas passou para às 19 que passou para às 20 horas. A muvuca que estava no hotel, migrou para a porta da loja e, para acabar com nossos sonhos, o empurra-empurra começou.

 

Eu não reclamei por ter sido esmagada inúmeras vezes, mas vamos a realidade: as fãs que chegaram mais tarde e que se acharam no direito de querer ficar na frente tinham menos de 17 anos. Sem poupar os falsos elogios, eram um bando de desvairadas, agindo sem pudor como se o Justin Bieber fosse surgir a qualquer instante.

 

Qualquer noção de respeito que criamos ao longo do dia com os seguranças, para que eles não fossem desagradáveis como bem sabíamos que poderia acontecer, desabou. A primeira opção da loja foi não colocar grades, mas devido à aglomeração, foi iniciada a saga: salve-se do esmagamento quem puder. Até às 17 horas estava tudo certo e tranquilo e o evento poderia acontecer na paz, sem dores de cabeça, mas a geração Capricho, Atrevida e derivados botou tudo a perder.

 

Não entendam isso como uma dura crítica. Na minha idade, eu não podia sair de casa para seguir nenhum artista. Eu só consegui ir ao show dos Backstreet Boys acompanhada de duas mães ou nada feito. Eu não sei o que as adolescentes de hoje em dia tem na cabeça, como são educadas ou afins, e agradeço todos os dias pela minha irmã não ser desesperada dessa maneira, com a capacidade de gritar só com a menção do nome do Ian, sendo que ele não estava nem perto de chegar a John John, como aconteceu ontem.

 

Nesses momentos, é normal sentir vergonha de ser brasileira, pois você sai do quadro de fã civilizada, para uma fã desvairada. Eu estava na frente por horas, perdi a minha localização, fiquei separada da minha irmã devido ao mau comportamento de crianças – sim, crianças – que não tinham a mínima noção do que a palavra educação significa. Os pais dessas crianças deveriam colocar a mão na consciência e controlar melhor o que seus filhos fazem.

 

Se os responsáveis vão a um evento com eles e vê que há confusão, leve-o para casa ou vá para um lugar seguro. Facilite a vida das outras pessoas e não procure reclamar quando seu filho é xingado muito justamente por quem estava no local a muito mais tempo.

 

Digo isso porque a John John tomou medidas drásticas que levou a um pandemônio e desconforto dos fãs do Ian, que estavam empenhados a vê-lo nem que fosse por breves segundos. Ao utilizarem a grade, começou a gritaria e ninguém colaborava. Quanto mais meu grupo empurrava para trás, as que chegaram super mais tarde, nos empurravam para frente. Eu estava vendo a hora de cair de boca no chão e ficar sem os dentes.

 

Por isso que eu digo que essas fãs da Capricho, ou como diria um novo amigo a caravana de Diários de um Vampiro do SBT, deveriam aprender a controlar seus ânimos e digo, mais uma vez, que os pais deveriam ter vergonha de soltarem seus filhos no meio de qualquer confusão. Que tal deixá-los atingir a maioridade? Ou, quem sabe, serem mais sensatos se forem acompanhá-los?

 

Eu não culpo a loja, só não concordei em ter colocado a grade tão tarde, pois os fãs já estavam dispostos nas suas posições e tudo virou um inferno na terra. O mais triste foi a culpa que caiu sobre nós, os fãs de longas horas na frente da John John, culpadas pelo empurra-empurra e ouvindo palavras grotescas, sendo que quem estava prestes a viver em um massacre éramos nós.

 

Os seguranças foram muito pacientes e prestativos, um deles segurou a mim e a minha irmã para não cairmos, mas ninguém se tocava que era preciso ter autocontrole. É algo muito fácil de exigir e colocar na prática, mas eu não consigo crer que os fãs mais novos conseguiram ser tão ridículos a ponto de prejudicar outras pessoas.

 

Afirmar “fãs mais novos” é forçar a barra também, pois metade não sabia nem pronunciar o nome do Ian direito. Eu bato no peito e sei das minhas limitações. Sei do que gosto, do que mais ou menos gosto e do que detesto. Odeio hipocrisia! Não sou fã do Ian porque ele é bonito e nem o fato dele ser lindo me influencia a ser Delena.

 

Outra conclusão a que cheguei é que, quem torce por Elena e Damon em sua maioria, é induzido a isso devido à beleza do ator.

 

A hora do massacre: a batalha da grade, muitas horas antes do Ian chegar.
Créditos: Ego Notícias

 

 

Tudo ficou pior quando as horas avançavam e nada do Ian. É fato que ele sabia da confusão e não tenho dúvidas que isso foi um grande fator em tê-lo atrasado, tirando as entrevistas de coletiva de imprensa que ele estava oferecendo no hotel. Quando o ator chegou, se tornou um caos. A minha sorte é que consegui ver esse homem, dando seu melhor sorriso e com aqueles olhos que me deixaram tonta por breves segundos. Isso me fez feliz e me fez perder toda a capacidade de sentir dor no corpo. Ele olhou para a direção que eu estava, ao lado de outras meninas, e isso valeu por qualquer coisa que tenha sofrido no decorrer desse ano.

 

A comprovação que só tinha fã do “Iãn” foi o vácuo dentro do quadrado que estava a grade, que surgiu assim que ele entrou na loja. Metade da geração Capricho foi embora e eu consegui chegar até minha irmã. A minha esperança de tirar, nem que fosse uma foto sequer, estava nas mãos dela e ela não me decepcionou, pois a foto do Ian estava na nossa câmera e mesmo com a cara de bêbado, ela é nossa e foi muito real. Eu não podia ter ficado mais feliz da vida com isso.

 

Como havia confirmação de que o Ian iria para uma boate às 23 horas, o reflexo da confusão deve ter mudado toda a agenda dele. O ator não ficou nem quarenta minutos dentro da John John e logo saiu coberto de seguranças ao redor dele. Ao ver as fotos que saiu nos grandes portais, chego à única conclusão: Ian não é mal-humorado, algo que se intensificou por ele não ter falado da namorada, Nina Dobrev. É evidente no rosto dele o quão desconfortável ele ficou (não considerem a minha foto, please!). Ele mal conseguia sorrir para os fotógrafos lá dentro e agir com naturalidade.

 

Quem acompanha as entrevistas do ator sabe que ele, em hipótese alguma, age desse jeito. Não sei o que aconteceu por detrás das câmeras, mas a segurança do Ian virou prioridade e não tiro a razão da equipe dele. Quando ele foi embora, o ator simplesmente foi agarrado para fora da loja, coberto por armários e entrou no carro. Para piorar qualquer reputação que as fãs poderiam ter, as desvairadas correram atrás do automóvel. Não comento nada sobre isso!

 

Se o Ian voltar para o país, considero isso um milagre. Depois do que presenciei ontem e por olhar a expressão dele assim que chegou, com um misto de susto, não boto fé que ele volte. Mesmo ele tweetando elogios para os fãs de SP, não consigo me convencer da sua sinceridade, por mais pura que seja, pois eu me senti mal por ele.

 

Indignações

 

1.  Os fãs da geração Capricho: Volto a frisar: elas estragaram tudo. O mais bizarro era ver garotos amontoados e não colaborando com o serviço dos seguranças. Quem estava atrás do meu grupo, não seria capaz de ver a frente da John John, mas a informação parecia não entrar no cérebro sem neurônio dessa galera.

 

Fato é que a maioria das garotas não queriam ver o Ian, mas sim a personificação do Damon Salvatore, pois o amor platônico por um ídolo nessa idade é distorcida e nem adianta dizer que não porque é sim. Uma coisa é você ter acompanhado os projetos do ator e enxergá-lo e considerá-lo além do personagem, algo que essa galera não faz e tudo se confirmou graças à pesquisa de audiência da minha irmã (thanks, sister!).

 

Antes de começar a muvuca, as meninas que estavam comigo combinaram de se ajudar e não empurrar, ceder espaço para tirar foto, tudo na santa paz. Algumas meninas que estavam desde as duas horas só conseguiram ver o Ian quando ele foi embora. Acontecer um acidente ali no meio era fácil, fácil e a loja estava com medo que isso acontecesse, pois processar is the new black.

 

Não me conformo como os pais dessas meninas permitiram-nas passar um papelão, de verdade. Eu assumi o papel de mãezona novamente, xinguei aos montes pela folga das pessoas, estava quase vendo a hora de sair na porrada com alguém, mas foi meu instinto de proteger quem estava comigo, especialmente a minha irmã, dessas garotas que não tem noção do que querem ser quando crescer.

 

Por culpa delas, sim é por culpa delas mesmo, que a equipe da loja ficou muito estressada, que o Ian teve que sair em rota de fuga e que o evento desfavoreceu muita gente. Como não ter vergonha de ser fã depois disso?

 

2.   A organização (de última hora) da loja: As grades foram o fim do universo. Como diria meu querido segurança: ideia de jerico. Realmente foi a pior ideia que tiveram nos últimos minutos da prorrogação do evento que nem tinha começado. De cada lado da loja, havia duas árvores e o meu lado foi praticamente prensado contra uma delas. O problema é que a culpa caiu nos fãs, de novo, sendo que a John John e sua equipe mostraram a falta de consideração com o público, colocando a culpa que era deles no aglomerado de pessoas do lado de fora. Claro, porque nós éramos os errados, certo?  Os fãs e sua falta de juízo! Tsc!

 

O mesmo vale para o comportamento dos convidados e fotógrafos que aproveitaram a onda de desespero para fotografarem o episódio, como se fosse um pedaço de seriado de comédia. Tudo bem, quem foi ao local com o intuito de ver o Ian, estava sujeito a passar por qualquer coisa, mas todas as pessoas que não foram convidadas eram lunáticas (os), elementos desfavorecidos por não pertencerem ao seleto grupo da elite que veria o ator com tranquilidade.

 

A “elite” deveria ter um comportamento supostamente melhor (por serem ricos, presume-se uma educação melhor, certo? Só presume-se, mesmo!), mas foram desfilar do lado de fora, com taças de espumante, garrafas de cerveja e risos irônicos. Se nosso comportamento atingiu o patamar da tosquice, nem comento sobre o comportamento daqueles que, supostamente, são “ os melhores”.

 

Entre aquelas que queriam ver o Ian e aquelas que estavam histéricas, todos fomos taxados e ridicularizados. Enquanto éramos amassadas, o povo convidado ria, inclusive a responsável (não sei dizer se ela é a gerente da John John), como se tudo estivesse bem. Um homem, não sei quem ele era e pouco me importa, pois era um ignorante tal quanto os convidados, que realmente impôs a culpa do caos do empurra-empurra x grade, em quem estava na frente.

 

Imaturo, ele lança: então vou cancelar o evento se continuar assim. Quem perderia em status era a loja e eles não cancelariam. Para uma pessoa teoricamente superior, essa foi a frase mais incabível e desnecessária que ouvi durante a noite inteira. Esse homem é aquela típica pessoa que quer mostrar serviço, coloca culpa nos seguranças e nas pessoas de fora, para se sentir melhor perante aqueles que o contrataram.

 

A culpa da falta de organização não foi nossa, foi da ideia de jerico em colocar a grade quando já havia mais de 50 fãs ao redor da loja. O erro não foi nosso e se acontecesse um acidente, não pensaria duas vezes em depor contra a equipe responsável pela segurança da loja e contra a loja.

 

3.  A mídia: Você não acredita em sensacionalismo até ver um de perto. Assistir ao Datena é suave quando se presencia uma menina passando mal, sem cor no rosto, quase desmaiando e sem poder se mexer. Meu medo é que ela fosse vomitar, mas pela aparência dela, o estômago deveria estar mais vazio que o meu e não sairia nada de lá de dentro, mesmo que ela tentasse muito. Uma das meninas, provavelmente amiga dela, tentou ajudá-la, dando-lhe água e um doce para mastigar, mas a que estava passando mal caiu sobre os joelhos.

 

Ao chamar o segurança, avançou os urubus, fotografando a menina “morrendo”, caindo e sem conseguir ser retirada detrás da grade. Eram flashes que não acabavam mais.Eu fiquei indignada com isso, de verdade.

 

Sei que a mídia sobrevive do espetáculo, mas qualquer uma ali estava em péssimas condições e a “consideração” foi praticamente zero. Me deu vontade de jogar a câmera do homem que fotografou no chão. Honestamente, não quero caçar a matéria e nem a foto da garota para não morrer de raiva.

 

Por conta dela, não a culpo, claro, as fãs aglomeradas ganhou mais um título negativo na visão de quem estava na John John e no ponto de vista de quem representava o “jornalismo” no local, prontinhos para escrever um furo de reportagem distorcido. Se é que posso chamar isso de jornalismo.

 

Sério! Não estou me formando para submeter às pessoas ao ridículo e, a cada dia, desprezo mais os profissionais que atuam na área.

 

Além da garota que desmaiou, vi uma colaboração importante para a reputação das fãs brasileiras irem para a lama: uma outra garota segurando uma calcinha na mão. Logicamente, a mídia caiu em cima dela e ela deve ter achado que estava sendo de grande ajuda. Fazer isso não é para dar sentimento de orgulho.

 

4.   Possível mal caso com o ator: Ian sofreu descaso. Se tudo estivesse certo, ele não teria ido embora da John John logo. Podem inventar “n” justificativas como também não adianta os títulos das matérias dizerem que ele foi bem recebido, que estava feliz e à vontade, pois ele não estava. Ian chegou, atendeu quem quer que fosse, e abandonou a loja. Ele não teve como atender as fãs, algo que foi prometido para quem estava na porta da John John desde cedo, e teria acontecido se não fosse o escarcéu das fãs da geração Capricho.

 

Enquanto ele estava lá dentro, muita gente saiu da loja, como se nada daquilo importasse, só o status de estar no local parecia valer a pena. É em momentos como esse que vemos a valorização das pessoas estão voltadas para o ego, principalmente gente rica. O mínimo que os responsáveis da loja fizeram foi ficar lá dentro, junto com os globais, porque honestamente, imagino que nem atenção deles o Ian teve. Foi um descaso com o ator e descaso com quem estava lá fora. Mas é aquela coisa, sou rico e estou na festa, o resto que se exploda.

 

Recompensa

 

Estou com dor nas costas, não consigo erguer os braços, mover as pernas e uma dor no osso da barriga inexplicável. Minha irmã está com as pernas roxas. Imagino como deve estar à situação das outras fãs. Pode ser impensável para alguns, extremos para outros, enfim, eu não me importo. Depois de fazer uma monografia sobre a comunidade de fãs de Harry Potter, eu simplesmente não ligo se estou dentro do fandom ou fora dele. Eu gosto de estar lá, mesmo sendo pisoteada ou qualquer coisa do tipo.

 

Eu não me arrependo de ter ido. Sofri, sofri. Consegui ver o Ian claramente e a memória desse momento vai prevalecer por um longo tempo (leia-se: o resto da vida). Terei uma foto dele guardada para sempre também e, com certeza, teria me arrependido e muito se não tivesse tomado a atitude e ter ido.

 

Tive a oportunidade de conhecer pessoas novas, amorosas e nada histéricas com relação ao ator. Vejamos, há uma grande diferença entre o fã que sabe apreciar e aquele fã que pertence à geração Y e que acha que o mesmo histerismo para a banda Restart, vale para todo o resto. Posso soar incompreensiva, mas tenho minha irmã como exemplo de fã adolescente e ela não é nenhuma desvairada. Ela chora quando tem que chorar e grita quanto tem que gritar. Ela foi a pessoa mais equilibrada com relação a oportunidade incerta de ver o Ian.

 

Há fãs e fãs, não há como negar, mas a falta de educação e o individualismo brasileiro extrapolam limites e me surpreendo com isso todos os dias. Não importa qual é a idade, ser brasileiro, às vezes, é vergonhoso. Nosso país tem o prazer e sorte em receber grandes artistas do exterior, mas parte do fandom não colabora para que isso aconteça de uma maneira sociável e respeitável. E nem quem é responsável em trazer o artista é prestativo com os fãs.

 

Há aquela necessidade do fã afoito em querer ver, sabendo que não dá, e desrespeitar o coletivo. Por isso, não me espanto quando tacham os fãs de qualquer parte do mundo com nome negativos, quando as pessoas riem e porque a mídia não trata qualquer comunidade de fãs a sério. A maioria faz desmerecer a visão da comunidade de fãs da qual pertence. Se todos são histéricos, aquele fandom em sua totalidade é dessa forma, não importa se uma boa parte consegue ser civilizada e “normal”.

 

Não cabe a mim definir a personalidade de cada fã, pois não sou psicóloga, mas cheguei a muitas conclusões que deixariam esse post eterno. Apesar de tudo, eu vi Ian Somerhalder. Obrigado, Deus! Ele é lindo, conseguiu sorrir para a galera que estava lá e tenho certeza que ele seria tão atencioso quanto ele demonstra ser com o fandom internacional.

 

Nós, brasileiros, somos visados como figuras sem escrúpulos e, se a educação não vem de casa e do controle dos pais em não permitirem filhos menores de idade a se submeterem a isso, talvez, a visão do nosso país como “fãs acalorados” tenha uma compreensão mais justa.

 

Enquanto isso, ocupamos o posto de “fãs tresloucas, que não tem respeito por ninguém, desesperadas e incapacitadas de controlar as emoções” perante um ídolo internacional.

 

Imagens em Gif: Tumblr
Site da John Jonh: John John Denim

Stefs
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  • Talita

    Arrasou Amiga!!!!