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05/jun

As nossas queridas liars tentaram e tentaram, mas não conseguiram uma segunda temporada muito satisfatória. O retorno da série foi marcado por um ótimo episódio, sem esquecer de mencionar o especial de Halloween, o achado de PLL. Após isso, a trama começou a oscilar, presa a uma única ideia e, por vezes, tendo o verdadeiro clímax do suspense interrompido devido ao excesso de casais perdidos na série e a insistência na inserção de novos problemas e personagens que não condiziam com o caminho traçado pelo quarteto, que era descobrir a verdadeira identidade de A.

 

O que segurou a temporada foram os vídeos contidos dentro do aparelho celular, deixado por A, na noite da estufa e que remete ao dia da morte de Alison. Assistimos, ao longo da série, cada pessoa possivelmente envolvida no assassinato da jovem pipocar na tela graças aos conhecimentos tecnológicos de Caleb. Vimos o falecido Ian ao lado de Garrett e Jenna, que se tornaram centro das atenções de Spencer e suas amigas. Também assistimos a máscara de Melissa cair e, confesso, que não botava tanta fé na personagem em assumir um posto que pode incriminá-la. Convenhamos que sua “suposta” equipe não é das melhores, ainda mais agora que o policial está preso, o novo “namorado” e fonte de segurança para amedrontar a irmã caçula com relação ao material recolhido. Contudo, esse único ponto da trama, foi mantido apenas pelo namorado de Hanna que ganhou espaço significativo em cada episódio de PLL. Uma das cenas mais bacanas do personagem é quando ele desafia Garrett na delegacia e consegue se safar das possíveis acusações que o prenderiam injustamente. Se não fosse por ele e pela própria Spencer, as outras liars não teriam um eixo fixo na série.

 

Enquanto Caleb e seu lado hacker foram a salvação de metade da temporada, o que quebrava muitas vezes o clima de ação eram os romances. Acho bonitinho, mas para uma série como PLL, que precisa manter o suspense o tempo inteiro, não acho que os casais devam ser considerados como prioridade. A série tem A para chamar a atenção e destruir muitos lares. Ela não precisa do cupido em Rosewood. O romantismo mamão com açúcar de alguns personagens destruiu os momentos mais intensos da trama, tirando-nos de uma pausa absorta, para uma lamúria infeliz que sabotava todo o resto. O mais chato é que isso não aconteceu uma vez, mas o tempo todo, até no season finale. Amores e corações partidos deveriam ter sido deixados de lado no final, pois a identidade de A é que estava em jogo. O casal Aria e Ezra foram os grandes responsáveis pela falta de ritmo, chegando a ser forçado esse amor todo, que tinha um final bastante óbvio. As cenas em slow motion compartilhadas pelos dois e toda aquela indecisão se o professor ia ou não embora, reforçou a monotonia da série. Era mais fácil juntá-los a criar todo esse drama para terminarem juntos.

 

Falando em Aria, a família da liar poderia ser descartada para a próxima temporada, especialmente Byron. Ele e Hanna competiram para ver quem enchia mais a paciência com suas teorias mirabolantes e a arte de atrapalhar o serviço das outras liars. A blonde liar perdeu qualquer respeito ao jogar o pen drive com os vídeos no liquidificador, mencionando sempre que precisava proteger Caleb. Como citei em muitas reviews, Hanna só funciona ao lado de Spencer, e o retorno ao foco que deram a personagem no final foi mais do que bem-vindo. Uma personagem que jurava que voltaria a ser chata, após o episódio da estufa, foi Emily. Como sempre frisei, as liars só funcionam ao lado de Spencer e se tornam personagens interessantes. Para mim, Aria fica melhor sem Ezra, mas é preciso ter o casal xodó da série, certo? Mesmo assim, Ems conseguiu se sobressair sozinha, sem ajuda das amigas. Temi demais quando retornaram Maya para PLL, mas graças a boa sorte, ela não voltará mais. Prefiro mil vezes a Paige.

 

Pretty Little Liars também pecou no excesso de personagens novos. Lucas, Kate e Holden fizeram sua parte e logo foram descartados. No caso de Lucas, ainda é intragável a desculpa que ele deu a Caleb e Hanna, por tê-la quase matado porque gastou o dinheiro do namorado dela. Apesar disso, ele voltou no season finale, aparentemente protegido por Jenna e Melissa, o que confirma que o personagem também tem dedo nos assuntos de Ali. Holden surgiu do nada, como um bom ninja, para tentar tapar o buraco de Ezra na vida de Aria. A tentativa não surtiu o efeito esperado, pois se temos um Ezra esperamos alguém superior a ele. Holden perto do professor é apenas um amigo de infância, algo que Aria sempre soube e utilizou para seus encontros secretos. Da mesma forma que ele entrou em PLL, ele saiu, e para dar uma “desculpa” deram o desfecho heroico a ele, ao salvar Aria das garras de Noel. Sobre Kate, a meia irmã de Hanna, sua aparição foi um tiro no escuro, sem utilidade alguma.

 

Depois de tantos altos e baixos, eis que me vi assistindo o pior episódio da temporada: o próprio season finale. O remake mal construído inspirado em Hitchcock não me surpreendeu e não me deixou curiosa para o que virá a seguir. Eu fiquei realmente revoltada com o desfecho, depois de tantas propagandas e afirmações que A não seria a mesma dos livros. O fato de Mona ter sido escolhida como a causa do caos na vida das liars, até faz sentido por ela ser expert no quesito tecnologia, pois vimos isso quando a jovem ajudou Emily a retornar ao time de natação. Agora, oferecer a ela uma “dupla personalidade” como o personagem de Psicose, Norman Bates, comprovou um certo descaso com o final que era para ser épico. O que me alivia é a certeza que A não é uma única pessoa e que Mona é usada para fins que só saberemos na terceira temporada.

 

Apesar dos pesares, dou créditos positivos a Jenna, uma promessa para que a terceira temporada volte com extremo gás e supere essa última. Todos os episódios só não entraram no ranking do fiasco, pois alguns se salvaram, mas senti que foi com muito custo. PLL enrolou demais ao longo de 25 episódios, sendo que havia muito pano para a manga a ser debatido. Não irei colocar essa temporada como totalmente ruim, mas ela também não foi totalmente boa. Além de Jenna, sempre sei que posso contar com a honorável Spencer Hastings. Troian Bellisario me enche de orgulho e não me espanto pelo fato da jovem ter levado a trama nas costas, mesmo sendo irritante às vezes. Minha Nancy Drew merece os créditos e espero que ela consiga se sobressair mais uma vez.

 

Pretty Little Liars retorna amanhã e imagino se Ali está viva. Depois do sonho ou ilusão de Spencer, não duvido nada que ela apareça. Para quem leu os livros deve cogitar outra opção, por isso, não colocarei spoilers. A única coisa que posso exigir é uma ótima temporada, algo superior e chocante, sem dramas desnecessários que quebre o enredo que deve se entregar ao suspense. A promo de retorno das liars me pareceu intensa, mas confesso que a série terá que trabalhar muito para voltar a me surpreender. De verdade, espero que a vida das liars versus A volte com força total.

Stefs
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