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08/jun

O clima tempestuoso combinou com a vibe que marcou o retorno de Pretty Little Liars. O primeiro episódio da terceira temporada nos leva a um novo ritmo, cinco meses depois da revelação de Mona como A. Enquanto a suposta inimiga permanece internada na clínica, Aria, Spencer e Hanna aproveitam os momentos felizes e o sentimento de paz e segurança para traçar planos para o futuro. Depois do inferno, nada mais justo que comemorar. Porém, Emily se torna o impasse do quarteto por estar depressiva e firme no luto devido a morte de Maya. As causas do falecimento da ex-namorada da liar ainda se mantém desconhecidas, mas com Garrett na cadeia, ele acaba respondendo por todos os erros que envolvem Alison DiLaurentis.

 

A série voltou com doses de suspense e fez um retorno ao passado. As liars se veem diante da data que elas aprenderam a temer: o aniversário de morte de Ali. Tendo essa ideia em mente, imaginei que o episódio fosse nos render alguns sustos, algo de tirar o fôlego, mas a trama ficou presa na sensação de vigilância, algo que alguém do A Team está fazendo com grande empenho. Eu não reclamaria se os flashbacks de Ali pipocassem e espero que voltem a explorar isso, pois gosto da maldade da personagem. Embora a data seja de Ali, quem recebe o destaque é Emily que, depois de uns bons drinques, acorda no meio da noite e vai parar diante do túmulo da falecida que está, inexplicavelmente, aberto e vazio. Ao longo do episódio, Ems tenta lembrar dos fatos da noite que, supostamente, “não aconteceu”. A liar perante o jazigo é mais um plano macabro de A para colocar as liars de volta nos holofotes da polícia, algo sacado por Spencer. Porém, acusá-las de novo, por estarem no lugar errado na hora errada, já virou história batida e que não gera mais surpresa.

 

Ainda confiantes que A é mesmo Mona, as amigas colocam as pantufas e curtem a vida mansa. As principais figuras que poderiam ser responsáveis pela morte de Ali não estão em Rosewood. Jenna e Melissa estão fora da cidade, mas nada as impediriam de trabalhar por detrás das câmeras. A ausência delas, trouxe Lucas de volta, que evita as liars, cheio de receio. Não sei se fico feliz ou frustrada com seu retorno, pois ele não ofereceu nada de bom ao longo de duas temporadas e algo me diz que ele anda visitando Mona escondido da mesma forma que Hanna. Nota-se que o personagem está magro e abatido por motivos que teremos que aguardar. Com certeza, ele está tramando algo, mas há muitas dúvidas com relação a sua lealdade.  Mona foi uma marionete e ele? Os dois vínculos de amizade de Hanna se quebraram, mas só um deles deixou a máscara realmente cair. Não sabemos se Lucas é bom ou ruim, mas que ele é bem inteligente, isso ele é sim.

 

Hanna está contente e saltitante, bem distante da garota chata da temporada anterior. Seu único erro, até aqui, são às visitas frequentes a Mona. A liar, em um momento controlado de raiva, explica para a impassível ex-melhor amiga que faz isso por satisfação própria, pois quer entender porque ela a odeia tanto. Eu achei meio injustificável essa atitude, mas eu entendo em partes. A blonde liar não é tão fria como Spencer quando é preciso. Ela sempre foi bem sentimental e isso a impede de fazer o que é certo às vezes. Por outro lado, Mona permanece cega, surda e muda aos argumentos da liar que costumava chamar de melhor amiga, mas isso é fachada pura. Ela tem duas personalidades à la Norman Bates, não vamos esquecer disso. O seu alter ego maligno, com certeza, deve ter planos mirabolantes para o quarteto. Ou talvez nem tão mirabolantes, pois a considero muito infantil para causar grandes estragos e ingênua demais para elaborar monstruosidades para confundir e enlouquecer qualquer pessoa. Fazendo das palavras de Spencer as minhas, ela não teria força suficiente para jogar Ian da torre da igreja, por exemplo, mas tratando-se de uma pessoa cujo ódio por elas deve ser intenso e inexplicável, não duvido que haja força impulsionada por um sentimento tão ruim. Ela está tão maluca que delira com a imagem de Ali, vestida de Vivian Darkbloom, sorrindo na sua direção. E, outra coisa estranha além de Vivian, é a presença de Wren, tomando conta da garota lunática.

 

Os casais apareceram bem moderadamente para minha felicidade, pois na temporada anterior, o assunto “romance” ficou muito desgastado. Confesso que gostei dos relacionamentos das liars em um patamar mais suave, mas sei que isso não durará muito. Na verdade, A não as deixará tão felizes por muito tempo. Enquanto o baque da vilã/vilão não vêm, Aria e Ezra celebram o aniversário de namoro, Spencer luta contra seu ego certinho para não ceder a Toby, Hanna se diverte com as aulas de culinária com Caleb – vale ressaltar o quase furto quando ela esquece o colar no pescoço e devolve. A única que está melancólica é Emily e, devido a sua atuação na temporada anterior, quero e muito que ela volte ao “normal”, pois ela estava ótima. No geral, se em todos os episódios os “amorecos” fossem bem dosados como foram, eu não reclamaria. Só de pensar que Ezria poderá ser um casal mais light, sem todo aquele chato vai e vem, cogito a possibilidade de voltar a gostar do shipper.

 

Emily e Toby foram umas fofurinhas. Eles precisavam voltar a ser amigos e confidentes, pois a liar sempre o apoiou muito antes de Spencer se apaixonar por ele. Gostei bastante de vê-lo feliz sem as garras de Jenna, trabalhando, morando sozinho e tendo a garota dos sonhos. Não gosto quando o torturam demais, colocando-o no limite da razão. Isso já aconteceu na primeira temporada, o martírio que ele carregou por ser o principal suspeito na morte de Ali. Espero, sinceramente, que ele se mantenha longe da meia-irmã o tempo que for possível. O casal Spoby voltou a fazer minha felicidade e aprecio ver meus dois personagens favoritos amorosos um com o outro.

 

Além do túmulo aberto, o que chamou bastante a atenção foi Garrett. Depois de ignorar todas as misteriosas ligações em seu celular, eis que Spencer cede e entra em contato com o policial duas caras. Na visita da liar a ele na prisão, ele sugere uma troca de informações sobre a morte de Alison, se a liar convencer a mãe dela a ser advogada dele. Como ele vai a julgamento e não há outros suspeitos, ele será indiciado em primeira instância, mas será que isso acontecerá? Enquanto Mona e ele permanecem presos, o escritório de A continua com seus serviços domiciliares, voltando a infernizar o quarteto com promessas de que será algo mais sinistro que a casa de bonecas.

 

Spencer é a razão da série funcionar. Depois desse episódio, só tenho mais certeza disso. A minha querida Nancy Drew, para variar, dispensa as amigas e vai a procura de novas informações sobre A, sozinha. Ela retorna ao hotel, cujo quarto onde estavam todas as informações de Ali foram removidas, a fim de redesenhá-lo em seu computador. Genialmente (certo! eu não duvido que isso aconteça de fato. Quem dera eu ter memória fotográfica), ela recria todo o aposento, rico em detalhes importantes que de uma forma, ainda inexplicável, poderá fazê-la enxergar aquilo que mais lhe aflige: a pessoa vestida de cisne negro na festa. Enquanto as amigas se divertem com seus afazeres, a geek mostra serviço mais uma vez. Quando digo que a liar leva PLL nas costas, é porque ela realmente faz isso.

 

Eu não criarei expectativas com o retorno da série, pois esperei demais da temporada anterior e fiquei muito decepcionada. Esse episódio foi bem ritmado, sem espremer às informações, dando respaldo para o que virá a seguir. O mais importante: cada uma teve sua storyline. Mas, de quem era o carro que Emily mal lembra? E os pesadelos de Aria continuarão? Eu espero que esse “respaldo” seja bem aproveitado e que a nova versão de A seja bem mais maligna que a anterior e muito mais interessante.

 

Game on, bitches!

Stefs
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