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25/jul

Aproveitando a semana meio direcionada à temática de Harry Potter, aproveitei o gancho para celebrar o Dia do Escritor de uma maneira diferente.Muitos autores são meus favoritos. Desde Tolkien até Nora Roberts, na verdade, o que me derem na mão, eu leio. É impossível contar minhas preferências nos dedos. Mas, no meio de tantas obras, parte do meu coração reside na “profissão não remunerada” de muitas pessoas, que vivem enraizadas dentro do fandom: o mundo das fanfictions.

 

Lembro como hoje: aos 16 anos comecei a escrever uma fic, sem saber o que realmente fazia. O universo do qual me embasei foi Harry Potter, claro. Todas as minhas fics são sobre a saga do menino bruxo. Eu me reunia com uma amiga da escola em uma lanchonete e ficávamos horas e mais horas inventando diálogos, ações, personagens novos e casais improváveis. Hermione Granger e Jorge Weasley se tornou meu segundo One True Pairing (OTP) – o primeiro foi Harry e Hermione (e sempre será assim).

 

A época da escola chegou ao fim e lá estava eu a ver navios. Sem trabalho, muito chateada com certas coisas, eis que descubro que escrever diminuía minhas aflições. Ao ter acesso à internet, naufraguei no mundo das fanfics e estou ilhada nesse universo underground até hoje. Tenho meus shippers de preferência e eles nunca foram coerentes com os livros de Rowling.

 

Por exemplo: nunca fui com a cara de Rony e Hermione, pois para mim o que eles “possuem” não é uma demonstração de amor.

 

Enfim, para evitar brigas no fandom, mudei meu viés, e resolvi ser uma ficwriter experimental. O que isso quer dizer? Bem, eu gosto de explorar novas possibilidades de vida e relação entre personagens, tendo os livros de Rowling como minha enciclopédia particular. Eu gosto do novo! Eu gosto de me arriscar e admiro ficwriters que fazem isso. Ler sobre Draco e Hermione, Lily e Sirius, James e Marlene, Narcissa e Rabastan, Rony e Luna, me faz feliz, ainda mais se os textos forem muito bem escritos. Dou todos os créditos para escritores de fics que fazem isso.

 

Não é porque um casal ou uma nova guinada na história, que parece impossível, impedirá que um bom escritor de fanfic desenvolva uma storyline surpreendente. Eu aprecio ficwriters que saem da zona de conforto, pois faço isso com frequência. Gosto de ideias mirabolantes, que saem da mesmice, que inventam universos que jamais imaginei que fossem possíveis. Eu faço muito isso com a Era dos Marotos, pois tenho um leque aberto para produção e é onde minha mente encontra os melhores e maiores desafios criativos.

 

Um fato importante é que muitos ficwriters levaram o gosto pela escrita a sério. Muitos produzem livros na surdina e não publicam, mas isso só demonstra que eles estão sempre em processo de produção. Eu tenho um meio termo com relação à escrita. Quem rascunha sabe o alívio que isso oferece para o âmago e, se envolver com o universo incrível de Jo Rowling, é algo que realmente acalma o coração mais aflito. Imaginar é uma das armas mais incríveis dos seres humanos, da mesma forma que usar a criatividade para fazer o bem é uma atitude inspiradora.

 

Dedico esse Dia do Escritor aos meus amigos que são ou foram ficwriters. Nós sabemos a emoção que dá quando um estalo desperta nossa mente para algo novo. Sabemos da urgência de soltar um palavrão quando não há papel e caneta para anotar alguma ideia que não lembraremos depois. Só nós sabemos a emoção de ler reviews de pessoas lindas que nos deixam felizes e empolgados para continuar a história.

 

Dedico esse dia para muitos amigos que me inspiraram a escrever e tenho certeza que eles sabem quem são. Parte da minha fantasia potteriana e das minhas amizades mágicas foram trazidas por meio dessa “arte não reconhecida no mercado”.

 

E eu queria agradecer aquelas pessoas que ainda escrevem e me forçam a favoritar tramas mirabolantes no FanFiction.net, que releio todas as vezes que tenho oportunidade.

Stefs
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