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23/jul

É muito fácil se apaixonar por essa obra cinematográfica fantástica, dirigida pelo ovacionado Woody Allen. O título é um atrativo e tanto, e a história enche os olhos com um agradabilíssimo roteiro romântico (vencedor do Oscar 2012, nessa categoria), com personagens divertidos e com uma fotografia – ordenadas pelos melhores lugares populares da França – espetacular. A trilha sonora então, nem se fala. É cativante e impregna. Meia-Noite em Paris gera a vontade de sair na rua, dançar e cantar em alto e bom som, sem medo de ser apanhado pela polícia.

 

Gil (Owen Wilson) é apaixonado por Paris. Roteirista e escritor quase falido, ele deixa claro para a noiva individualista Inez (Rachel McAdams), que morar na França seria a escolha ideal para ambos. Ele aprecia a chuva parisiense, não pensa duas vezes em caminhar sem o auxílio de um guarda-chuva pelas estreitas ruas, e é aficionado pela França do século 20. Porém, ele tem frustrações e bloqueios literários. Na cidade do romance, Gil tenta finalizar uma nova obra literária e que está escondido a sete chaves, inclusive do olhar de falcão da mulher com quem vai casar.

 

Sua fixação pela cidade da luz é tão grande que, ao ser abandonado por Inez em uma noite de festa, ele não se importa em caminhar bêbado pela noite boêmica de Paris. Largado na sarjeta, o relógio anuncia meia-noite. Um carro cheio de pessoas animadas aparece na calada da madrugada e o leva para nada mais, nada menos, à França do século 20. Tem como esse automóvel passar por aqui e me levar para Londres? Queria assistir às Olimpíadas!

 

Ao longo da trama, Gil tenta dividir a vida entre o passado e o futuro. Isso gera conflitos em seu cérebro. Ao estar na antiga França, o personagem conhece artistas de renome, como o respeitado escritor Scott Fitzgerald e a esposa Zelda, Ernest Hemingway, Picasso, entre muitas outras personalidades da época. Os encontros são definitivos para empolgá-lo a escrever o livro sem fim. E, claro, ele encontra um novo amor. Impulsionado por Adriana (Marion Cotillard), mulher que foi amante de muitos artistas e é apaixonada pela Belle Époque da França, Gil começa a ter um brainstorm e tem dúvidas com relação ao noivado com Inez.

 

O escritor é um homem que vive longe da realidade, é um sonhador, e toma atitudes típicas de muitos escritores. Inez é a mulher rica e arrogante, que gosta de homens intelectuais e que prefere desmoralizar o futuro marido na frente dos amigos, até mesmo dos pais. A personagem vivida pela minha querida McAdams é muito irritante e, para um homem sensato, não seria preciso uma viagem alternativa para descobrir que o casório com ela não valeria a pena.

 

O filme conta com a participação de um elenco carismático e bastante conceituado. Chamo a atenção para Marion Cotillard que, mesmo com um papel pequeno e desimportante, consegue ser a mesma diva francesa, sem fazer muito esforço. Até com o sotaque arrastado para falar em inglês, a atriz consegue fazer qualquer ser humano se apaixonar por ela. E Marion é premiada com a estátua do homenzinho dourado que deve estar bem protegido na casa dela.

 

Cheio de romantismo, Meia-Noite em Paris realmente agrada aos olhos, aos ouvidos e ao coração. Paris é uma cidade cuja cultura e a estrutura dos monumentos históricos são formidáveis. A sacada de explorar tomadas com lugares lindos da cidade faz da história mais inspiradora. As roupas e a alegria do século 20 também não ficam de fora, e incitam a vontade de querer fazer parte da festa e torcer para que Gil não volte para o mundo mesquinho de Inez.

 

Sem sombra de dúvidas, Meia-Noite em Paris constará na minha prateleira.

 

Vídeo hospedado no YouTube e pode sair do ar a qualquer momento

Stefs
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