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29/ago

Depois de ter assistido a festa de encerramento das Olimpíadas de Londres e ter chorado com mais um retorno das Spice Girls, bateu aquela nostalgia com relação a música pop da década de 90. Nessa época, eu tinha 15 anos e vivi o período do auge das mais diversas girl e boy bands e de artistas solos como Britney Spears e Christina Aguilera. Desde Backstreet Boys até 98 Degrees, de Jessica Simpson até Mandy Moore, eu era uma fangirling assumida (não que isto tenha mudado) que seguia garotas e garotos que davam ritmo à minha adolescência.

 

Então, graças às lindas das Spice Girls, encontro-me nesse clima nostálgico e resolvi fazer um jukebox especial neste mês de setembro (que começará em agosto, na verdade) com a galera que fez história. A Nostalgia anos 90 será postada todas às terças-feiras e será sobre os artistas que realmente me marcaram e mostraram um estilo musical com teor de ótima qualidade para pessoas na faixa etária dos 14 aos 17 anos.

 

Hoje, a Nostalgia anos 90 ressuscitará uma boy band chamada Five (ou 5ive).

 

Eu poderia dar o pontapé inicial com os Backstreet Boys, mas minha relação com eles foi bem intensa, então, deixarei para o derradeiro final. Mas eles merecem ser citados, pois eu era bem protetora com os “meninos da rua lá de trás” e abraçava qualquer tipo de rivalidade. Então, não se assustem se o ‘N Sync não aparecer por aqui, pois simplesmente nunca fui com a cara do Justin Timberlake. Fora o ‘N Stink, como gostava de chamá-los, o Five foi uma banda que me atraiu por ter um diferencial chamado J Brown e Abs, os garotos do “rap” das canções.

 

As batidas do quinteto também chamaram minha atenção. Era aquele pop misturado com hip-hop, algo bem urban style. Em grande maioria, as músicas do Five eram bem mais alegres, se comparadas ao melado dos BSB (que também tinham canções felizes, mas eram mais fofos quando cantarolavam More Than That, por exemplo), e foi isso que me atraiu a eles. O Five era ou ainda é uma boy band com um toque particular que era distinguido de maneira fácil perto de outros grupos de garotos.

 

Os membros do Five ainda são Scott Robinson, Ritchie Neville (meu favorito), Abs, Sean Colon e, não mais, J Brown. A banda teve início em 1997 e parou suas atividades em 2001. O quinteto tentou um retorno entre os anos de 2006 e 2007, mas não deu certo devido às novas exigências do mercado musical. Eles foram patrocinados, por assim dizer, pela mesma equipe das Spice Girls. Isso dá para explicar as diferenças entre as boy bands americanas com relação às britânicas. De certa forma, o Reino Unido não aceita ter nada parecido com o que já existe na terra do Tio Sam.

 

Depois do fiasco de Colon no The Voice UK, algo que realmente me fez rir, pois o culpo até hoje pelo término da banda (assistam Let’s Dance, cuja presença de Sean foi por meio da sua foto de papelão), o espertinho sugeriu o retorno do Five. Claro que ele gerou um belo e suave barraco, mesmo sem querer, pois J. Brown oficializou a saída da boy band com um temperamento um tanto quanto rude. Eu fiquei bem brava com a atitude dele, porque o cantor fazia as partes mais #$%@@ das músicas “fiveanas”.

 

Five will make you get down now!

 

As primeiras músicas do Five que grudaram feito chiclete foi Everybody Get Up e When the Lights Go Out, ambas do álbum de estreia que levou o nome da banda. Nos anos 90, VHS era tendência e eu ficava antenada no Disney Channel para gravar todos os shows e entrevistas do quinteto (não só deles!). Quando eles vieram pela primeira vez ao Brasil fiquei arrasada, pois não pude assistir a apresentação deles. Contudo, continuei o trabalho de stalker e colecionei fitas atrás de fitas, pôsteres atrás de pôsteres e recortes de revista atrás de recortes de revista.

 

Um alerta à sociedade: quando sou fã, sou fã, sem medo de ser feliz.

 

Ao lançarem o segundo álbum intitulado Invincible fiz com que o estado do CD ficasse lamentável. A capa dele está até pichada por conta de um ex-namorado que não aceitava o fato de eu ser aficionada por boy bands (ciúmes mata!). Esse álbum foi uma evolução do Five, pois eles mudaram completamente o estilo, aderiram casacos de couro preto, partiram para videoclipes muito mais elaborados e turnês muito mais compensadoras.

 

If Ya Gettin’ Down, Keep on Moving (que serviu de plano de fundo para a Copa do Mundo de 2002) e Don’t Wanna Let You Go, singles do segundo álbum do Five, fez o mundo se render aos pés do quinteto. A importância da banda se tornou ainda maior com a regravação de We Will Rock You, a música legendária do Queen. A parceria abriu muitas portas no show business e o Five chegou a participar do Party in The Park no mesmo palco que os integrantes restantes do Queen.

 

Outro ponto de frustração por ser fã do Five foi por não ter ido ao Rock in Rio (2001) para vê-los. Fiquei em casa, presa na transmissão da TV a cabo, com raiva por ser menor de idade e pelo fato da minha mãe trabalhar demais e, nem se eu implorasse muito, ela me levaria. Mais uma vez, lá estava eu com a fita no videocassete e gravei um show muito simples (se comparado a parafernália do ‘N Stink), mas contagiante. Entre copinhos de plásticos voadores e fãs de Sandy e Júnior desesperados, eles fizeram uma boa apresentação, embora o público não os conhecesse muito.

 

Five: Rolling in the Deep

 

Meu coração se despedaçou com a chegada do terceiro álbum, o Kingsize. Para quem era fã da banda nessa derradeira época, leu muitas matérias que avisavam que o Five estava mal das pernas. Entre turnês, vendas e prêmios que davam crédito ao trabalho realizado por eles, agentes os abandonaram e os conflitos passaram a existir.

 

Eis que voltamos ao episódio Sean Colon, aquele que “traiu” a banda. Eu fiquei tão aborrecida com o comportamento dele que nem comprei esse álbum, pois não queria contribuir com a “trairagem”.

 

Vou retomar o momento Let’s Dance que foi o primeiro single do último trabalho de estúdio deles. Eu queria entrar na TV e rasgar aquele pedaço de papelão que representava Sean. Ninguém deixaria os amigos a ver navios daquele jeito, pensava eu ao assisti-lo, chocada com o fake Sean sambando nas mãos de cada integrante do Five. Mas, como uma boa adolescente que sabe que os sonhos mais lindos estão próximos do fim, presumi que o quinteto estava com os dias contados. Aquilo tudo estava muito errado!

 

E ele chegou. O silêncio rodeado em torno do Five e o novo comportamento do Sean com relação à banda foi esclarecido. Colon chutou o balde e o fim da minha boy band foi declarado. O clipe de despedida, Closer to Me, me fez chorar revoltadíssima (a cena acontece até os dias atuais. O rap do J Brown nesta música é de quebrar qualquer coração).

 

O Five foi apenas uma de outras boy bands que começaram a despencar na virada do ano 2000.

 

 

Mesmo com a saída de J Brown, há boatos que o Five fará uma reunião, algo que me deixaria muito feliz. Nem me importo se eles bombarão ou não – algo que acredito ser impossível –, mas se eles mantiverem a mesma humildade que os Backstreet Boys, que gravam até hoje mais focados nas fãs que nos lucros, acho que dará certo. Se o mundo ainda ama as Spice Girls porque não os amaria, já que eles também foram um fenômeno marcante da música pop na terra da Rainha na década de 90?

 

Nota da Random:

 

Músicas de destaque do álbum Five: It’s The Things You Do, Shake It, Satisfied e Cold Sweat

 

Músicas de destaque do álbum Invincible: Battlestar, Serious, Two Sides To Every Story e How Do Ya Feel

 

Músicas de destaque do álbum Kingsize: como ainda mantenho meu voto de protesto contra o fim do Five, escutem apenas Closer To Me até os ouvidos sangrarem.

 

Na próxima terça-feira (04/08), o post será dedicado para as mais lindas da música pop, as apimentadas Spice Girls. Você fez parte da década de 90? Compartilhe esta nostalgia comigo e relembre momentos guardados a sete chaves.

Stefs
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  • Pode ser piriguetismo da minha parte, mas quando lembro do Five sempre lembro direto desse lindo do J. 😀

    tô adorando esses seus posts saudosistas <3