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17/ago

 

As coisas que acontecem em Pretty Little Liars são de pura magia. Eu tive a sensação que o episódio anterior simplesmente não existiu com relação ao desta semana. Nada do que aconteceu lá atrás, deu motivo para os fatos de agora, exceto Noel que ganhou significância. Me pergunto até quando o personagem será participativo. Sobre a trama, as liars tinham apenas os vídeos do blog de Maya para averiguar e, do nada, pipoca um bilhete no batente dos Marin. Eu gosto de novidades, mas esta pista foi meio que uma forçada de barra.

 

Por outro lado, senti que as situações ficaram mais fechadas e centralizadas em um foco. Se continuará assim, não sei, mas seria uma boa oportunidade para a qualidade de PLL melhorar. Quando eu penso que tudo está ótimo, aqueles personagens que não deveriam ter aparecido surgem e quebram o ritmo do suspense. Nate é uma figurinha dispensável. Espero que a insistência dele na série tenha um ótimo motivo. O que foi o beijo dele com Emily? Paige e a liar estavam em um relacionamento inicial muito bom, algo que Ems precisava por conta da morte de Maya. Fiquei indignada com este “avanço”. Se é para dar voz a um personagem, que não seja de forma desesperadora.

 

E foi esse desespero que eu senti ao longo da trama. As coisas começam a ficar apressadas e temos que ficar ligados nas coisas para poder remontá-las no quebra-cabeça que só PLL consegue fragmentar e nos fazer montar sem sucesso. O que aconteceu no último episódio, não coincide com o atual. Não há uma sequência. Podem ver que a série resolveu revezar personagens e isso é muito ruim. Holden aparece e depois some. Mona faz uma pontinha, dá uma informação bacana e não volta mais. O trabalho não está muito bem distribuído.

 

Há problema também no comportamento das liars como Hanna que, de repente, começa a se importar com o assunto Maya. Sei que ela fez isso por Caleb e ela, mas parece que a luta dela pela permanência de Mona no hospício de Rosewood não aconteceu. Também não acho justificável colocar a culpa em Wren, como forma da liar evitar o local. Quantas vezes Caleb pediu para Hanna não ir e, mesmo assim, a jovem foi visitar a amiga? Outra falha foi com Spencer. A liar perdeu uma bagagem de importância se comparado às temporadas anteriores. Uma hora, ela reclama da nota baixa na escola e promete que quer pensar no futuro, mas volta atrás quando as coisas apertam, pois ela é a única com “capacidade” para desvendar os mistérios que envolvem A.

 

Por esse e outros deslizes que reafirmo que Aria é a liar mais focada desta terceira temporada. Apesar dela não ter atuado tanto como no começo dos episódios anteriores, Ezra e ela possuem uma storyline muito bem definida e, pelo menos por enquanto, ela tem agido de forma muito madura, algo que ela não fazia antes. Isto é muito bom, de verdade. A discussão do casal foi excelente, achei justo ela ter cobrado do namorado uma relação sem segredos, pois ninguém sabe o que mais pode ser revelado. Jackie foi bem pontuada e o comportamento da liar em querer o melhor para Ezra e ela foi bem aplicado, de forma que não ficou tedioso de assistir.

 

A volta do lado Nancy Drew de Spencer rendeu alguns presentes para quem assiste à série. É papel dela perseguir todos os envolvidos nos assuntos sobre A e na morte de Alison. Não seria muito natural se ela não pegasse no pé de Noel. O garoto, que parecia ser o vilão, cede os vídeos da cabana da família e Maya pipoca no momento em que o assassino a pega desprevenida. Esta foi a primeira cena dos 10 episódios que me fez ficar arrepiada e temerosa. Além dos vídeos do site, essa prova de Noel, que mostra a inocência dele e de Garrett, dará muita dor de cabeça para Spencer.

Cenas à parte, Ella e Zack foi bem legal de se ver, mas não dá para combinar suspense meio pesado com assuntos românticos. PLL pecou nisto no season finale da terceira temporada. Ou o foco é o mistério ou é o vai e vem de casais que, geralmente, não têm nada a ver com o assunto A. Gostei da formação do casal, achei muito válido Ella ter seguido em frente, o que poupa a desagradável presença de Byron. Mas acho melhor colocarem cenas amenas em episódios que não têm muitas informações (como o anterior, por exemplo).

 

A participação de A ainda é diminuta. Não há mais sms, o que era a graça da série. Pode ser uma tentativa de inovar e nos deixar mais desesperados, mas eu sinto falta do vilão/vilã, pois se trata da graça do seriado. Claro que foi aterrorizante o aviso na cabana, depois que Emily e Hanna conseguiram sair da emboscada articulada pelo inimigo/inimiga, mas acho que, com o julgamento de Garrett, as coisas esquentarão um pouco mais.

 

Eu jurava que Garrett já estava solto, pois a tornozeleira não provou nada contra ele. Por falar no artefato de Ali, demorou para desenroscar esse teste de compatibilidade sanguínea. Eu fico aborrecida com essas enrolações, pois elas são soltas sempre de uma vez e eu não duvido nada que isso venha acontecer na summer finale, semana que vem.

 

No geral, o episódio foi bom se comparado aos dois últimos, mas não rendeu a animação esperada. A cabana de Noel foi o que salvou tudo, de verdade. Para ser honesta, quem atua como salvadora de PLL é Maya e sua grande utilidade para uma trama que, com certeza, estaria muito mais perdida.

 

O que A vai aprontar no julgamento de Garrett? É um mistério! No final do episódio deu para notar que a sombra das liars é muito meticuloso/meticulosa. Um pouco sombrio, não acham? Imagino uma pessoa totalmente desequilibrada, mas nenhum personagem se encaixa neste perfil (ainda!). Por falar em pessoas malucas, o drama de Lucas não foi dissolvido. Parece até que ele foi esquecido, assim como tantos outros personagens.

 

Vamos aguardar para ver o que nos reserva na próxima semana!

Stefs
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