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04/ago

Depois de começar bem a temporada, vejo que Pretty Little Liars voltou a encher linguiça. Achei esse episódio parado e muito chato, sem nada de surpreendente ou atraente. Agora que a trama encontrou um ponto para se amarrar, os vídeos de Maya serão a desculpa da vez para arrastar o enredo. Praticamente, veremos a mesma coisa da temporada anterior, vídeos e mais vídeos sendo descobertos, da mesma forma que aconteceu com Ali na noite da qual ela foi assassinada.

 

Para variar, mais personagens voltam do além. Não fiquei feliz com o retorno de Byron e toda aquela expressão de pai abatido e arrependido. Vamos lembrar de tudo o que ele causou na temporada anterior. O pai de Aria foi um pé no saco, super egoísta e eu não consigo digerir o fato de Ella ter saído de casa e não ele. Achei uma forçada de barra a relação entre ele e a liar, pois ninguém muda da água para o vinho de uma hora para a outra. A funcionalidade dele só foi para anunciar que Meredith retornará para infernizar o convívio escolar da ex-esposa e de Aria.

 

Os pais realmente não são figuras fáceis em Pretty Little Liars. Aria viu seu pior pesadelo no formato de Dianne, mãe de Ezra, a personificação de Regina de Once Upon a Time. A mulher é uma figura clichê, mais melhorada que Julie Cooper, que só quer salvar o filho da vida mundana e de um relacionamento sem futuro. O professor é endinheirado, o que poderia explicar toda aquela grana na gaveta de meias dele. Embora não acredite nessa teoria, as verdades de Dianne quebram as pernas da liar que repensa a relação com o amado. Ao levantar tudo o que Ezra perdeu para ficar com ela, devo admitir que metade é culpa dela. Por mais que o romance deles seja muito fofo, não há como negar que a morena realmente prejudicou a carreira do namorado, mesmo sem querer.

 

Hanna poderia ganhar uma passagem para passar uma temporada fora de Rosewood. Ela não tem sido agradável e os surtos dela com relação à Mona são injustificáveis. O envolvimento dela com Wren era óbvio que subiria de patamar e não fiquei surpresa com o fato dela ter beijado ele, na euforia do momento com relação à estadia de Mona no mesmo manicômio. Foi algo esquisito e chato de se ver, pois Caleb está na cidade e, mesmo separado da liar, não hesita em fazer tudo o que for preciso para protegê-la contra quem for. Hanna se tornou irracional e, quando não está na companhia de Spencer, só faz burrada.

 

Caleb voltou todo mauricinho para Rosewood e menos abatido com relação ao fim do namoro com Hanna. Achei válido o retorno dele, pois estava com saudades. Além disso, eu sempre gosto das interações entre Spencer e ele. Ambos possuem cérebros gigantes, uma euforia sistemática, que faz com que eles pensem com rapidez e, lógico, de forma semelhante. É uma parceria que funciona muito bem desde a temporada anterior. Não tenho nada do que reclamar com relação ao retorno útil dele e por ele ter desvendado a senha do site de Maya. Convenhamos, só Caleb conseguiria acessar o link.

 

Emily está deslocada na trama, uma reprise da primeira temporada. É triste ver isso, pois a liar mostrou potencial na temporada passada e agora vive um momento de apagão completo. Nate continua nos calcanhares dela, algo que não confio muito, ainda mais por ele ter soltado um provável spoiler sobre seu caráter ao afirmar que “não é assustador”. A falta de memória de Emily trouxe à Paige momentos de alegria, pois ela fez parte da noite que o túmulo de Ali foi aberto. Ambas finalmente ficam juntas e eu sempre torci por elas, fato. Contudo, o clima de romance do novo casal quebrou o ritmo de suspense da série.

 

Toby apareceu pouco, mas foi bem sucinto na mensagem que deixou para Spencer. Ele deveria ter terminado com a liar, mas ele é osso duro de roer. O personagem tem histórico de injustiças e está fadado a ficar marcado pela polícia de novo devido ao blefe com relação ao acidente de Jason. Adorei a pressionada que ele deu na namorada e concordei totalmente com o que ele disse. Se ela não quer contar por bem, ele toma partido e descobre. Por isso que eu amo tanto ele e Caleb. Ambos não abaixam a cabeça. Assim como Hanna, Spencer tem me irritado bastante com a nova obsessão por A. Ela parece uma doida varrida que age sem raciocinar. Isso é um fator negativo, pois retarda a trama e desvaloriza a personagem.

 

Todos perguntam: onde está Jason? Eu acho sensacional como os personagens de Pretty Little Liars somem e aparecem do nada. Jenna voltou a enxergar, deu uma festa e virou quote na boca da galera de Rosewood. Sobre Mona, tenho que concordar com Hanna no único ponto de achar que a jovem colabora com o quarteto contra A de certa forma. Se não estivesse, A não faria questão de tentar mandá-la para Nova York. Agora que Mona conseguiu ficar, Hanna terá que ter muito jogo de cintura, pois acredito que o sangue dela e o da tornozeleira dará positivo.

 

Para concluir, A já foi um vilão/vilã melhor. Poucas mensagens de texto são trocadas, alguns pontos estão fáceis demais para as liars adivinharem, como entrar no site da Maya, e todo esse trabalho à surdina do inimigo/inimiga deixou de ser interessante. A série tem entrado em um estado de puro tédio.

 

E, mais um nome na lista: Bart Comstock. Com certeza ele mentiu sobre Maya ter entrado no carro de Garrett na noite em que morreu. Para Veronica querer derrubá-lo é esperado que algo bem ruim venha à tona. Por falar em ruim, qual é o pior medo de Maya? No vídeo, havia luzes de sirene policial, será que se refere ao dia que ela foi assassinada? Não sei, mas de repente, Maya passou a ser a personagem mais interessante de Pretty Little Liars.

Stefs
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