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31/ago

Vamos começar por partes, pois preciso respirar. Como era de se esperar, a summer finale de Pretty Little Liars foi ótima e arrebatadora, porém, nada épica. Sei que é preciso relevar as coisas boas sobre as más, mas desde a temporada passada, só vejo buraco atrás de buraco e não consigo mais ter confiança na série como antes. Mas, fiquem felizes, pois se comparado aos últimos episódios, este conseguiu se superar de todo o resto. Vi qualidade de trama, um suspense bem articulado e muita obscuridade, três itens que não se encontravam em PLL desde a metade da temporada passada.

 

O começo da trama foi intenso. Era só olhar para a chorosa Hanna e saber quem estava na maca hospitalar. Caleb demorou bastante para se machucar e, pelo menos, não foi à toa. Como ele mesmo disse, A tentou matar a mãe dele e nada mais justo do que se aventurar na nova emboscada articulada pelo “A” Team. O namorado da liar estava totalmente focado em ter uma vingança, assim como queria proteger Hanna. Eu sempre gostei do posicionamento do rapaz com relação ao inimigo invisível e acho a colaboração dele para o quarteto muito bem-vinda. Caleb sempre foi firme e decidido, uma presença masculina da qual as liars precisavam para terem certa segurança.

 

Vamos ao quadrado das liars. Dois dias antes do ocorrido com Caleb, as meninas sofriam com o impasse de fazer Emily acreditar que Paige não é de confiança. Ems conseguiu me tirar do sério pela milésima vez e eu queria que ela tivesse parado no hospital no lugar do namorado de Hanna. A liar já deveria ter aprendido que não se pode confiar na primeira figura que lhe dá afeto. Não depois de tudo o que ela já passou, especialmente por causa de A e, logo em seguida, pela perda de Maya. No começo da temporada, Emily estava indo bem com seu luto, mas desandou e voltou a ser tediosa. Ela só foi útil na tal “noite que não aconteceu”, que recebeu tanta publicidade a troco de nada.

 

Fiquei decepcionada pela falta do julgamento de Garrett, pois como havia comentado, pensei que este seria a ponte para gerar caos em Rosewood. Contudo, Spencer, Aria e Hanna lutaram contra A, sem saírem com a vitória mais uma vez. Claro que Emily tinha que gerar mais atrito e caiu nas garras de Nate. Agradeci e muito por terem dado um fim ao rapaz que só enchia o saco. Eu esperava mais de alguém com a responsabilidade de ser o stalker de Maya, pois psicopatas são atraentes. Em hipótese alguma Emily teria sobrevivido ao ataque dele, mas como ela é uma liar, a força da Mulher-Maravilha impregnou na jovem, de forma que ela o perfura com uma “faquinha”. Foi uma forçada de barra gigantesca, vamos combinar! Mas o que importa é que Nate não existe mais entre nós. Já vai tarde, meu filho!

 

No final das contas venderam tanto a tal “noite que não aconteceu” e nada mais se falou sobre o apagão de Emily, pois não há dúvidas de que ainda existem lacunas a serem preenchidas. Como PLL gosta de iniciar uma trama e depois colocá-la no cabide, eu simplesmente não gosto quando uma storyline começa a pular em cima da outra. Embora algumas pontas – muito boas – tenham sido soltas neste episódio, há perguntas demais para serem respondidas.

 

A saída de Mona do hospício foi ótima, como também foi um deslize. Ela reaparece do nada na trama e totalmente pronta para mais um dia de trabalho no “A” Team Corporation. Foi uma mancada tê-la deixado sair de maneira tão simples, pois a jovem não estava presente nos últimos episódios e nada justificou este passeio sem empecilhos. Em um instante, ela penteava bonecas e, no outro, o A-Zordon a convida para passar uma noite no cemitério perto do túmulo aberto de Ali e nada a impede. Ela simplesmente passa o cartão de identificação, se fantasia de enfermeira e encara Rosewood.

 

De lerda Mona não tem nada e ela tem astúcia para fazer esse tipo de coisa, mas foi algo sem pé e nem cabeça. Vejam o que PLL foi capaz de fazer na pressa de tentar reanimar (e aumentar) a trama que oscilou demais até a summer finale. Mesmo com o leve deslize, eu gostei e muito da participação dela. Simplesmente não tem como não gostar. Admito que a maneira como a jovem saiu do hospício foi um arraso e honrou a personalidade surtada dela. Ficou mais do que evidente que, sem Mona, as coisas na série ficam muito sem graça.

 

O lado suave da summer finale pertenceu a Aria e Ezra que vivem em um bloco distante do que realmente acontece em Rosewood. Confesso que não acho ruim o isolamento deles com relação ao “A” Team, pois eles sempre foram “a história a parte”. Agora, é essencial que eles fiquem mais distanciados por terem uma storyline consistente e, o mais importante, que obedece a uma ordem cronológica. Até aqui, só eles possuem uma história com começo, meio e um parcial fim. O casal Ezria conseguiu permanecer firme e forte longe do universo onde A dita às regras. Pode ser um tédio para alguns vê-los em um novo drama, mas ambos são os personagens que mais merecem uma estrelinha por terem aprendido a agir como adultos em um relacionamento que vive aos trancos e barrancos.

 

Achei justo Maggie ter surgido no batente de Ezra e ter aumentado a curiosidade com relação à existência de mais segredos sobre o que aconteceu na adolescência deles. Dianne poderia ter voltado, pois fiquei com a sensação de inutilidade dela por ter dado um recado a Aria e sair pela tangente. Gostei da visita da ex-namorada do professor e a maneira como ela agiu com a liar. Foi um momento muito diferente para Aria, se comparado ao que ela viveu com Jackie. Às vezes, eu penso que o filho de Maggie é do Wes, talvez isto poderia justificar o atrito entre os irmãos. O que nos resta é especular e Aria terá que ter sangue de cobra para ultrapassar mais um obstáculo para terminar nos braços de Ezra.

 

Toby e Spencer, desconsiderando o que aconteceu no final do episódio, é um casal cuja intensidade sempre chamou a atenção. Eu não sei se ainda devo torcer por eles depois do término deste episódio de PLL, mas a relação do casal foi capaz de moldá-los de forma que ficassem mais confiantes por saberem que um seria o alicerce do outro assim que as coisas ruíssem. Eu sempre torci por Spoby, sempre os defendi e não quero perder a fé neles. Ambos são os personagens que mais sofreram ao longo da série e, sendo muito honesta, não achei justo fazerem uma linda cena de amor e finalizar as coisas com uma traição tão desnorteante.

 

É realmente de se ficar chateada com Toby, pois ele foi a única pessoa que compreendeu Spencer no calor da emoção de saber quem é A. Tudo bem que o rapaz deve ter usufruído disto, mas a traição dele não faz sentido. A relação íntima entre a liar e ele teve o timing perfeito. Não sou fã de cenas slow motion, mas a deles foi realmente muito bonita e deu a sensação de que eles são indestrutíveis. O trabalho realizado em torno dos dois personagens foi compensador e dá gosto de assistir porque ambos são lutadores. Spencer quer saber quem é A e Toby, por mais que não saibamos ainda, quer se vingar de algo ou alguém por ter sofrido na época em que Ali estava viva. A guinada na trama em torno deles poderá ser o pote de ouro que PLL precisava e espero que dê realmente certo.

 

Um comentário: o envolvimento íntimo de Toby e Spencer, antes da revelação dele como traidor, não foi tão inédita assim. Um exemplo não tão recente aconteceu no filme Pânico 1, onde Sidney se envolve com o namorado que é um dos serial killers da cidade. Sério, não sei se foi proposital, mas depois do remake malfeito de Hitchcock, peço que Wes Craven seja deixado em paz, obrigada.

 

#TheBetrAyal

 

Eu fiquei dividida entre a surpresa e o choque com relação a Toby ser parte do “A” Team. Sabe por quê? Quando ele abraça Spencer depois do momento íntimo que viveram, ele faz uma expressão de desprezo, com um misto de preocupação. Isso soou estranho na minha mente, pois ele tinha acabado de subir um degrau importantíssimo no relacionamento e, do nada, ele faz carão? E, outra coisa, ele a recebeu com gentileza ao se reencontraram e, graças a um estalido, o rapaz lembrou que atua contra as liars? Foi meio bizarro! Eu imaginei que ele faria algo de importante ou tivesse uma informação valiosa, o que de fato teve, mas não esperava xingá-lo por ser um integrante do “A” Team. No final das contas, eu fiquei irritada!

 

Ainda não sei se posso dizer se gostei ou não desta nova investida em terem incluído Toby ao “A” Team. Ele nunca apresentou um indicativo que me levasse a pensar que ele faria parte do grupo que inferniza as liars. O personagem nunca passou a sensação de desconfiança, algo que aconteceu com Mona, pois ela começou a vacilar perto do season finale da segunda temporada. O pior de tudo foi vê-lo agir como o responsável pelas regras do jogo. Quando Toby foi revelado como o grande traidor, eu rebobinei os neurônios, pois não consegui aceitar o tal fato. Tudo o que Spencer menos precisava é de um namorado psicopata e mentiroso.

 

O envolvimento de Toby no “A” Team pode dar um up no retorno da série. Ele será o cara clichê de duas caras, que despreza a namorada que se apaixonou ainda mais depois de uma relação íntima. A escolha dele para ser o novo integrante do que A representa foi para impactar a summer finale. Ora, não havia trama para causar espanto, então, nada mais certo do que tirar uma carta do baralho de Mona para fazer com que os fãs arranquem os cabelos. PLL prefere deixar você sem fôlego a explicar porque determinada coisa aconteceu. É uma sacada bem articulada para desprender a atenção de pontos que precisam de respostas.

 

O que faz da traição de Toby um estardalhaço é que ele tem a melhor das liars na palma da mão. O rapaz pode guiar a namorada do jeito que achar melhor, pois a liar acreditará nele, sem pensar duas vezes. Da mesma forma que ela forçou Emily a duvidar do caráter de Paige, Spencer calçará os mesmos sapatos e, tenham certeza, eles não serão nada confortáveis. O jogo manipulativo de Toby pode ter um futuro promissor, pois Spencer está desesperada por uma vida normal. Com o movimento certo, o rapaz pode derrubar a pedra no caminho do “A” Team com apenas um sopro.

 

Toby tem todos os motivos do mundo para abraçar a bandeira do “A” Team. Ali acabou com a vida social dele de todas as maneiras possíveis, sem contar o terror e o bullying que a falecida deve ter causado. Eu não sei o que pensar sobre o fato dele ter traído a confiança das liars por tanto tempo. Ao buscar algumas memórias da vida dele no decorrer das temporadas de PLL, lembrei da cena em que ele cai da construção, pois o suporte de metal estava sabotado e quem assina o castigo é A. De boa, tem que ser muito burro para planejar quebrar as próprias pernas.

 

A única coisa que coloca Toby perfeitamente no “A” Team é a motivação para se vingar e a causa tem que suprir a revelação que foi inesperada. Recapitulando as temporadas, não me lembro de nada que ele tenha feito para prejudicar Spencer. Pelo contrário, ele sempre a protegeu. Quem tem o costume de se dar mal é Hanna e Emily, podem notar. Aria é outra que tem imunidade com os inimigos e nunca correu o risco de perder Ezra por causa das ameaças de A. Eu achei meio inviável revelarem tão cedo um novo integrante do “A” Team, sem desenvolver algo bacana, como foi feito com Mona antes dela se apresentar como o Norman Bates de saia.

 

Com sinceridade, o novo papel de Toby contra as liars ficou meio a desejar, mas não nego que há possibilidade de ser um viés muito interessante (como também não nego que fiquei perdida por longos minutos).

 

Mas, depois de tudo isso, onde se encaixa Holden, o amigo de balada de Maya? E Lucas, o dono das drogas? E Melissa? E Noel, que cedeu os vídeos? E Jason com a grana? E Jenna foragida de Rosewood? E Garrett soltíssimo da prisão?

 

É muita gente para um suposto “A” Team. Quem faz trabalho em grupo sabe que nunca há um acordo entre os integrantes e já matuto a existência de duas equipes. Jenna não daria aquele aviso para Emily com relação as pessoas que ela anda, porque é divertido. Da mesma forma que ela não sairia de Rosewood sem motivo e não pediria sigilo para as liars sobre o fato de ter voltado a enxergar. O inimigo morava embaixo do mesmo teto que ela. A revelação do verdadeiro caráter de Toby não foi dada de graça. Só quero ver onde será encaixada toda essa galera que simplesmente SUMIU! Como já disse, é muita gente para pouca trama.

 

Outra coisa que não gostei: A agora fala! E não, não é o Toby, pois não tem como ele correr tão rápido do hospício e estar na salinha para pedir os convites da próxima festa de Halloween. Ele é o traidor revelado, então, não faz sentido distorcer a voz dele e nem mantê-lo de costas. E, no episódio anterior, haviam duas As muito bem encapuzadas e nenhuma era Mona. Enfim, o que diabos foram aqueles telefonemas com a voz modificada? Uma imitação do filme Pânico? Eu achei grotesco! As sms eram mais vantajosas e sempre causavam o impacto esperado quando o celular das liars apitam ao mesmo tempo. A voz sombria me fez rir e não temer pelo cidadão do outro lado da linha. Esta ideia não foi nada genial.

 

Algumas perguntas: quem é o dono/a da voz do além? O que Paige contou aos policiais? Pelo jeito como Spencer e ela se encararam no final do episódio, coisa boa é que não foi. De onde saiu o tiro contra Caleb? Se Nate estava muito ferido, pelos meus cálculos, não dava tempo dele pegar o objeto tão rápido e ter uma mira certeira, sendo que Emily e o namorado de Hanna estavam abraçados. O que diabos Garrett planejará? Pelo menos com a presença do ex-policial, pode-se imaginar que ele trará Melissa, Jason e Jenna de volta. O que tem de tão importante no celular de Maya? E cadê o Noel?

 

Enquanto as respostas não vêm, dividam suas opiniões comigo sobre a summer finale de Pretty Little Liars. Vamos confabular, pessoal, pois só nos resta esperar a chegada do episódio de Halloween.

Stefs
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