Menu:
06/set

Em meados dos anos 90, cheguei na minha mãe e pedi uma irmã. Estava cansada de brincar de boneca sozinha e queria uma companheira para poder fazer baderna e enlouquecer meus pais. Geralmente, quando uma criança pede um irmãozinho, vem aquela testa enrugada, que significa: que criatura mais fofa! Own! Ela quer uma irmã, olha lá!. Eu não lembro exatamente o ano que aconteceu isto, mas eu queria porque queria uma irmã. Quando sou teimosa, costumo ser bem persistente e chata.

 

Quando se pede um presente deste tamanho, você não pensa nas consequências. Eu tinha 8 anos quando minha irmã nasceu e a diferença de idade, de certa forma, é um pouco gritante. Lembro-me quando fui buscar minha mãe no hospital e vi o embrulho rosa com uma miniatura de gente enrolada em uma manta. O primeiro pensamento foi: por quanto tempo vou ter que esperar ela crescer para brincar? Not amused!

 

A pergunta acima, logo foi substituída por outras. Crianças são ciumentas e comigo não foi diferente. Quando via a família em cima do berço, com risos e mimos para minha irmã, eu estava prestes a virar a Órfã. Ok! Comentário assustador, mas eu comecei a ficar aborrecida, até porque toda minha rotina mudou. Por conta disso, passei muito tempo de cara fechada e queria arrancar os cabelos pelo fato da minha mãe ter levado meu pedido tão a sério.

 

Na hora, não se percebe o quão egoísta você é e não sente culpa ao dizer que não quer mais uma irmã (uma criança não entende das coisas). Ora, pediu está pedido, sem devolução. Foi árduo me habituar à concorrência de atenção e afeto, pois foram oito anos como filha única e, na minha mente, uma irmã seria legal (até ela ter “ocupado meu lugar” hahaha). Eu compreendo bem quando uma pessoa diz que não gosta dos irmãos, pois tive esta fase. É meio que normal esnobar a pequena pessoa que precisa da sua ajuda para crescer. Ainda mais quando se vivia em um lar com atrito.

 

O tipo de relação ao longo dos anos com a minha irmã poderia gerar uma birra eterna e mútua. Para você entender minha relação com a sister, somos o puro reflexo dos irmãos Winchester da série Supernatural. Sam e Dean protegem um ao outro. Sobrevivem um ao lado do outro. Lutam um pelo outro. E é isto que minha irmã e eu fazemos todos os dias. Os caçadores representam a nossa irmandade melhor que qualquer outro personagem, pois quando a @#@# fica séria, é ela que está na encruzilhada à minha espera e vice-versa.

 

Pode descer o Crowley, galera, mas nós temos água benta e sal grosso para expurgar vocês de volta para o inferno (risos malignos).

 

Devido a tantos atritos que conturbou nosso crescimento, nós poderíamos não nos dar bem. Poderíamos nos odiar para sempre ou simplesmente tolerar uma a outra. Hoje, eu tenho 26 anos e minha irmã 18 e, mesmo com a diferença de 8 anos, ela é minha melhor amiga e sempre vai ser assim até o Matt Smith me pedir em casamento e eu virar BFF da Karen Gillan (tudo bem que eles são Secretly Married, mas vamos sonhar que é bom, gente!).

 

O reflexo do divórcio dos meus pais nos fez mais unidas. Nós evoluímos juntas! Sabe quando o John Winchester abandona os filhos para caçar o Azazel? Assumimos a posição de Sam e Dean e não ficamos paradas à espera de alguém para nos ajudar. Simplesmente arregaçamos as mangas e fizemos nossa diferença (como ainda continuamos a fazer). Não temos um Impala, mas temos uma bagagem que nos faz o que somos hoje. Nesta brincadeira de Winchesters, eu sou o Sam e ela o Dean (ignorem o fato de que eu deveria ser o Dean por ser a mais velha, mas o Sam é o CDF. Logo, ele me representa).

 

Mas eu exerci meu papel de Dean Winchester ainda pequena. O Winchester mais velho era quem fazia Sam se alimentar, assistir desenhos e o colocava para dormir. Tudo isto, foi eu quem fiz pela minha irmã. Quem a colocava para dormir, quem a buscava na escola, quem fazia o almoço e quem trocava fralda era minha pessoa. Quem ainda dá os presentes em datas comemorativas ainda sou eu.

 

É incrível assistir a evolução do ser humano. Minha irmã tem personalidade, não se leva pelas pessoas, xinga quando tem que xingar, me orgulha por ser estilosa e ter um gosto musical idêntico ao meu. Ter uma pessoa de personalidade forte ao seu redor é de grande utilidade, pois ela devolve a apreciação com a maior honestidade do mundo. Se eu quero uma opinião direta e reta, só consultar “a” Dean Winchester que tudo fica certo.

 

Já me disseram que a relação entre nós é bem bonita. Ela é mesmo. Tenho orgulho em dizer que não a troco por ninguém. Da mesma forma que dizer eu te amo se tornou banal, chamar alguém de irmão ou irmã se tornou tão banalizado quanto falar as três palavras mágicas. Por isso, agradeço por ter uma sister só minha e que sabe que a amo sem fazer juras publicitárias (ou quando não suportamos tocar uma a outra).

 

Eu considero minha irmã como minha gêmea. Ficamos tanto tempo juntas que sentimos quando uma está mal, quando acontece alguma coisa errada ou quando o clima não está nada bom para uma conversa. Acreditem, isto realmente acontece! A parte mais interessante da nossa irmandade são as aventuras ao longo dos anos. Nós vimos Ian Somerhalder em uma tarde quente de maio e vamos compartilhar isto pelo resto da vida.

 

 

Você já abraçou seu irmão/irmã hoje? Pois faça isso! E faça todos os dias. Independente das brigas, ame aquela pessoa que sempre será a primeira a te ajudar, que te colocará em pé quando o mundo cair e que vai te dar um sermão para te deixar injuriado devido à sinceridade máxima do recado. Irmão de sangue ou não, espero que o sentimento seja verdadeiro e recíproco.

 

Para minha mana Dean Winchester, só tenho a desejar um Feliz Dia do Irmão.

 

I love you very much!

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3