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05/set

A Nostalgia anos 90 da semana passada foi dedicada aos meus eternos queridinhos do Five (ou 5ive). Hoje, como prometido, falarei um pouco das apimentadas Spice Girls. O quinteto foi mais que uma simples banda de garotas para o mundo. Elas foram um fenômeno cultural que inspirou uma geração com o aclamado Girl Power, criou tendências e quebrou recordes jamais pensados pelo mercado musical da época.

 

O incrível da história em torno das Spice Girls é que elas ainda são amadas e capazes de fazer os fãs antigos (como eu!) chorarem com uma simples aparição, como aconteceu na festa de encerramento das Olimpíadas deste ano.

 

Eu não lembro muito bem como minha história com as Spice começou, mas o primeiro videoclipe que assisti foi Wannabe. Foi por meio das cinco garotas que comecei a ficar antenada nas tendências do mundo pop, dei um pouco mais de atenção para assuntos sobre moda e, claro, descobri o quanto amo dançar, pois passava horas no meio da sala para tentar decorar as coreografias. Nem preciso comentar como dancei com as mãozinhas felizes na apresentação delas nos Jogos Olímpicos.

 

Mas, vamos falar do que interessa!

 

As Spice Girls surgiram em 1994 e a formação ainda é a mesma: Mel C (Sporty Spice), Emma Bunton (Baby Spice), Mel B (Scary Spice), Victoria Adams Beckham (Posh Spice) e Geri Halliwell (Ginger Spice). Por serem a inovação da música pop da década de 90, o quinteto assumiu o posto de fenômeno global e, teoricamente, podemos dizer que elas inspiraram as boy bands que começaram a pipocar na época. Muitas outras garotas tentaram tirar o brilho das Spice, All Saints por exemplo, mas comeram poeira.

 

Tenho certeza que você tentou montar uma banda com as amigas e que, o mais difícil, era encontrar alguém que fosse ruiva, certo? Em festinhas de escola, lá estavam elas, as covers das Spice Girls. Eu participei desta brincadeira e costumava ser a Mel B, porque tinha o cabelo muito cacheado (progressiva, te amo!). Enquanto as meninas se matavam para ser a Emma, eu ficava feliz por ter que dublar a maioria dos vocais e ser o centro das atenções (hahaha!).

 

Quando se é adolescente é normal ter algum artista para se inspirar. As Spice Girls foram as primeiras garotas que despertaram a feminilidade em mim e, sem dúvidas, elas continuam como uma peça importante do quebra-cabeça que é minha vida. Elas me rendem ótimas lembranças da minha transição como “aborrecente” para menos “aborrecente”. Viver um momento de nostalgia ao lado delas é o que tem de mais maravilhoso.

 

Se você assistiu todas as descobertas musicais da década de 90, sabe o quanto foi fácil se apaixonar pelas Spice Girls. Elas são figurinhas únicas e não há nada que se compare a elas. Não houve imitação de girl bands que conseguiu superá-las. Qualquer adolescente poderia se identificar com cada integrante, pois elas não tinham estereótipos. Da loira até a negra, o quinteto representava todas as fãs, especialmente, por terem formas de se vestir completamente diferentes uma das outras.

 

O simbolismo de amizade que imperava entre elas chamava a atenção. Ter uma BFF ou muitas delas para poder dançar, se divertir e compartilhar segredos é regra básica de sobrevivência da maioria das meninas. Em um grupo de garotas, as diferenças coexistem e, no caso das Spice, o quinteto foi visto como uma inspiração, o que colaborou para que atingissem a popularidade muito rápido.

 

Com a grande visibilidade, era comum almejar ser uma delas. Quem não se jogou nas plataformas e queria um dos vestidos com a bandeira da Inglaterra da Geri? Quem não queria ser luxuosa como a Victoria? Quem não achava sensacional a maneira esportiva da qual Mel C sempre se apresentava? E os tops com barriga tanquinho da Mel B? E, claro, quem não queria ser loira e fofa para usar os vestidos e as maria-chiquinhas da Emma?

 

Se, para todas as perguntas que fiz as respostas foram positivas, meus parabéns! Você fez parte de uma das melhores fases dos anos 90: a Spicemania.

 

Spice Up Your Life!

 

A ideia de um grupo feminino surgiu devido ao sucesso de boy bands que já existiam em meados da década de 90, como o Take That. As Spice Girls nasceram graças a um anúncio de jornal, o mesmo que aconteceu com o Five (os agentes musicais eram os mesmos, lembra?). Em três anos, as garotas apimentadas chamaram a atenção da crítica e da mídia, e se firmaram como o grupo feminino mais rentável da história.

 

Em 1996, o mundo conheceu as Spice Girls por meio de uma jogadinha esperta de marketing dos empresários da banda. Os singles foram lançados primeiro, como foi o caso de Wannabe, que abriu todas as portas para a girl band no mundo musical. Depois foi a vez de Say You’ll Be There pedir licença para elas se acomodarem. A baladinha romântica 2 become 1 firmou o nome delas, por ter sido a música que vendeu mais de 430 mil cópias de forma muito rápida. O Girl Power começou a nascer.

 

Quando o CD intitulado Spice saiu do forno, as vendas foram arrebatadoras, arrecadou milhões de euros/dólares e houve ótima recepção mundial. A Spicemania foi comparada com o furor da Beatlemania, pois as apimentadas se tornaram o grupo feminino que mais vendeu álbuns de forma que eles sumissem das prateleiras em um piscar de olhos (algo que aconteceu com os Beatles). Garotas como eu encontraram uma banda feminina para se espelhar. As Spice Girls foram responsáveis em fazer meninas e mulheres se orgulharem de quem e como são.

 

Do primeiro CD, ainda foi lançado o irreverente videoclipe Who do you think you are?, dona da coreografia mais badalada da minha adolescência. Com este single, as Spice tiveram quatro músicas consecutivas no topo das paradas, conquista que não acontecia desde os Jackson 5. Com o sucesso estrondoso, as apimentadas chamaram a atenção de grandes marcas que queriam a influência delas para atrair novos consumidores. Eu pirava toda vez que via o comercial da Pepsi, cuja canção Move Over entrou no segundo álbum da girl band.

 

Lembro muito bem como estava doente para comprar esse álbum das Spice Girls. Eu não podia sair de casa com muita frequência, então, enchia o saco da minha vizinha para ir à procura do CD comigo e sempre voltava para casa frustrada. Foi neste período da minha vida que descobri como as coisas demoram a chegar no Brasil. Todos os dias, lá estava eu na mesma loja para estressar o vendedor que nunca dava a resposta que eu queria.

 

Entre muitas apresentações musicais bem-sucedidas, prêmios acumulados, recordes quebrados e controvérsias com direito a beijinhos no rosto do Príncipe Charles, as Spice Girls estavam com tudo e começaram a fazer os garotos sentirem inveja. Por isso mesmo que eu disse que metade das boy bands que vieram depois pegaram carona no sucesso das apimentadas. Só não sei se posso dizer o mesmo dos Backstreet Boys, pois eles se juntaram em 1993 (mas o sucesso veio em 1996).

 

Em 1997, veio o segundo álbum chamado Spiceworld. Spice up your life foi o primeiro single lançado e o videoclipe é sensacional. Elas quebraram novos recordes e mantiveram o poder de vender tudo feito água. Elas fizeram um filme neste mesmo ano, que levou o mesmo nome do álbum (só que separado). Aqui, marca-se o apogeu das Spice Girls, como também a chegada das dores de cabeça. A demissão de Simon Fuller, o empresário, foi só o primeiro passo dos problemas internos da girl band.

 

O segundo single foi Too Much e o terceiro foi Stop, única música que não emplacou na primeira posição da parada britânica. As Spice Girls começavam a cair de forma sutil. Do mesmo CD, ainda foi lançado o inestimável single Viva Forever, cujo videoclipe inovou a imagem do quinteto por ter sido feito em animação. Este clipe ficou muito perfeito com as garotas em forma de bonecas. Toda vez que escuto esta música, sinto calafrios, pois a mensagem que ela transmite é simplesmente perfeita.

 

 

Spice Girls: ro…ro…rolling in the deep

 

Em 1998, assisti ao episódio que seria comum em qualquer girl e boy bands: a saída de um integrante por motivos que dava vontade de se jogar do penhasco. Geri resolveu abandonar as Spice Girls, o grupo cuja amizade parecia inquebrável. A explicação dada com relação à partida da Ginger Spice foi pelo fato do quinteto possuir conflitos de ideias. Ela chutou o balde e engatou a carreira solo (que deu certo no começo por conta da mídia e do bafafá, mas logo foi esquecida).

 

Com o abandono de Geri, nas Spice Girls ficavam Emma, Victoria, Mel C e Mel B. Goodbye foi a música lançada para homenagear a ex-Ginger Spice e que deve ter feito milhões de fãs se jogarem no chão aos prantos. O efeito do clipe sobre minha pessoa é praticamente o mesmo de Closer to Me do Five. Só de ouvir a batida da canção, já choro feito uma criança (judge me!). Por mais que Geri tivesse partido, as garotas prometeram ser fortes e continuar, atitude que faz parte das amizades na vida real.

 

 

Na próxima semana, você saberá um pouco mais com relação à carreira solo das Spice Girls, até a tentativa de sobrevivência do quarteto com o álbum Forever.

 

Ao terminar de fazer este post e vê-lo ficar gigantesco no Word, imaginei como o dos Backstreet Boys ficará, pois minha experiência com eles foi enorme.

 

Mas, enquanto a vez deles não acontece, vejo vocês na próxima terça-feira (11/09) para finalizar a saga das adoráveis e eternas Spice Girls.

 

Deu para matar um pouco das saudades? Conte-me mais sobre isso!

Stefs
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