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18/set

Eu tinha certo preconceito com outras boy bands que colocassem o estrelato dos Backstreet Boys em perigo. Lembro que torcia o nariz sempre que aparecia uma nova banda de garotos e ficava bem contente quando a carreira deles não dava certo. Mas, no meio de toda essa briguinha particular, meu desafeto número 1 foi e sempre será o ‘N Sync. Todo caso, no palco pela busca da popularidade no mercado da música pop da década de 90, surgiu o Westlife que conseguiu tocar meu coração devido às intensas baladinhas românticas, bem no estilo Boyzone.

 

Quem não se lembra da belíssima canção If I Let You Go? Sem contar o videoclipe que é muito perfeitinho, todos de roupa branca, na praia, algo bem clean. Esse foi o toque interessante do Westlife, cuja apresentação não lembrava nada do pop dançante que os BSB e o ‘N Sync promoviam na época. A suavidade dos vocais de Shane Filan, Mark Feehily, Kian Egan, Nicky Byrne e Brian McFadden, me conquistou da mesma forma que as músicas fossas que dava vontade de chorar o tempo inteiro e colocar a culpa na TPM.

 

O Westlife foi a última sugestão de boy bands que conseguiu encadear um pequeno sucesso, mas notável. Eles se juntaram em 1998, em Dublin, Irlanda, período do qual bandas voltadas para a música pop, como Spice Girls e Five, já não tinham tanta força na mídia. Na minha visão, ao vê-los pela primeira vez, eles eram a versão mais nova do Boyzone (fato que a mídia alimentou). Acredito que essa foi a tentativa, pois Ronan Keating, ex-membro da boy band, foi o co-produtor do quinteto.

 

O grupo chamou a atenção da mídia graças aos shows de abertura que fizeram para o Boyzone e os Backstreet Boys em Dublin. Isso aconteceu em 1998, mas o álbum de estreia pipocou em 1999, cujo primeiro single foi Swear it Again. Aqui no Brasil, a música que emplacou foi If I Let You Go, que sempre concorria por um espacinho no Top 10 da MTV com Britney Spears, Christina Aguilera, BSB e ‘N Sync. Depois dessas duas lindas canções, veio Flying Without Wings, que faz qualquer um se debulhar em lágrimas e entrou para a trilha sonora do longa Pokémon: O Filme (er! Nada a ver!).

 

O primeiro álbum levou o nome da banda e ocupou o segundo lugar no Reino Unido. O trabalho debut teve 5 singles no pódio das paradas em menos de um ano. Outras músicas foram lançadas como I Have A Dream/Seasons In The Sun e The Millennium Prayer, mas nenhuma chamou minha atenção como Fool Again.

 

 

Em 2000, o Westlife lançou o segundo álbum chamado Coast to Coast. Sem muito esforço, eles voltaram ao topo da parada britânica e bateram as vendas do terceiro trabalho das Spice Girls, o Forever. Saiba que Coast to Coast foi a quarta melhor venda na Terra da Rainha. O CD é muito legal, com mais músicas fossas, como a regravação da eterna Against All Odds (Take a Look at Me Now) do honorável Phil Collins, em dueto com Mariah Carey que, diga-se de passagem, era uma cantora digna de respeito em meados dos anos 90.

 

Mas nada foi mais lindo do que a música My Love. Sem contar que o videoclipe tem umas tomadas perfeitas (se for fundo verde, meus parabéns para quem o fez). Eles, no topo da montanha, foi uma sacada perfeita (eles sempre tiveram uma queda em filmar a metros de altura).

 

 

Com o sucesso estrondoso que, por coincidência, foi reforçado com o lançamento do segundo álbum, algo relativo entre boy e girl bands que emplacaram só depois do primeiro projeto, veio os recordes. As duas músicas citadas no parágrafo acima ficaram ao mesmo tempo no pódio das paradas britânicas. Eles ganharam muitos prêmios, como o repetido Álbum do Ano, que foi faturado também com o primeiro álbum. Otimistas, o Westlife resolveu expandir fronteiras ao lançar I Lay My Love on You (ode aos fãs da banda) e When You’re Looking Like That, mas ninguém deu bola para o quinteto.

 

A empolgação causada pelo reconhecimento do público, sempre inspira a produção de algo novo e o Westlife continuou a traçar seu destino. Em novembro de 2001 foi lançado o terceiro álbum do grupo, o World Of Our Own. O hit que me fez dançar e que passou esses dias na MTV para me matar do coração foi Uptown Girl (música de Billy Joel), que teve a participação da modelo Claudia Schiffer no videoclipe.

 

 

Depois de Uptown Girl, os meninos também lançaram Queen of My Heart e World of Our Own e obtiveram as mesmas conquistas nas paradas musicais. Bop Bop Baby foi a música chiclete desse álbum e o videoclipe é engraçadíssimo:

 

 

Quando o Westlife lançou o terceiro álbum, confesso que não estava mais ligada em boy band, pelo simples fato dos Backstreet Boys terem entrado em hiatus e só me restar as garotas como Britney Spears, Christina Aguilera e Mandy Moore. A única música que cheguei a gostar mesmo foi Uptown Girl, Queen of My Heart e Bop Bop Baby, mas não dei atenção a eles como costumava fazer (mas admito que gravei todos os videoclipes no eterno amigo chamado VHS). Quando esses clipes foram lançados, me perguntei como a boy band ainda existia (fiz essa pergunta com outras também!).

 

Contudo, eles ainda tiveram tempo de lançar o single Unbreakable. A partir daí, iniciou-se o rumor da separação, que ganhou mais força quando eles lançaram o Unbreakable – The Greatest Hits Vol. 1. Em 2003, eles ainda tiveram gás para lançar o quarto álbum com músicas inéditas, o Turnaround, cujo single que entrou para a história da parada britânica foi o cover de Mandy, de Barry Manilow. Logo em seguida, veio Obvious e a organização de uma nova turnê.

 

Mas, antes de empacotarem as malas, eis que um membro do Westlife resolve dizer adeus.

 

Rolling in the deep

 

Em 2004, época que ninguém queria saber mais de boy band, pois ouvir Linkin Park e Evanescence era mais cool, Brian saiu do Westlife para cuidar da família e do filhote. A decisão não teve tanto impacto na mídia, pois o grupo não tinha tanta repercussão. A saída dele foi tão “n” que não causou tanto caos quanto Geri Halliwell e Sean Conlon. Sabe por quê? Porque os garotos não conseguiram emplacar nos Estados Unidos, desde o início da carreira.

 

O Westlife era praticamente uma banda exclusiva da Europa e a única música que conseguiu virar hit na Terra do Tio Sam foi Swear it Again. Como os Backstreet Boys e o ‘N Sync entraram em hiatus no final da década de 90, o Westlife tentou se aproximar do território americano, mas não deu certo. Até porque as rádios dos Estados Unidos começaram a ter alergia as boy bands (hahaha).

 

Brian não deixou os amigos na mão e os acompanhou em alguns shows agendados. O que eu sempre achei bizarro foi uma pessoa dizer que sairá de uma banda para cuidar da vida pessoal e, de repente, se envolve em um projeto solo. O loiro gracinha fez isso, lançou um álbum que levou seu próprio nome e a música de estreia foi Real to Me, que ocupou a primeira posição no Reino Unido. Ele ainda trabalhou outros singles, mas o sucesso não o acompanhou.

 

Com a saída de Brian, o Westlife ainda lançou mais 6 álbuns que foram muito bem vendidos e alguns singles conseguiram ocupar a velha e bonita primeira posição. Sem um integrante, o quarteto conseguiu o fato inédito de estender uma turnê até a Ásia. Com o álbum Face to Face, eles conquistaram a primeira posição com álbum e single, ao mesmo tempo. Com o caminhar positivo da carroça parecia que Brian nunca fez parte da banda, pois o quarteto colheu mais frutos depois do abandono dele.

 

O Westlife não parou de lançar algo novo após a saída de Brian e, com isso, entraram na lista de artistas que mais “trabalharam duro” pela PRS for Music Online Magazine em 2011. Também, não é para tanto, foram anos de suor com singles e turnês reconhecidas no Reino Unido, sem se importar com lucro. Eles conseguiram algo que outras boy bands, com certeza, sempre quiseram: estender a existência do grupo, mesmo que não haja a mesma visibilidade, algo que acontece com os Backstreet Boys até hoje.

 

Posso dizer que eles devem ter se surpreendido com os resultados da carreira de boy band perante o novo mercado musical do gênero pop que ficou muito defasado depois do ano 2000. Apesar que, se eles fossem um fenômeno mundial, as coisas teriam se desgastado mais rápido. E, vamos combinar, músicas que falam de amor nunca envelhecem e o Westlife nunca mudou o gênero musical deles para tentar se aparecer e agradar ninguém.

 

Ao contrário das outras boy bands que nasceram na década de 90, o Westlife foi uma banda que fez sucesso na própria casa, por isso a sensação de familiaridade uniu muitos fãs que se sentiam confortáveis com a sensação de ter um lar. Muitos não sabem, mas eles performaram para a rainha Elizabeth II e também para o presidente Obama, no ano passado. Eles deram o ar da graça até na entrega do Prêmio Nobel em 2000.

 

Muitas boy bands terminaram antes da hora. Acreditem se quiser, mas o Westlife perdurou até este ano e fizeram uma turnê para promover o último Greatest Hits. O show final aconteceu em 23 de junho de 2012, no Croke Park Stadium em Dublin e, o mais surpreendente, foi a venda de todos os ingressos em apenas 5 minutos. Devido à alta demanda, eles fizeram um novo show e depois cada um deles seguiu seguir seu rumo.

 

Quando eu soube que o Westlife ainda fazia shows, entrei em choque. Procurei alguns vídeos no YouTube para matar a saudades e me deparei com este aqui:

 

 

Ok! Quando vi o vídeo, acreditei que era uma maneira desesperadora do Westlife voltar para a carreira, mas depois descobri que eles se despediam dos fãs para sempre de uma maneira bem divertida. O pior nem foi eles terem cantado Lady Gaga, mas usarem trajes muito infantis para homens que já têm mais de 30 anos. Bizarro né? Mas não deixa de ser fofo.

 

A carreira do Westlife durou 14 anos, rendeu a venda de mais de 45 milhões de álbuns mundialmente, 14 singles que ocuparam o topo das paradas do Reino Unido e 26 singles no Top 10. Quer mais o quê? Por mais que não tenham bombado nos EUA, eles trabalharam mais que muita figurinha da música pop e são uma ótima lembrança na vida de muita gente.

 

A galera realmente não faz ideia do quanto a carreira do Westlife durou e do quanto eles foram bem-sucedidos. A união deles com ou sem Brian é de deixar qualquer fã orgulhoso e qualquer boy band com inveja. Eles encerraram uma carreira sólida de maneira especial. Com o Westlife, nunca houve desavenças, até por que, todos cantavam (pode ser um detalhe ridículo, mas sempre era motivo para grupos de meninas e meninos se separarem porque um cantava mais que o outro).

 

É realmente de admirar os homens do Westlife, que trabalharam e conseguiram criar algo duradouro e marcante. Eles foram uma formação brilhante de Keating na década de 90 e que merece uma salva de aplausos pela existência tão longa. Eles sobreviveram até anunciarem juntos o fim da saga de boy band.

 

Confesso que meu companheirismo com relação ao Westlife foi até 2004, quando soube da saída do Brian e depois eles foram esquecidos por mim. Me surpreendi enquanto fazia a pesquisa para este post, de verdade. Eu tenho os dois primeiros CDs, que são uns mimos e sempre são resgatados quando possível. Mas a música que marcou o meu percurso ao lado da boy band foi a regravação de More Than Words (do Extreme) que ficou lindíssima.

 

E aí, você também curtia o Westlife? Chorava litros com os solos do Shane ou do Mark? Compartilhamos do mesmo drama, fato! Como não escutei direito, só em picados, os outros álbuns depois do primeiro Greatest Hits, vou dar um respaldo dos dois primeiros CDs que sei de cor e salteado.

 

Músicas de destaque do álbum Westlife: No No, I Don’t Wanna Fight, Moments, I Need You;
 

Músicas de destaque do álbum Coast to Coast: Fragile Heart, When You’re Looking Like That, Puzzle Of My Heart, Dreams Come True.

 

Na próxima semana quem chega de mansinho para um especial gigantesco são os Backstreet Boys. Se com as Spice Girls foram dois posts, preparem-se, pois os garotos da rua lá de trás prometem postagens imensas e com algumas divisões.

 

Espero que tenham gostado deste post da Nostalgia anos 90.

 

Nota da Random: os vídeos foram retirados do YouTube e podem ser excluídos a qualquer momento.

Stefs
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  • heyrandomgirl

    Oie, Jéssica, tudo bem? Obrigada pelo comentário *_*

    Ownnn fico feliz que tenha gostado do post e que tenha te ajudado a saber mais desses eternos lindos do Westlife (L) Morro de saudades da época em que eles bombavam na mídia e é triste ver boy bands queridas chegar ao fim =[

    De todassssssssssss minha preferia é Backstreet Boys mesmo. Sou fiel a eles até hoje Hahahahahaa. Como sou um pouco velhinha, nunca cheguei a escutar OD pq me sinto meio boba, fato Hahahahahaha

    Beijosss!

  • Jéssica Winchester

    Awnnn adorei esse post, aprendi muito sobre o Westlife aqui ♥

    Acabei de conhecer a banda e estou apaixonada por eles, pena que eles tenham terminado a banda…. tenho uma queda por Boybands … também sou fã dos Backstreet Boys e do One Direction ♥