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02/out

No especial Nostalgia anos 90 da semana passada, comecei a falar sobre o início da carreira dos Backstreeet Boys até o fatídico momento em que foi anunciada a internação de AJ em uma clínica de reabilitação, por conta do seu vício em álcool e posterior consumo de drogas. Em 2003, o cantor foi liberado e, no ano seguinte, a boy band saiu do período de hiatus e entrou no estúdio para gravar um novo álbum.

 

Mas, antes disso, os integrantes dos Backstreet Boys resolveram encarar a vibe de ter uma carreira solo enquanto AJ resolvia seus problemas particulares. Assim como aconteceu com as Spice Girls, a boy band não tinha data para voltar aos palcos, como também não anunciaram um fim, mesmo depois do lançamento do Greatest Hits. Sem previsão de retorno, o quinteto resolveu se dedicar aos projetos individuais.

 

Nick Carter

 

Em 2002, o mais novo dos BSB lançou o primeiro álbum solo intitulado Now or Never. O primeiro single foi Help Me, seguido de Do I Have To Cry For You?. Mas a música que mais amo, do fundo do meu coração, é I Got You. A canção sempre me tocou bem intimamente e a pureza do videoclipe fez o conjunto ficar bem bonito, com aquela imensidão do oceano.

 

 

No período em que divulgava o primeiro álbum solo, Nick também dava apoio ao irmão mais novo Aaron Carter que pagava de gatinho na época. Realmente ele era uma graça, dava vontade de apertar. Essa irmandade rendeu a Aaron a vinda dele ao Brasil no Rock in Rio em 2001, cuja apresentação foi um fiasco (vergonha alheia!). Lembro que assisti ao show de boca aberta, trabalhada na indignação.

 

Para surpresa de muita gente, Nick também teve problemas com drogas e álcool, mas parou com os vícios ao ser alertado sobre sua saúde. Ele foi diagnosticado com Cardiomiopatia. Mais uma vez, meu marido Kevin foi lá e deu conselhos, da mesma forma que fez com AJ, e a paz voltou a reinar na cabeça do loirinho. Em 2011, ele lançou o segundo álbum solo, I’m Taking Off.

 

Brian Littrell

 

No decorrer do hiatus dos Backstreet Boys, Brian se dedicou à esposa e aos filhotes. Ele sempre foi bastante cristão e fiel a sua religião, sempre pronunciou palavras lindas de esperança e fé, e a carreira solo do BSB não poderia ter dado uma guinada diferente senão na direção da música cristã.

 

Brian se dedicou ao momento de cantor cristão e lançou a música In Christ Alone. Ela chegou a primeira posição das paradas voltadas para esse gênero musical e, no ano seguinte, o cantor ganhou o prêmio pela música inspiradora no GMA Music Award. O primeiro álbum solo, Welcome Home, conseguiu vender mais de 100 mil cópias e ocupou a 74ª posição da parada da Billboard 200. Nas rádios cristãs, Brian foi solicitado por 3 semanas.

 

Kevin Richardson

 

Kevin foi quem sumiu mais dos holofotes na época do hiatus dos Backstreet Boys. Ele casou, teve um filho e se dedicou a muitas coisas nesse período de pausa, mas nada se comparado à carreira de ator. Isso mesmo, o BSB se aventurou na sétima arte e cedeu sua lindeza aos longas Love Takes Wing em 2009, depois ele atuou no musical vampiresco The Bloody Indulgent e, logo em seguida, no drama The Casserole Club, que lhe rendeu o Independent Vision Award  por melhor ator pela performance.

 

 

Com relação ao projeto solo, Kevin adiou o processo e há boatos que no final deste ano sai alguma coisa, com um repertório de músicas que o influenciou ao longo dos anos.

 

Howie D.

 

Howie se revezou entre cantar e atuar. Ele também casou, teve filho e será pai mais uma vez. A carreira dele se resumiu a produtor musical e compositor. Porém, ele lançou o álbum Back to Me em 2011. O primeiro single 100 não causou tanto impacto.

 

AJ Mclean

 

O BSB foi mais ousado e criou um alterego chamado Johnny no Name, seu codinome quando não estava com os Backtreet Boys. Bem a cara dele fazer isso! A criação do outro eu de AJ tinha a mesma história de vida que ele, porém, Johnny tinha passagem na prisão. Em 2008, o cantor abandonou a caricatura do Johnny para cantar sozinho na noite e lançou o primeiro álbum solo Have it All. Este ano, AJ prevê o lançamento do segundo projeto.

 

Depois do hiatus

 

Em 2005, nasceu o quinto álbum dos Backstreet Boys, Never Gone. Eles trabalharam juntos na divulgação do novo trabalho para consolidar o retorno ao mercado musical, que tinha se alterado e a música pop não alastrava interesse como antes, se comparado ao desespero que foi no decorrer da década de 90. O primeiro single do álbum depois do hiatus foi Incomplete, uma belíssima canção acompanhada de um formidável videoclipe, onde você vê certa diferença física nos componentes da banda, como Howie e Kevin sem as madeixas compridas. Eles saíram da figura de adolescentes para homens, mas que ainda falavam de amor.

 

 

Sem contar que meu coração bate mais forte com o Kevin ao piano. Todo lindo!

 

 

A canção ocupou o terceiro lugar na parada dos EUA e emplacou na primeira posição na Alemanha, Chile, Índia, Brasil, entre outros países. Porém, como havia comentado sobre o novo cenário musical da época, a revista Rolling Stone americana foi bem maldosa ao dar apenas uma estrelinha para o álbum dos BSB.

 

Desse álbum, ainda foram lançadas Just Want You to Know, que foi top no Reino Unido, Crawling Back to You – somente para os EUA – e I Still. Para o espanto da nação, o quinto trabalho dos BSB rendeu uma marca de venda de aproximadamente 10 milhões de cópias.

 

I’m crawling back to…?

 

O papo de um integrante abandonar uma boy band como aconteceu com o Five, o Westlife e tantas outras bandas de garotos, demorou bastante para acontecer com os Backstreet Boys. Se formos considerar a existência deles desde 1992, com sucesso atingido em 1996, e o retorno em 2005, o quinteto se manteve firme e forte, até com relação ao ocorrido com o AJ. Em 2006, depois de Never Gone ter dado tudo o que tinha que dar, meu amado Kevin anunciou a saída da banda e isso fez meu interesse pelos BSB diminuir um pouco. Para mim, estava tudo acabado.

 

Vamos colocar a panos limpos: os garotos ficaram “velhos” para dançar como se tivessem 18 anos. Kevin é o mais velho dos BSB e não me espantou em nada ele ter decidido largar a banda nesse período. Ele estava casado, seria pai e o foco na família depois de 14 anos dedicado a boy band soou bastante justo. Brian também já havia sido enlaçado na época, mas manteve-se no grupo. Nesse caso, não há julgamentos para a decisão que Kevin acatou mais tarde, pois ele merecia ter uma vida que podia ser chamada de vida. Sem correria de turnê, sem caos, sem mídia… Apenas a família e ele.

 

Claro que a saída do Kevin abalou o grupo. Eles pensaram em mudar o nome da banda para Backstreet, mas seria muito surreal fazer isso, pois tiraria a identidade deles. Os meninos receberam propostas até para fazerem um reality show para colocar alguém no lugar do Kevin, mas em anúncio oficial, o quarteto deixou bem claro que ninguém ocuparia o posto do ex-companheiro de palco. Parecia até que eles sabiam o que aconteceria anos mais tarde.

 

Enquanto não respondo essa incógnita, os Backstreet Boys, que era um quarteto, seguiram às rédeas do destino, como o Westlife, sem medo de serem felizes. Dois dias após a saída do Kevin, eles entraram em estúdio para concentrar as energias no sexto álbum. Em 2007, nascia uma nova era dos BSB com o álbum Unbreakable, que fez jus ao fato de que eles não colocariam um fim a boy band, só porque o Kevin resolveu dizer adeus.

 

O álbum foi bem recebido pela crítica, mas não vendeu tanto se comparado ao Never Gone. O sexto CD dos meninos se deu bem no Japão na semana de lançamento, onde ocupou o primeiro lugar e se manteve por lá por duas semanas.

 

O single foi Inconsolable que, no primeiro momento em que ouvi, achei uma nova versão de Incomplete, mas sem o Kevin. Na verdade, sem o piano do ex-BSB. Quando vi o videoclipe, era como se um pedaço de mim realmente tivesse ido embora com meu BSB favorito. Mas não desmereço em hipótese alguma o trabalho dos meninos, pois Unbreakable é um álbum completo, lindo, com baladas românticas para ninguém botar defeito e assumo que gostei mais dele ao Never Gone.

 

 

Logo em seguida, os meninos lançaram Helpless When She Smiles com um videoclipe misterioso, em preto e branco, no meio de uma floresta abandonada. A letra da canção é muito perfeita e isso mostrou que, mesmo sem Kevin, os BSB ainda mantinham o toque certeiro e mantiveram a essência do que costumavam ser com relação à música pop de qualidade.

 

Eles saíram em turnê depois do lançamento e, em um dos shows, para susto da nação, Kevin subiu ao palco com os companheiros no Los Angeles at the Palladium in Hollywood, a última parada da turnê do sexto álbum.

 

Os meninos se esconderam por um ano e em 2009 anunciaram o sétimo álbum dos Backstreet Boys, o This is Us. Esse foi o trabalho mais condensado por assim dizer da boy band e mais cheio de estrelismo, pois o projeto contou com as participação de cantores e compositores bem importantes no cenário musical como Ryan Tedder do OneRepublic, Ne-Yo, Pitbull, sem contar que teve dedo do produtor Max Martin. Pelas participações, nasceu um álbum mais dançante, com uma pegada R&B, quase eletrônico, um pouco distante das músicas românticas, embora elas tenham sido inclusas no álbum.

 

 

This is Us alcançou a nona posição da Billboard e vendeu mais de 42 mil cópias na primeira semana de lançamento. No Japão, o novo point de venda garantida para os Backstreet Boys, o trabalho recebeu disco de platina pela venda de 250 mil cópias. Straight Through My Heart apresentou o “novo” BSB, um videoclipe interessante, que deu para sentir saudade da era Backstreet’s Back, com toda a pegada sombria e fantasiosa.

 

A segunda música lançada foi Bigger e o videoclipe foi filmado em Tóquio, marco na história dos garotos, pois foi o primeiro clipe que eles filmaram fora dos EUA.

 

Backstreet’s Back Alright!

 

Eu lembro que assistia à MTV só para conferir premiações musicais, como de hábito. Eu tinha queda por elas, mas sempre terminava decepcionada porque quem eu queria que ganhasse nunca ganhava. Tenho essa memória até hoje, pois no começo da carreira, Britney Spears não recebia nenhum astronauta do Video Music Awards. Depois de ficar na lama, ela retorna e leva tudo. Vai entender! Mas como a pauta não é ela, os Backstreet Boys atingiu um nível que me assustou. Eles uniram forças com o New Kids on the Block, a boy band da época da minha, sua, nossa mãe.

 

Em 2010, essa aliança das trevas foi oficializada no American Music Awards 2010, quando as duas boy bands apareceram como se fosse muito normal juntar bandas do passado e fazer passos no palco. Por mais que ame os Backstreet Boys, chega de dançar, por favor. Porém, a apresentação por parte deles foi linda e bateu umas saudades imensas. Mas o pior ainda estava por vir, pois em 2011 os BSB e o New Kids confirmaram uma turnê com o excelente código NKOTBSB. Isso rendeu até uma coletânea com os maiores sucessos das duas bandas. Sinistro! Sem contar que inclui duas músicas inéditas e um duo.

 

Enfim, essa ideia mirabolante rendeu bons frutos, pois entrou no Top Tours da Billboard na 25ª posição e faturou em torno de 40 milhões de dólares com “apenas” 51 shows. Para terminar de matar o povo do coração, Kevin voltou a subir ao palco com o mash-up das boy bands e cantou a amada I Want it That Way que, convenhamos, sem a voz dele fica sem graça.

 

Quando digo que o Kevin acatou o pedido de demissão dos Backstreet Boys é a mais pura verdade. Ele repetiu a dose em ceder sua imponente voz em shows com a boy band, inclusive, no cruzeiro chamado SS Backstreet. Claro que toda essa prontificação do cantor gerou boatos de que ele estava com o pezinho de volta a boy band. Os fãs tiveram que engolir esse mistério até este ano, quando foi anunciado oficialmente que Kevin retornou à banda. Para nossa alegria, o então quinteto prometeu um novo álbum para o ano que vem.

 

Nada se comparou a sensação de nostalgia ao assistir ao vídeo deles, que oficializava o milésimo retorno, mas agora com a companhia de Kevin. Parecia que nada havia mudado, pois meu BSB favorito se manteve na linha da época do Millenium, como se nada tivesse mudado. Ouvi-los cantar os grandes sucessos do passado, me rendeu emoções inexplicáveis, pois eu assistia um pedaço da minha infância, um grande pedaço da minha vida.

 

 

2013! Esse promete ser um ano promissor para os Backstreet Boys, pois há a promessa de que eles terão uma estrelinha na calçada da fama e, o comitê responsável pela escolha, intitulou os BSB como figuras honoráveis no antro musical, bacana né?

 

Como disse no post anterior, os Backstreet Boys me ensinaram muitas coisas das quais desaprovo atualmente. Fãs deveriam ter aula de etiqueta e aprenderem a ter modos. Pode ser bonito dizer que se faz tudo pelo ídolo, mas mesmo que você os ame tanto, certas coisas possui limites. Eu os amei com toda a pureza de uma adolescente que ainda estava na escola, que queria boas notas e nem sabia o que era faculdade.

 

Os Backstreet Boys mudaram uma geração na década de 90. Eles trouxeram de volta aquele calor ardente de desespero em querer ter proximidade com o ídolo e influenciaram muitas boy bands que seguiram o rastro deles pelo sucesso. O quinteto tinha o diferencial de falar de amor de maneira inocente, sem apelo sexual. Meus garotos se dedicaram aos fãs, não mudaram a fórmula secreta que é tão característica deles ao longo dos anos e não desistiram um do outro no decorrer das tempestades.

 

Sem sombra de dúvidas, os Backstreet Boys são o melhor exemplo de boy band que existe, embora estejam bem velhinhos para brincar disso. Nada contra, pois sou a favor da eternidade deles. O lado mais inspirador dos BSB é a irmandade que sempre demonstraram, especialmente por parte do Kevin, o paizão. Eles se conheceram muito jovens, Nick era uma criança quando se juntou ao grupo em 1992.

 

Os meninos nunca brigaram para saber quem canta mais, quem aparece mais e quem fica mais tempo com a camisa aberta. Se é uma coisa que admiro muito é a maneira como eles se tratam como irmãos. Isso, até hoje! Cada um deles faz parte da vida um do outro e se respeitam. Isso é bonito. Isso faz com que uma história se torne linda, pois foi construída com honestidade. Eles nunca mentiram para os fãs. Os BSB sempre deram a cara tapa para falar dos problemas pessoais que poderiam arruinar a carreira deles.

 

É difícil imaginar um mundo sem Backstreet Boys.

 

Assim como o Westlife, os BSB não mudaram seus interesses para atender o mercado musical do século 21. Eles fizeram o último álbum mais dançante, mais elaborado, mas se você ouvi-lo do começo a fim, saberá que são os Backstreet Boys e não mais uma bandinha enlatada de rostinho bonito que quer enlouquecer algumas adolescentes ingênuas. Como qualquer boy band da década de 90, eles apresentaram um tipo de música que vale a pena ser ouvida, ser levada para a posteridade e cantada para os filhos.

 

No passado, as músicas eram melhores. Não digo só por questão de boy e girl band, mas quem não se lembra da qualidade musical de Alanis Morissette? Tudo bem que ela se tornou uma decepção para mim, pois ela se adequou ao mercado e o resultado ficou horrível. Me julguem!

 

Enfim, o dia 31 de agosto de 2012 foi o dia em que um estalido em forma de flashback passou diante dos meus olhos e eu não vejo a hora do novo álbum dos BSB sair. Quero reviver um dos melhores momentos da minha adolescência, sem sombra de dúvidas.

 

Este não é o post que encerra o especial Nostalgia anos 90 sobre meus lindos dos Backstreet Boys. Na terça-feira que vem, vocês rirão da minha experiência no primeiro show dos meninos aqui no Brasil, na eternizada turnê do álbum Black and Blue.

 

Não me larguem, pois eu sei que vocês se divertirão!

Stefs
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