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09/out

Sábado, 5 de maio de 2001. 01am.

 

Estamos acordadas para ir ao Anhembi e guardar lugar na fila. 3h estaremos lá!

 

Sábado, 5 de maio de 2001. 03am.

 

Estamos na fila, passando frio, sentadas em uma fila enorme. Fomos ao banheiro e demoramos mais de 2h30 para usá-lo. Eu vi o dia amanhecer. Que maravilha!

 

Voltamos para a fila, comemos e começamos a cantar. De repente, a fila andou. Eu e minha amiga começamos a chorar.

 

Mais tarde, fomos ao banheiro novamente. Quando voltamos, a fila estava perto da grama. Ficamos lá por muito tempo. Chegaram vários ônibus, com as @#$%¨ das argentinas que furaram fila, mas, depois, elas ficaram para trás.

 

A fila andou muito mais e paramos no portão N. Ficamos lá das 11h30 às 16h, em pé, com fome, com vontade de ir ao banheiro. Houve várias brigas, arremessaram garrafas na minha testa. Estava um sol quente, horrível!

 

Sábado, 5 de maio de 2001. 16pm.

 

Às 16h, abriram os portões e caminhamos em fila única. Depois, corremos para pegar lugar. Comemos um lanche, repetimos a dose do banheiro. Mais tarde, o povo do fundão começou a empurrar, parei na boca do palco e fiquei separada das outras meninas, mas conseguimos nos reencontrar.

 

Esperamos até às 20h, sofrendo demais. Empurra, empurra é o que não faltava. Os shows de abertura começaram pontualmente.

 

Primeiro, foi a Pollyana, irmã do Howie D., que era uma espécie de Thalía. O show dela foi bem legal, com três músicas. Depois veio a Krystal, uma roqueira que quase assassinou o pobre do piano.

 

Antes disso, apareceu o Kevin no telão. Lindo!

 

Às 21h30, entraram os BACKSTREET BOYS!

 

 

Foi muito lindo! O show começou com o surgimento da terra e vários meteoros no palco, tipo o Armagedom. Aí, eles entraram cantando Everyone, Larger than Life e por aí vai. O Howie rebolando é lindo!

 

Depois, o Kevin apareceu todo de branco, quase levou um tombo e falou com a galera (Random pirou e pira até hoje ao se lembrar desse momento clássico). Eles cantaram Yes I Will, I Want it That Way, Show me the Meaning of Being Lonely, etc. Sinceramente, o Nick, o Kevin e o Howie são os mais simpáticos. Logo em seguida, eles cantaram Time, Quit Playin’ Games, As Long as you Love me, I’ll Never Break Your Heart. Foi transmitido como foi feito o clipe de I Want it That Way e os bastidores do camarim (gravado bem antes e mostrado em alguns shows da turnê) no telão. Apareceu o Kevin de cueca preta.

 

Eles cantaram Everybody, mas antes apresentaram os componentes do show. Logo veio The Call, os BSB se despediram, mas voltaram vestidos com a camiseta do Brasil e cantaram Shape of my Heart.

 

O show foi um máximo. Chorei muito, principalmente quando eles cantaram More Than That. Nick, AJ, Brian, Howie D. e Brian rebolaram muito na música Shinning Star.

 

No final, minhas amigas e eu choramos muito. Se tivesse o show de domingo, eu iria de novo.

 

 

Foto: a imagem do quinteto ficou na porta do meu quarto por eras, pendurada no barbante; o ingresso do show, que está quase sem tinta; e a foto do Kevin com o autógrafo dos meninos (manipulado, infelizmente!)

 

Lembro que pedi o ingresso para ir ao show dos Backstreet Boys de aniversário. Era maio, 2001, eu faria 15 anos. Todas as minhas amigas estavam prontas para celebrarem suas festas de debutante e eu só queria ir ao show da minha boy band. Eu tive que fazer muitos acordos, meus pais racharam o valor – que não era altíssimo na época (R$75 a inteira), em comparação ao absurdo que é hoje. Quando estava com o dinheiro em mãos, fui à Riachuelo mais próxima e comprei meu amado ingresso.

 

Eu nunca tinha ficado tão ansiosa com relação a um show. Eu era uma menina, com cérebro de criança e muitos amores platônicos. Era eu na terra e os Backstreet Boys no céu. Já contei como sou intensa com relação às coisas que gosto e isso não mudou muito 11 anos depois.

 

O texto acima é parte do meu diário de 15 anos. Foi um simples relato de uma garota que ainda não acreditava que tinha ido ao show dos Backstreet Boys. O texto não está com as lembranças na íntegra, pois a boy band cantou muitas outras músicas do álbum Black and Blue, como The Answer To Our Life, que fez o Nick sair todo empolgado no refrão, e os meninos permaneceram sentados, o que o fez ficar sem graça, e Not For Me, que ainda está enraizada na minha mente, pois a produção, a coreografia e os vocais ficaram simplesmente perfeitos. Sem contar em Get Another Boyfriend, que me faz arrancar os cabelos até hoje.

 

Eu nunca sofri tanto para estar em um lugar como nesse dia. Compreendo que pais sempre ficam preocupados com relação aos filhos mais novos irem a shows sozinhos. Eu e minhas amigas estávamos acompanhadas de duas mães e elas viram como tudo foi um verdadeiro caos. Não houve organização alguma, nem muito menos consideração. Você que é fã, que pagou muito caro pelo ingresso, que se vire para sobreviver até o final do dia. Esse é o pensamento!

 

Foi um descaso, uma mega falta de organização e desrespeito, especialmente para as meninas que acamparam há meses na porta do Anhembi. Foi tudo um inferno, furei a fila sem querer, chorei porque achei que tinha perdido o ingresso, sem contar que estava com uma cólica do demônio. A turma que acampou tentou impedir e proteger o território ao fazerem uma corrente de mãos dadas, mas não deu muito certo, pois a multidão era imensa.

 

Xingamentos, puxões de cabelos e muitas lágrimas. Lembro que disse para as minhas amigas que não choraria, mas fui a que mais chorou. Quando vi o Kevin, parecia que um buraco havia se aberto no meu estômago. Quando acordei no dia seguinte, parecia que tinha tido um sonho muito bom para ser verdade e deu para ignorar todas as dores corporais. E, sim, eu fiquei muito próxima do palco e deu para ver tudo. Uma pena que máquina digital não era pop na época.

 

Lembro que cheguei em casa completamente chateada. Os Backstreet Boys tinham marcado dois shows aqui no país, mas o de domingo, 06 de maio, havia sido cancelado, o que aumentou a confusão e o excesso de pessoas. Mas nada disso me fez perder o momento de apreciar meu quinteto, meus meninos agora homens e chefes de família, que nunca me decepcionaram, nem mesmo em um único show que tenho na memória como se fosse ontem.

 

Foi realmente um sofrimento, mas valeu a pena. Podem ver como sei bem lidar com aperto, pois quando fui atrás do Ian Somerhalder, não foi muito diferente e eu saí com o gosto de missão cumprida. O que importa é que eu fui, vi de pertinho todos os Backstreet Boys (e o Ian) e, mesmo que eles voltem sempre para o Brasil, nada supera a sensação de ter feito parte da turnê histórica que foi a do quinto CD, Black and Blue.

 

Abaixo, destaco os álbuns dos Backstreet Boys e as faixas que merecem atenção, sem incluir os singles de sucesso.

 

Músicas de destaque do álbum Backstreet Boys: Just to be close to you, I wanna be with you, Every Time I Close my Eyes, Darlin’, Roll with It, Nobody but You;

 

Músicas de destaque do álbum Backstreet’s Back: 10.000 Promises, Like a Child, If I don’t have You, Set Adrift On Memory Bliss;

 

Músicas de destaque do álbum Millennium: It’s Gotta be you, Don’t Want You Back, Don’t Wanna Lose You Now, No One Else Comes Close, Back to Your Heart;

 

Músicas de destaque do álbum Black and Blue: todas;

 

Músicas de destaque do álbum Never Gone: Poster Girl, Lose it All;

 

Músicas de destaque do álbum Unbreakable: todas;

 

Músicas de destaque do álbum This is Us: Bye Bye Love, This Is Us, If I Knew Then.

 

A nostalgia anos 90 termina por aqui. Foi realmente maravilhoso reviver minha girl band favorita, sem contar os garotos do Five e do Westlife. O tempo realmente passa rápido enquanto a gente se diverte, já diria Gilderoy Lockhart. É meio tenso pensar que vivi tudo isso 11 anos atrás. É muito tempo, mas, pelo menos, tenho um pouco de história para contar.

 

Espero que tenham gostado dos posts, Randoms. Até a próxima terça-feira com mais música!

Stefs
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