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01/out

Não há como questionar sobre a importância de uma prateleira de livros. Ela pode ser pequena, grande, de mármore ou de madeira, ela sempre será a moradia das obras que fazem ou fizeram parte da nossa história. Acredito que uma das melhores formas de conhecer uma pessoa é por meio dos livros que ela carrega embaixo do braço.

 

Eu descobri que tenho sérios problemas de memória, pois geralmente não consigo me lembrar de muitas coisas. Meu interesse por livros começou na escola, mas eram poucos os títulos que me animavam. Sem sombra de dúvidas, o marco da minha vida literária foram as “drogas” de Pedro Bandeira, que estão guardadas até hoje, um mimo particular de uma adolescência que poderia ser bem mais interessante.

 

Quando eu tinha mais ou menos 14 anos, nunca tive uma prateleira de livros que pudesse chamar de minha ou chamar de prateleira. Na verdade, ela era um objeto idealizado no meio do meu quarto, pois era lotada de ursos de pelúcia de cima abaixo. Era como se minha infância tivesse sido imposta, uma ilusão inserida nos meus neurônios que não remete em nada ao que sou hoje.

 

Eu nunca tive um espaço para colocar meus livros e eles viviam empoeirados dentro do guarda-roupa. Bem, eles não eram muitos, mas viviam esquecidos. Obras que poderiam ser meus melhores amigos eram lidas uma vez e largadas à mercê da velhice e do cheiro de mofo. Eu não via magia em livros, até chegar o momento piegas de amar as “drogas” e mimar as versões master adaptadas de Hamlet e Romeu e Julieta.

 

Mas, eis que chegou Harry Potter para mudar meu conceito de leitura. Quem leu os livros da tia Jo sofreu uma transformação na vida, isso é inegável. Além das “drogas”, essa é a parte da minha vida que me lembro bem. Parece que comecei a viver ali, com A Câmara Secreta (sim, eu sou torta e comecei a leitura pelo segundo livro, pois sou teimosa) em mãos. Eu encontrei meu refúgio perfeito.

 

No meio de tanta bagunça, consegui uma prateleira de livros. Ela era meio bizarra e pequena, e só tinha títulos de J.K. Rowling, pois as “drogas” ainda estavam empoeiradas no guarda-roupa. Com o tempo, ajustei quais seriam os títulos bons e ruins, doei alguns e outros joguei fora de raiva.  É, eu tenho esses momentos.

 

Todo mundo merece um cantinho para colocar os livros, mesmo que não seja o mais perfeito do mundo. Como disse Peter Knox sobre as prateleiras de livros, o móvel realmente nos define, pois são nossas escolhas e gostos literários enfileirados nele. Quando expomos a moradia dos livros, mostramos quem realmente somos. Eu nem conseguiria definir todas as minhas fases literárias, pois sou feita de Shakespeare a Rowling, com uma pitada de Neil Gaiman misturada com os romances de Nora Roberts e seu pseudônimo J.D. Robb.

 

Para fechar este post com chave de ouro, apresento com muito prazer a minha prateleira de livros e as das minhas Random Girls:

 

xx Mary Barros – A Paixão Segundo G.H por Clarice Lispector

 

Bom, escolher um livro ou autor favorito para alguém que lê desde os sete anos de idade é uma tarefa pra lá de difícil. Com o passar do tempo e conforme comecei a ler por conta própria, criei minha coleção. Meus gêneros favoritos sempre foram os de fantasia, magia e os sobrenaturais, afinal, se podemos navegar através das páginas que lemos, que elas sejam compostas por universos fantásticos. Matilda, o clássico infantil de Roald Dahl, foi o primeiro livro que li sozinha e, desde então, por meio do estímulo de meu pai, nunca mais consegui andar sem um livro embaixo do braço.

 

Veio então Harry Potter, que repaginaria minha vida desde o segundo que bati meus olhos na prateleira do supermercado há doze anos. Nunca haverá um livro ou saga que terá o mesmo êxito que J.K. Rowling teve. Fugindo um pouco da fantasia, resolvi escolher as palavras de Clarice Lispector, pois ela ainda é a autora que fala mais para mim e através de mim. Paixão Segundo G.H é o encontro perfeito, o meu encontro comigo mesma, com minhas inseguranças, mutações e gritos abafados, estes tão constantes em minha vida.

 

Então, mesmo não tendo predileção por obras nacionais, meu livro favorito só poderia ser esse que, inclusive, está totalmente arrebentado e cheio de anotações num cantinho bem especial da minha prateleira.

 

 xx Mily Pedrazzi – A saga Harry Potter por J.K. Rowling

 

Seria uma ofensa dizer que Harry Potter não é meu livro favorito depois de tudo que precisei fazer para trazê-lo de vez para a minha vida. De ler escondido na escola a ter que fazer promessa para conseguir fazer meu pai me deixar ler os livros em paz, minha história com Harry Potter é praticamente um caso de amor proibido. E foi graças à saga que consegui superar muitos momentos tensos da minha vida. Abrir os livros me fazia esquecer de tudo o que acontecia de ruim e me fazia embarcar em um mundo que eu gostaria de viver. Sou grata ao Harry por ter me proporcionado tantos momentos incríveis, de risos e lágrimas. E, pode ter certeza, que se alguém ousar sumir com qualquer um dos meus livros, um Avada Kedavra será pouco perto do que farei com o cidadão.

 

xx Random Girl –  Os Karas de Pedro Bandeira

 

É difícil definir onde minha história com livros começou, mas culpo Pedro Bandeira e a sequência dos Karas que realmente são os caras. Magrí foi minha primeira “ídola” feminina, por assim dizer, e eu queria muito estar rodeada por meninos tão bacanas. Eu amava decifrar os códigos que o grupo usava para se comunicar e sempre me envolvia com os mistérios bem sacados. Super me achava uma agente da polícia só por compreender cada fragmento das ideias mirabolantes do grupo. Calú, Miguel, Chumbinho e o honorável detetive Andrade e, claro, Magrí fizeram da minha imaginação um poço imenso de surrealismo. Depois disso, veio Harry Potter, lógico, livros que comi, estraguei a capa e as folhas estão sujas, riscadas e amassadas. Mas o primeiro amor se chama Os Karas.

 

Como vocês nos definiria pelas prateleiras de livros? Olhando-as daqui, somos um trio com um gosto parecido.

 

Para concluir o post, escolhi algumas fotos de prateleiras lindas que podem servir de inspiração para alguma reforma no futuro. Tudo bem que, para um viciado em livros, elas aparentam ser bem pequenas, mas imaginem elas penduradas em uma parede inteira? Não seria lindo? Escolhi as minhas favoritas e vocês podem conferir no slider abaixo.

 

Random Girl
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