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20/dez

Orgulho e Preconceito, Razão e Sensibilidade, Emma… Esses são alguns dos títulos mais populares da querida escritora inglesa Jane Austen. Se você nunca teve a oportunidade de ler alguma obra dela ou, obviamente, ver os filmes, por favor, faça isso.

 

Jane Austen fez aniversário no último domingo e é uma escritora que fala de amor com um toque excepcional de feminismo. As Elizabeths, as Emmas, as Mariannes representam muitas mulheres ao redor do mundo que se rendem às histórias românticas e que esperam encontrar os Darcys da vida. Se até a Bridget Jones encontrou, né gente? As histórias de Jane sempre são motivos de debates calorosos e sempre rendem clubes do livro, onde mulheres e até homens se envolvem com as histórias, como aconteceu no fofíssimo filme O Clube do Livro de Jane Austen.

 

Para celebrar tardiamente o aniversário de Jane, eis neste post 9 lições de amor destrinchadas pela escritora Rebecca Smith, baseadas em cada linha escrita pela autora. Smith assina o livro Miss Jane Austen’s Guide to Modern Life’s Dilemmas, uma coletânea de dilemas inspirados nas obras de Austen. A obra foi feita com base em cartas, livros, o que ficou solto no ar com relação à vida dela e como ela agiria em determinada situação. Os “dilemas” românticos foram sugeridos por amigos, família e estudantes da University of Southampton entrevistados por Rebecca.

 

Vamos conhecer essas 9 lições, Randoms?

 

1. Haja com cuidado: as primeiras impressões são geralmente enganosas. Em Orgulho e Preconceito, Elizabeth Bennet se sentiu inclinada por Wickham e não tinha sentimentos cordiais com relação ao Mr. Darcy. Marianne Dashwood foi iludida por Willoughby em Razão e Sensibilidade, mas encontrou a verdadeira felicidade com o coronel Brandon, que ela fez questão de chutar para escanteio por causa do amor platônico por um homem que a trocou por um casamento endinheirado.

 

A dica é: você pode se salvar do coração partido, se não julgar pelas aparências ou instantaneamente não aceitar o que as pessoas dizem sobre elas mesmas.

 

2. Não se acomode por alguém: Maria Bertram, personagem do livro Mansfield Park, aceitou se casar com Mr. Rushworth por ele ser rico e por oferecer uma nova perspectiva de vida. Grande erro! Se ela tivesse esperado, talvez teria encontrado a felicidade. Ela termina a história divorciada, perdida e condenada a viver com a horrível tia Norris. Em contraponto, temos mais uma vez Elizabeth Bennet que fica horrorizada com o fato da sua melhor amiga Charlotte ter se casado tão rápido com Mr. Collins.

 

Quando ela a visita, Lizzy a vê sendo dona de casa e como ela perdeu todo o charme por causa de um homem. A própria Jane Austen é um exemplo de feminismo ao ter negado se casar com Harris Bigg-Wither, homem que poderia ter lhe dado de tudo também. Por isso, é melhor ficar solteira a ir atrás de uma fortuna e ser uma esposa infeliz. Fica a dica!

 

Imagem: we heart it

3. O amor verdadeiro perdura: se você encontrou O Cara, mas sabe que não é o momento certo para vocês ficarem juntos, não desista. Jane mostrou que o amor verdadeiro é paciente e que ele consegue sobreviver à distância e às dificuldades. Anne Elliot em Persuasão nega Frederick, porque ela não sabia quando o casamento entre eles seria possível – ela quase o perde para sempre. Em Razão e Sensibilidade, o amor de Elinor por Edward perdurou até ele voltar a ficar solteiro para se casar com ela. É a velha coisa de que o amor supera barreiras e obstáculos.

 

4. Não pressione, mas também não seja uma “bobalhona”: um herói ou uma heroína não tentará agir o mais rápido possível. Catherine Morland em Northanger Abbey se mostrou aberta e amigável, e Henry Tilney se apaixonou por ela. Ela não fez joguinhos ou se lançou para cima dele. Qualquer pessoa que vale a pena se casar pode correr quilômetros por alguém e terminar com Isabella, a amiga duas caras de Catherine, que persuade os homens.

 

Mas, tome cuidado ao ser tão tímida. Jane Bennet quase perdeu o fofo do Mr. Bingley por ser muito reservada. Ele teve que descobrir quais eram os verdadeiros sentimentos dela por ele, antes de ter certeza que valia o investimento. Não se embarace ou haja fora do personagem, mas faça com que a pessoa que você goste enxergue que é desejada e que realmente importa.

 

5. A idade não importa: às vezes, um herói ou uma heroína será mais velho ou velha que o pretendente, mas Jane sabia que casamentos felizes poderiam nascer de casais opostos. Marianne Dashwood é um exemplo com relação ao Brandon que é mais velho que ela. Emma perde seu coração por Mr. Knightley que tem 17 anos a mais. Não julguem mais a Suzana Vieira.

 

6. Não olhe apenas para a carruagem: olhe como ela é guiada. Willoughby é mais rico que John Thorpe e dirige uma carruagem. Contudo, ambos os personagens dirigem com extrema velocidade e vivem apenas das aparências e da reputação. Desconsidere motoristas como eles. Por outro lado, há o adorável Mr. Knightley, do livro Emma, que usa sua carruagem para ajudar os vizinhos. Há também Henry Tilney, de Northanger Abbey’s, o motorista perfeito. Catherine descobriu que ser guiada por ele é a maior certeza de felicidade do mundo.

 

7. Não vista roxo, a não ser que…: dica para quem tenta de todos os jeitos agradar o sexo oposto. Não vista roxo a não ser que lhe agrade. A horrorozinha da Isabella de Northanger Abbey escreve para Catherine e revela sua determinação em ter um marido: “eu não uso nada a não ser roxo: eu sei que fico horrível, mas não importa – é a cor favorita do seu irmão”. No mesmo livro, Jane deixa explícito “o quão pouco o coração do homem é afetado por aquilo que é caro ou novo em seus trajes”.

 

8. Me ame e ame meu pai: os livros de Jane Austen sempre têm aquele parente que faz as pessoas terem vergonha, mas a lição é que a heroína ou o herói te amará, independente da família que você tem. Mr. Darcy provou ser devotado à Elizabeth Bennet quando ele intervém para resgatar Lydia. Ele é educado com a mãe da Lizzie. O capitão Wentworth ama Anne em Persuasão, especialmente quando o sentimento não foi esperado. Em Razão e Sensibilidade, Elinor aguenta os horríveis integrantes da família Ferrars em nome de Edward.

 

9. Você sempre terá os mistérios de Udolpho: Jane Austen sabia que a felicidade deveria existir independente do casamento. Ela sabia como era se apaixonar, mas o mais importante é que os relacionamentos mais sustentáveis da autora foram com a irmã, as amigas e um grupo seleto de sobrinhas. Ela não deixou que o amor dominasse sua existência e isso se refletiu nas suas personagens.

 

Em Northanger Abbey, Catherine não se persuadiu por um homem que, talvez, ela nunca veria de novo. Por outro lado, ela tinha um grande livro como companhia: “eu não pretendo dizer que não fui agradável com ele; mas enquanto eu tiver Udolpho para ler, eu sinto que ninguém pode me fazer miserável”. Meninas e meninos deixem o livro preferido na cabeceira para curar feridas.

 

Jane Austen pediu para que as pessoas acreditassem em seus próprios julgamentos. Ela sempre aconselhou seus sobrinhos e sobrinhas a escreverem e almejarem as coisas ligadas ao coração. Não é à toa que suas narrativas sempre são baseadas por escolhas e elas devem ser feitas pelo nosso lado emocional. E quem é racional demais, como fica?

 

Só Freud explica, Randoms… Ou não!

Stefs
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