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07/jan

Hoje é Dia do Leitor e a Random não podia ficar de fora. O post de hoje será breve, mas particularmente importante, pois tento ser uma leitora assídua no pouco tempo que tenho de sobra, longe da tela do computador do meu trabalho. Vejam bem, às vezes, ler no ônibus dá aquele sono incontrolável, sem contar a repentina ânsia de vômito, combatida com um arsenal de chicletes. Mas, firme e forte, no horário de pico ou não, lá estou eu com um livro na bolsa, na esperança de que ele me traga algo de bom quando fechá-lo e colocá-lo de volta na prateleira.

 

No final do ano passado, li muitos livros inspiradores e não negaria repetir a dose com os mesmos títulos. Ler nunca é demais, ainda mais quando você é formada em uma das profissões que mais exigem isso: jornalista. Tudo bem, eu não me considero A jornalista, até porque prefiro me ver como “escritora”, onde meus insights são melhores, não há cobrança e eu sempre termino o dia com aquela sensação de satisfação, ao ver a última frase de um grande arquivo do Word. No regrets!

 

Ok! Ser escritor também é estar suscetível às críticas, mas aquele ânimo que lhe faz sentir que pode dominar o mundo, quando se termina um capítulo, nenhuma editora pode roubar, por mais boba que possa ser a trama.

 

No decorrer do final de semana, encontrei alguns textos de “autoajuda” sobre como ser um melhor escritor. Eu tenho esses momentos de desistência, socorro! Uma das respostas óbvias que reencontrei, por assim dizer, é aquela que todo mundo que escreve sabe de cor e salteado: ler muito.

 

Na minha nobre opinião, ser jornalista exige um olhar mais cuidadoso com relação às palavras, pois lidamos com veículos de comunicação diferentes todos os dias. Temos que ler os grandes portais, revistas e jornais, não só para nos atualizarmos, mas para ver e saber como os jornalistas daquela mídia se articulam.

 

Hoje, trabalho com webwriting e não é tão fácil assim. Há limitações, não é algo “livre”. Não é só escrever no WordPress e publicar. Existem muitas técnicas por trás do jornalismo online, como as de SEO e, por isso, futricar o concorrente nunca é demais (nem o Google Insights). O mesmo cabe aos aspirantes escritores, que precisam mergulhar na livraria e ler de tudo, tudo, tudo. Não leu Twilight? Pois leia! Para mim foi uma experiência ruim e sei que o estilo de Meyer é um exemplo que não vou querer seguir, por exemplo.

 

Eu oficializei a revisão do We Project no final de semana, único período que também tenho para organizar os posts do blog, lutar contra ideias novas e colocar os capítulos do meu suposto livro em dia. Outro conselho que encontrei é o fato de você tratar o ato de escrever atrelado à leitura como um trabalho. Sim, se você quer ser escritor, saiba que é uma profissão (não gosto de chamar de profissão) oscilante, que exige muita paciência e paixão.

 

Da mesma forma que a leitura. É preciso ler, realmente ser aquele leitor que come as obras, para saber como os autores desenvolveram suas ideias, o que os fazem serem lidos, como os personagens são delimitados e a história desenrolada. Tanto para jornalista ou escritor, às vezes, ler se torna uma análise particular que vai se refletir no que você escreve.

 

A partir do momento que afirmei o compromisso com meu primeiro livro, me vi na obrigação de me deixar levar por obras de fantasia, por ser o gênero de meu interesse. Confesso que é fácil se deixar influenciar, pegar uma ideia ali e tentar fazê-la se encaixar na sua história, a seus moldes. Não é tão errado assim (é errado sim!). Vemos muitos “Harry Potters” todos os dias, cujos autores tentaram beber da mesma fonte e não deu certo (Artemis Fowl, cadê?).

 

A leitura é o oxigênio vital daquele que lida com palavras todos os dias, como eu, e é por meio dela que há embasamento para a produção de textos.

 

Nesse Dia do Leitor, falo no perfil de leitora “mala”. Se você trabalha com palavras é preciso sempre ter um livro e um dicionário à mão. Quando o foco não for esse, renda-se à leitura de livros que te levem para novos lugares, que façam você desejar mudar de realidade, nem que seja por alguns segundos. Usando um exemplo ideal, ler e reler os livros de Harry Potter era o mesmo que entrar e sair do guarda-roupa de Nárnia quando bem entendesse. Ler é curar feridas, fazer novas descobertas e encontrar surpresas. No meu caso, foi a habilidade de imaginar tramas e não sossegar os dedos até escrever, mesmo que parasse no meio do caminho.

 

Ao assumir o compromisso de leitor, não seja tão crítico, a não ser que você ganhe para isso. Nenhum autor é perfeito e não vai te deixar feliz. Aquilo que você acha um absurdo – como o Edward Cullen brilhar – é lindo para outras pessoas. Você pode abanar para o alto o livro que achou ruim, e outra pessoa que o leu irá defendê-lo. É assim que funciona e nada disso mudará.

 

Eu ainda não tenho nenhuma leitura a vista para começar 2013, mas me comprometi a ler mais. Está certo que passo mais tempo com o We Project, o que já é uma leitura (cansativa e estressante, por sinal). Mas não há desculpite para eu não ler coisas novas. Afinal, não tem TCC e eu estou ansiosa para rachar a prateleira do meu quarto que está prestes a cair de tanto livro empilhado (e não lido!).

 

Feliz Dia do Leitor, Randoms!

Stefs
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