Menu:
20/jan

Eu me senti nocauteada em cada parte deste novo episódio de The Vampire Diaries. Admito que não estava muito ansiosa para o retorno da série, pois ela enfraqueceu do quinto episódio em diante. Vale lembrar que, toda vez que TVD volta de alguma pausa, a trama sempre se apresenta melhor e excitante, e depois rola o morro com dezenas de plots perdidos que nem deveriam ser cutucados. Já me perguntava a algum tempo quando a cura voltaria como ponto central, pois o melodrama romântico de Elena deu tudo o que tinha que dar. Felizmente, as coisas voltaram ao tema central. Antes tarde do que nunca!

 

Com todo clima de luto por Carol Lockwood, Rebekah brilhou do começo ao fim do episódio ao lado do seu irmão lindo e digníssimo Kol. Era de se imaginar que ela retornaria com sede de vingança e foi magnífico vê-la tão forte e decidida, derretendo toda a fragilidade que nunca combinou com ela. Ser vampira e sentimental demais é coisa da Caroline, fato. O objetivo da Original é simples: enfiar a cura goela abaixo de Klaus para torná-lo humano. Seria brilhante vê-lo no final da temporada como mundano. Mas, enquanto esse dia não vem, Rebekah resolveu dar detenção para todo mundo, a fim de saber das últimas novidades de Mystic Falls. A irmã de Klaus teve um forte jogo de cintura para que ninguém tirasse a traseira da cadeira. Foi o momento típico de lavagem de roupa suja.

 

Persuadir todo mundo foi um golpe inteligente que colocou à flor da pele sentimentos que muitos fãs de TVD provavelmente só cogitavam em particular. E uma delas, com certeza, era saber o que diabos Elena ainda sentia por Stefan depois de tudo o que compartilhou com Damon. Só sei que ela, infelizmente, me enoja. Por isso, é muito mais válido a jovem afirmar logo com quem quer ficar (de novo!). Ela ama o Damon, parabéns, mas tem como deixar assim? Tipo, para sempre? A maneira como Elena magoa Stefan, e qualquer outra pessoa, é inadmissível. Se ela quer ficar com o Salvatore mais velho, por favor, deixem assim (embora eu também não queira, porque nem ele a merece). Não consigo engolir o argumento das mudanças de Elena com o fato dela ser vampira, sendo que ela nem age como tal. Vampira é a Rebekah e a protagonista é um projeto mal conduzido.

 

Cheguei à conclusão que a personagem quer viver sempre no altar, onde os Salvatore a ovaciona todos os dias. Puro egoísmo! Além de ser hipócrita, Elena acha que é o Sol, onde todos os planetas devem girar em torno dela. Primeiro de tudo: amor não surge do nada e um antigo relacionamento bem vivido não é esquecido com o estalar dos dedos. A série pecou nisso e ponto final, e não adianta usar a desculpite do vampirismo. As coisas não funcionam dessa forma na vida real, vamos combinar. Uma cicatriz de mágoa é difícil de fechar, assim como é uma batalha esquecer um grande amor e se render a outro. Não existe meio termo.

 

O elo é apenas um escudo que dá apoio ao comportamento de Elena e que dá justificativa aos seus atos. Do nada, ela se tornou a pessoa mais sensata quando fala de amor. Desculpe, mas amor para mim é Tyler e Caroline. Foi o fim quando Elena disse ao Stefan que se sentia um brinquedo a ser consertado, mas ela nunca reclamou disso antes, né? Isso guia a trama para um furo imperdoável: a jovem nunca quis ser vampira e, de repente, o Salvatore mais novo é o errado da história, o crucificado, só por querer o melhor para ela, considerando o fato de que a amada nunca quis abrir mão da humanidade, nem mesmo por ele. Isso é amar menos? Isso é usar uma pessoa para nada? Cheesus! Não sabia que Elena tinha levantado a bandeira a favor da sua transformação e isso não faz o menor sentido. Ah! Mas é o elo, né?

 

Daí, depois das chorumelas com Stefan, ela corre para Damon e se declara? O que me mata de desgosto é que a Elena é uma vampira e deveria agir como tal. Foi linda a transição dela, mas cadê o trabalho em cima da transformação da personagem? Quer dizer que a necessidade dela se tornar o que é foi para provocar mais ódio entre os irmãos e mais chatices com suas indecisões? Se essa foi a ideia, deveriam tê-la mantido humana. Eu compartilho desse mesmo sentimento com relação à Caroline que não parece vampira, pois se dá mal o tempo inteiro como se não tivesse defesas. Isso é um desperdício de talento e de enredo muito grande.

 

Eu temo e muito pela sanidade de Damon nesse rolo todo, pois ele realmente quer que o relacionamento dele com Elena dê certo. Já era tempo, né? Ele pode amá-la, o próprio Stefan concluiu isso, mas existe a linha tênue onde o Salvatore mais velho não abre mão do seu lado monstro e insensível quando é pertinente. Jeremy está no foco dele e, aliado ao Klaus, duvido muito que Elena não ache um absurdo colossal o fato do híbrido ter transformado humanos em vampiros para o irmão matar, tendo a assinatura de Damon na autorização. Mas é bem capaz que ela ache lindo, porque ama demais o irmão de Stefan. Quando o elo quebrar, imagino uma chuva de vidro espatifado, pois Elena é uma bomba atômica à espera do momento certo para explodir. E quem vai se magoar? Os Salvatore!

 

O mais distorcido disso tudo é Elena choramingando por Stefan quando ele decide apagar a memória dela, incitado pela proposta de Rebekah. Ela ficou o episódio inteiro com cara de tonta e não parava de dizer Stefan, Stefan, Stefan o tempo todo. A vampira afirmou que não o quer mais, mas só foi ele decidir colocar um ponto final na ladainha para ela voltar atrás? Egoísta ela? Magina! O papo de ser brinquedo de Stefan foi a afirmação mais convincente da parte dela no decorrer da trama e eu fiquei extremamente satisfeita quando ele simplesmente foi embora sem olhar para trás. Isso mesmo, Stefan, bola para frente porque você merece.

 

Chega de Elena, please!

 

A trama deste episódio foi muito boa e até me deixou surpresa. Rebekah me deixou orgulhosa com seu retorno à Paola Bracho. Não tiro o direito dela em ter agido como uma vampira maldita, pois ela foi traída pela milésima vez no decorrer da sua eternidade. Ela foi genial ao provocar a magoa de Stefan e apertar o coração dele para que o vampiro pudesse sentir a dor de perder alguém e de ver como é dolorido ser enganado pela pessoa que ama. O comportamento brilhante de Rebekah acarretou um estalido na mente dele, um chacoalhão que Stefan precisava para perceber que Elena não vale mais a pena. ‘Tá permitido querer Stebekah juntos? Foi genial a maneira como o Salvatore mais novo simplesmente resolveu abolir seu amor épico, algo que realmente precisava.

 

Agora, uma visão geral: fiquei com pena de Tyler, aguentando firme para não despencar por causa da morte da mãe. Rebekah também foi bem insensível com ele, mas tinha seus motivos, né? Foi golpe baixo ele voltar a forma humana perto do memorial à Carol, aos prantos nos braços de Caroline. Por mais que não goste deles juntos, a relação de ambos é muito bonita e bem desenvolvida. Espero que não tenha um fim. Klaus, como sempre, brilha mais que Edward Cullen sem fazer muito esforço. Tudo em nome dos bichinhos de estimação que está em falta. Essa parceria com Damon ainda vai dar muita dor de cabeça, aguardem.

 

Bonnie teve seu momento de glória e é o ponto-chave do professor Shane que quer trazer o tal Silas de volta para dançar Thriller na cidade. Ela foi treinada para algo que estou louca para saber o resultado.  Falando em treino, Jeremy está bem empenhado e vai ficar doido que nem a April com a missão de matar vampiros para fazer a tatuagem de caçador ser concluída. Os fins podem até justificar os meios, mas Damon resolveu se arriscar e, pelo menos, ele avisou Elena – por cima – sobre isso. Por outro lado, foi meio forçado o Salvatore decidir pegar a cura para ela, apesar de que não duvidaria se ele usasse a substância para se tornar humano.

 

Como nem tudo é festa, April teve seus picos no episódio e o ápice foi compartilhar uma quase morte com o professor Shane. Isso a fez pagar de revolucionária e contar tudo o que sabe sobre vampiros, lobisomens e bruxas para Liz e Rudy. Sinto que o bicho vai pegar e a filha do pastor está prestes a iniciar uma briga bem feia. Corram para as colinas!

 

Foi aberta a gincana de quem consegue a cura primeiro. Alguém está a fim de fazer uma aposta? De um lado, temos Damon e Klaus e do outro Rebekah e Stefan. Quem será que vence? Seja quem for, espero que o uso da substância seja de maneira inteligente.

 

E, por favor, mantenham o Kol na série, porque ele é lindo demais e eu estava com saudades.

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3