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08/fev

Depois de dois episódios de pura emoção, as coisas deram uma acalmada em Rosewood. Não foi aquela pausa que as liars sonham em ter de volta, mas, ao menos, cada uma teve espaço para resolver seus problemas, seja por causa dos namorados ou por bloqueios emocionais. A única coisa que me fez torcer um pouco o nariz foi o resgate tão tardio da “noite que não aconteceu” e da facilidade com que Emily deduziu que a Vivian Darkbloom versão loira é a mandante da organização chamada “A” Team. Pretty Little Liars sempre escorrega na hora de querer apressar as coisas para gerar mais suspense e esse foi o deslize desta semana.

 

O episódio em si foi uma temática aos mortos e nem era feriado de Finados. Jason voltou com a desculpa do “reenterro” de Ali e deixou em aberto o papo sobre as coisas que as liars colocaram dentro do túmulo da falecida. Para segurar um pouco a onda de uma delas, a Dra. Sullivan também deu o ar da graça, mas não gostei muito da sua abordagem com Emily. Não a acho confiável, mesmo com a reviravolta que aconteceu na temporada passada. Ok! Ela demonstrou que tem medo da Mona, mas a mulher nunca escondeu certo interesse pelas liars e os surtos delas, algo longe da psicologia. Espero que ela tenha voltado realmente para ajudar o quarteto, mesmo sabendo que depois do reencontro com a Mona 2.0 é provável que a doutora vá embora.

 

Eu tinha comentado na review anterior que a “noite que não aconteceu” tinha deixado de ser tópico principal muito fácil, ainda mais por se tratar de um problema que abriu a temporada e nos convidou para a nova trama da série. Mas PLL sempre gosta de misturar os plots e se perde na hora de desenrolá-los. O que aconteceu semana passada não se enlaçou aos fatos desta, por exemplo. Emily começou como o ponto-chave e, de fato, não poderia ser outra pessoa a dar uma guinada na situação do quarteto em uma época tão próxima ao season finale. O cartão-postal de Paris foi um chamado sobre a capacidade da garota em matar e, a regressão dela, só tentou reforçar o que, de fato, nem era real.

 

Emily é a liar mais sensível e tenho lá minhas certezas de que Ali só conseguia ser ela mesma, se é que era possível isso acontecer, na presença dela. O flashback das duas foi um misto de desconforto e confiança, pois Ems duelava com suas preferências sexuais na época e a Abelha Rainha se aproveitou muito disso. Ali passava boa parte de seu tempo com os garotos de Rosewood, soltando veneno e fazendo coisas audaciosas para uma adolescente que deu todos os motivos – ainda incertos – para ser riscada do mapa. Mas algo nessa cena chamou minha atenção e foi a fragilidade de Ali diante dos cartões postais. Pode ser fingimento, mas eu realmente senti que os desejos da falecida em fugir seja reflexo de uma baixa autoestima. Ela só se sentia bem ao humilhar os outros e Emily nunca foi a liar que deu trabalho. Como era Ali sozinha? Provavelmente, chamar Ems para sair de Rosewood para sempre era uma possibilidade de não cair nas garras de A.

 

Voltar a ser amedrontada por A não chegou nem perto dos pesadelos de Emily. Além do seu cérebro estar confuso com o ocorrido com Nate,  agora ela se perde na suposta ideia de ter assassinado Ali. Achei meio baboseira esse papo de hipnoterapia que a fez regredir a um momento que nem era o objetivo da sessão, até porque a personagem não tinha mais trama e a solução foi resgatar a noite em que ela foi dopada. O flashback dela com Ali no gramado foi uma armação vendável, muito fácil de perceber, pois não colocariam algo tão óbvio em uma promo. E Ems não tem motivos para matar a garota, pelo menos não tão grandes em comparação à Spencer. Mas ficou até bom ver a liar assumir um lado meio psycho, acho que até seria interessante ela aniquilar a primeira amada por todas as ilusões que a falecida deveria ter criado na vida dela.

 

O lado emocional de Spencer a desestrutura cada vez mais e a garota chegou ao auge das trevas ao se ver na indecisão de querer ou não saber o real caráter de Toby. Ela está magoada, eu sei, mas a liar teve a revelação do século e ainda tem duvidas? Isso é culpa do amor! Foi de partir o coração mais uma vez vê-la tão pequena, vulnerável e chorosa para quem sempre foi o furacão competitivo de Rosewood. Mona viu a grande oportunidade de tirá-la do sério e usará o nome de Toby sempre que tiver oportunidade, pois, depois de muito tempo, a mais forte das liars tem um ponto fraco, algo que parecia impossível para o “A” Team. Spencer sempre foi imbatível nas suas decisões e desejos, e isso sempre incomodou Ali e A. Agora que a peça mais forte caiu, nada mais justo do que destroçá-la e colocá-la no limite, e Mona é craque nisso.

 

A foto no porta-retratos que Spencer ergueu em meio a tantas lembranças do namorado, me fez sentir muitas saudades de Spoby. Sinto falta deles juntos. Eles formam o melhor casal da série, gente, não tem jeito. Em meio a minha TPM, questionei aos meus neurônios se Toby realmente não sentia nada por ela, pois não é possível ser tão frio em um relacionamento que parecia tão honesto de ambos os lados. Ele pode ter raiva dela por ter sido preso após o Jenna Thing e por ter sido humilhado pela liar durante seu retorno à Rosewood, mas será que ele não tinha nem um fiozinho de recíproca por ela? Tudo bem que as coisas ruins pesam sobre as boas, mas sem chance de nenhum daqueles cartões terem sido escritos com, pelo menos, 10% de honestidade? Como disse Emily, nem sempre o que vemos é o que achamos que é.

 

Mas, infelizmente, isso parecia fazer sentido até Spencer abrir a porta do apartamento.

 

A conversa dela sobre as pétalas de flores com Miles foi ainda pior porque mostrou até que ponto a mente de Spencer chegou. Foi ótima a atitude do investigador em dizer que, assim que a porta fosse aberta, e ela encontrar coisas que não gostaria de saber, seria o momento de deixar Toby partir. O cara foi bem bacana em dizer isso, ainda mais por estar envolvido em um caso que ele deve achar de cunho puramente amoroso. A chave foi a resposta para tudo e a maneira como Spencer confiou no caráter do ex até o fim não deixou de ser bonito. O que eles compartilharam, mesmo sendo uma mentira, salvou de certa forma a vida dos dois e é triste ver um dos relacionamentos mais lindos da série ser derrubado como um castelo de areia.

 

Agora que ela está fora da bolha à procura de A, a liar agora vê com clareza como as amigas são molengas e como dependem demais dela. Mesmo anunciando que está fora da perseguição de sempre e ignorando a ética de amizade ao abrir a boca sobre a gravidez de Ali para Jason, Spencer quebrou barreiras e voltou a ter o desejo de vencer o “A” Team, incitada pelos vestígios do que pareciam ser fotos pregadas na parede que estavam no apartamento ocupado pelas dezenas de As. Foi demais ela confrontar Jason para ele cair da nuvem de que a irmã não é santa e todo o discurso dela para cima das liars também mereceu uma salva de aplausos. Afinal, é hora de parar de culpar o/a inimigo/a para brincar de verdade nesse jogo das trevas. E, realmente, Ali não valia nada.

 

A reação dela no cemitério foi o ponto altíssimo do episódio. Sim, ela está magoando as amigas e qualquer um que apareça na sua frente, mas, camuflado a todas as emoções ruins, há a vontade de ganhar essa rodada contra A. Pode ser compreensível para alguns, mas nem tanto para outros, mas essa é a maneira que Spencer encontrou para canalizar sua raiva e seu desejo desesperado de acabar com o pesadelo do qual ela e as amigas se encontram já faz muito tempo. Foi deselegante fazer escarcéu? Foi, mas alguém precisa cutucar o quarteto para que as meninas caíssem na real de que as coisas não vão se resolver em um passe de mágica. Não é o caderno de Biologia, nem os artefatos roubados e nem as alucinações de Emily que as levarão a chegar a uma conclusão plausível sobre A.

 

Para não dizer que as outras liars ficaram sem ter o que fazer, Hanna participou do momento familiar decisório para Caleb. Eu gosto desse jeito marrento do namorado da liar, tudo bem que é reflexo de ter sido abandonado, mas isso o faz um protetor de primeira linha, o que dá força a sua atitude em sempre querer proteger a namorada. Por outro lado, Aria me deixou com o coração pequeno, pois não acho justo essa secura de Ezra. Mas as cenas dela com Wes valeram a pena para saber o que a sogra da liar é capaz de fazer nas horas vagas. Bem que ela podia mandar um cheque milionário para mim, pois estou precisada.

 

Agora o bicho vai pegar porque Spencer demonstrou que se desequilibrou de vez e anunciou que Toby realmente está morto para ela. Até quando? A liar foi audaciosa ao marcar a lápide da mãe do ex e foi mordaz ao desmoronar Jason e as amigas. Mas até onde ela vai? Estou louca para ver os resultados da reação dela e como as pessoas lidarão com seu surto sociopata que não dormirá até espremer Toby como uma laranja.

 

E como lidar com Jason? Ele sempre aparece de bom samaritano, como não quer nada, mas eu não me esqueci da visitinha da Mona na casa dele e nem do ferimento na cintura, o que o coloca na noite em que Garrett morreu porque uma pessoa misteriosa foi furada por Aria. E sobre a Rainha de Copas? Acho que é a Vivian Darkbloom loira e isso gerará muito rebuliço como o Cisne Negro no season finale passada.

 

Emily com suas alucinações serviu de alguma coisa ao trazer à tona a peça que falta para desvendar o “A” Team. Elas agora sabem da mulher loira com casaco vermelho, mas quem cavava o túmulo da Ali? Não foi Mona e nem Toby, porque mostrariam o rosto se fosse um deles. A não ser que privaram a visão dela de Toby pelo fato de Spencer não ter contado a verdade. Mas está confirmado que tem um terceiro elemento, como também acho que a equipe A seja um pouco maior.

 

E para onde foram as hortênsias de Toby? Espero que seja para o funeral dele, pois Spencer deixou cravado que ele está morto para ela.

Stefs
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  • Hey, Julia! Obrigada por deixar seu comentário :DDD Espero que retorne mais vezes aqui no blog e fico feliz que tenha gostado da review.

    Beijão! *_*

  • Anônimo

    ótimas observasões, esse epsódio foi mto sem noção,mas esse texto foi mto bom pra conectar uma coisa á outra. bjs julia