Menu:
17/fev

E a saga dos nossos amiguinhos de The Vampire Diaries continuou na ilha de Lost, mas as notícias não foram das melhores. Claro que a galera não nadaria em uma onda de positivismo e, como as coisas já estavam ruins no episódio anterior, neste ficaram acima do que eu consideraria péssimo. O corre-corre gerou até uma boa trama e meus olhos ficaram arregalados durante o decorrer da história. O que me deixou extremamente satisfeita é que o assunto de shipper e aquele bendito elo não foi pauta desta vez. Afinal, as coisas não poderiam ter sido piores quando todos alcançaram o poço dos desejos para dar um mega abraço em Silas. Que gracinha ele é, né gente? Parecia uma árvore, meio parecido com o papa Mikaelson.

 

A movimentação das coisas aconteceu de maneira rápida, mas tudo foi bem concluído e chocante. Não tinha muito para onde ir e nem muita história para contar, a não ser Mystic Falls que serviu de palco para Klaus, Caroline e Tyler. O trio usufruiu da casa dos Gilbert e trabalharam na tatuagem que deu a infeliz notícia que começou todos os perrengues da trama: só há uma dose para a cura. Até parece que a substância seria uma garrafa de coca-cola, né? Se fosse assim tão simples, este ponto da história teria sido jogado mais para frente e seria um final digno de rede Globo. Klaus foi testado até o limite dos seus bons sentimentos e da razão. Durante esse plot, perdi as contas de todas as vezes que o híbrido repetia o looping de fazer tudo o que fazia por Caroline enquanto ajudava a traduzir o cryptex ao mesmo tempo em que afirmava que não a machucaria. Sem contar a vantagem dada ao Tyler em seu momento de compaixão temporária.

 

Eu sei que muita gente não gosta de Klaus com Caroline, mas, mesmo que o relacionamento deles não engate – o que acho extremamente difícil de acontecer –, eu gostaria que o Original aceitasse um pouco mais esse lado gentil e parasse de fazer tanta estupidez. Ele é apaixonado pela vampira, mas nada o impede de encontrar uma pessoa tão legal quanto ela no futuro que ainda é muito incerto quando se trata de um dos Originais. Klaus sempre conseguiu partir meu coração com seus olhos lacrimejantes e seus beicinhos, e este episódio mostrou o quanto o híbrido é fiel ao que sente por Caroline, por mais magoado que esteja e por saber que não tem nenhuma chance com ela.

 

Klaus sabe que a sua escolhida ama perdidamente Tyler, mas não deixou de ajudá-la, como também não poupou o verbo ao confirmar a frase de Stefan sobre a lealdade entre os Originais: os irmãos sempre se unem no final. Achei demais o híbrido contar para Rebekah que só havia uma dose da cura e que queria que a irmã fosse a felizarda a tomá-la. Como disse Damon, Klaus faz maldade porque é um idiota, sendo que ele poderia ter um comportamento semelhante ao do Elijah: apaixonante quando quer e sangue frio quando é conveniente.

 

Mas Klaus pode ter se tornado mais odiado por ter dado um suposto fim ao relacionamento de Caroline e Tyler por ser extremamente vingativo. Foi assustador ele pontuar as necessidades dela e ressaltar a tranquilidade da garota com relação à cura. Ela foi a única que não demonstrou um sentimento real pela substância. E Caroline sempre foi vaidosa né? Por mais que a função dela só seja servir de isca para os outros, a loirinha sempre quis ter poder, basta nos lembrarmos do comportamento insano dela quando era mucama de Damon. Chorei com a despedida do casal, pois foi bem intenso e lindo. Não suporto o namorado da vampira de vez em quando, mas não tem como mentir que eles possuem uma história linda de força e superação.

 

Isso sim que é amor de verdade, gente. Caroline tem todos os motivos pessoais para ceder aos encantos de Klaus, como suas demonstrações raras de humanidade que a fazem se derreter, mas a fidelidade dela com Tyler reafirma que o sentimento que os une é verdadeiro e inquebrável, e isso faz ambos destemidos a suportarem o que virá. Foi realmente de entristecer as palavras finais, de cada um seguir seu rumo caso não se reencontrassem. Há poucas demonstrações de amor na série, sem interesse ou por motivos que geram barraco, e não achei justo terem dado uma pausa justamente no relacionamento de Tyler e Caroline que deveria servir de espelho para Elena.

 

Não tenho muito que dizer sobre Elena, pois a presença dela não foi interessante – não que seja sempre. Não suportei as cenas dela com Stefan (o que foi a pegada na mãozinha?), com aqueles discursinhos de que o mundo parou para pegar a cura para ela (o que não deixa de ser uma verdade) e que teria que se contentar em ser vampira. Mesmo na pior, Elena não vai deixar de se achar o centro do universo, onde todos são obrigados a morrerem por ela. Chega, né?

 

Tefinho também me tirou do sério com o comportamento passivo, como se a jovem não tivesse quebrado o coração dele em nenhum momento desde que ela ficou ligada ao Damon. Pelo menos, o Salvatore teve a dignidade em reafirmar o que disse para Rebekah no episódio passado em querer beber a cura por ele e ninguém mais, e por ter deixado bem claro que queria ser normal antes de conhecer Elena. Notei que a posição da cena Stelena foi parecida com a que eles compartilharam na casa do lago, com uma conversa cheia de desabafos e com cara de “a hora da verdade”. Mas eles não conseguiram tocar meu frio coração.

 

De todas as pessoas que eu queria que pegasse a cura, a Rebekah é a top. Mas, como sempre, ela tem que se dar mal ou não tem graça. Não a julgo por ter quebrado o pescoço de Stefan, pois teria feito o mesmo. Afinal, se você quer a cura para uso pessoal, porque pensa em transferir? Ah! É o amor? Dar a cura para quem não merece é demonstração de perdão e superação? Ah! Para, né? Stefan foi humilhado por Elena e só mesmo um bobo para largar mão do que deseja por outra pessoa que não vale a pena. Isso é monguice. Não é saudável guardar mágoa, claro, mas depois dos discursinhos da vampira era óbvio que a última pessoa que merecia a substância era ela.

 

Rebekah foi a que apresentou os sentimentos mais honestos sobre o assunto, não canso de dizer. Stefan quer ser altruísta até demais e eu tenho uma pegada meio Damon misturada com Klaus nesse sentido. Se eu quisesse a cura, seria para mim, por mais que outra pessoa precisasse. Como disse a narração da Original no começo do episódio, lealdades são testadas, e eu não confiaria em ninguém e sairia fácil quebrando o pescoço alheio. Rebekah fez certo em agir assim com Stefan, pois, se ele pegasse a cura, daria à Elena. Afinal, ela não está ótima como vampira? E com Damon? Parece que gosta de se torturar. A santa Gilbert mesma falou que estava na hora das pessoas a aceitarem como é. Vai entender!

 

O outro Salvatore virou cachorrinho de Galen, o caçador misterioso criado unicamente para ser o empecilho para a galera do bem chegar até a cura. E eu acredito que ele esteja aliado a Katherine. Achei entediante a parte dos dois juntos, mas valeu para mostrar que Damon ainda tem senso de humor com a própria miséria e a situação dele gerou uma cena Defan que há muito tempo não acontecia (Stefan ficou com ele para tirá-lo da armadilha do caçador e tals). As palavras singelas trocadas entre ambos sobre quem será “o cara” para Elena foi o fim da picada, mas fazer o que se ambos a amam? Elena com tanto e eu com pouco. Mundo injusto isso, hein?

 

Mas, no final das contas, e com a companhia de Rebekah, é pontuado que Damon pode finalmente ter encontrado seu lado bom e humilde por abrir mão da cura na tese de não conseguir controlar o incontrolável por mais que tente. Uma ideia que era meio óbvia, né Damon? Não se luta contra um elo, querido, você o quebra. Ponto! Mas consegui perdoá-lo um pouquinho por não ter dado a louca por causa de Elena no buraco de Silas e nem ter se desesperado em fazer suas burradas que sempre são inconvenientes em momentos de crise. Porém, vê-lo magoado de novo por causa da santa Gilbert causou meu aborrecimento.

 

Bonnie e Jeremy ficaram em destaque por serem a razão de Silas levantar. Era preciso uma bruxa e um caçador bebê e ambos eram tudo isso e mais um pouco. Depois da apreciação do peitoral do irmão de Elena, as coisas se tornaram mais sérias, com direito a alucinações e a presença de Katherine. Juro! Fiquei passada com a presença dela, mas admito que não fiquei tão contente. O próximo episódio terá que explicar muito bem o aparecimento da vampira e o que ela quer com a cura, pois não fez o menor sentido saltarem uma personagem que estava ausente por causa da existência de Klaus. Ela precisa depor no tribunal de TVD para explicar suas intenções. A presença de Katherine me leva a Elijah e eu não aguento mais ver o Original nas fotos promocionais e não dar as caras. Sério mesmo que terei que aguentar até 25 de abril para vê-lo no episódio que será a introdução do spin-off dos Originais?

 

Sobre Jeremy, eu não gosto do garoto. Não adianta. Mas não é que ele me fez ficar com um pouco de luto por ele? Bem, a suposta morte dele não foi algo como uma queda do penhasco, foi uma emboscada muito perfeita que lhe rendeu o pescoço. O irmão de Elena estava com o anel de vivo ou morto, então, não vou comemorar a saída dele de cena, pois os mortos sempre tem vez em TVD. Jeremy é caçador e nem sei se o anel funciona neste caso. Pelo menos não consigo me recordar de nada sobre o assunto. Não serei mentirosa, mas seria bom se o garoto saísse de vez, pois ele é muito chato e mala. Agradeço por Katherine ter dado uma forcinha, porque não dá mais para aguentar os irmãos Gilbert em ação.

 

Muita expectativa para o próximo episódio. Se Katherine beber a cura (o que é impossível), adeus vida. Mas eu ainda sinto que a emboscada tem dedo do Elijah, cismei com isso e sei que posso estar errada, mas nada mais justificaria essa interrupção da vampira. Como disse Stefan a uns bons episódios atrás, havia outro time além do Team Shane, Elena e o dele com Rebekah atrás da cura. E isso me leva ao irmão Original que deve estar na moita.

 

Só no aguardo viu, Elijah!?

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3