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19/fev

Eu não sei quantos escritores ou pseudo-escritores se sentem dessa forma, mas toda vez que abro um site de editora de livros para verificar as regras de publicação, entro em pânico. Não, não mandei nada meu ainda para me sentir dessa forma, mas é mais pela sensação de recusa premeditada, sabem? É como se eu já tivesse vivido a negativa e um filme passa na minha cabeça com um monte de uns “e se”.

 

Ok! Vocês devem me achar uma maluca neste exato momento, compreendo, até eu me acho maluca quando isso acontece, mas o filme que passa na minha cabeça de vento é aquele em que a questão constante da minha vida, do universo e tudo mais é: será que vou conseguir publicar meu livro e vê-lo em algum lugar além da minha prateleira?

 

Sim, eu me pergunto isso todos os dias. Bate até aquela depressão e é nessas horas que deixo a história da qual estou empenhada de lado e começo a amargurar por não achar o plot interessante, o shipper que montei muito idiota e todo o sentimentalismo de amor e ódio construído tão clichê que chega a ser tedioso. É nessa hora que não tenho a menor ideia do que fazer, pois já dispenso todas as possibilidades de enviar o We Project para publicação. E até segunda ordem, ele não vai.

 

Até porque estarei, muito em breve, na segunda revisão enquanto escrevo a segunda parte. Como muita gente reclama, revisar é a parte mais chata e para mim é ainda pior porque não gosto de reler textos. Eu ainda sou a favor da inserção de um corretor ortográfico no cérebro de quem tem o hábito de escrever. A vida seria muito mais fácil. Odeio revisão. Odeio, odeio, odeio, seja de pequeno ou grande porte. Deve ser porque sou distraída, daí começo o primeiro parágrafo com grande foco, depois me perco (já me perdi até aqui hahaha).

 

Não fiz faculdade de Letras, uma graduação que te força a engolir palavras custe o que custar. Se os redatores da Globo.com escrevem errado, porque eu também não posso?

 

‘Tá! Eu odeio revisão, mas não vivo sem e nem é por falta de opção. Mas nem é sobre esse assunto que quero falar também. Quando eu chegar lá, chutarei o balde aqui no blog.

 

Enfim, em um dia qualquer, comecei a vasculhar editoras que possivelmente aceitariam o WP. Acabei com três opções. O Brasil é um país difícil para escritores darem certo, então, já aviso que não tenho o sonho de ser best-seller, de ser adaptada e mimimi. Bitch please, né? Eu coloquei o ato de escrever como meu segundo trabalho com a mais humilde das intenções que é ter um livro publicado. Isso-me-faria-feliz. A tia Jo pensava assim e não esperava que Harry Potter fosse atingir altas proporções. Não é que não bote fé no que escrevo, eu tenho gostado bastante da história, mas sofrer por antecedência fala muito mais alto.

 

Aqui, a realidade é outra. Brasileiro tem que vender o próprio peixe para conseguir atenção e nem todas as editoras se dedicam para isso. Depois que eu vi este infográfico sobre quem é o modelo de escritor brasileiro, quase rolei da escada.

 

Eu sinto um arrepio na espinha toda vez que vasculho editoras ou vou até o Goodreads ler sinopses de livros Young Adult. Eu não sei se isso acontece só comigo, mas entro em pânico também só de imaginar que alguém tenha rascunhado e publicado algo parecido com a minha criação, pois isso me fará desistir, como se o Word tivesse me boicotado de novo. Ok! É estupidez pensar assim, mas detesto os dedinhos em riste de leitores que fazem comparações.

 

‘Tá! Não vou pagar de fingida ao dizer que Veronica Roth não bebeu da fonte de Suzanne Collins, isso ficou escancarado, mesmo com as mudanças utópicas de plots. Isso me incomoda, por mais que haja um distanciamento gritante entre os universos criados pelas respectivas autoras citadas acima. Por vezes, depois de ter escrito alguma coisa, encontro quase a mesma ideia nos livros YA que leio e corro para mudar. Sim, eu criei essa neurose. Jo criou tramas inspiradas em C.S. Lewis e Tolkien e os haters ergueram o dedo apontando para o bruxo com a cicatriz na testa, que rendeu ‘n’ processos de plágio, mais um mal-estar com Neil Gaiman.

 

E o Kiko?

 

Eu acho que minha preocupação é ser “mais uma que escreve sobre uma garota ou um garoto que se apaixona e depois vê o mundo ruir”. Sim, eu gosto disso, mas não quero mesmice. Não quero um triângulo amoroso, não quero InstaLove e não quero personagens autossuficientes porque todo mundo tem problemas. Até o Voldemort tinha.

 

Enfim, é só um desabafo de uma pseudo-escritora que se tortura todos os dias para dar o melhor, que se recusa a ler livros YA (mas lê mesmo assim) por medo de encontrar algo que já fizeram e que morre de vergonha do que faz na penumbra do quarto na companhia do Rory.

 

Como diria o caríssimo Rony Weasley: Murder me, Harry! #saudadedeharrypotter

 

Os gifs foram retirados da busca do Tumblr, ou seja, não me pertencem

Stefs
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