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21/mar

Hoje é Dia do Blogueiro e eu não podia deixar de derrubar a pauta de hoje para fazer um post especial para esta data tão minha quanto de inúmeras pessoas que se dedicam dia e noite na arte de blogar. Para honrar o tema, é lógico que eu tenho que começar com uma bela história antes de partir para o que interessa.

 

Eu não lembro exatamente qual foi meu primeiro blog, mas meu período de dedicação aos editores de texto online aconteceu quando descobri a magia da internet discada e, aliada a isso, meu amor por Harry Potter. Sim, vocês devem estar cansados de me ver citar o bruxo-da-cicatriz-na-testa, mas eu não tenho culpa se a maioria das minhas preferências pessoais foi despertada pela criação da tia Jo.

 

Antes do boom das redes sociais, blogar era uma questão de diversão. Os layouts nem sempre eram dos melhores e alguns blogs tinham tantos gifs que iam até a parte inferior do template. Outros só tinham uma linha escrita, mas era o suficiente para gerar dezenas de comentários. Agora, ter um blog virou sinônimo de profissionalismo para algumas pessoas que realmente se dedicam a esta tarefa que, às vezes, chega a ser cansativa. É comum acharem que cuidar de um blog é muito simples. Afinal, basta escrever qualquer coisa e postar. Pensar assim é o mesmo que acreditar que o cara de Social Media fica 24 horas no Facebook sem fazer nada.

 

Quem leva a sério o fato de ter um blog, sabe que precisa manter um compromisso. Ainda mais quando ele ganha buzz o suficiente para se tornar um site. Independente disso, afirmo que blogar, em alguns momentos, chega a ser estressante, pois desde layout ao conteúdo, é uma atividade que gera preocupação todos os dias. Eu não vejo o Random Girl como uma brincadeira passageira. Por isso fico louca de vez em quando com ele. Eu o encaro como meu segundo trabalho e levo tão a sério que me aborreço em ser minha própria chefe. As noites que eu poderia dormir cedo, eu gero conteúdo feito uma louca.

 

Quando se leva um blog a sério, com certo caráter profissional, fica realmente difícil se desprender da tarefa. Ainda mais quando você olha para ele e se enche de orgulho. Eu sou bem modesta quanto a isso, pois só comecei a forçar a divulgação do Random Girl depois do meu TCC e, mesmo assim, não perco tanto tempo para atrair público. Para os blogueiros desesperados, eu sou uma completa idiota, mas, sabem, eu não ligo. E esse é o diferencial que mais acredito. Meu conceito de “blogueiro de sucesso” não condiz ao número de likes no Facebook. Do que adianta ter uma legião de seguidores sendo que metade nem sabe quem você é?

 

Devido à necessidade das pessoas ganharem atenção na web, poucas ainda usam blog como diário. É realmente raro, pelo menos para mim, alguém sentar diante do computador e fazer um post sobre “meu dia de hoje foi…”. Na época de Harry Potter, os internautas costumavam se passar por personagens da saga para narrar uma rotina mágica. Os objetivos? Se divertir, fugir dos problemas, fazer amizades e dar risada. Metade dos amigos que tenho hoje foi graças a HP. Obrigada Blogger!

 

Todo blogueiro tem sua história e a minha começou por causa de Harry Potter e, confesso, que sou uma pessoa tão viciada nisso que não consigo me ver sem. O processo de ter um blog é sensacional. Eu demorei muito para fixar estadia, quem acompanhou sabe, pois não é uma questão de fazer e acabou. Ter um blog envolve muitas questões como gosto pela coisa, identidade com o que publica e honestidade no conteúdo.

 

O Random Girl é meu reflexo e acredito que, quem é blogueiro, se sente da mesma forma quanto ao próprio projeto. Este blog é minha forma de expressar o tipo de jornalismo que gosto, aquele em que posso opinar sem me ater aos grandes veículos de comunicação e sofrer lavagem cerebral. Claro que nem todos os formados na área se permitem a isso, pois há profissionais de valor. Como uma pessoa que não se identifica com nenhuma editoria que “faz” um cidadão jornalista, peço que me deixem com meu espaço e com meu universo. Sou feliz assim!

 

Para celebrar o Dia do Blogueiro, eis algumas dicas para quem quer ter um cantinho para compartilhar conteúdo. Os itens selecionados têm âmbito mais profissional, por assim dizer, mas podem funcionar para alguém que não tem como objetivo alcançar as primeiras posições do Google. Ainda há pessoas lindas que só querem expor suas ideias. Vamos lá?

 

Escolha a plataforma do blog: eu uso o Blogger por questões de praticidade e por saber lidar com seus códigos de layout. O WordPress é trend, mas, como trabalho direto com ele na agência, acredito que essa plataforma atende melhor grandes portais, pois as ferramentas dele favorecem bastante neste quesito;

 

Público-alvo: eu demorei meses para decidir para quem eu escreveria. Fiz tantas experiências que acabaram deletadas por não me afeiçoar a nenhuma. Quem não se lembra do Cappuccino & Sugar? Bipolar Taste? Definir as pessoas com quem se quer “conversar” ajudará na hora de elaborar o conteúdo e as labels do blog;

 

Conteúdo: manter um blog vivo requer criação de conteúdo e esse material tem que atender o público que você quer chamar a atenção. Por experiência própria, meu blog passou por inúmeras mudanças, e ainda passa por elas, pois sempre acho que não acerto em alguma coisa. A minha dica é: planeje as postagens. Ao se organizar, o blog ficará “bem alimentado” e ninguém ficará no vácuo (e nem você com peso na consciência);

 

Divulgação: ao definir o público-alvo e convidar os amigos, expanda a ideia. Eu morri nesse item, pois tenho pavor de divulgar minhas coisas, mas uma hora tive que sair do casulo. Porém, ainda não divulgo o Random Girl como ele merece;

 

Redes sociais: eu fiz o Twitter na época que decidi de uma vez por todas o nome do blog, mas demorei anos para atualizá-lo. Foi em um surto que ativei essa rede social e fiz o Facebook do Random Girl. Isso tem dado muito certo para mim, pois amo compartilhar conteúdo. Porém, não acho bacana ter uma Fan Page para dar share nos coleguinhas. Isso é legal se tiver a ver com o blog, mas com moderação. Mesmo assim, o indicado é produzir material próprio (o Google ama conteúdo de qualidade);

 

Parcerias: é uma maneira eficaz de divulgação. Porém, deve ser escolhido a dedo. Sair pela web e pedir parceria para qualquer site não é uma ideia genial, pois não agregará nada para o seu blog. Eu tenho uma parceria até agora e ela é extremamente válida, porque o conteúdo que a equipe disponibiliza é similar ao do Random Girl. Eu prefiro ter uma parceria a dezenas. Como aprendi no trabalho, muitos links não é sinônimo de qualidade. #linkbuildingfeelings

 

Há outros itens de relevância na hora de fazer um blog e não os abordei porque o post ficaria gigante. Deixarei isso por conta dos especialistas. Eu citei os pontos que acho bem importantes, mas a mais especial, na minha nobre opinião, é a possibilidade de fazer novas amizades por meio do blog. Hoje, isso está desvalorizado na Websfera, tudo por causa da maldita necessidade de popularidade.

 

Sou bem feliz do jeito que o Random Girl se encontra, meus olhos brilham toda vez que entro aqui, e espero que vocês que comparecem se sintam, ao menos, 10% satisfeitos.

 

Feliz Dia do Blogueiro Random Girl!

Stefs
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