Menu:
25/mar

Gossip Girl here… Desculpem, seriado errado, mas não teve como não lembrar de GG ao ver Damon e Elena em Nova York. Comentários bobos a parte, continuo a fazer carão com o rumo do seriado, uma insatisfação que a cada dia só cresce. Admiro a minha paciência por ainda suportar Elena e seu comportamento infantil. Já nos primeiros minutos do episódio, gelei ao pensar que Damon e ela firmaram parceria para abordar o casal e respirei aliviada ao ver que era um belíssimo flashback. The Vampire Diaries muito me lembra Pretty Little Liars nessas horas, pois, quando a trama do presente anda mal das pernas, o retorno ao passado parece ser a única solução para salvar a trama.

 

Dessa vez, recorrer ao flashback não só salvou como revelou muitas coisas sobre o caráter de Damon, na época em que ele vivia desligado das emoções. Nem preciso comentar muito sobre a presença de Lexi, que é sempre bem-vinda. Nunca imaginei que o Salvatore teria se empenhado tanto para fazê-la gostar dele e depois se dar ao trabalho de magoá-la. Sempre acreditei que o asco do vampiro pela BFF do irmão fosse inveja por nunca ter tido uma companheira de aventuras ou uma pessoa que realmente se importasse com ele. Damon nunca teve apoio de ninguém quando foi transformado em vampiro e ter os sentimentos desligados soou como a única decisão plausível para sobreviver, ainda mais quando se está apaixonado por alguém como Katherine.

 

Foi realmente estranho ver Damon e Lexi juntos. Parecia que assistia a um incesto, de verdade. Não tenho nem como formar uma opinião sobre o ocorrido, pois nunca engoli o que o Salvatore fez com a vampira. O envolvimento de ambos era a última coisa que passaria pela minha cabeça. Não nego que foi bastante divertido vê-los na boate, dividirem uma vítima com toda sensualidade e se tornarem confidentes, mas nunca cogitei em toda minha dedicação por TVD que alguma coisa teria rolado entre eles. Afinal, quando Damon decidiu matar Lexi, não iria pensar em um possível amor destruído, mas sim uma forma de magoar Stefan, por ter prometido uma eternidade de sofrimento ao irmão. Tudo bem, ele magoou o Tefinho, mas matar Lexi para aniquilar um sentimento de incômodo particular só tornou o ato ainda mais injusto.

 

O flashback foi sensacional, mas não gostei do fato de o terem atrelado ao presente de Damon com Elena. A jovem pode estar com os sentimentos desligados, mas não poupou a inveja ao saber que os Salvatore têm possibilidades de ter qualquer outro relacionamento que não seja com ela. A vampira ficou doente com Stefan e Caroline, e as reações dela sobre Damon com Lexi não foram muito diferentes. Não é à toa que ela se ridicularizou mais uma vez ao tentar imitar o que aconteceu com o vampiro para colher informações sobre a cura. Elena pode ter disfarçado muito bem, mas o recalque de Lexi ficou extremamente nítido. Nada justificou o fato dela replicar os momentos vividos pelo Salvatore e a amiga de Stefan. Definitivamente, a garota não chega aos pés de nenhuma vampira que já se envolveu com os Salvatore.

 

O cúmulo foi Elena pegar a bebida e ir para o telhado, na imitação grotesca do que aconteceu no passado de Damon. O mais tosco, foi o comportamento arrogante e tacanho, como se ela realmente tivesse nascido para fazer pose de sexy. O cabelo novo dela ficou lindo de doer, mas as ondulações pertencem à Katherine. A atitude de resolver tudo com bebida e sexo é de Katherine. Cadê a personalidade de Elena desligada dos sentimentos? Ah! É! A santa Gilbert nunca teve uma, nem quando era humana.

 

Pela primeira vez, depois de muito tempo, fiquei orgulhosa com o fora que Damon dá em Elena. Ele a rebaixou a sua mísera existência ao deixá-la com cara de tacho sobre ele ter sido a pessoa que inventou a sedução de sexo com bebida. Morri de rir! Elena é tola e não tem nada de manipuladora. Ela só consegue o que quer no quesito Salvatore, porque ambos ainda são idiotas em amá-la. A jovem age como aconteceu no episódio passado: os trata como cachorrinhos. Esse comportamento “insensível” dela cai por terra quando cutucam o território no que condiz aos irmãos, pois Elena perde o caráter de imune a tudo e a todos por conseguir sentir ciúmes.

 

Daí, ela pergunta ao Damon como ele foi capaz de destruir os sentimentos de Lexi, sendo que essa atitude é completamente emocional e ele estava desligado. Eu faço a mesma pergunta, só que para ela: como a vampira sente recalque dos Salvatore sendo que foi tirada do plug-in? Eu acho engraçado que tudo em The Vampire Diaries tem uma justificativa para tentar enganar quem assiste. Se o personagem não tem utilidade, ele morre ou vira vampiro. Se alguém está infeliz, basta se desligar. Se fulano está descontente, é só matar algumas pessoas para se sentir melhor. No caso de Elena, Plec parece que fumou alguma coisa, pois esse idealismo dela de superpoderosa não funciona. Fica chato. Fica irritante.

 

Elena é a protagonista e a função dela é ser sinônimo de força e perseverança. Sei que esses sentimentos são chatos, mas são fundamentais para uma garota que é o centro da série. Protagonistas são para inspirar pessoas, independente se é vampira ou não. A decepção maior quanto à Elena foi vê-la meter a frase nunca fiz no telhado antes. O que diabos foi isso? Não só desfiguraram uma personagem, como comprovou à redução de Delena a algo bobo e carnal. Não tem como assistir e não ficar indignada.

 

Além disso, Elena se tornou a garota que tem todo o direito de humilhar as pessoas ao agir como dona da razão no que condiz aos sentimentos alheios. Uau! Como se ela tivesse sido fabricada justamente daquela maneira, como se sempre tivesse sido vampira, sem sentimentos e totalmente superior a qualquer um. O sermão que a personagem deu em Rebekah, da mesma forma que deu em Caroline, foi o fim da picada. Elena se tornou a julgadora de como as emoções são um saco e se tornou o maior exemplo de que viver sem limites é sensacional. O julgamento dela sobre as fraquezas e os desejos humanos de Rebekah foi hipócrita e me fez almejar a hora de Elena voltar à realidade para receber um golpe no estômago e perceber que a vida não é fácil, com ou sem sentimento.

 

Me convenci de que tentaram moldá-la à Katherine, algo que sempre temi, e que não funciona por nunca ter sido da estirpe de Elena agir como uma little bitch. Impiedosa sim, pois ela é protecionista, mas “dada” a ponto de não se respeitar mais?

 

Damon reforçou o que comentei na review passada sobre agir por impulso e cometer erros. Uma hora ela vai acordar e vai ter que colher os cacos das burradas que fez ao longo do caminho. O pior disso é que ela será perdoada e abraçada. Confesso que gostei muito da cena do telhado só pelo discurso do Salvatore, pois há muito tempo não o via ser sincero com Elena. O vampiro a ama sim, ao ponto de lhe dizer que a vida sem sentimentos não é um mar de rosas. Isso foi uma demonstração de preocupação, pois o vampiro sabe muito bem como é viver com a culpa nos ombros. Contudo, ela vendeu a tese de que é mais racional sem sentimentos, uma forçada de barra que não passou batida. Desde o último episódio, a vampira foi irracional. Se ela estivesse com o juízo no lugar, a garota procuraria por problemas em qualquer outro lugar, longe de Mystic Falls, como Damon fez antes de voltar só para infernizar Stefan.

 

Mas de toda a palhaçada, nada doeu mais que a aliança de Elena com Rebekah. Eu só não largo a temporada de vez, pois tenho o dom da teimosia, mas isso foi demais para mim. Da mesma forma que Elena se transformou na badass que nunca foi, Rebekah se aliou à pessoa que sempre odiou e sempre quis matar. Eu queria arrancar meus olhos ao vê-las como as novas BFF do pedaço, com sorrisos e piscadinhas, como se fossem unidas desde o nascimento de Jesus. Por mais que elas tenham um interesse em comum pela cura, qualquer outra aliança seria aceitável, menos essa. Ainda mais a Original que tem todo um dilema emocional em querer ser humana de novo. Caiu master no meu conceito.

 

Fora do arco NY, Stefan, Klaus e Caroline tentaram conter Silas, mas sem sucesso. Fiquei com tanta raiva da Caroline e agradeci por Klaus ter dito um belo discurso para desmontá-la. Adoro a vampira, do fundo do meu coração, mas ela sempre tem que estragar tudo. Isso não cansa? Caroline foi julgada por Elena devido ao sentimentalismo que possui e deu respaldo à afirmação ao perder a cabeça e causar a morte das bruxas. Agora, ela tem que digerir o fato de ter ajudado a completar os massacres. Foi excelente a vampira esperar que Klaus a fizesse se esquecer do que fez, mas ele lhe devolveu a chamada de atenção sobre “ser terrível” com a graciosidade que só o Original tem. Amo quando os dois se pinicam, mas está na hora deles se amarem um pouquinho.

 

As atitudes de Bonnie sob a hipnose de Silas foram tão sem sentido quanto Hayley ser fofoqueira para saber dos pais dela. Jeremy morreu. Fim. Parem de resgatar o moleque que não tinha utilidade para nada. Veja como o Matt se deu bem: agora ele é rico, filhote dos Lockwood. Silas não consegue ser tão irritante quanto à bruxa e eu achei esse massacre muito fácil de acontecer. No caso do Conselho e dos híbridos teve toda uma preparação e um efeito psicológico, mas a pressa de fazer o novo personagem ganhar espaço ficou bem tosco com a cena das bruxas caindo, uma a uma. Foi bem feio.

 

No final do dia, Stefan e Damon se deram mal e espero que isso sirva de recado para ambos se unirem logo de uma vez, pois não aguento mais esse distanciamento causado por Elena. Desejo que o próximo episódio seja excelente para compensar o longo hiatus que chegará logo em seguida. Isso me faz roer as unhas, pois o spin-off dos Originais se aproxima. Só de imaginar uma série com personagens que amo tanto, sem Elena, fico extremamente feliz.

 

Agora, é Klaus versus Silas.

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3