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13/mar

Realmente posso dizer, com muito aperto no coração, que a hora da revisão não é um dos melhores momentos da vida de uma escritora wannabe. Escrever é muito fácil! Digo isso não por que o We Project está chato (está?), mas é que eu não gosto de qualquer forma de revisão. Eu escrevo e, se pudesse, pagaria alguém para corrigir os textos. Simples assim! Desde a época de fanfics, revisar é algo que realmente nunca me agradou e, quando eu era mais bobinha quanto a isso, nem ligava de postar o texto do jeito que ele tinha sido finalizado, sem olhar para trás.

 

O pânico dessa atitude só bate anos depois quando você relê o que escreveu e vê um erro cabuloso que lhe deixa com vergonha de si mesmo.

 

True story!

 

Bem, da mesma forma que não sou chegada aos livros em primeira pessoa, não gosto de revisar. É chato! Dá sono! Me dá dor de cabeça! Pode ser o texto mais divertido do mundo, mas eu não gosto de reler tudo e ver se está nos conformes. Isso exige muito da minha paciência e eu tenho que estar inspirada para isso. O que é raro! Mas é aquele velho comportamento: quando você começa, não há quem te pare. Sem contar que trabalho com revisão também,então, nem dá para fugir.

 

Eis que comecei a revisão do We Project no final de semana, como prometido, e, nas primeiras palavras, tive vontade de arrancar meus olhos.

 

Ela arrancou com ignorância um dos milhares de panfletos que estavam grudados na parede do metrô.

 

Era assim que a história começava. Agora, não mais. Só para deixar esclarecido, minha protagonista é bem louca, ignorante e chata (mentira que ela é linda!).

 

Prosseguindo…

 

Refiz o primeiro parágrafo da história umas quinhentas vezes. Eu tenho sérios problemas em abrir um texto, assim como concluí-lo. O meio flui que é uma beleza. Porém, lá estava eu, na noite de sábado, quase nove horas da noite, a torrente chuva caindo, o vento soprando pela janela (tá, parei!) e nada do feeling de revisora aparecer. Comecei a xingar o Rory, a mãe dele e comi bolacha feito louca até bufar que nem um boi raivoso. É-chato-demais-revisar! Por mais que eu ame o WP.

 

Durante a tentativa inicial de revisão, comecei a me convencer que o WP estava fadado a morrer. Eu gosto de escrever, de deixar as ideias rolarem, de sentir aquela tendinite – nada – maravilhosa como reflexo do meu trabalho árduo. Mas, para mim, revisar é uma tortura. Sem contar que não é uma revisão de palavras, pois, como me conheço bem, altero o texto de novo e ele fica totalmente diferente do que era antes. O capítulo 1 quase não é mais o mesmo.

 

Eu tenho um esquema de produção de texto (aplicada especialmente nas reviews) que é a seguinte: eu escrevo. Depois reescrevo. Depois reviso, reviso e reviso. Ao todo, são cinco leituras e, se o conteúdo não estiver de uma maneira legível, de maneira que todo mundo possa ler e compreender (e nem note os erros que podem acontecer por distração), paciência, porque se eu fizer a sexta revisão, podem ter certeza que o texto ficará uma porcaria.

 

Isso acontece direto quando escrevo as reviews de The Vampire Diaries, um tipo de texto que me consome demais e que me deixa meio mal por causa dos resultados. Eu lembro que costumava fazer a resenha dessa série com um total de 6 páginas. Imaginem a emoção de revisar isso (só que não!)? Resolvi enxugar as ideias, porque sem condições de reler e corrigir todo esse conteúdo para colocá-lo aqui no blog.

 

Com relação ao WP, o esquema de revisão é de dois capítulos por final de semana. Sábado eu fiquei tão nervosa que fui dormir, já conformada que o pseudolivro ficaria na lembrança pela minha grande preguiça e desprezo de revisar qualquer texto, em verso ou prosa. Eu até cheguei a sonhar com a história de tanto que minha revolta permaneceu na minha mente.

 

Pois bem, acordei no domingo, às 8h30. De manhã é o meu melhor horário para fazer qualquer coisa, especialmente, escrever, seja em casa ou no trabalho. A mente está limpa, tomo um balde de café e mando bala. A boa nova: a revisão começou a fluir e eu consegui cumprir a meta de dois capítulos por final de semana. Porém, já era tarde da noite quando me toquei que tinha passado do capítulo 6 e a tendinite está linda e impregnada no meu braço direito até este presente momento.

 

Os resultados adquiridos são esses:

 

1) Matei mais um personagem que minha metade gostou;Acho que criei um shipper sem querer. De novo. Eu tenho essa mania de ver afinidade em todo mundo, mesmo que a ideia não seja montar um casal;

 

2) O moço principal da história já começou a causar com a minha protagonista e eu tenho gostado muito disso.

 

O começo de alguns livros tende a ser chato. Não é à toa que “Harry Potter e a Pedra Filosofal” não é o meu favorito por ele ser muito descritivo. Sei muito bem que essa parte inicial é fundamental para qualquer narrativa, por isso apanhei demais nos dois primeiros capítulos de WP. A narração é em terceira pessoa, então, o esforço pertence a todos os olhos dos personagens. Com o passar do tempo, a atitude de revisora se tornou automática e nem senti mais o drama. Todos os leitores tem algum empecilho na hora de ler, mas leem mesmo assim. Digo isso por mim. Por mais que seja descritivo, lá estou eu, na luta, e achando tudo lindo.

 

Dentro desse drama, penso nos livros da Cassandra Clare, nos capítulos gigantescos que me davam sono e no tamanho da obra com mais de 400 páginas. O We Project 1, até agora, tem 450. Não tão longe de Os Instrumentos Mortais – Cidades dos Ossos e bem próxima da versão americana de Divergente. Estou na faixa! Acho que o WP está meio Harry Potter e a Ordem da Fênix, mas com impressão e encadernação de A Hospedeira.

 

Continuarei apanhando daqui para frente, pois é o que tem para o WP ao longo de 2013. Não consegui fazer nenhum capítulo para o WP 2, pois levei trabalho para casa no mesmo final de semana que comecei a revisão, detalhe que imaginei que fosse me atrapalhar, mas eu tenho um certo problema com disciplina.

 

Alguém aí também detesta revisão?

 

As imagens foram retiradas da busca do Tumblr, ou seja, não me pertencem

Stefs
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  • Isis Renata

    adentrando ao mundo do WE PROJECT. Lerei mais sobre, porque logico que fiquei curiosa. quero saber tudo sobre a personagens e o que te inspirou a tudo isso (epa, momento jornalista HAHAHA)
    vou xeretar aquivos. bye.
    canseira é normal prático porque reler algo mais de mil vezes é basicamente como INGERIR as palavras e aguardar digestão…
    be safe be strong.
    beijos prima :*

    • hahahahah quer fazer uma exclusiva comigo? Superaceito! HAHAHAHAAHHA tudo para fazer divulgação de grátis kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      Nossa, nem me fale! Pior quando as palavras começam a ficar embaralhadas, daí, é fugir para as colinas Hahahaha

      Beijos sua linda!