Menu:
06/mar

Eu tinha feito a promessa de que em março começaria a revisão 2.0 do We Project e estou aqui para tornar isso oficial. Os próximos posts serão destinados a essa nova empreitada da minha saga de muito amor e paciência com um livro projetado no ano passado. Já me preparei psicologicamente e precisarei de muita animação daqui para frente, ainda mais depois de ler inúmeros blogs que amaldiçoam a temida hora de revisar tudo o que foi escrito.

 

O We Project entra na terceira fase de reestruturação. A primeira foi escrever qualquer coisa que fizesse sentido, a segunda foi uma revisão para lapidar algumas coisas que não gostava e a terceira nem sei como será, mas também é uma correção, a versão 2.0 dela. Ela não é a final, pois o trabalho fica mais difícil conforme um círculo produtivo se fecha. Dessa vez, enquanto releio o livro wannabe, escreverei a sequência. Serão árduos 30 capítulos a serem reescritos ou eliminados. Já preciso de remédios para tendinite.

 

No final de semana, cutuquei o arquivo do We Project para ter uma ideia de onde começaria a segunda revisão. Dã! A resposta é bem óbvia: do começo. Eu tirei férias do livro wannabe nas últimas semanas de fevereiro, porque tinha terminado a primeira reestruturação. Felizmente ou infelizmente, a mamata acabou! Hora de pegar o projeto e dar mais uma editada cruel e que me matará aos poucos.

 

E agora o negócio ficou sério!

 

Antes de botar a mão na massa mais uma vez, refiz o mapa da história toda. Folhas e mais folhas de sulfite, pois não consigo deixar as coisas arquivadas no computador. Depois de ter tido a experiência de perder um arquivo inteiro, as anotações, ao menos, ficarão no papel, dentro de uma pasta, a sete chaves. Fazer o roteiro de novo me deu uma clareada nas ideias, no que poderia ou não melhorar na trama e na vida dos meus queridos personagens. As diferenças da história no primeiro rascunho para o que ele se tornou na segunda fase são gritantes. Agora, entendo perfeitamente o que Veronica Roth quis dizer sobre pessoas lindas e cenas perfeitas irem para o saco na hora da revisão.

 

Refazer o mapa foi uma necessidade que minha insegurança pediu. Eu achava o plot principal muito fraco. Na verdade, ainda acho, mas isso será resolvido em algum momento da segunda revisão e eu espero que seja logo, antes que eu desista. Reconstrui cenários, mudei personagens, matei outros… Eu era feliz como ficwriter e não sabia! Tentar fazer tudo isso com certa seriedade e profissionalismo é completamente aterrorizador, pois parece que tudo está errado. Toda hora bate o desespero de que as coisas não funcionam. Isso é normal?

 

Até aqui, você deve se perguntar o que seria o bendito We Project, pois não faz o menor sentido um livro wannabe se chamar desse jeito. Vamos lá que eu vou contar!

 

Eu não cheguei a apresentar o We Project aqui no Random Girl, mas fiz isso no Tumblr destinado ao livro wannabe, porque é um canto escondido e ninguém me acharia (até eu resolver divulgá-lo aqui).  Porém, não foi por meio do Tumblr que o WP nasceu, mas sim em uma bela manhã de setembro de 2012. Agoniada, decidi colocar a ideia de um plot – que matutava na minha cabeça há muito tempo – em prática, só para ver no que daria. Como eu tinha terminado uma fanfic eterna, sentia falta de escrever. Estava no trabalho, o sol invadia a sala pela fresta da janela e coloquei o site de música no shuffle. Clima perfeito para escrever uma história.

 

Tocou Imagine Dragons, Radioactive, banda que acompanha o WP desde então, e ganhei o fio de inspiração que me fez concluir um capítulo inteiro. Não sei como consegui, mas terminei. A partir daí, comecei a escrever nos dias que eram possíveis (todos!) e, em menos de um mês, tinha a primeira versão completa do que chamei de We. Ainda empolgada, fiz o segundo, que terminei em outubro, e cheguei a começar o terceiro, mas travei por achar que precisava voltar ao início e reestruturar o primeiro We.

 

We nasceu em 27 de setembro de 2012, isso dá quase 6 meses de trabalho, de emoção, de tendinite, de risos e de lágrimas. Estou chocada ao digitar essa informação, acreditem! A trilogia We é: We Project 1, We Project 3. É um trabalho otimista, vejam bem. Parece até a trilogia de 5 do Guia do Mochileiro das Galáxias.

 

Mas por que We?

 

Eu tenho o dom de salvar meus arquivos com nomes aleatórios e com meu livro wannabe não foi diferente. Quando terminei de escrever o primeiro capítulo, o salvei como ‘we’. Mais tarde, ganhou o ‘project,’ porque posicionei essa tarefa como um projeto pessoal. Ao levá-lo a sério, reafirmei muitos pontos da minha vida que precisavam de uma revisão e de algumas certezas. Uma delas é: eu-preciso-ter-um-livro-publicado. Até minha irmã sabia que eu precisava disso e, sempre que tinha oportunidade, me perguntava: e aí, quando você vai escrever um livro e sair das fanfics? Eu fiz isso, viu, irmãzeeenha!

 

Você deve se perguntar se alguém chegou a ler os rascunhos do WP e a resposta é sim. Minha metade engoliu os dois esqueletos ao mesmo tempo em que os escrevia e ela me impulsionou com insistência a continuar.

 

O We Project me tirou da cegueira referente a alguns pontos sobre eu mesma. Na verdade, eu me fazia de cega por achar mais seguro. Eu sempre comento que tenho um problema sério com jornalismo, mas descobri que minha frustração está focada no que condiz a escrever. Eu amo fazer isso, mas não por dinheiro. Ok! Eu gosto de trabalhar com textos. Porém, as tarefas da rotina já chegaram a afetar minha dedicação à escrita. Eu travava e perdia a vontade. Um fato: meu estágio foi bem traumático. Eu fiquei sem escrever até chegar a hora do TCC.

 

Nesse meio tempo, depois de tanta dedicação com o We Project, aprendi um dos conselhos primordiais que muitos escritores dão: leve a sério a posição de escritor. Quem gosta de lidar com palavras, provavelmente, deve desejar um livro publicado. Digo por mim: isso requer uma dedicação tremenda. Não é uma diversão. É um trabalho como qualquer outro. De quebra, abraço a ideia de escrever por amor e não porque é tendência ser best-seller. Escrever com honestidade faz valer a pena todas as dores nas costas e os bloqueios de criatividade – que realmente existem.

 

Eu não sou metida para bater no peito e gritar que sou escritora, porque não sou. Na verdade, existe algum item que determina se a pessoa é escritora ou não? Por enquanto, eu sou wannabe, desde os 17 anos para ser exata, na época do auge das fanfics de Harry Potter. Eu sou ficwriter e isso é bem diferente de arcar com um livro que visa publicação.

 

Eu não esperava chegar tão longe com um projeto de livro. O mais lindo é saber que eu o amo muito. Amo cada pedaço, cada palavra. Acho que isso é o que importa, não é?

 

A partir deste post, marco o início da segunda revisão do We Project. Me desejem sorte, pois precisarei de muita. Para dar início ao círculo, a música tema do livro wannabe:

 

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3