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14/abr

Este episódio de Doctor Who foi meio boring, não foi não? Mesmo assim, gostei até, mas não me fez morrer de amores. Vimos a versão modernizada do guerreiro de gelo, a primeira aparição desse monstrinho no reboot da série, que fez parte da timeline da era do terceiro Doutor. O marciano, nome mais usado para se referir aos ETs na década de 80, Grand Marshall Skaldak, tentou dar uma animada nas coisas, mas não foi tão eficiente assim. As participações de Liam Cunningham, o tio Davos de Game of Thrones, e David Warner, que você deve se lembrar como o velho Lovejoy no filme Titanic, o velho perseguidor da Rose, ajudaram a tornar a trama menos chatinha.

 

A história começa com um probleminha em um navio russo, em época de quase Guerra Fria. Lembrando das aulas de história, esse embate, que na verdade nem foi um, se deu por conta de uma treta entre os EUA e a Rússia (aka União Soviética na época) pelo poderio de estratégias de guerra e armamentos, especialmente nucleares. Ao longo do episódio, muito se falou das bombas e das ogivas, elementos capazes de destruir a humanidade, que perderam o foco por causa da inserção de Skaldak e a mágoa dele contra os humanos que o mantiveram congelado por 5 mil anos.

 

Nesse caos, eis que o Doutor e Clara saltam juntos da TARDIS não só para combater o guerreiro de gelo, como também para reviver elementos cruciais que toda companion precisa saber.

 

Uma delas foi a questão da TARDIS. O Doutor voltou a explicar que a influência da caixa de polícia faz de você um poliglota. Clara falou russo, por assim dizer, e foi muito legal terem tocado nesse ponto. Porém, uma dúvida ficou. A TARDIS vazou da cena do crime e, mesmo à distância, ela é capaz de oferecer o serviço de Google Tradutor? Corrijam-me se eu tiver comido bola, por favor! Outro fator que voltou à tona neste episódio foi o papo da história ser reescrita. O Senhor do Tempo deu mais uma lição de casa à nova companion, que demonstrou uma satisfação inusitada e sem nexo ao participar de um momento de caos ao lado do Doutor.

 

Até o episódio passado, ela estava de boa, ia e vinha a hora que quisesse, e agora abraçou a causa da TARDIS sem mais nem menos. Vai entender! Começo a achar que a história dela está mais corrida que o normal.

 

Este episódio representou a primeira aventura real de Clara com o Doutor. O que ela enfrentou foi mais real. Não é à toa que a opinião do Senhor do Tempo quanto ao seu desempenho ao conversar com Skaldak foi de suma importância para que ela vestisse a camisa de ser companion logo de uma vez. A jovem pode ser boazinha, um doce de pessoa e muito amigável, mas ainda não consegui vê-la como uma companheira real do Senhor do Tempo, e já nem é mais por antipatia, pois estou até satisfeita com a atuação da Jenna. Porém, ainda não sinto a presença forte e marcante, aquele comportamento típico que me faria torcer por ela.

 

Pode ser muito cedo para isso, claro, mas Amy, por exemplo, enfrentou os weeping angels logo de cara e isso fortaleceu o que ela tinha a oferecer para a quinta temporada. Só acho que Clara está desvalorizada, algo que também aconteceu na época em que Martha ocupou o lugar da Rose.

 

O Senhor do Tempo estava mais calmo, não perdeu a chance para fazer piadas e provou mais uma vez como é melhor parar um conflito por meio de palavras ao invés de partir para a porrada. Ri demais quando ele limpa o uniforme do Captain Zhukov, com todo aquele ar de deboche, misturado com uma raiva condensada por ter que lidar com um marciano preso e cheio de ódio para distribuir à humanidade.

 

Mesmo com palavras bonitas, o Doutor não brilhou tanto, mas fez seu dever que é salvar o dia em um dado momento longe do presente. A interação dele com Clara foi morna, mas eu senti um feeling a mais por causa do abraço que ela deu nele. Tudo por culpa do bafafá de triângulo amoroso que o troll Moffat lançou no ar.

 

Agora, o que foi a musiquinha do professor? Gente, ele tinha um walkman, tão na moda na década de 80. Duran Duran figurou com a música Hungry Like The Wolf, que me fez lembrar na hora de Rose por causa do Bad Wolf. Seria isso mais uma dica? Porém, o que foi mais tenso foi ver Clara cantarolar a canção e salvar o dia. Eu acho que a Clara “é” a Rose, só assim justificaria esse papo de amorzinho com o Doutor. Isso é uma tese que ainda não sei explicar, aguardem!

 

Uma coisa que percebi foi a postura de guerreira da Clara, que me fez lembrar de novo dela como Dalek, algo que o Doutor refletiu no episódio que marcou o retorno desta temporada. Só de pensar no final dela tenho crise de arrepios, pois quanto mais a história avança, mais ela se revela dona de segredos inexplicáveis. Mesmo que as dicas com relação ao especial de 50 anos tenham sido poupadas neste episódio, foi impossível não fazer especulações, especialmente com a música do Duran Duran e a boneca que o Doutor beijou com tanto amor (e que me fez crer que é a Rose também, hahaha).

 

Só sei que estou ansiosa para o próximo episódio. Claro que tinha que rolar um thriller para honrar o fim muito próximo da temporada. Acho que vai ser incrível, pois tramas assim em Doctor Who sempre figuram como meus favoritos.

Stefs
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