Menu:
22/abr

Este episódio de Doctor Who não foi tão aterrorizante quanto indicava a promo e não tão assustador quanto The God Complex e Night Terrors que marcaram a era de Matt Smith como 11º Doutor. Porém, mesmo que o clima fosse de suspense e terror, eu achei que a trama se focou mais no contexto do vórtex e do paradoxo, sem contar os mistérios que envolvem Clara. A companion ganhou a primeira oportunidade de guiar a TARDIS e salvar o dia como toda boa companheira do Senhor do Tempo, mas deixou ainda inúmeras lacunas que só serão preenchidas lá no final da temporada – ou na próxima, quem sabe.

 

A história girou em torno de Alec, Emma e um suposto fantasma que, na verdade, era Hila uma viajante do tempo. Ela super me lembrou da Martha e eu quase caí da cadeira por pensar que seria uma das antigas companions do Tenth. Em tempo real, Eleventh e Clara pularam da TARDIS para dissolver esse dilema que deixou o clima ainda mais intrigante. Mesmo que a ideia tenha sido assustar, pelo menos para mim, não deu muito certo e eu não me senti tão entusiasmada pela trama, nem mesmo com aquela ponta de medinho bobo. O que de fato me deixou com vários pontos de interrogação na testa foi Clara, que ganha um nível de importância que engrandece cada vez mais e isso tornou o episódio mais interessante.

 

Clara brigou com a TARDIS (ela realmente chamou a nave do Doutor de vaca? Ouvir palavrão na série é como dizer Voldemort em Harry Potter Hahaha) durante o episódio inteiro e a caixa de polícia só foi liberar passagem depois da apresentação da Interface Visual de Voz da TARDIS, que surge com a imagem da pessoa que ela mais estima. Pausa dramática! Clara é tão egocêntrica que só consegue ver a si mesma? (piadinha interna). Vamos nos lembrar da última vez que isso aconteceu. O Doutor viu a imagem das companions anteriores e sofreu que nem um condenado, pois ele estimou todas. Só que, quando a interface na forma de Clara anuncia que o Senhor do Tempo está no universo de bolso e que terá uma entropia, ela fala como se ela fosse o Doctor. Deu para entender? Pois é, nem eu consegui!

 

Depois dessa conversa, Clara embarcou na segunda regra que faz parte do mundo das companions: guiar a TARDIS sozinha. Mais uma vez ela conseguiu salvar o dia, nem que seja pela metade, mas foi bem-sucedida na tarefa e conquistou de vez o coração da vaca velha da caixa de polícia.

 

Depois de mostrar os comportamentos humanos aderidos com Craig (beijinho no rosto sem tocar a bochecha), o Doctor revelou as segundas intenções que o levaram ao encontro de Emma. Novamente, ele demonstrou o interesse em saber do passado de Clara e não ficou nada feliz com a informação de que a companion é uma garota completamente normal. Claro que isso não confere, certo? Enfim, o que me preocupa é que o caso da semana pontuou dois assuntos que fazem parte da vida do Senhor do Tempo: sangue e amor. Emma conseguiu atrair Hila por esses dois fatores. Se Clara for Bad Wolf, uma representação da Rose, eles sempre vão se atrair, independente do tempo e do espaço.

 

Até aqui, Clara e o Doctor compartilharam muitas cenas de afeto, cheias de olhares de canto e abraços fora de hora. Isso poderia ser normal, se não fosse a forma como o Doctor sempre fica embaraçado. Ainda sinto cheiro de Rose Tyler no ar.

 

Uma coisa que me chamou atenção é o fato de Clara ser emocional demais nas aventuras com o Doctor. Ela fica realmente sensível quando se depara com alguma problemática do universo. Ela chorou em The Rings of Akhaten (como se tivesse sido difícil não chorar com esse episódio), o que a fez doar ao monstrinho do momento a folha mais importante da humanidade. Em Cold War, ela cantou Duran Duran com os olhos cheios de lágrimas. Agora, diante do começo e do fim da Terra, a companion teve o mesmo comportamento, como se tudo aquilo doesse dentro dela, como se já tivesse vivido tudo aquilo antes. Nenhuma das companions demonstrou tanta intensidade no que condiz à vida com o Senhor do Tempo, pois elas agiam à base de uma dose de indignação por ele, às vezes, não reescrever a história.

 

Esse comportamento de Clara serviu para questionar o Time Lord sobre a relação dele com as pessoas que poderiam ser apenas fantasmas na vida dele, já que ele “não liga” para o que acontece com a humanidade. Para aumentar a curiosidade, o alienígena ainda solta a frase de que ela é o único mistério que vale a pena ser resolvido. Essa atração entre os dois me dá faniquitos!

 

No geral, o episódio foi morno, mas ganhou pontos positivos por ter conseguido não ser previsível, o que favoreceu para a trama ser bem interessante. Contudo, os episódios anteriores de Doctor Who com essa temática, na presença do Eleventh, ainda são meus favoritos e foram bem melhores.

 

Dicas, indiretas e afins do episódio:

 

1. Whisky é a 11ª coisa mais horrível do universo. Clara voltou a repetir o número 11;

2. Clara associa o amor a um queixo grande. Se declarou para Matt Smith. #piadainfame.

 

Perdi mais alguma coisa?

 

E o Doutor muito inocente chamou o vórtex de wibbly, uma das palavrinhas mágicas do 10º Doutor. E a roupa de astronauta dele foi a mesma usada pelo Tenth não foi?

 

Não sei se sobreviverei até o final da temporada, nem na espera para ver esse episódio especial de 50 anos de Doctor Who. Ainda mais agora que saiu o nome e o pôster do season finale. Aguenta dois corações!

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3