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29/abr

Pense rápido: você preferiria morar em Hogwarts ou na TARDIS? Confesso que tenho lá minhas dúvidas. Depois deste episódio, aceitaria de bom grado morar na caixa de polícia, mas só se um maluco estiver dentro dela. A jornada da qual se tratava a trama não foi apenas para o centro da TARDIS, como para todas as extensões dela. A nave do Senhor do Tempo parecia um hotel cinco estrelas, com direito a diferentes cabines que apresentaram a sala do Dumbledore (sqn) e algum lugar com piscina. Tinha até biblioteca! Por favor, quero ser companion! Agora, eu entendo perfeitamente porque ninguém quer deixar o alienígena, porque a TARDIS é mais luxuosa que a ilha de Caras. Para que viver na vida real né, gente?

 

O episódio desta semana foi bem melhor que o anterior, tirou meu fôlego do começo ao fim, sem contar os momentos de tensão acompanhados pelos surtos do Doctor. A ideia assustadora por trás do glamour da TARDIS conseguiu ser mil vezes superior ao que aconteceu em Hide, que passa despercebido nessa jornada incrível dentro da nave do Senhor do Tempo. Clara representou nossos olhos dentro da caixa de polícia e foi ela a responsável em guiar a trama, especialmente quando o papo de que ela morreu veio à tona assim que a TARDIS sofreu uma pequena queda. A partir dessa ideia, conhecemos o lado ainda mais sexy da outra mulher do Doctor e tivemos uma excursão incrível muito além do console.

 

Pela milésima vez, o Doctor teve que lidar com a ganância dos seres humanos. Digo isso pela companhia de Gregor. O mala da vez, que representou um dos membros da Van Baalen Bros, caiu na pegadinha do Senhor do Tempo sobre a autodestruição da TARDIS e não teve saída a não ser ajudar no resgate de Clara. Além de estar preocupado em salvar a companion, o alienígena ainda teve que encontrar paciência para lidar com Gregor que só via a máquina com extrema luxúria. Claro que o resultado não seria dos melhores, pois a TARDIS começou a se defender, mas a mensagem que fica é o fato de que o homem é egoísta e, em meio ao caos, sempre terá o mais espertinho que só pensará no próprio bem-estar. Foi exatamente isso que Gregor fez e ele foi uma das causas que me deixou bastante tensa, pois ele cheirava a um líder completamente duas caras, mas aprendeu a lição no final do dia.

 

Além de ter que lidar com os Van Baalen Bros, o Doctor surtou para fazer justiça a obsessão que ele adquiriu por Clara. Foi até meio chocante ele dizer que a prioridade dele era salvar a companion ao invés da nave. Afinal, a TARDIS sempre foi muito fiel e insubstituível e, para o Senhor do Tempo chegar a bater no peito e afirmar isso com tanta tranquilidade, só pode significar uma paixonite extrema. A relação entre Clara e o Doctor se fortalece cada vez mais, mas no quesito sentimental. Neste episódio, houve muitas mãos da parte dos dois, que se tocavam em quase todos os lugares, sem contar os abraços e as mãos dadas. Aos poucos, não consigo mais desprender o fato de Rose ter doado algum DNA para Clara, ainda mais depois do comentário dela estar em todos os lugares e sempre se encontrar com o Senhor do Tempo no final de tudo. Isso desde criança!

 

Essa relação não tem nada a ver, por exemplo, com o que aconteceu com Amy e a fenda no quarto dela, e a ex-companion ofereceu muito pano para a manga, com direito a uma filha que foi transformada em arma para destruir o Doctor. No caso de Clara, espero que seja algo realmente grandioso, pois só assim para justificar esse chamego totalmente repentino entre os dois personagens.

 

Entre a enormidade da TARDIS com todas as cabines e divisões, chegamos a alguns pontos cruciais para o fim da temporada que está por vir e, claro, para o especial de 50 anos. Ao longo da trama, Clara nos levou a uma excursão e nos apresentou o livro da história da guerra do tempo, onde é mencionado o nome do Doctor. Sério, eu não sei o que pensar sobre isso. Não tenho uma opinião formada para dizer se isso é bom ou ruim, não só para os fãs, mas no que condiz ao contexto da série. Há pessoas que imaginam um término para sempre com a revelação desse mistério. Talvez, o nome dele não seja nada absurdo, pois o close de câmera na chave que o Senhor do Tempo usou no painel da TARDIS estava gravado “Smiths”.

 

Lembrando que ele sempre se apresentou como John Smith, mas, pelas caras dele e pela preocupação em não querer que Clara se lembrasse do bendito nome, imagino que não seja algo muito feliz. Para ele ter surtado com esse fator, posso até imaginar que tenha algo a ver com Rose, pois, depois que ela partiu, o Doctor nunca mais usou o nome que foi presente na 10ª versão do alienígena.

 

Outro fator que Clara deu destaque sem saber, foi na enciclopédia de Gallifrey, onde o volume que ganhou foco foi o 10. E o que foram os sussurros com bolinhas coloridas (que com certeza se referiam aos Doctors anteriores, dentro da biblioteca e da própria nave? Quero morar na TARDIS, por favor!

 

Para me matar do coração, os Pond foram revividos. Calma, calma! Ao entrar no que parecia ser uma espécie de porão, Clara tocou no berço de Melody (que na verdade é do Doctor) e na réplica da TARDIS da Amy. Eu ainda acho um descaso barato River não ter aparecido ainda, como se ela não tivesse mais importância só porque os Pond foram embora. Poxa vida, River é a mulher do Doutor, não importa se há a Rose ou não. E seria muito divertido ela colocar Clara no devido lugar, ainda mais se rolar aquela típica crise de idade pelo fato da companion ser mais nova. Vale mencionar a fenda temporal na parede da nave, algo muito Amy Pond.

 

O ponto alto do episódio foi quando o Doctor finalmente perdeu a cabeça na indignação de não saber qual é a da Clara. Os questionamentos pareciam gritos de término de relacionamento, onde o cara fala tudo que sabe e a menina fica passada porque não entende nada do que foi dito. Foi exatamente isso o que aconteceu e realmente foi assustador. O Senhor do Tempo entrou na fase cobranças, sendo que ele não tem tanto direito em dar a louca só porque não compreende o porquê de Clara morrer e voltar a encontrá-lo. O Doctor está obcecado e, mesmo brincalhão, ele não consegue desgrudar da companion e se mantém por perto como um imã.

 

Além desse ponto enlouquecedor, o alienígena realmente está empenhado em fazer a TARDIS gostar dela, um item que vem ganhando cada vez mais enfoque e não sei até que ponto posso levar isso a sério ou não.

 

Mesmo com tanta ação, corridas, dores no coração e esperneios, o Doctor saiu vitorioso, especialmente por conseguir manter o segredo do seu nome. Isso ficará em sete chaves até a chegada de season finale. Posso morrer de ansiedade?

Stefs
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