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17/abr

This album is one that is particularly close to us. we recorded it in secret from the music industry, critics, and even our fans. An artists first record sounds the way it does because it is often made without expectations. This is not our first record. But because of the way we went about making this one in the shadows it is with out a doubt the first record in a new chapter of Fall out Boy

 

Como grande fã do Fall Out Boy, não poderia deixar de celebrá-los com um post aqui no Random Girl. Tudo porque se trata de uma das minhas bandas mais amadas e que tem um repertório que narrou minha vida de 2006 até os dias atuais. É realmente para celebrar e saltitar com o retorno, com direito a álbum novo intitulado Save Rock and Roll, que foi oficialmente lançado hoje. Não sei se conseguirei expor meus sentimentos de maneira completa sobre o quão especial é este dia, pois eles são meio que complexos.

 

Antes de falar do novo álbum, vamos para um pouco de história, como de praxe, para que vocês possam entender porque esses sentimentos são meio que complexos.

 

Tudo começou com One Tree Hill, a responsável em me apresentar o Fall Out Boy. Contudo, a banda formada por Patrick Stump, Pete Wentz, Joe Trohman e Andy Hurley existe desde 2001, mas implodiu em 2006 graças à participação deles no seriado como atração musical no eterno Trick, o ponto de encontro de Peyton, Lucas, Brooke, Haley, Nathan e tantos outros personagens. A partir daí, algumas músicas nomearam os episódios (I Slept With Someone From Fall Out Boy And All I Got Was This Stupid Song Written About Me foi um deles) e Pete chegou a participar como um caso de amor passageiro de Peyton Sawyer. Para quem não se lembra também, Patrick chegou até a cantar o tema de abertura na oitava temporada.

 

Antes de explodirem na série adolescente, o Fall Out Boy fez o debut em 2003, com o álbum chamado Take This to Your Grave. Em 2005, depois de Pete se recuperar de alguns probleminhas bem tensos de depressão, From Under the Cork Tree os levaram ao reconhecimento mundial. Os singles que ganharam destaque foram Sugar, We’re Goin Down e Dance, Dance – que meio mundo jura que foi o sucesso do Infinity on High (2007), o terceiro álbum da banda. Na verdade, a música foi relançada e bombou, especialmente, por causa do videoclipe sensacional e entrou como faixa bônus deste mesmo álbum.

 

Com o Infinity on High dando lucros para o Fall Out Boy, eles emendaram a gravação de um álbum ao vivo, o Live in Phoenix, que veio com a faixa bônus linda Beat It em parceria com John Mayer.

 

Logo depois de tanta atenção, em 2008 veio o quarto álbum, o Folie à Deux. O single I Don’t Care foi bem recebido, mas não teve tanta repercussão nas rádios. Em seguida, eles lançaram um greatest hits, Believers Never Die. Foi aí que comecei a ficar desconfiada, pois lançar coletânea é uma atitude que anuncia o término de algo. Trauma desde os Backstreet Boys, gente, e não estava muito errada. Em 2009, a banda declarou um hiatus sem previsão de retorno e meu coração ficou extremamente desolado. Como uma banda do nível do Fall Out Boy entra em hiatus?

 

Nessa época, Pete tinha se casado com Ashlee Simpson e isso me fez culpá-lo, pois eu sempre preciso jogar a responsabilidade nos ombros de alguém, mesmo não tendo nada a ver uma coisa com a outra. Óbvio que joguei praga nele por alguns dias, afinal, se dedicar à família é um dos princípios básicos que fazem bandas e cantores ficarem de molho. Porém, eu acreditei que o Fall Out Boy voltaria. Cheguei a ficar meio revoltada com a investida eletrônica do Patrick, mesmo This City sendo uma música chiclete e muito bem produzida (e que o revelou magrinho da silva), mas Fall Out Boy é Fall Out Boy, mesmo que os membros tenham se dedicado a projetos solos, comportamento bastante típico.

 

Foi só anunciar que o casamento de Ashlee e Peter tinha chegado ao fim que vi a luz no fim do túnel com um letreiro que piscava sobre minha cabeça a seguinte frase: “agora o Fall Out Boy volta!”. Nessa fé, aguardei, dias, semanas, meses até a confirmação aparecer em letras garrafais. Eles-vão-voltar!

 

Geralmente, recebo as melhores notícias durante o trabalho ou quando estou em algum lugar que não me permite fazer a dança da vitória. Quando soube que o FOB voltaria, nem lembro onde estava, mas sou uma pessoa que consegue guardar sensações. De tanta empolgação, tirei todos os Cds do Fall Out Boy do fundo da caixinha e pirei na batatinha durante dias.

 

Quando eles liberaram My Songs Know What You Did In the Dark (Light Em Up), meus caros, eu só não fiquei surda porque eu ainda tinha que ouvir o restante das faixas assim que fossem liberadas. Mesmo com a voz do Patrick pregada nos meus tímpanos, ainda era surreal saber que o Fall Out Boy tinha saído da garagem.

 

Quando vi a primeira apresentação deles no Jimmy Kimmel aí que meus sentimentos implodiram, pois o fato se tornou mais real do que nunca e eu não vou conseguir explicar como me senti. Seriam muitas linhas e ninguém tem paciência para isso (eu só gritei no Twitter, no Facebook, mandei sms pra Deus e o mundo. Assim, normal!).

 

 

Eu vivi muita coisa ao som de Fall Out Boy. One Tree Hill me trouxe muitas coisas, como vocês podem conferir neste post, e uma delas foi um panorama musical riquíssimo, tão inesquecível que não tem como não ouvi-los e não se lembrar da choradeira constante causada pelo seriado até seu término no ano passado. Eu consigo até ouvir as batidas de Sugar We’re Goin Down, como se estivesse vendo um jogo do Ravens. Fall Out Boy e One Tree Hill marcaram a minha transição final da adolescência para a vida adulta. Caramba! Como isso faz tempo!

 

Desde as músicas felizes até as que pareciam ser mais românticas, Fall Out Boy sempre me tocou profundamente e eu esperava realmente algo incrível quando soube do fim do hiatus. Afinal, foi uma pausa de quatro anos e eles sempre foram musicalmente perfeitos, aquela banda que você não cansa de ouvir com o passar do tempo. Minhas expectativas com relação ao novo álbum foram inúmeras, mas os integrantes são aqueles em que se pode confiar, pois possuem personalidade e não demonstram interesse em se adequar à indústria do entretenimento.

 

Eu me senti representada mais uma vez pelo Fall Out Boy e, quando eles liberaram o álbum completo no site, me senti imersa a um passado remoto que corresponde ao meu presente e que me oferece um futuro mais inspirador.

 

Fall Out Boy em: Save rock and roll

 

We made this music for ourselves and no one else at the end of the day. This is meant be played loud, with the windows down on summer nights. Four friends with our backs to each other fighting in the darkness against anything and everything that is out there. We bowed our heads, took a knee and plugged back in. From the first strings to the last shouts- this is us. These incantations are meant to conjure realness, to unlock whatever the rock and roll is inside each of you- in each of us. 

 

É verdade que todo mundo tem opinião para tudo, ainda mais no que condiz à música. Certas bandas não podem fazer experimentos que meio mundo já coloca o dedo em riste e afirma: mas tal banda não era assim antes. Parem já! Fall Out Boy nunca foi atado a um estilo musical, pelo menos não para mim. Porém, dizerem que o novo álbum “poderia ser melhor” é muita sacanagem. Sabem por quê? Porque eles surgiram em uma época em que o emocore, o new metal, o gothic metal e afins estavam no auge. Quando o Fall Out Boy ganhou os holofotes, ele foi comparado com o Simple Plan e o Good Charlotte (e eu quis morrer com isso!). Esse era o cenário do qual o FOB cresceu e que não existe com tanta força nos dias atuais.

 

Por isso, repito que o Fall Out Boy sempre foi uma banda de personalidade forte e eles nunca se importaram com a indústria. Eles são tão awesome que conseguiram produzir um álbum inteiro sem ter a mídia de vigília.

 

Eles amadureceram e fizeram um álbum de reestreia com sons totalmente distintos um do outro, com sonoridades que nada se assemelham aos projetos anteriores. Isso consiste na busca pelo diferencial e o FOB sempre fez isso. Eles nunca foram uma banda engomadinha, que muda toda hora porque certa batida está na moda ou para atender o mercado. O Fall Out Boy faz música por amarem isso, por quererem transmitir uma mensagem ao público, de maneira que ele se conscientize de que tem valor.Isso ficou muito evidente no Save Rock and Roll e eles mesmos assinalaram esse ponto, pois eles fizeram canções com letras das quais eles acreditam que possam exercer influência em quem ainda é fiel à banda.

 

As faixas do álbum

 

Put on your headphones, turn it up- this is what we have spent the last year and a half making. Most importantly, thank you for wishing or waiting – because with out you, the most important piece, this record would never have been made. So we figured you have waited long enough… with out further ado, please listen closely.

 

Ele começa com The Phoenix, o segundo single da banda, cujo videoclipe é a continuação de My Songs Know What You Did In the Dark (Light Em Up) (o primeiro single), as duas músicas mais fortes e ricas do álbum. Just One Yesterday, em parceria com a Foxes, fez meu coração morrer para sempre. Amo a garota que não é tão conhecida por aqui e ela, junto com a voz do Patrick, torturaram meu emocional. Com um começo meio Rolling in the Deep (peguei esse comentário no ar e até que lembra um pouco, só no comecinho), eu matei pouco a pouco as saudades da minha querida banda, em uma onda de nostalgia que bateu forte.

 

A parceria com Courtney Love em Rat a Tat é totalmente perfeita, mas nada supera a presença do sir Elton John na faixa que dá nome ao álbum, Save Rock and Roll. Essa música me fez lembrar e muito de Golden, faixa de Infinity on High, com acordes de piano e que diz tanta coisa, especialmente sobre as pessoas se darem o valor. Big Sean também fez uma pontinha em The Mighty Fall (cujo começo me lembrou do momento raspadinha em Glee), uma canção com uma pegada de rap misturada com rock.

 

As outras faixas são excelentes também. Young Volcanos puxou para o lado folk. Where Did The Party Go me fez lembrar da querida Dance, Dance. Alone Together e Miss Missing You são as que posso chamar (mesmo não gostando) de baladinhas românticas bem suaves e Death Valley é a mais perdida na noite, mas que não deixa de ser contagiante. Todo esse repertório faz de Save Rock and Roll um álbum eclético, sem frescuras, algo típico do Fall Out Boy que se destaca pela infindável personalidade, desde 2001.

 

Save rock and roll é o tipo de álbum que todas as músicas conversam com você e o Fall Out Boy sempre me trouxe isso. Não vou dizer que é o melhor trabalho deles, mas é o mais forte. É aquele tipo de álbum que você não consegue parar de ouvir e se identifica com todas as canções. Sem contar que ele contagia, emociona e acarreta uma grande dose de inspiração.

 

PS: eles não colocaram os nomes gigantescos nas músicas, vejam bem. Dá para pronunciá-las agora, sem perder a respiração.

 

Vocês não fazem ideia do quanto é maravilhoso tê-los de volta na minha vida.

 

Os gifs foram retirados do Tumblr e o vídeo está hospedado no tio YouTube. Isto quer dizer que ele pode sair do ar a qualquer momento

Stefs
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