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22/abr

Se não bastasse o brasileiro ser praticamente dono do Facebook, agora somos donos do status de maiores usuários de hashtags. Em um dia ensolarado na Starbucks, conversava sobre o excesso dessas palavras-chave embaixo das fotos do Instagram com a minha irmã e chegamos a seguinte conclusão: em excesso, é horrível! Se você é daqueles que acha que “partiu para não sei onde” é a coisa mais irritante que se podia existir nas redes sociais, nada se compara a isso daqui:

 

Coloquei blur em algumas hashtags por questões éticas

 

Para deixar bem explicado, a hashtag é uma palavra ou uma frase (se é que isso é possível) que vem acompanhada do símbolo #. O objetivo, supostamente, é facilitar a busca dos usuários por meio delas em determinada rede social. Sabe quando alguém curte uma foto sua ou dá um retweet sendo que nem te conhece? Eles são atraídos pelas tags que você coloca no status do Twitter, por exemplo, e, geralmente, quem faz isso tem um feed para receber atualizações sobre elas.

 

Atualmente, o Instagram é um exemplo significativo por disponibilizar o uso das hashtags embaixo das fotos postadas. Até aí, tudo bem. Contudo, muitas pessoas não possuem o bom senso na hora de usar as palavras-chave. Em uma foto, um cidadão narra a rotina inteira por meio de diversas tags e faz com que a legenda da foto seja ofuscada pelo excesso delas (#partiu, #night, #balada, #amigos, #friends, #nightclub, #instabalada, #instaamigos, etc).

 

Ao longo do tempo, as hashtags se tornaram um forte IRC (Internet Relay Chat), um protocolo bem querido pelos usuários, pois facilita a comunicação na Websfera. Se você for no “explorar” do Instagram e digitar uma palavra, a busca lhe trará as tags de diferentes usuários. Outro lugar que é costumeiro ver o uso constante delas é no Tumblr, onde as pessoas mais dedicadas nessa rede realmente usam muitas palavras para conseguirem ser encontradas. Nesse caso, eu concordo com o excesso, até porque a atitude é necessária para que outros usuários encontrem determinados conteúdos (gifs, gifs, gifs!).

 

Para não dizer que fazemos feio, o Brasil ocupou o segundo lugar no quesito hashtag, cujo pódio pertence aos Estados Unidos, como mostra o infográfico feito pela Online Circle:

 

 

As hashtags se tornaram figurinhas batidas graças ao Twitter e brilham bastante dentro da indústria do entretenimento – um exemplo bem basicão é a campanha publicitária do SBT, que divulga o #compartilhe. Recentemente, rolou babados que o Facebook as adotaria e isso me fez puxar os cabelos por breves segundos.

 

Por quê?

 

Porque se uma pessoa já coloca 15 hashtags no Instagram, imaginem no Facebook. Se a rede social sofre uma poluição visual por parte de determinados usuários sem noção (o fulano da foto come Kit Kat, dã!), imaginem se a rede do querido Mark realmente adota as tags. Isso é para gerar pânico, de verdade.

 

As perguntas que ficam são: com qual objetivo uma pessoa nomeia uma foto com hashtags que nada remetem ao determinado momento vivido por ela? Qual é a dificuldade em usar poucas tags que vão direto ao assunto?

 

Eu chego à conclusão de que é o desespero em chamar atenção online. Somado a isso, há o fato de muitos usuários brasileiros não saberem o que fazem e vão na onda do amigo mais próximo. A vontade em demasia para se conseguir usuários é ilustrada por uma das tags mais populares do Instagram, o “follow back” e os derivados que vem acompanhado de “insta” que lotam a legenda da foto.

 

Eu não critico quem as use, claro, pois seria o mesmo que criticar meu comportamento. Porém, não faria este post se eu não fosse comedida quanto ao uso das hashtags. Geralmente, abro uma exceção para o exagero e realmente há fotos que necessitam de mais de 5 palavras-chave para taguear. O exemplo particular que dou foi quando compartilhei no Instagram uma foto em homenagem ao Dia do Fã. Como se tratava de fandoms diferentes, eu tive que usar as tags certas para representar a imagem.

 

Claro que o uso moderado das hashtags faz parte das inúmeras regras de etiqueta da Websfera. Infelizmente, não é todo mundo que tem consciência do que faz online, especialmente do que compartilha e a maneira da qual se expõe. Isso requer aprendizado e costume. Até então, ninguém sabia o poder das tags e as usava porque todo mundo fazia o mesmo. Fato que não acontece mais. Os brasileiros apreciam o exagero e não se sentem mal em fazer uso daquilo que não compreendem muito bem. Por isso, não me espanta o segundo lugar do nosso país quanto ao uso das hashtags.

 

Quer fazer um teste sobre hashtags em excesso? Basta dar uma olhada na sua timeline do Instagram. Tenho certeza que há um viciado em tags mais perto de você. (#instanoite, #noite, #balada, #night, #poder, #partiubalada, #sexy, #arraso, #nofiltre, #findi, #sabadoanoite, #sensual, #gato, #gatas, #lookdanight, #followback).

 

E você? Já cometeu algum excesso? Conte-me mais sobre isso.

Stefs
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