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01/abr

Hoje não é terça-feira musical, mas o post do Lollapalooza é pauta quente. Isso quer dizer que haverá uma troca na programação do Random Girl por uma boa causa. Afinal, trata-se de um blog aleatório.

 

Ano passado, compareci ao dia rock and roll do Lollapalooza, com direito ao show da Joan Jett e do Foo Fighters. Por ter chegado justamente para ver esses shows, me entristeci à beça por ter pegado o Band of Horses pela metade. O mais triste foi vê-los fazer novas apresentações no Brasil e eu não poder ir por estar em estado de pobreza. Mas, isso ficou no passado, pois eu tenho dinheiro e, este ano, o Lolla não me escapou, mesmo eu tendo investido em apenas 1 dia. Foi lindo ver todo mundo abandonar os almoços familiares para afundar o pé na lama.

 

Digo isso, pois fui na sexta-feira (29/03) e a garoa foi o bastante para deixar o Jockey Club totalmente rendido à lama. Não foi a melhor parte do festival, tenham certeza disso.

 

Porém, tudo foi bem tranquilo em comparação ao ano passado. Quando digo tranquilo é porque não houve copos cheios de cerveja voadores, cujo líquido amarelo era bem suspeito. A quantidade de pessoas loucas marcou presença, com diferentes estilos e gostos musicais para aproveitarem o primeiro dia do Lolla que tinha como destaque o The Killers.

 

Antes de chegar no Brandon Flowers, o primeiro show que assisti foi da banda islandesa Of Monsters and Men e eles são realmente incríveis. O álbum deles já é ótimo e, ao vivo, foi melhor ainda. Eles conseguiram animar todo mundo embaixo de chuva e não tinha como não querer subir no palco e fazer parte daquela energia tão boa que faz qualquer um se esquecer de um dia ruim.

 

A banda possui uma harmonia invejável, uma presença de palco que chama a atenção (não só por serem lindos de doer, ok?) e era óbvio que o grupo ficou abestalhado com o comportamento dos fãs brasileiros. Afinal, Of Monsters and Men não são tão populares por aqui, mas foram amados como se tivessem feito dezenas de apresentações em território nacional.

 

Pela expressão da Nanna e do Ragnar, os vocalistas, ambos e o resto da banda não esperavam que seriam tão bem-recebidos.

 

Of Monsters and Men apresentou o álbum de estreia, My Head is an Animal, e chegaram a fazer um cover da banda Yeah Yeah Yeahs. Dirty Paws abriu o show, mas, no decorrer da apresentação, a canção que levantou a galera foi justamente Little Talks, o hit chiclete. O show se encerrou com Yellow Light e a banda deixou aquele gostinho de quero mais. Só fiquei triste por eles não terem cantado Love, Love, Love ou Sloom, as baladinhas desse projeto musical sensacional.

 

Depois de uma dose de alegria com Of Monsters and Men, a regra foi bisbilhotar os outros shows. The Flame Lips parecia algo retirado de um filme trash, um sonífero para quem não gosta da banda e ainda não compreendi o objetivo daquele bebê no colo dele, sendo tão amado e acariciado. Como diria minha mãe, cada louco com sua loucura. Assisti ao final do show da Crystal Castles de relance e deu para ter uma noção de que ela é completamente surtada. Logo depois, Passion Pit foi o show xeretado enquanto as pessoas se matavam ao som de Deadmau5.

 

A essa altura, eu mal sentia minhas pernas, a garoa oscilava e o frio acabou com a minha vida. Tive que me empanturrar de churros quentinhos até o The Killers assumir o palco. A sensação de friaca foi embora rapidinho, pois Brandon Flowers fez minha alegria e provou que meu investimento de um dia no Lolla valeu a pena.

 

O show do The Killers parecia uma demonstração linda do álbum Live From The Royal Albert Hall, com exceção das músicas do álbum novo, Battle Born, que foram acrescentadas ao setlist para representar a The Battle Born World Tour. Brandon levou a galera ao chão e fiquei realmente feliz por ele ter investido nas músicas da velha guarda da banda, como Smile Like you Mean it, Mr. Brightside, Somebody Told Me e Human. Canções do último álbum se fizeram presentes como Runaways e Miss Atomic Bomb.

 

All These Things That I’ve Done foi aquele momento de revolta mútua e ninguém no Lolla ficou de boca fechada. Meu corpo inteiro ficou arrepiado com o coro da galera, tão firme e tão decidido. Realmente, todos viraram soldados e esse momento foi um dos que mais marcaram com relação à performance do The Killers.

 

Depois de um coro Didi cadê Dedé (referente à ex-VJ da MTV que fez a cobertura pelo Multishow), o The Killers fez a pegadinha do Malandro de saírem do palco e depois retornaram. This is Your Life tocou meu coração, como sempre faz, e foi bem difícil engolir as lágrimas, mas eu consegui. Eu quase tive um enfarto, pois amo demais essa música. Quase sem voz, ainda deu para cantar a saideira, When You Were Young.

 

Mesmo tendo assistido a apresentação do The Killers pelo telão, tudo para não morrer esmagada, tática aprendida no show do Foo Fighters, deu para sentir e curtir o show da melhor maneira possível, e ele foi digno de ser memorizado. Em hipótese alguma eles deixaram o público morrer de tédio e tenho certeza que os fãs não decepcionaram Brandon e companhia. Foi lindo ver os olhos do cantor brilharem, o sorriso dele de alegria e satisfação, da mesma forma que aconteceu com os integrantes do Of Monsters and Men.

 

Não tem como negar, o Brasil pode ser uma porcaria para determinadas coisas, mas, quando o assunto é ser fã, sem dúvidas, exercemos esse papel com excelência.

 

Abaixo, as fotos do festival no dia 29 de março, em grande parte, do Of Monsters and Men.

 

Stefs
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  • Isis Renata

    chorei.
    apenas perdi uma puta oportunidade e nem acredito nisto
    devo dizer que espero ainda ver P!nk e quem sabe Coldplay novamente.
    de fato, o brasil sabe ser fã (: e isso é porque realmente somos calorosos e sabemos valorizar os artistas 😀

    um beijo prima!

    • Ver a P!nk seria um máximo, mas o fuzuê do RIR não me atrai HAAUAHHUAUHAUAHUHUAHUAH mta gente, mta bagunça e eu estou mto velha pra isso.

      Mas o Lolla foi incrível ♥