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01/abr

Ainda bem que depois deste episódio de The Vampire Diaries, a série entra em hiatus. Às vezes, me sinto até mal de abrir a resenha com argumentos tão negativos que me fazem ter uma pequena impressão de que sou a única pessoa no mundo que pensa que esta temporada está um pé no saco. Não aguento mais as resmungos da Elena, as trairagens e desculpas entre os Salvatore e ver os outros personagens perdidos e sem trama. Honestamente, não vejo a hora de a série entrar de férias e agradeço muito pela longa pausa, pois só assim para me recuperar do estresse.

 

O episódio se salvou por dois motivos: Elijah e Katherine. Estava em contagem regressiva para o retorno do Original e ele simplesmente acabou com meu pobre coração. Tem como não amar  esse vampiro, gente? Ele sempre foi o mais dócil dos Mikaelson, um vampiro emocional, mas, quando a coisa fica feia, não pensa duas vezes em ser cruel, mas sem perder a classe. O amor que ele sente pela sua Katerina é de causar inveja, pois, mesmo com a tentativa de Elena envenená-lo, Elijah a defendeu até baixar as defesas no que condizia à amada. Fiquei passada quando ele beijou Elena – que deveria ser Katherine. Não imaginava que os excluídos de Mystic Falls teriam começado um relacionamento amoroso, mas logo esse quadro foi explicado, pois a doppleganger só queria o Original para barganhar a liberdade com Klaus.

 

Enquanto o amor de Elijah enaltecia o episódio, Katherine apresentou um outro lado que ninguém conhecia. Por mais que não tenha sido aprofundado, deu para sentir que a vampira também quer uma “vida” normal, onde pode ter casa, amigos e amor verdadeiro. Porém, ela não sabe ser honesta e fiel e usa as pessoas para se manter viva. A questão que a rodeou foi justamente essa: ninguém a conhece. Até eu como telespectadora não a conheço. Todo mundo sabe do lado impiedoso, amoral, sedutor da personagem e ninguém parou para pensar sobre o que ela necessita justamente por ter sido pintada como vilã. Parecia suficiente o fato de Katherine ser duas caras, mas as pessoas costumam ter um passado antes de viver o presente de forma distorcida.

 

Um exemplo disso é Klaus que tenta melhorar, mas sempre aparece algo que o faz agir da forma mais cruel possível. A falta de conhecimento sobre Katherine foi bastante interessante, pois, realmente, ninguém sabe como ela era antes de ter sido condenada ao vampirismo. É muito fácil criticar o desconhecido e a vampira se tornou menos convincente por causa do passado onde destruiu muita gente, inclusive os Salvatore. Depois de tantas peripécias malignas, é difícil imaginar como ela seria sem toda a encanação de ser perseguida por Klaus.

 

Katherine não foi abordada pelas sacanagens costumeiras e chegou a sofrer bullying de Elena e Rebekah. A Original é mil vezes mais forte que Kath, claro, mas tudo o que a vilã aguentou foi por intermédio de Elena e isso foi uma piada. Quando a santa Gilbert começou a imitar os trejeitos da “gêmea” tive vontade de vomitar. Desde quando Elena tem todo esse poder de conseguir dar ordens visuais à Rebekah, que a detesta da mesma forma que repudia Katherine? No começo do episódio, achei a rotina das novas BFF muito fácil. Primeiro, elas encontram uma amiga da Katherine e, em menos de 10 minutos de cena, Katherine cruza o caminho de ambas.

 

A cena da lanchonete me deu nos nervos, pois Elena não tem capacidade de segurar Katherine e ficou dando ordens para a Original que não acatou. Mas, o interessante em ter colocado as dopplegangers em foco, foi que Katherine se tornou Elena e Elena se tornou Katherine. As personagens simplesmente trocaram de lugar. Uma estava vinculada à emoção e a outra se desligou e chegou a cuspir ao afirmar que garotos são idiotas. Eu sabia que colocariam a santa Gilbert para viver como Katherine, só não esperava que realmente isso fosse acontecer.

 

Elena não consegue ser cruel, nem sob mesquinharia e petulância. Eu senti um medo tremendo de que ela saísse vitoriosa ao se encontrar com Elijah, mas a cena só reforçou o quanto ela é fraca e covarde. A garota diante do Original só provou que de vampira fuck yeah não tem nada. Qualquer um pode pegá-la e destruí-la com um estalido dos dedos, e ainda não compreendo esse ego imenso que ela ganhou, que sufoca todo mundo que ainda insiste em perseguir a cura para fazê-la voltar ao normal. Desde o episódio retrasado, Elena se comportou como um ser imbatível, mas Elijah a capotou e Katherine quebrou o pescoço dela (obrigada, Kath!). Quer prova maior de que ela continua uma fracote?

 

O mais triste é ver os Salvatore não desistirem dela, uma atitude que deixou de ser poética para ser estúpida. Até Elijah se rebaixou ao tentar atrair Elena para a compaixão e os carões da personagem foi uma pequena demonstração infantil de uma criança que descobriu que é vampira ontem e não aceita ‘não’ como resposta.

 

A cura fincou como pauta e eu estou cansada dela ser a justificativa para todo mundo agir que nem maluco. Não faz mais sentido. Usar a cura já saturou, já deu e não dá embasamento, especialmente para Elena ser uma vadia louca como Damon mesmo pontuou. Se ela não quer a cura, parem de procurar e vão embora. Elena não quer ser livre? Deixe-a ir! O que a santa Gilbert tem de tão especial que não pode arcar com as burradas que ela pode vir a cometer? Ela precisa matar muita gente para pagar penitência quando voltar ao normal e Damon e Stefan deveriam parar de serem burros e deixá-la à mercê da vida.

 

Os Salvatore voltaram a me tirar do sério e não aguento mais essa relação doentia entre os dois. Elena não os quer, fim. Parem de insistir. Fico feliz por Stefan ter tomado a iniciativa ao dizer que está cansado do círculo vicioso que parece um revival do que aconteceu com Katherine. Foi digno, mas que não vai durar se Elena o querer de volta.

 

Por outro lado, Damon comprovou que é um belo idiota. Todo aquele drama de estar bravinho porque teve o pescoço quebrado por Rebekah e pelo fato de Elena ter roubado a localização de Katherine foi a fachada mais imperdoável com relação às ladainhas que ele sempre tenta envolver Stefan. Por breves segundos, o Salvatore mais velho quase me convenceu ao dizer que Elena tresloucada não vale a pena e que ele quer a cura para salvá-la também. Lorota! Quando foi que deixaram ele se transformar em um personagem, que costumava ser incrível, tão duas caras que chegou ao ponto de trair a confiança do irmão de novo? Será que ele não percebeu que Elena jamais o amará com os sentimentos desligados? O mais preocupante é que Damon, que costumava ser muito esperto, se tornou um burro diplomado e não percebe que o que ele vai ter da santa Gilbert é o mesmo que ele chegou a ter com Katherine: uma relação vazia de uso e desuso.

 

Isso que não me conformo, sério. Os fatos são tão claros e ninguém faz nada. Elena deu uma chamada de atenção nos irmãos e foi completamente desnecessário ela sacrificar alguém para mostrar o que deseja para a vida dela. Isso foi uma atitude mimada de uma garota que quer chamar a atenção. O duro disso tudo é que ela, hipoteticamente, voltará a ficar bem, pois saturará a série se a personagem continuar a agir assim, e os produtores sabem que o sustento de TVD, em grande parte, é a questão dos casais. Elena não ama nenhum dos dois com os sentimentos desligados e duvido muito que metade dos fãs da série aprovarão Damon e Stefan com outra pessoa que não seja a mala sem alça da protagonista.

 

Por isso os Originais ganham destaque e têm a storyline mais legal de se assistir. Klaus e Caroline foi agoniante, ainda mais pelos berros do híbrido, mas ambos precisavam se resolver para se amarem ou se odiarem logo de uma vez. Tyler não tem previsão de volta e muita gente ama Klaroline. Essa é a demanda amorosa que será atendida daqui para frente. Está na cara que eles vão se tornar amiguinhos, ainda mais depois da afirmação do Original de estar preso em Mystic Falls sem caçar o antigo lobinho de estimação.

 

Outro detalhe que brilhou demais no episódio foi a despedida entre Katherine e Elijah. Fiquei chocada com a atitude dela em dar a cura a ele em sinônimo de confiança. Realmente não era de se esperar que ela agisse dessa forma e isso demonstrou que, pelo menos um pouco, a vampira se importa com Elijah. Ela realmente abriu mão daquilo que a fará livre para mostrar que é suscetível a mudanças. Claro que ser confiável é uma tarefa nova para Katherine, mas Elijah sempre a amou e esse sentimento tão importante pode mudar as pessoas. Por isso que ele não desistiu dela e aceitou a trégua. Foi lindo ela admitir que se perdeu ao longo do percurso e que quer voltar ao caminho certo tendo ele com ela.

 

Por fim, Rebekah me tirou do sério, mas o diálogo dela com Katherine e depois com Elijah foi de grande relevância. Por mais que seja bonito, concordo com Kath com relação a beber a substância. Ela só apagará a humanidade de quem a ingerir, mas não eliminará as atrocidades cometidas no passado. Rebekah terá que conviver com tudo o que fez ao longo da vida, sendo humana ou não. Mas foi bonito ela dizer ao irmão que quer a cura por questões de independência. A vampira quer decidir o futuro por si, isso é justo, pois a personagem sempre se dá mal por se deixar levar em determinadas situações pelos irmãos e sempre é apunhalada pelas costas. De fato, deve ser cansativo. Rebekah sempre foi a marionete dos Originais e eu queria que ela bebesse a cura, mas as coisas não funcionam assim em TVD.

 

Agora, me pergunto o que Elijah fará com a substância, o símbolo de confiança que Katherine deu a ele. Será que ele vai trai-la? Acho que não, pois ainda tenho fé que ele vai tentar negociar a liberdade da amada. A lista de demandas do Original para Klaus será bem longa, sem dúvidas, e mal posso esperar para ver o carão do híbrido quando perceber que não terá a substância tão fácil assim. Nem preciso dizer que Rebekah também né?

 

The Vampire Diaries só retorna no dia 18 de abril. Amém, aleluia, glória a Deus!

Stefs
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