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28/abr

Alguém aí ficou com vontade de morar em Nova Orleans? Porque eu fiquei e não quero mais voltar para Mystic Falls. Minha decepção com The Vampire Diaries está tão grande que parecia que assisti a uma nova série (o que não deixa de ser um fato) em que Elena e os Salvatore foram reduzidos a meros coadjuvantes, onde toda aquela missa chata e sonolenta de humanidade, elo e cura jamais tivesse existido. Me senti glorificada em nome de Silas por não ter assistido essas picuinhas esta semana e queria que este episódio já fosse o season finale. Sim, estou sendo drástica ao escrever isso, pois a série pertence a minha lista de favoritas e ela tirou o ano para me pentelhar, like a boss.

 

O piloto de apresentação de The Originals causou certo rebuliço nas redes sociais na quinta-feira (25/04) e não foi para menos. Klaus deixou Mystic Falls e voltou à cidade Natal, movido a um único objetivo: encontrar a bruxa Jane-Anne, personagem que não durou mais de 10 minutos dentro da trama, antes de ser caçado por ela. Mesmo que essa tenha sido a motivação dele para voltar à Nova Orleans, o que capotou o híbrido foi o fato de que ele vai ser papai. Alguém consegue imaginar isso? O mais tenso é que a mãe será Hayley.

 

Eu não fiquei tão abobalhada com a informação, pois tinha batido de frente com um spoiler que avisava que alguém apareceria grávida. Pelo menos escolheram a personagem adequada, pois não conseguia ver ninguém mais com a síndrome Bella Swan.

 

A alegria de Klaus ao chegar à cidade foi anulada pouco a pouco e os rompantes de raiva do híbrido foram incríveis de assistir, pois os piores traços da personalidade dele se sobressaem, como o egocentrismo e o fato dele ser muito, mas muito mimado e birrento. Além da gravidez, ele acreditou em Cristo que o mundo cairia aos seus pés até encontrar o antigo pupilo, o divo Marcel. Curti demais o personagem e fui com a cara dele à primeira vista, quando vi a promo. Ele é um tipo de personagem que precisava existir em The Vampire Diaries, por ser extremamente alto astral, engraçado, de bem com a vida e confiante. Marcel simplesmente foi O Cara durante o episódio inteiro e não perdeu nenhuma oportunidade para vangloriar Klaus, como também para reduzi-lo a poeira.

 

Marcel manteve-se na cidade e criou o próprio império, onde ele conquistou o que Elijah muito bem pontuou no começo do episódio: poder, lealdade e família. Ele é respeitado, amado, tem uma família fiel e anda na rua como um rei. Todos os vampiros que rodeiam Marcel não hesitam em defendê-lo. Tudo isso entrou em contraste com a existência de Klaus, que não teve nada disso, nem em Nova Orleans e nem em Mystic Falls, por sempre querer controlar as pessoas pelo medo. No meio do caos por conta da novidade do bebê, o híbrido bateu de frente com uma realidade que ele não esperava, pois achou que iria ser aceito e bem-vindo na cidade que ele chama de sua, algo que não aconteceu.

 

Nova Orleans não pertence mais ao Klaus, como Mystic Falls também nunca pertenceu, e neste episódio isso ficou claro como água para o híbrido que ficou o resto da trama completamente injuriado.

 

O ponto alto de The Originals, sem dúvidas, não foi a gravidez, mas sim, as interações entre Klaus e Marcel que serviram para mostrar o antes e o depois de Nova Orleans. A cena da qual Marcel encurrala Jane-Anne foi a melhor e não tinha como não querer fazer parte daquela bagunça. Se o efeito era causar uma vontade louca de vibrar com um bando de vampiros alucinados, os produtores conseguiram, pois eu me jogaria muito fácil ali. Uma coisa que me deixou encucada foi com o fato de Marcel não ser pintado realmente como um vilão em potencial, pois ele é legal demais, mesmo com o papo de proibição aos outros seres sobrenaturais. Sem contar que o vampiro é compreensivo e agradável com a família. Mesmo sendo o rei da rua, ele me pareceu muito inofensivo. Vamos aguardar!

 

Com lobisomem e vampiro em cena, só faltava a bruxa para esquentar as coisas. Jane-Anne não durou muito tempo para contar história e isso ficou nas mãos de Sophie. A justificativa para Klaus ser atraído para o antigo lar é justamente para enxotar Marcel da cidade. Claro que para ele é muito conveniente, pois o Original tem sede de poder e, depois de quase ser humilhado dentro de uma das festinhas do pupilo, o híbrido não ia deixar barato, né?

 

Eu simpatizei com Sophie, especialmente porque ela se mostrou sabida das coisas, muito madura e mais presente que Bonnie (me dói dizer isso, mas é a verdade). Isso não inclui de maneira específica as questões de feitiçaria (Bonnie avançou muito, diga-se de passagem), mas de atitude. Por não poder usar mágica, Sophie apresentou uma personalidade forte e foi extremamente convincente ao dar ordens a Klaus e ameaçá-lo ao colocar o bebê na zona de perigo.

 

Dentre tantos personagens bacanas, tivemos que lidar com a velha guarda de TVD e quem representou esse lado da moeda foi o querido Elijah, sensato e compassivo como sempre. Ele parecia o pai da criança, com aqueles olhos brilhantes e sorrisos bobos, o que mostrou que o Original não é tão frio quanto se imagina. O vampiro apenas é controlado e sabe onde compensa o gasto de energia. A conversa entre Klaus e Elijah foi extremamente crucial, pois foi ela que norteou o fim do episódio, onde o híbrido finalmente aceitou a paternidade, mas sem deixar de lado a chance de pensar em maldades.

 

No meio do caminho, Elijah vangloriou o prazer de ser Mikaelson e a influência de ser um vampiro Original, onde itens como poder, lealdade e família deixaram de ser prioridade, pois Klaus foi movido pela ganância e destruiu tudo. Elijah ainda tentou ter apoio de Rebekah, mas ninguém melhor que ela para saber o quanto o híbrido não vale o esforço e foi lindo ela questionar até quando o irmão vai lutar pela redenção de Klaus.

 

O incrível de Elijah é que ele se destaca com grande facilidade por sempre manter a compostura diante de situações que seria muito fácil espernear. Do começo ao fim do episódio, o Original manteve o mesmo tom de voz e o mesmo autocontrole, o que o coloca como alicerce fundamental para derrubar Marcel e fazer com que Nova Orleans volte a ter um balanço de seres sobrenaturais. Por ser o juízo de Klaus, Elijah não dará o braço a torcer para atingir os objetivos de recriar uma família. Não é à toa que ele abriu mão de Katherine para ajudar o irmão que, em votação geral, não merece nem um pingo de apoio. Porém, quando se trata de irmandade, as coisas sempre ficam mais complicadas. Os Salvatore, mesmo não sendo o melhor exemplo no momento, se adequam por sempre se ajudarem em momentos de crise.

 

Qualquer chance de Klaus recomeçar foi por água abaixo. Marcel domina e ponto final. Porém, essa liderança serviu de foco para dissolver logo de uma vez o fato que meio mundo já deveria imaginar ser o maior problema do híbrido: a solidão. Camille, ao que parece a única humana de Nova Orleans, finalizou o piloto com chave de ouro ao descrever o artista que pintava a tela como um alguém solitário, sombrio, com medo de lidar com os próprios demônios, algo que remeteu de forma indireta no Original.

 

Tudo o que Klaus quer é ser amado e se sentir importante. Se não fosse por isso, ele já teria desistido de Caroline por mero orgulho. Porém, com relação a ela, é notável que o que o híbrido sente ao menos é verdadeiro. O que foi a ligação dele para ela, gente? O maior resgate de todos os tempos sobre ele querer mostrar a ela o mundo cheio de cultura, com boa música e bons restaurantes que, provavelmente, ela amaria. Eu ainda acredito em Klaroline, pois, por mais que o Original a tenha feito sofrer, eles precisam honrar essa parte do fandom o mais rápido possível. Afinal, se Elena cedeu ao Damon depois de tudo o que ele fez (claro que não se compara em nada com as destruições desumanas de Klaus), Caroline pode dar ao menos um beijinho no híbrido para deixar todo mundo feliz.

 

Enquanto isso, em Mystic Falls…

 

Elena ficou enjaulada e muda. Ela podia ficar assim para sempre, fato. Não senti falta do Tefinho, nem do Damon, e nem de todo aquele mimimimi por causa de algo ou alguém. Só achei que a galera estava muito sossegada para quem perdeu a cura. Bem, em uma cidade onde há formandos que não vão para a escola, se preocupar com a cura é o de menos. E nem adianta dizer que o episódio não podia citar isso porque era dos Originais. Nada a ver! Em Supernatural ‘n’ coisas acontecem ao mesmo tempo e o plot principal sempre está na boca dos Winchester. The end!

 

Para não perder o post, Katherine também merece uma menção honrosa. Fiquei bem triste por ela ter sido largada por Elijah. Tudo bem que a causa parece nobre, mas isso me faz pensar: será que Klaus vale tudo isso? Depois de tudo o que ele causou? Será que ele merece um voto de fé? Tenho lá minhas dúvidas, mas, como Klaus quer tirar Marcel do poder, não duvido que o híbrido entre no jogo até quando achar conveniente e depois mande todo mundo passear para fazer do jeito dele. Coisas de um Mikaelson mal compreendido.

 

Itens top de The Originals: trilha sonora (Elijah), efeitos especiais (Elijah) e as festas do Marcel (e o Elijah). Comprando a passagem para Nova Orleans now (para ver o Elijah)!

 

Honestamente, eu gostei do piloto. Só não curti muito a ideia de gravidez. Ainda acho meio bizarro fazer essa mistura entre personagens sobrenaturais, mesmo que seja dois lobisomens, algo bem mais plausível que dois vampiros, né? Pelo menos, não foi a Elena.

 

A pergunta é: como os Originais ficarão em The Vampire Diaries, já que foi confirmado que eles terão a série no segundo semestre?

 

À espera de um milagre!

Stefs
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  • heyrandomgirl

    Pelo menos não foi vampiro com vampiro, pois aí sim eu ficaria POSSESSA hahahahahah. Eu tbm não gosto da Hayley e ela logo de cara se deu bem ficando grávida do divo Klaus. I can't. Klaroline precisa rolar pra JÁ.

    Klaus e seu sorriso com covinhas er do Joseph na verdade (L) Esse filho dele vai ser projeto de filme de terror, vai por mim.

    Elijah suspende qualquer explicação. Qdo ele fala Niklaussssssssssssssssssssssssssssss eu tenho vontade de saltar na TV e NHAC. KKKKKKKKKKKKKKKKKK

    Beijoa, gata! 😀

  • Isis Renata

    Não tem jeito né prima? toda série de vampiro sempre cai nessa questão apocalíptica de 'eles engravidam' rs eu achei meio "WTF" porque não vou com a cara daquela zinha lobinha ><
    a demais, o episódio foi bem mais cara de vampiros, bons motivos para ser um e etc.
    acredito que as bruxas super honraram, tal qual Marcel também.
    fiquei fangirling na ligação do Klaus e desejo arduamente que algo aconteça (muito improvável, mas enfim).

    não vou aqui dizer TUDO o que Elijah é, porque né? nós já sabemos. e concodo contigo na questão de que ele manteve a postura durante todo o episódio

    (: bora aguardar !
    um beijo