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29/abr

Os posts dedicados ao meu pseudolivro deram um pausa pelo simples fato de eu não ter tido tempo suficiente nesses últimos dias para ficar focada nele. Junto a isso, bateu a crise de autoestima e resolvi diminuir o que fiz nos últimos meses a uma fanfic. Não adianta arregalar os olhos, pois é uma questão de ressuscitar minha conta no FanFiction.net e publicar tudo o que escrevi lá. Tudo bem que isso causaria meu assassinato, onde minha irmã seria a mandante do crime, mas aquela expectativa de escrever meio que morreu.

 

A partir de agora, não chamarei esta fase do We Project de revisão, mas de reescrita. Vou explicar o porquê disso.

 

Como comentei aqui no Random Girl, terminei a primeira revisão do pseudolivro em fevereiro. Só faltei lançar fogos de artifício, pois realmente fiquei satisfeita com o resultado. Fiquei mesmo, de verdade. Porém, aquela síndrome perfeccionista de Spencer Hastings bateu forte e eu comecei a entrar em crise de escrita. Essa crise se refere ao momento onde não tenho mais vontade de escrever. Quando digo “não tenho mais vontade de escrever”, simplesmente quero dizer que não quero mais escrever. Tipo, nunca mais!

 

Eu tinha terminado o que achei que seria a versão final do WP, mas me convenci de que não há uma versão final. O simples fato de achar que não haverá um término concreto na minha relação com o pseudolivro me aborreceu. Comecei a fazer perguntas: quantas vezes terei que reescrever o WP? Quantas vezes terei que revisar? Quando isso acabará? Tudo soa como um círculo vicioso, onde eu fico no piloto automático de escreve e revisa, escreve e revisa. Isso me rendeu uma crise nervosa que me levou a largar tudo. Me rebaixei ao pijama e à televisão, com uma tremenda falta de dignidade. Estava decretado meu luto no mundo da escrita.

 

Claro que isso não durou muito tempo, pois comecei a ter insights (e eu preciso trabalhar!). Eu tinha esquecido como as pausas das tarefas são realmente boas para refletir e resolvi adotar a pose de pseudo-escritora. Tracei prioridades que serviram de desculpa por ter deixado o blog às moscas, mas a pausa foi rentável. Só precisava me convencer de que eu e o WP voltaríamos a ter o casamento perfeito.

 

O primeiro passo foi tentar separar aquilo que me faz feliz, daquilo que me faz infeliz dentro da história. Depois de um passeio no arquivo, descobri que o começo do enredo era o responsável em me deixar irritadiça, por não ter uma cronologia tão clara. Eu tinha plena consciência disso, mas persisti até ter uma conclusão do enredo para chamar de meu, mas não deu muito certo. Eu achava que estava tudo nos conformes, que arrasei no background dos personagens, mas, quando comecei a ler, parecia que estava lendo minha primeira fanfic (exageradaaaa!).

 

Já disse que odeio revisar, né? Tudo por causa das descobertas nada pertinentes com relação àquilo que escrevo (Ok! Elas são pertinentes, mas não gosto de me convencer de que estou errada. Sou teimosa e chata!). Por isso, parti para o método que definiu o WP mais uma vez: a criação de um novo roteiro.

 

Depois de ficar semanas triste (na verdade ainda estou), uma luz invadiu minha mente. Na verdade, o Sr. Hitchcock me deu certa inspiração (isso aconteceu depois que li um livro sobre ele, cuja resenha será postada aqui em breve), porque ele foi bem famoso por ser control freak com os roteiros dos filmes, com a equipe e com os atores. Pois bem! Peguei todas as folhas de sulfite da impressora e resolvi ser bicha má com o roteiro do WP, com a minha equipe que sou eu e os meus personagens. Todos passaram pelo pente fino.

 

Aproveitei os longos períodos dos quais fiquei estirada na cama e arrumei todos os furos do enredo. Voltei a eliminar muitos personagens, criei novos amores e renomeei outras figuras. Dentre todos os fatores ajustados, o mais importante era a relação dos protagonistas do WP. Eu queria mais que um relacionamento amoroso. Queria mais que a popular e patética piscadinha seguida do sorriso torto. E eu sei que meu casal, no fim das contas, vai me matar.

 

Ao fazer essa reunião comigo mesma, me senti até que melhor, um pouco motivada, como se realmente tivesse voltado a me dedicar a algo que não quero simplesmente desistir. Neste dia, eu esperei a pizza chegar com o novo roteiro pronto, esquadrilhado, preparado para ganhar uma nova vida com novas palavras. Mas, o que aconteceu? Peguei as folhas, coloquei dentro de uma pasta e disse adeus. É o período de negação que bateu de frente comigo, causado pelo trauma adquirido no estágio: o medo de escrever. Além de um roteiro fresco, eu precisava de uma motivação que não encontrava em canto nenhum. A terapia foi ler Tumblrs de autoajuda literária.

 

Quotes atrás de quotes e dicas para inspirar o escritor. Acho que decorei todas elas até me convencer de que precisava reagir. Um belo dia, estufei o peito e voltei a assumir o caráter profissional da coisa toda. Se escrever é o mesmo que reescrever, então, por que não dar um reboot no We Project?

 

Voltei à estaca zero. Com o roteiro fechado, só precisava tomar coragem para fazer uma coisa: abrir o documento do pseudolivro.

 

Eu tive que enfrentá-lo. Podia sentir que ele ria da minha cara e ordenou que eu o desafiasse. Bati a mão na mesa e anunciei: challenge accepted. Simplesmente abri o arquivo e “rasguei” tudo o que produzi em 5 meses. Quando digo “rasgar”, isso quer dizer que eu deletei. Tudo. Ok! Não foi tão dramático assim, porque eu tenho um backup salvo, mas deletar me colocou de volta no controle da situação e, se houvesse garantias de que jogar o notebook para o alto e deixá-lo cair no chão o manteria intacto, teria feito isso, como se ele fosse um monte de papéis picotados dispersos no ar.

 

Muito bem! Consegui colocar na minha cabeça que precisava de uma boa dose de disciplina para me dedicar ao WP como ele merece, nem que fosse 10 minutos por dia. Profissionalismo. Eu tenho que grudar essa palavra em cada canto do meu quarto, pois é muito fácil eu descer de nível e ser estagiária. Comecei devagar, com a intenção de fazer alguns ajustes, mas, como sempre, me estressei. Fiquei enraivecida porque comecei a escrever feito uma doida varrida e o capítulo 1 ficou do tamanho da junção de 5. Apaguei o que escrevi e comecei de novo.

 

Encontrei muito mais dificuldade em recomeçar. Não por duelar com meus demônios internos, mas porque eu queria vomitar palavras que empacavam o tempo inteiro. Só para vocês terem uma ideia, eu andava com um bloco de papel para cima e para baixo, dentro do trabalho e dentro de casa, pois eu rascunhava qualquer início de parágrafo. O problema é que anulava a ideia logo em seguida. Trabalhar no WP se tornou algo dramático e cansativo demais.

 

Até que o brilho de uma manhã fria me deu tudo o que precisava: inspiração. Refiz o primeiro capítulo em 30 minutos. Ao reler, percebi que era aquilo que eu queria. A partir daí, voltei a me policiar para não bitolar demais e coloquei de volta a condição de projeto ao WP, com toda uma análise peculiar, reunião criativa comigo mesma, e mais anotações de rodapé no roteiro. É nesse momento que agradeço ao tio Hitchcock, pois ele me deu um chute na traseira.

 

Mesmo com toda organização que me dispus a ter e com o profissionalismo de levar um livro a sério, é difícil engatar o WP como antes. Acho que perdi a crença de um futuro para ele. O pseudolivro era o que me mantinha animada, até para aguentar os dias ruins no trabalho. Acho que estou cega ou com a cabeça muito cheia de problemas, pois o brilho não existe mais. É triste dizer isso, mas é verdade.

 

Eu volto para setembro do ano passado e faço um comparativo. Eu estava na empolgação, deve ter sido por isso que conduzi a história muito rápido. Agora, com a dose de profissionalismo, escrever requer pausas analíticas, uma releitura de todos os capítulos antes de começar o próximo, pois uma brecha pode destruir tudo. No meio disso, há uma pseudo-escritora bem desiludida, o que influencia para que ela não escreva.

 

Se alguém tiver um antídoto para dar animação, por favor, deposite nos comentários ou mande via TARDIS, porque está tenso, vou te contar.

 

Termino este post com um novo We Project, que não remete mais ao que ele era antes, pelo menos não os 10 primeiros capítulos. Sim, minha gente, nessa brincadeirinha me vi na elaboração de uma história nova, porém, com os mesmos personagens e os mesmos objetivos, mas em situações completamente diferentes. Chorando lágrimas de sangue!

Stefs
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  • heyrandomgirl

    Nossaaaaaaaaaaaaaaa! Vou colocar
    no spam como AMEAÇA de P para P Hahahahahahahahaha
    Socorro, indo pras colinas :(

    Love you!

  • heyrandomgirl

    Nossaaaaaaaaaaaaaaa! Vou colocar no spam como AMEAÇA de P para P Hahahahahahahahaha (@Mamma) Socorro, indo pras colinas :(

    Love you!

  • P, me reservo a fazer um direto comentário a respeito do que falou neste post, alias bem esclarecedor, porém acredito que o direi pessoalmente se assim me permitir (aham que preciso de permissão nessa bagaça).

    Love u